{"id":73855,"date":"2023-09-25T12:59:00","date_gmt":"2023-09-25T15:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/cobertura-de-doencas-raras-pelos-planos-de-saude-ainda-e-desafio-para-pacientes\/"},"modified":"2023-09-25T12:59:00","modified_gmt":"2023-09-25T15:59:00","slug":"cobertura-de-doencas-raras-pelos-planos-de-saude-ainda-e-desafio-para-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/cobertura-de-doencas-raras-pelos-planos-de-saude-ainda-e-desafio-para-pacientes\/","title":{"rendered":"Cobertura de doen\u00e7as raras pelos planos de sa\u00fade ainda \u00e9 desafio para pacientes"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 25 set, 2023) &#8211;<br \/>\nPacientes com doen&ccedil;as raras ainda encontram dificuldades em obter a cobertura de tratamentos pelos planos de sa&uacute;de, que muitas vezes s&atilde;o multidisciplinares e baseados em pesquisas cient&iacute;ficas ainda em andamento. No Brasil, o <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/doencas_raras_A_Z.pdf'>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a> estima que 13 milh&otilde;es de pessoas sofram com doen&ccedil;as raras, <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2022\/02\/02\/doencas-raras-atingem-cerca-de-13-milhoes-de-brasileiros'>sendo que para 95%<\/a> delas n&atilde;o h&aacute; tratamento especifico. As operadoras de sa&uacute;de, por sua vez, limitam-se a&nbsp;custear medicamentos, exames e procedimentos previstos no Rol de Procedimentos e Eventos da ANS (Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar) que, em geral, contempla apenas tratamentos padronizados.&nbsp;<\/p>\n<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estabelece como <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.rarediseasesinternational.org\/pt-br\/vivendo-com-uma-doenca-rara\/'>doen&ccedil;as raras<\/a> aquelas que acometem 65 em cada 100 mil pessoas.&nbsp;Em geral, essas enfermidades s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas, degenerativas, progressivas, incapacitantes e, at&eacute; mesmo, fatais. E o tratamento para elas costuma ser de alto custo, o que dificulta o acesso dos pacientes.<\/p>\n<p>Um exemplo &eacute; o medicamento <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/youtu.be\/8lwBWmD_i1Y'>ravulizumabe<\/a>, indicado para a hemoglobin&uacute;ria parox&iacute;stica noturna (HPN), uma doen&ccedil;a considerada <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/doencas_raras_A_Z.pdf'>rara pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<\/a>. O custo de apenas um frasco dessa medica&ccedil;&atilde;o pode ultrapassar os R$ 44 mil. E, apesar de ter registro sanit&aacute;rio no Brasil, o ravulizumabe ainda n&atilde;o foi incorporado no rol da ANS, o que leva as operadoras a negarem seu custeio.<\/p>\n<p>O professor da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Direito M&eacute;dico e Hospitalar da USP de Ribeir&atilde;o Preto e<a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.eltonfernandes.com.br\/acao-contra-plano-de-saude-advogado'> advogado especialista em plano de sa&uacute;de<\/a>, Elton Fernandes, explica que a aprova&ccedil;&atilde;o de tratamentos pelos planos de sa&uacute;de segue padr&otilde;es que n&atilde;o contemplam, por exemplo, as doen&ccedil;as raras. &ldquo;O que se tem hoje &eacute; um protocolo padr&atilde;o, feito para a maioria dos casos. Mas, quando o paciente possui uma doen&ccedil;a rara, em geral ele excepciona todos os padr&otilde;es. O que precisa, no final das contas, &eacute; ter um olhar mais aberto para a quest&atilde;o e que siga a ci&ecirc;ncia, a despeito do rol&rdquo;, destaca.<\/p>\n<p><strong>Acesso a tratamentos de doen&ccedil;as raras<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2014, vigora a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2014\/prt0199_30_01_2014.html'>portaria 199<\/a> do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que instituiu a Pol&iacute;tica de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave;s Pessoas com Doen&ccedil;as Raras no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Dentre seus objetivos, est&aacute; o estabelecimento de diretrizes de cuidados &agrave;s pessoas com doen&ccedil;as raras em todos os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o do SUS e a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso universal e regulado das pessoas com doen&ccedil;as raras na Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>Como resultado, novos tratamentos t&ecirc;m sido incorporados pelo SUS para o tratamento de doen&ccedil;as raras. No in&iacute;cio de agosto deste ano, por exemplo, Comiss&atilde;o Nacional de Incorpora&ccedil;&atilde;o de Tecnologias no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Conitec) <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.gov.br\/conitec\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/agosto\/conitec-recomenda-incorporacao-de-medicamento-no-sus-que-pode-mudar-o-tratamento-da-fibrose-cistica-no-brasil'>indicou a incorpora&ccedil;&atilde;o<\/a> de medicamentos para o tratamento da fibrose c&iacute;stica e da hemofilia, al&eacute;m do implante intrav&iacute;treo de dexametasona contra edema macular diab&eacute;tico.<\/p>\n<p>No caso dos planos de sa&uacute;de, entretanto, a cobertura de tratamentos limita-se aos tratamentos listados no rol da ANS que, em geral, seguem as indica&ccedil;&otilde;es da bula, conforme explica o advogado Elton Fernandes. &ldquo;O rol de procedimentos da ANS prev&ecirc; como regras gerais o tratamento cl&iacute;nico padr&atilde;o, especialmente com tratamentos listados em bula, mas uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as raras costumam ser tratadas com medicamentos off label&rdquo;, pondera.<\/p>\n<p><strong>Tratamento fora da bula e experimental<\/strong><\/p>\n<p>Considera-se um medicamento off label quando ele &eacute; indicado para um tratamento ainda n&atilde;o previsto em sua bula. Diferentemente do tratamento experimental, que n&atilde;o possui evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica de sua efici&ecirc;ncia, o tratamento off label &eacute; empregado de forma constante pela medicina, especialmente para doen&ccedil;as raras ou mesmo para crian&ccedil;as, cuja realiza&ccedil;&atilde;o de estudos para lan&ccedil;ar medicamentos &eacute; especialmente dif&iacute;cil em compara&ccedil;&atilde;o aos demais.<\/p>\n<p>Um exemplo comum de emprego de tratamento off label s&atilde;o os casos em que o medicamento n&atilde;o possui mais patente, o gera desinteresse da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica pela atualiza&ccedil;&atilde;o de sua bula com os tratamentos poss&iacute;veis, descobertos mais recentemente. Isto porque, como explica o advogado Elton Fernandes, o processo de inclus&atilde;o de novas indica&ccedil;&otilde;es na bula &eacute; caro e nenhuma empresa vai se beneficiar exclusivamente disso.<\/p>\n<p>&ldquo;Na pr&aacute;tica, o que acontece &eacute; que a bula do medicamento sem patente fica congelada com as indica&ccedil;&otilde;es que j&aacute; est&atilde;o aprovadas pela Anvisa e n&atilde;o se consegue evoluir a bula com os novos tratamentos. Quem pagar&aacute; pelos estudos cient&iacute;ficos e pela mudan&ccedil;a da bula para que terceiros se beneficiem? Mas a ci&ecirc;ncia &eacute; muito mais din&acirc;mica, o que pode gerar a recomenda&ccedil;&atilde;o de uso off label do medicamento&rdquo;, pondera.<\/p>\n<p><strong>Lei prev&ecirc; cobertura amparada pela ci&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>O professor de Direito Elton Fernandes ressalta, no entanto, que a Lei dos Planos de Sa&uacute;de prev&ecirc; a cobertura de tratamentos com base na ci&ecirc;ncia,&nbsp; mesmo sem a indica&ccedil;&atilde;o de tratamento em bula ou no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.eltonfernandes.com.br\/rol-da-ans-exemplificativo'>rol da ANS<\/a>, o que engloba os casos de doen&ccedil;as raras. &ldquo;A Lei dos Planos de Sa&uacute;de, atualmente, diz muito expressamente que sempre que houver a indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de um tratamento com base na Medicina Baseada em Evid&ecirc;ncias, ou seja, sempre que houver evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas de que esse tratamento tem reconhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico para o caso, a cobertura pelo plano de sa&uacute;de pode ser buscada&rdquo;, afirma o advogado.<\/p>\n<p>O caminho para isso, por&eacute;m, ainda tem sido a <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.eltonfernandes.com.br\/acao-contra-plano-de-saude-como-funciona'>busca pela Justi&ccedil;a<\/a> diante da recusa dos planos de sa&uacute;de ao custeio de seus tratamentos, sobretudo para a cobertura para doen&ccedil;as raras.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='http:\/\/www.eltonfernandes.com.br' rel=\"follow noopener\">http:\/\/www.eltonfernandes.com.br<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/277647' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS S\u00e3o Paulo, SP&#8211;(DINO &#8211; 25 set, 2023) &#8211; Pacientes com doen&ccedil;as raras ainda encontram dificuldades em obter a cobertura de tratamentos pelos planos","protected":false},"author":1,"featured_media":73856,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-73855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73855"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73855\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}