{"id":70183,"date":"2023-08-09T12:45:00","date_gmt":"2023-08-09T15:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/previdencia-gasta-r-6-bi-ao-ano-com-insuficiencia-cardiaca\/"},"modified":"2023-08-09T12:45:00","modified_gmt":"2023-08-09T15:45:00","slug":"previdencia-gasta-r-6-bi-ao-ano-com-insuficiencia-cardiaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/previdencia-gasta-r-6-bi-ao-ano-com-insuficiencia-cardiaca\/","title":{"rendered":"Previd\u00eancia gasta R$ 6 bi ao ano com insufici\u00eancia card\u00edaca"},"content":{"rendered":"<p><b>DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS<\/b><\/p>\n<p>(<a target='_blank' href='http:\/\/www.dino.com.br' rel=\"noopener\">DINO<\/a> &#8211; 09 ago, 2023) &#8211;<br \/>\nAs doen&ccedil;as cardiovasculares est&atilde;o entre as principais causas de morte da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Dentre elas, a mais prevalente &eacute; a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca (IC), que atinge aproximadamente <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbepid\/a\/sRPvQmSptS6Tj9D9QVR9rfC\/?lang=pt'>23 milh&otilde;es de pessoas<\/a> no mundo. A condi&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada, atualmente, uma epidemia. Pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento, entre eles o Brasil, t&ecirc;m <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/abccardiol.org\/wp-content\/uploads\/articles_xml\/0066-782X-abc-118-01-0115\/0066-782X-abc-118-01-0115.pdf'>registrado crescimento gradativo<\/a> de sua preval&ecirc;ncia. Um dos motivos &eacute; o aumento da expectativa de vida, na medida em que a IC &eacute; encontrada, principalmente, em faixas et&aacute;rias avan&ccedil;adas.<\/p>\n<p>Essa doen&ccedil;a cr&ocirc;nica &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica que impacta os pa&iacute;ses de maneira global, devido &agrave;s altas taxas de incid&ecirc;ncia, mortalidade e hospitaliza&ccedil;&atilde;o; diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida das pessoas afetadas e de suas fam&iacute;lias; e repercuss&atilde;o negativa na economia.<\/p>\n<p>De acordo com a Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Rio de Janeiro (FIRJAN), entre 2018 e 2021, o sistema previdenci&aacute;rio do Brasil gastou <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/jbes.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/JBES_142-p149-161.pdf'>mais de R$ 18 bilh&otilde;es<\/a> com reposi&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra por conta de afastamentos do trabalho causados pela IC. J&aacute; a perda com a redu&ccedil;&atilde;o da produtividade em territ&oacute;rio nacional (em termos de servi&ccedil;os e bens produzidos) ultrapassou R$ 28 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Estas quest&otilde;es foram discutidas no <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='https:\/\/www.forumdcnts.org\/post\/dcv-ic-2023'>evento<\/a> &ldquo;Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca e Doen&ccedil;as Cardiovasculares: A&ccedil;&otilde;es Necess&aacute;rias para Prevenir e Tratar&rdquo;, promovido pelo F&oacute;rum Intersetorial para Combate &agrave;s Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas n&atilde;o Transmiss&iacute;veis no Brasil (F&oacute;rumDCNTs) em julho. &ldquo;Segundo os painelistas convidados, a&ccedil;&otilde;es efetivas para prevenir e tratar a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca envolvem a multidisciplinaridade e a articula&ccedil;&atilde;o entre as esferas p&uacute;blica e privada e o terceiro setor&rdquo;, destacou Dr. Mark Barone, coordenador geral do F&oacute;rumDCNTs.<\/p>\n<p>Principal causa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o no SUS, a IC foi respons&aacute;vel por um ter&ccedil;o das interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as cardiovasculares entre 2008 e 2018. Foram mais de 2,8 milh&otilde;es de hospitaliza&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo. &ldquo;&Agrave; medida que as interna&ccedil;&otilde;es se tornam frequentes, a pessoa entra em est&aacute;gios avan&ccedil;ados e numa fase derradeira da doen&ccedil;a&rdquo;, alertou a Prof.&ordf; Dr.&ordf; L&iacute;dia Moura, diretora administrativa do Departamento de Insufici&ecirc;ncia Card&iacute;aca da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).<\/p>\n<p>A maior parte de &oacute;bitos por IC acontece nos hospitais. O Brasil apresenta taxa de <a rel=\"follow noopener\" target='_blank' href='http:\/\/cardiol.br\/portal-publicacoes\/Pdfs\/ABC\/2015\/10406\/i10406002.pdf'>12,6% de mortalidade<\/a> intra-hospitalar, extremamente alta em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas de outros pa&iacute;ses, que est&atilde;o em torno de 5%. A taxa de reinterna&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; elevada &ndash; em um per&iacute;odo de at&eacute; 90 dias ap&oacute;s a alta, cerca de 50% das pessoas voltam a ser hospitalizadas.<\/p>\n<p>Para evitar complica&ccedil;&otilde;es e interna&ccedil;&otilde;es, a melhor estrat&eacute;gia &eacute; tratar o mais cedo poss&iacute;vel. &ldquo;Os est&aacute;gios da insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca s&atilde;o classificados por letras, de A at&eacute; D, conforme o comprometimento do cora&ccedil;&atilde;o. As fases A e B s&atilde;o as melhores para o in&iacute;cio da abordagem farmacol&oacute;gica e da atua&ccedil;&atilde;o da equipe multidisciplinar, voltada para o desenvolvimento de h&aacute;bitos saud&aacute;veis&rdquo;, explicou o Prof. Dr. Luiz Bortolotto, diretor da Unidade Cl&iacute;nica de Hipertens&atilde;o do Instituto do Cora&ccedil;&atilde;o (InCor) do Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). O foco do tratamento devem ser os fatores de risco e morbidades relacionados &agrave; IC. &ldquo;A maioria das pessoas da fila para transplante card&iacute;aco n&atilde;o estaria nessa situa&ccedil;&atilde;o caso recebesse interven&ccedil;&otilde;es farmacol&oacute;gicas e n&atilde;o farmacol&oacute;gicas, preventivas ou precoces, para hipertens&atilde;o, diabetes, doen&ccedil;as isqu&ecirc;micas, valvopatias, obesidade, dislipidemias, entre outras condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Propostas para otimizar o atendimento pelo SUS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;Mais da metade das pessoas que nos procuram menciona dificuldade em iniciar o tratamento no SUS&rdquo;, afirmou Fl&aacute;via Lima, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia com Hipertens&atilde;o Pulmonar e Doen&ccedil;as Correlatas (ABRAF). &ldquo;Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico, elas entram numa esp&eacute;cie de limbo: n&atilde;o conseguem a consulta com o cardiologista e nem retornar &agrave; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Quando s&atilde;o finalmente atendidas na aten&ccedil;&atilde;o especializada, parte delas permanece com d&uacute;vidas ap&oacute;s a consulta&rdquo;, relatou.<\/p>\n<p>&ldquo;A jornada do usu&aacute;rio do SUS ainda &eacute; muito sofrida&rdquo;, concordou Moura. &ldquo;Enquanto ele aguarda a consulta com o cardiologista, pode ser internado de forma emergencial devido a uma descompensa&ccedil;&atilde;o ou mesmo sofrer morte s&uacute;bita&rdquo;. A solu&ccedil;&atilde;o indicada pela m&eacute;dica &eacute; empoderar a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria para que realize o diagn&oacute;stico e a prescri&ccedil;&atilde;o medicamentosa. &ldquo;Com um treinamento simples, o m&eacute;dico de sa&uacute;de da fam&iacute;lia pode identificar a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca e iniciar o tratamento, enquanto a equipe multiprofissional faz abordagens n&atilde;o farmacol&oacute;gicas. Isso vai proporcionar qualidade de vida ao usu&aacute;rio, preven&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&otilde;es e redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade. Posteriormente, o cardiologista, ao atender esse indiv&iacute;duo, far&aacute; mais exames e, se necess&aacute;rio, adequar&aacute; o tratamento&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Estruturar a rede e implementar as linhas de cuidado s&atilde;o os principais desafios da gest&atilde;o&rdquo;, avaliou Elton Chaves, assessor t&eacute;cnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Sa&uacute;de (CONASEMS). A equipe multiprofissional pode auxiliar os gestores nesse sentido, por meio do planejamento terap&ecirc;utico e estabelecimento de fluxos &ldquo;Orientamos a pessoa com IC em seu percurso assistencial, para que ela n&atilde;o fique perdida e lhe seja garantida a integralidade do cuidado&rdquo;, esclareceu a Dr.&ordf; Enilda Lara, coordenadora de projetos do Hospital do Cora&ccedil;&atilde;o (HCor) no &acirc;mbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (PROADI) do SUS,<\/p>\n<p>Chaves frisou a relev&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o ativa da pessoa com IC por meio do autocuidado. &ldquo;O usu&aacute;rio deve ser preparado para tornar-se correspons&aacute;vel pela pr&oacute;pria sa&uacute;de; caso contr&aacute;rio, os demais esfor&ccedil;os ser&atilde;o em v&atilde;o&rdquo;. Nesse contexto, Nascimento sugeriu a atua&ccedil;&atilde;o das equipes de medicina de trabalho. &ldquo;Elas deveriam criar, em suas empresas, comunidades para preven&ccedil;&atilde;o e apoio por meio da Telemedicina&rdquo;, prop&ocirc;s. &ldquo;As pessoas com IC devem ter condi&ccedil;&otilde;es de atuar de maneira proativa na defesa de seus direitos. O F&oacute;rumDCNTs luta para que elas tenham poder de voz e de decis&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&rdquo;, afirmou Patricia de Luca, cofundadora do F&oacute;rumDCNTs e diretora executiva da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF).<\/p>\n<p>Website: <a target='_blank' href='http:\/\/www.ForumDCNTs.org' rel=\"follow noopener\">http:\/\/www.ForumDCNTs.org<\/a><img src='https:\/\/api.dino.com.br\/v2\/news\/tr\/291308' alt='' style='border:0px;width:1px;height:1px' \/><br \/>\nA <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Dino Divulgador de Noticias Online Ltda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DINO DIVULGADOR DE NOT\u00cdCIAS (DINO &#8211; 09 ago, 2023) &#8211; As doen&ccedil;as cardiovasculares est&atilde;o entre as principais causas de morte da popula&ccedil;&atilde;o mundial. 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