{"id":73452,"date":"2023-09-20T14:02:00","date_gmt":"2023-09-20T17:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/humanos-nao-detectam-mais-de-25-dos-deepfakes-de-fala\/"},"modified":"2023-09-20T14:02:00","modified_gmt":"2023-09-20T17:02:00","slug":"humanos-nao-detectam-mais-de-25-dos-deepfakes-de-fala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/humanos-nao-detectam-mais-de-25-dos-deepfakes-de-fala\/","title":{"rendered":"Humanos n\u00e3o detectam mais de 25% dos deepfakes de fala"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 12 set, 2023) &#8211;<br \/>\nUm <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0285333'>estudo da UCL<\/a> (University College London) revelou que, em 27% dos casos apresentados aos participantes, eles n&atilde;o foram capazes de determinar se a fala que ouviam era real ou um deepfake.&nbsp;<\/p>\n<p>Estas m&iacute;dias sint&eacute;ticas s&atilde;o produtos da IA generativa, um subconjunto de algoritmos de &ldquo;machine learning&rdquo; (&ldquo;aprendizado de m&aacute;quina&rdquo;, em tradu&ccedil;&atilde;o livre) que aprende os padr&otilde;es de um conjunto de dados.&nbsp;Ou seja, a partir de dados e arquivos reais, os algoritmos geram conte&uacute;do sint&eacute;tico semelhante aos originais.&nbsp;Logo, as novas m&iacute;dias, criadas pela IA generativa, se parecem com humanos e suas a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Enzo Pimentel Nassif, especialista na &aacute;rea de seguran&ccedil;a cibern&eacute;tica e AI, explica que Deepfakes s&atilde;o conte&uacute;dos de m&iacute;dia, como v&iacute;deos, imagens ou &aacute;udios, que foram manipulados usando t&eacute;cnicas avan&ccedil;adas de Intelig&ecirc;ncia Artificial (IA) para criar um conte&uacute;do falso que parece real.<\/p>\n<p>A pesquisa realizou an&aacute;lises em ingl&ecirc;s e mandarim, e identificou que a dificuldade de detec&ccedil;&atilde;o independe do idioma. Al&eacute;m disso, os participantes foram expostos a dois tipos de configura&ccedil;&atilde;o diferentes, un&aacute;rio e bin&aacute;rio. No modelo un&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o, os participantes tiveram acesso a 20 clipes de &aacute;udio distintos, sem saber a propor&ccedil;&atilde;o de deepfakes e &aacute;udios originais neste conjunto, e precisaram apontar quais eram falsos.&nbsp;<\/p>\n<p>Na configura&ccedil;&atilde;o bin&aacute;ria, foi apresentada a mesma quantidade de clipes de &aacute;udio organizados em pares, um deepfake e um original, com a mesma frase falada, e os participantes deviam indicar os falsos. O objetivo desta configura&ccedil;&atilde;o era medir se esta informa&ccedil;&atilde;o ajudaria na detec&ccedil;&atilde;o. Funcionou: em 85,5% das vezes os participantes acertaram, contra 70,3% no modelo un&aacute;rio. No entanto, este n&atilde;o &eacute; um cen&aacute;rio real para humanos identificarem deepfakes.<\/p>\n<p>Enzo aponta a seriedade da quest&atilde;o e afirma que a porcentagem apresentada ainda &eacute; muito alta. &ldquo;A pesquisa mostra a necessidade urgente de solu&ccedil;&otilde;es mais avan&ccedil;adas para enfrentar essa amea&ccedil;a crescente &agrave; integridade da m&iacute;dia&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Nassif explica que &eacute; urgente lan&ccedil;ar luz sobre o assunto e propagar conhecimento para o p&uacute;blico em geral como forma de combater o uso prejudicial dessa ferramenta. No entanto, tamb&eacute;m destaca a import&acirc;ncia dos profissionais, como t&eacute;cnicos de TI, de cyber security e de outras &aacute;reas, se manterem informados sobre o avan&ccedil;o da tecnologia e buscar meios de combater o mau uso da ferramenta e desenvolverem estrat&eacute;gias para a prote&ccedil;&atilde;o proativa contra amea&ccedil;as cibern&eacute;ticas.<\/p>\n<p>A precis&atilde;o de detec&ccedil;&atilde;o de deepfakes por humanos, no modelo mais parecido com a realidade, foi de 73%. Os autores do estudo consideraram que treinar humanos para detec&ccedil;&atilde;o de deepfakes n&atilde;o traz resultados relevantes. Da mesma forma, os estudiosos apontaram que o tamanho do &aacute;udio, o tempo gasto ou o n&uacute;mero de vezes que foi reproduzido n&atilde;o facilitaram a tarefa de detec&ccedil;&atilde;o por humanos.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desempenho de detectores automatizados<\/strong><\/p>\n<p>Os detectores automatizados apresentaram capacidade de detec&ccedil;&atilde;o de 100% &#8211; apenas em fatores desconhecidos, como a identidade do locutor, classificaram erroneamente 25,3% de &aacute;udios reais como deepfakes. Para o profissional, a evolu&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas de deepfake exige uma abordagem cont&iacute;nua de adapta&ccedil;&atilde;o das ferramentas de detec&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o entre diversos setores interessados para enfrentar este desafio.&nbsp;<\/p>\n<p>Nassif reitera que a IA desempenha um papel crucial na ciberseguran&ccedil;a contra deepfakes. A tecnologia &eacute; capaz de analisar padr&otilde;es sutis em imagens e &aacute;udios para identificar inconsist&ecirc;ncias. &ldquo;Redes Neurais Convolucionais (CNNs) e Processamento de Linguagem Natural (NLP) s&atilde;o usados para detectar artefatos em v&iacute;deos e &aacute;udios. Al&eacute;m disso, ferramentas como Autenticidade de M&iacute;dia Truepic e Deepware Scanner ajudam a identificar manipula&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia&rdquo;, afirma.&nbsp;<\/p>\n<p>A conclus&atilde;o foi de que os humanos conseguem detectar deepfakes de fala, mas sem consist&ecirc;ncia, e que se baseiam nas caracter&iacute;sticas naturais do ser humano para identificar as m&iacute;dias falsas. A tecnologia de s&iacute;ntese de fala, contudo, desenvolve habilidades naturais humanas que dificultam a identifica&ccedil;&atilde;o de deepfakes por humanos. <\/p>\n<p>&ldquo;Os especialistas, portanto, sugerem detectores automatizados para captar sutilezas que os humanos n&atilde;o conseguem e a constante atualiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de ferramentas na &aacute;rea de Cybersecurity, AI e ML para garantir que a seguran&ccedil;a estar&aacute; sempre a um passo a frente com a ajuda da tecnologia.&rdquo; complementa Enzo Nassif.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS (DINO &#8211; 12 set, 2023) &#8211; Um estudo da UCL (University College London) revelou que, em 27% dos casos apresentados aos participantes, eles n&atilde;o foram","protected":false},"author":1,"featured_media":73453,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-73452","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73452\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}