{"id":80135,"date":"2023-11-20T16:45:00","date_gmt":"2023-11-20T19:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/alteracoes-mudam-projeto-original-da-reforma-tributaria\/"},"modified":"2023-11-20T16:45:00","modified_gmt":"2023-11-20T19:45:00","slug":"alteracoes-mudam-projeto-original-da-reforma-tributaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/alteracoes-mudam-projeto-original-da-reforma-tributaria\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es mudam projeto original da reforma tribut\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \/ SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 20 nov, 2023) &#8211;<br \/>\nA PEC 45\/2019, que trata da reforma tribut&aacute;ria e que h&aacute; 30 anos est&aacute; em discuss&atilde;o no Brasil, passou por mais uma etapa no Plen&aacute;rio do Senado, que aprovou no &uacute;ltimo dia 8 de novembro a proposta em dois turnos de vota&ccedil;&atilde;o e agora a mat&eacute;ria segue para a C&acirc;mara dos Deputados, de onde o texto original veio, porque foi modificada no Senado.<\/p>\n<p>Uma das principais cr&iacute;ticas &agrave; PEC 45\/2019 &eacute; que a proposta apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que tinha na sua ess&ecirc;ncia a simplifica&ccedil;&atilde;o de tributos e do modelo em funcionamento no pa&iacute;s, ganhou novos contornos nas m&atilde;os do relator no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), que incorporou uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;O texto prev&ecirc; a substitui&ccedil;&atilde;o dos conhecidos tributos ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins por tr&ecirc;s novos: IBS &ndash; Imposto sobre Bens e Servi&ccedil;os; CBS &ndash; Contribui&ccedil;&atilde;o sobre Bens e Servi&ccedil;os; e IS &ndash; Imposto Seletivo (IS). A proposta tamb&eacute;m prev&ecirc; isen&ccedil;&atilde;o de produtos da cesta b&aacute;sica e uma s&eacute;rie de outras medidas&rdquo;, explica Angel Ardanaz, advogado na <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/ardanazsa.adv.br\/'>Ardanaz Sociedade de Advogados<\/a> e Professor Universit&aacute;rio nas disciplinas de Direito Empresarial e Direito Tribut&aacute;rio.<\/p>\n<p>A CBS, federal, e o IBS, estadual e municipal, que tributam o consumo, s&atilde;o formas de IVA &ndash; Imposto sobre Valor Agregado. Esse tipo de tributo incide somente sobre o que foi agregado em cada etapa da produ&ccedil;&atilde;o de um bem ou servi&ccedil;o, excluindo valores pagos em etapas anteriores.<\/p>\n<p>O IVA j&aacute; &eacute; adotado em 174 pa&iacute;ses com a ideia &eacute; acabar com a incid&ecirc;ncia de tributa&ccedil;&atilde;o em cascata. A ideia da n&atilde;o cumulatividade nos tributos &eacute; positiva, de modo que propicia a gera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito ao longo da cadeia tribut&aacute;ria.<\/p>\n<p>&ldquo;A ado&ccedil;&atilde;o do IVA come&ccedil;ou na d&eacute;cada de 1960 na Dinamarca, Alemanha e Fran&ccedil;a. Na d&eacute;cada de 1970 a Comunidade Europeia estabeleceu a obrigatoriedade de ado&ccedil;&atilde;o do tributo pelos pa&iacute;ses-membros&rdquo;, diz Ardanaz.<\/p>\n<p>Senadores da oposi&ccedil;&atilde;o da reforma tribut&aacute;ria alegam que o excesso de setores e produtos que ficar&atilde;o em regimes diferenciados da regra geral do futuro IVA distorcem seu objetivo e podem onerar demasiadamente aqueles setores n&atilde;o contemplados, bem como contemplar o Brasil como o pa&iacute;s com uma das maiores al&iacute;quotas de IVA do mundo.<\/p>\n<p>Entre os setores que ter&atilde;o regimes diferenciados de acordo com o texto aprovado pelo Plen&aacute;rio do Senado est&atilde;o os de transportes, combust&iacute;veis, saneamento, planos de sa&uacute;de, setor imobili&aacute;rio, jogos de progn&oacute;sticos, loterias e institui&ccedil;&otilde;es financeiras, incluindo os bancos.<\/p>\n<p>Embora o relator&nbsp;Eduardo Braga tenha destacado que a proposta n&atilde;o vai representar aumento de carga tribut&aacute;ria, pois o texto prev&ecirc; uma trava para a cobran&ccedil;a dos impostos sobre o consumo, ou seja, um limite que n&atilde;o poder&aacute; ser ultrapassado, o entendimento do senador Rogerio Marinho (PL-RN) &eacute; exatamente o contr&aacute;rio, pois para ele na pr&aacute;tica aumentar a carga tribut&aacute;ria para a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o vai aumentar.<\/p>\n<p>&ldquo;A ideia da neutralidade &eacute; uma fal&aacute;cia, afinal a conta n&atilde;o &eacute; t&atilde;o complexa ao ponto de ser imposs&iacute;vel de ser feita. Basta realizarmos uma compara&ccedil;&atilde;o com o modelo atual e considerar a abrang&ecirc;ncia da reforma em debate para identificar que haver&aacute; aumento real da carga tribut&aacute;ria em todas as esferas&rdquo;, argumenta Ardanaz.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso &eacute; preciso considerar as benesses concedidas nas esferas municipais e estaduais, tais como aumento da base de c&aacute;lculo do IPTU &ndash; Imposto Predial e Territorial Urbano por decreto e aumento da al&iacute;quota do ITCMD &ndash; Imposto de Transmiss&atilde;o Causa Mortis e Doa&ccedil;&atilde;o com progressividade.<\/p>\n<p>Para o senador Oriovisto Guimar&atilde;es (Podemos-PR), o sistema tribut&aacute;rio vai ficar ainda mais complexo durante o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, porque os atuais tributos v&atilde;o coexistir com os novos.<\/p>\n<p>&ldquo;De fato, o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o &eacute; longo e teremos que coexistir por anos com todos os tributos. Seria mais adequado um per&iacute;odo mais curto, com uma melhor prepara&ccedil;&atilde;o da na&ccedil;&atilde;o, do sistema tribut&aacute;rio e dos contribuintes na absor&ccedil;&atilde;o dos efeitos da reforma tribut&aacute;ria&rdquo;, finaliza Ardanaz.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/ardanazsa.adv.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/ardanazsa.adv.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/284205' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS S\u00e3o Paulo \/ SP&#8211;(DINO &#8211; 20 nov, 2023) &#8211; A PEC 45\/2019, que trata da reforma tribut&aacute;ria e que h&aacute; 30 anos est&aacute; em discuss&atilde;o no","protected":false},"author":1,"featured_media":80136,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-80135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80135"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80135\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80136"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}