{"id":70809,"date":"2023-08-17T16:24:00","date_gmt":"2023-08-17T19:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/pirarucu-de-manejo-da-amazonia-rompe-fronteira-nacional\/"},"modified":"2023-08-17T16:24:00","modified_gmt":"2023-08-17T19:24:00","slug":"pirarucu-de-manejo-da-amazonia-rompe-fronteira-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/pirarucu-de-manejo-da-amazonia-rompe-fronteira-nacional\/","title":{"rendered":"Pirarucu de manejo da Amaz\u00f4nia rompe fronteira nacional"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP.&#8211;(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 17 ago, 2023) &#8211;<br \/>\nAmostras de pirarucu, aproximadamente 100 quilos do produto congelado, chegaram a Vancouver, no Canad&aacute;, e Hong Kong. Esses foram os primeiros envios internacionais de amostras para que os chefs de gastronomia e importadores conhe&ccedil;am o produto.<\/p>\n<p>A iniciativa faz parte do projeto Fish of Change que prev&ecirc; a consolida&ccedil;&atilde;o do pirarucu de manejo sustent&aacute;vel no mercado interno e a oportunidade de inserir no mercado internacional um produto carregado de valor social e ecol&oacute;gico.<\/p>\n<p>A exporta&ccedil;&atilde;o surge como uma janela de oportunidade. A Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) coordena um arranjo comercial entre as &aacute;reas produtivas de diferentes regi&otilde;es e se torna a primeira organiza&ccedil;&atilde;o de base comunit&aacute;ria a exportar o pescado. Dessa forma, o pirarucu pode se tornar o grande s&iacute;mbolo da bioeconomia amaz&ocirc;nica por alinhar a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade com as aspira&ccedil;&otilde;es das comunidades locais e oportunidades de mercado.<\/p>\n<p>O projeto conta com diversas parcerias e apoio estrat&eacute;gico do Servi&ccedil;o Florestal dos Estados Unidos (USFS). &ldquo;O programa Brasil tem um olhar voltado para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e o modo de vida das pessoas, esse projeto representa esses dois pilares. Estamos agindo tamb&eacute;m frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, dialogando com o setor privado e as &aacute;reas protegidas&rdquo;, explica Jayleen Vera, gerente do programa USFS no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Desafios<\/strong><\/p>\n<p>Os desafios e o processo para a exporta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o complexos, o projeto precisa assegurar uma qualidade rigorosa do pescado at&eacute; os outros pa&iacute;ses. A primeira experi&ecirc;ncia de envio internacional possibilitou a cria&ccedil;&atilde;o de um protocolo de exporta&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea, que ir&aacute; nortear as futuras remessas de amostras. Espera-se que ao atingir pedidos comerciais em maior escala, o meio de escoamento do produto seja feito por cont&ecirc;iner frigor&iacute;fico via porto para diminuir os custos log&iacute;sticos.<\/p>\n<p>&ldquo;Acreditamos que essa etapa de envio &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o do projeto, que nos ensinou as dificuldades burocr&aacute;ticas de uma exporta&ccedil;&atilde;o e as complexas etapas envolvidas para conseguirmos as aprova&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para os envios&rdquo;, destaca Simelvia Vida, analista de Recursos Pesqueiros do Instituto Juru&aacute; e respons&aacute;vel pela articula&ccedil;&atilde;o da iniciativa Fish of Change.<\/p>\n<p>A ideia &eacute; expandir a comercializa&ccedil;&atilde;o do pirarucu no Brasil, estreitar os la&ccedil;os com as bases produtivas, aprimorar os processos de beneficiamento do pescado, melhorar a infraestrutura de processamento e a capacidade comercial.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu tenho enxergado essa iniciativa como uma oportunidade de tornar o manejo do pirarucu mais conhecido. &Eacute; uma chance de fortalecer e consolidar esse esfor&ccedil;o de melhorar a renda dos manejadores, aliado a conserva&ccedil;&atilde;o ambiental e a uma vida mais digna &agrave;s comunidades ind&iacute;genas e ribeirinhas da Amaz&ocirc;nia&rdquo;, destaca o assessor da Associa&ccedil;&atilde;o dos Produtores Rurais de Carauar&iacute; (ASPROC) e presidente do Memorial Chico Mendes (MCM), Adevaldo Dias.<\/p>\n<p><strong>Certifica&ccedil;&atilde;o Fairtrade<\/strong><\/p>\n<p>Ainda no escopo da iniciativa, est&aacute; prevista a certifica&ccedil;&atilde;o Fairtrade para duas &aacute;reas de manejo, nas Terras Ind&iacute;genas Paumari, no munic&iacute;pio de Tapau&aacute;, e em comunidades do M&eacute;dio Juru&aacute;, no munic&iacute;pio de Carauari, e da ASPROC, organiza&ccedil;&atilde;o que centraliza o arranjo comercial do pirarucu selvagem de manejo.<\/p>\n<p>A certifica&ccedil;&atilde;o Fairtrade &eacute; um selo global que identifica produtos que foram produzidos e comercializados de acordo com os padr&otilde;es de com&eacute;rcio justo. O selo garante que os produtores recebam um pre&ccedil;o justo por seu trabalho e tenham garantidos direitos trabalhistas b&aacute;sicos, como a proibi&ccedil;&atilde;o de trabalho infantil e trabalho for&ccedil;ado.<\/p>\n<p>A certifica&ccedil;&atilde;o Fairtrade tamb&eacute;m incentiva a produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel, promovendo pr&aacute;ticas que protegem o meio ambiente e a biodiversidade. Estudos mostram que mercadorias com o selo Fairtrade t&ecirc;m uma demanda maior entre os consumidores conscientes, que est&atilde;o dispostos a pagar um pre&ccedil;o mais elevado por produtos que atendem a padr&otilde;es &eacute;ticos e ambientais.<\/p>\n<p>Segundo Jo&atilde;o Campos-Silva, presidente do Instituto Juru&aacute;, para as comunidades que realizam a pesca, ter o selo nas embalagens tamb&eacute;m &eacute; muito interessante. O selo Fairtrade tem alguns mecanismos de benef&iacute;cios financeiros, que al&eacute;m de gerar mais renda com a venda do pescado, exige um arranjo produtivo coletivo e entrega um pr&ecirc;mio anual aos participantes por cumprirem as exig&ecirc;ncias. &ldquo;Esse pr&ecirc;mio &eacute; um volumoso recurso que pode ser usado para a manuten&ccedil;&atilde;o dessa estrutura organizacional do arranjo. Ent&atilde;o, o selo fortalece bastante o arranjo, tanto pela gera&ccedil;&atilde;o de renda direta, como pelo incremento de dinheiro para a manuten&ccedil;&atilde;o da estrutura organizacional. Estamos trabalhando nos desafios de implementa&ccedil;&atilde;o, mas temos dado passos significativos para que a Asproc seja a implementadora do selo&rdquo;, garante.<\/p>\n<p><strong>Hist&oacute;rico<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho do USFS para o desenvolvimento sustent&aacute;vel da cadeia de manejo do pirarucu selvagem come&ccedil;ou em 2015 em colabora&ccedil;&atilde;o com diversas organiza&ccedil;&otilde;es que j&aacute; atuam nesta agenda h&aacute; d&eacute;cadas. Ao longo dos anos foram investidos esfor&ccedil;os na capacita&ccedil;&atilde;o para manejadores e ferramentas para monitoramento, rastreamento e certifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, aprimoramento dos aspectos sanit&aacute;rios, de log&iacute;stica e transporte da cadeia, abertura de mercado, entre outras a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Uma das iniciativas surgidas ao longo do projeto Cadeias de Valor Sustent&aacute;veis foi o Coletivo do Pirarucu, uma rede de lideran&ccedil;as e organiza&ccedil;&otilde;es que representam aproximadamente 4 mil pescadores ind&iacute;genas e manejadores ribeirinhos de pirarucu das bacias dos rios Negro, Solim&otilde;es, Juru&aacute; e Purus, no Amazonas. Para consolidar a cadeia do pirarucu de manejo sustent&aacute;vel e promover a comercializa&ccedil;&atilde;o em novos mercados fora da Amaz&ocirc;nia, o projeto tamb&eacute;m apoiou a cria&ccedil;&atilde;o da marca coletiva Gosto da Amaz&ocirc;nia, tamb&eacute;m gerenciada pela ASPROC, que expandiu a venda do peixe para novos mercados consumidores.<\/p>\n<p>A iniciativa Fish of Change conta com as seguintes parcerias: Opera&ccedil;&atilde;o Amaz&ocirc;nia Nativa (OPAN), que lidera o arranjo, Instituto Juru&aacute;, ASPROC, Memorial Chico Mendes (MCM), Instituto de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel Mamirau&aacute; (IDSM), o grupo BlueYou e SindRio.<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='https:\/\/asproc.org.br\/' rel=\"follow noopener\">https:\/\/asproc.org.br\/<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/291151' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS S\u00e3o Paulo, SP.&#8211;(DINO &#8211; 17 ago, 2023) &#8211; Amostras de pirarucu, aproximadamente 100 quilos do produto congelado, chegaram a Vancouver, no Canad&aacute;, e","protected":false},"author":1,"featured_media":70810,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-70809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70809\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}