{"id":63256,"date":"2022-12-19T10:20:00","date_gmt":"2022-12-19T13:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/2022\/12\/19\/peritos-agrrios-esto-prontos-para-ajudar-na-gesto-territorial\/"},"modified":"2022-12-19T10:20:00","modified_gmt":"2022-12-19T13:20:00","slug":"peritos-agrrios-esto-prontos-para-ajudar-na-gesto-territorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-geocracia\/peritos-agrrios-esto-prontos-para-ajudar-na-gesto-territorial\/","title":{"rendered":"&#8220;Peritos agr&aacute;rios est&atilde;o prontos para ajudar na gest&atilde;o territorial&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><b> AGGEOCRACIA <\/b><\/p>\n<p><b> Jo&atilde;o Daldegan, presidente do SindPFA, revela carta que peritos agr&aacute;rios entregaram &agrave; equipe do governo de transi&ccedil;&atilde;o.<\/b><\/p>\n<p>Ap&oacute;s anos de estrutura&ccedil;&atilde;o interna e forma&ccedil;&atilde;o por iniciativa pr&oacute;pria, o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agr&aacute;rios (SindPFA) afirma ter chegado a 2022 com uma maturidade que lhe permitiu perceber a import&acirc;ncia do cadastro para que o Estado brasileiro conhe&ccedil;a seu territ&oacute;rio, apresente maior assertividade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e para que os propriet&aacute;rios e produtores tenham maior seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e previsibilidade em investimentos. Assim, os peritos agr&aacute;rios apresentaram propostas aos dois candidatos presidenciais e, ao final do seu III Congresso conclu&iacute;do no in&iacute;cio de dezembro, entregaram &agrave; equipe do governo de transi&ccedil;&atilde;o a Carta do III Congresso Nacional dos Peritos Federais Agr&aacute;rios, que a Ag&ecirc;ncia Geocracia divulga aqui com exclusividade.<br \/>\nEm entrevista, o presidente do SindPFA, Jo&atilde;o Daldegan, diz que &#8220;os peritos agr&aacute;rios t&ecirc;m potencial, est&atilde;o preparados e prontos para atuar nos grandes projetos nacionais por meio de uma efetiva gest&atilde;o territorial&#8221;. Mas Daldegan afirma que est&aacute; preocupado com os rumores de recria&ccedil;&atilde;o de um minist&eacute;rio dedicado &agrave; &aacute;rea agr&aacute;ria: &#8220;Exortamos que sejam evitados erros do passado, conferindo a devida import&acirc;ncia ao tema cadastral e fundi&aacute;rio, seja no pr&oacute;prio Incra ou num novo instituto derivado dele, voltado especificamente para esse fim, at&eacute; para que esta nova pasta se torne mais relevante e perene, menos suscet&iacute;vel &agrave;s intemp&eacute;ries da pol&iacute;tica&#8221;.<br \/>\nLeia a entrevista, na &iacute;ntegra, a seguir.<\/p>\n<p><b> O SindPFA tem acompanhado muito de perto a quest&atilde;o da regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e do cadastro territorial no pa&iacute;s. E, com a chegada de um novo governo, enviou &agrave; equipe de transi&ccedil;&atilde;o um documento com sugest&otilde;es sobre esses temas. O que se pode dizer a respeito dessas propostas?<\/b><\/p>\n<p>N&atilde;o temos d&uacute;vidas de que o aspecto cadastral continua sendo o maior desafio &agrave; efetiva gest&atilde;o territorial no Brasil. Ela &eacute; demandada n&atilde;o s&oacute; para a pol&iacute;tica agr&aacute;ria, mas por todos os setores do Estado e para o planejamento de infraestruturas, de pol&iacute;ticas sociais, de energia, de novas fronteiras agr&iacute;colas, tributa&ccedil;&atilde;o etc. Temos plena convic&ccedil;&atilde;o de que &eacute; preciso enfrentar esse tema com maior seriedade. <br \/>\nA estrutura&ccedil;&atilde;o de um cadastro rural robusto, com uma matriz fundi&aacute;ria geoespacializada, atualizada, fidedigna, capaz de integrar os diversos cadastros e sistemas pulverizados nos &oacute;rg&atilde;os num cadastro multifinalit&aacute;rio, com interface com o registro de im&oacute;veis, &eacute; essencial para o avan&ccedil;o de todo o resto. A reforma agr&aacute;ria, a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, o reconhecimento de territ&oacute;rios quilombolas e outras popula&ccedil;&otilde;es tradicionais, a demarca&ccedil;&atilde;o de terras ind&iacute;genas, o combate &agrave; grilagem de terras, o combate ao desmatamento ilegal e &agrave;s queimadas e, de forma geral, todo o planejamento de atua&ccedil;&atilde;o e investimentos p&uacute;blicos demandam esse reposit&oacute;rio de dados dos im&oacute;veis rurais que permita conhecer e acompanhar a din&acirc;mica de meio rural. Do contr&aacute;rio, se o cadastro n&atilde;o der as bases para uma pol&iacute;tica p&uacute;blica adequada neste momento, continuaremos ao longo dos anos tendo que refazer novos, grandes e custosos investimentos nesses processos, e as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis permanecer&atilde;o expostas e fragilizadas.<br \/>\nPara come&ccedil;ar, defendemos a unifica&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e do Sistema de Gest&atilde;o Fundi&aacute;ria (Sigef), ambos do Incra, num &uacute;nico sistema, que constituir&aacute; a base fundi&aacute;ria principal, baseado em padr&otilde;es internacionais da ISO Cadastral 19152\/2012- LADM. E sobre ela se somar&atilde;o as outras camadas, constituindo um cadastro multifinalit&aacute;rio. Em especial, e como escopo inicial, defendemos a integra&ccedil;&atilde;o e a interoperabilidade dessa base com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Ato Declarat&oacute;rio Ambiental (ADA) do Ibama e o Cadastro de Im&oacute;veis Rurais (Cafir) da Receita Federal, al&eacute;m de uma &iacute;ntima interlocu&ccedil;&atilde;o do cadastro com o sistema de registro p&uacute;blico.<br \/>\nComo vis&atilde;o de futuro, defendemos o estabelecimento de uma interface &uacute;nica ou integrada de abordagem e contato do Estado com o produtor rural e o usu&aacute;rio dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, uma &uacute;nica porta de entrada de informa&ccedil;&otilde;es espaciais, eliminando redund&acirc;ncias e sobreposi&ccedil;&otilde;es, apoiando e facilitando o produtor rural de todos os tamanhos e garantindo a ele maior seguran&ccedil;a jur&iacute;dica. Preferencialmente via Incra, pois, com todas as suas limita&ccedil;&otilde;es, &eacute; o &oacute;rg&atilde;o que tem a atribui&ccedil;&atilde;o cadastral e o mais preparado para estabelecer essa rela&ccedil;&atilde;o em todos os seus aspectos, n&atilde;o somente arrecadat&oacute;rio, como seria se fosse concentrado no &oacute;rg&atilde;o tribut&aacute;rio. Ou de um novo instituto derivado dele e voltado especificamente para esse fim.<br \/>\nQuanto &agrave; regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, apontamos que, enquanto o Estado n&atilde;o der a devida import&acirc;ncia a esse tema, teremos infind&aacute;veis &#8220;marcos temporais&#8221; como os da Leis n&ordm; 11.952\/2009 e 13.465\/2017, do C&oacute;digo Florestal e das iniciativas recentes com datas diversas. Para n&oacute;s, &eacute; um erro enxergar essa atividade como tempor&aacute;ria diante do tamanho do desafio que temos, como ocorreu com o Programa Terra Legal. Diante disso, defendemos a reestrutura&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria em terras p&uacute;blicas, que garanta o reconhecimento de direitos territoriais leg&iacute;timos a posseiros e, especialmente, a popula&ccedil;&otilde;es origin&aacute;rias e tradicionais, mas com estrutura &agrave; altura do desafio e sem a terceiriza&ccedil;&atilde;o de atividades sens&iacute;veis como as vistorias em grandes &aacute;reas, sob pena de comprometer nossa soberania e ratificar il&iacute;citos e deriva&ccedil;&otilde;es de conflitos.<br \/>\nDe igual forma, defendemos o aperfei&ccedil;oamento do combate &agrave; grilagem de terras, tornando-a, al&eacute;m de crime, tamb&eacute;m infra&ccedil;&atilde;o administrativa, com a atua&ccedil;&atilde;o do Incra na fiscaliza&ccedil;&atilde;o e na aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es a essa pr&aacute;tica, com uso intenso de geotecnologias.<br \/>\nConsideramos importante intensificar a identifica&ccedil;&atilde;o de terras devolutas e a destina&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas, seja para unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, regulariza&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es consolidadas, para projetos de reforma agr&aacute;ria ou para os estados da Federa&ccedil;&atilde;o, visando a combater a grilagem e a especula&ccedil;&atilde;o. Terra n&atilde;o destinada &eacute; prop&iacute;cia a invas&otilde;es.<br \/>\nE, por fim, tamb&eacute;m defendemos a cria&ccedil;&atilde;o de um sistema federativo de governan&ccedil;a fundi&aacute;ria, com a coordena&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o de terras da Uni&atilde;o  &#8211;  o Incra  &#8211; , com a participa&ccedil;&atilde;o dos demais &oacute;rg&atilde;os federais afetos (ex.: ICMBio, Funai, SPU) e incluindo os &oacute;rg&atilde;os estaduais de terras, pois a maioria das terras p&uacute;blicas est&atilde;o sob o dom&iacute;nio dos estados, para os quais o ente federal precisa apoiar com conhecimento e tecnologia, com a nossa participa&ccedil;&atilde;o como Carreira em sua integra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><b> Recentemente, tivemos a Portaria do Minist&eacute;rio de Desenvolvimento Regional (3.242\/22) que define as diretrizes do Cadastro Multifinalit&aacute;rio e o lan&ccedil;amento do Sinter pela Receita Federal. Como a SindPFA v&ecirc; essas medidas?<\/b><\/p>\n<p>A Portaria MDR n&ordm; 3.242\/2022 &eacute; um importante marco para orientar os munic&iacute;pios na estrutura&ccedil;&atilde;o de seus cadastros imobili&aacute;rios multifinalit&aacute;rios. <br \/>\nEla est&aacute; mais direcionada a orientar a estrutura&ccedil;&atilde;o do cadastro territorial pelos munic&iacute;pios que possuem atribui&ccedil;&atilde;o de instituir seu cadastro, especialmente para im&oacute;veis urbanos, visto que cadastro rural &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o do Incra e j&aacute; tem legisla&ccedil;&atilde;o definida. A portaria, inclusive, toma emprestado o conceito de parcelas certificadas j&aacute; previstas para im&oacute;veis rurais pela Lei n&ordm; 10.267\/2001, cuja certifica&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada pelo Incra por meio do Sigef.<br \/>\nAssim, entendemos que as diretrizes definidas nesta portaria trazem grandes avan&ccedil;os para institui&ccedil;&atilde;o do cadastro territorial multifinalit&aacute;rio pelos munic&iacute;pios, possibilitando que estes possam ser dotados de uma base de informa&ccedil;&otilde;es territoriais para o planejamento p&uacute;blico e execu&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria de compet&ecirc;ncia municipal.<br \/>\nO Sinter, por sua vez, n&atilde;o &eacute; um cadastro territorial. Trata-se de um agregador de dados cadastrais produzidas por outras institui&ccedil;&otilde;es, estas sim respons&aacute;veis por fazer o cadastro territorial de fato, como o caso do Incra para o Cadastro Rural e prefeituras municipais para o Cadastro Urbano, bem como outros cadastros tem&aacute;ticos existentes como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), cadastro de im&oacute;veis da Uni&atilde;o, estradas, redes de energia, entre outros. Por isso, a qualidade do Sinter depende do qu&atilde;o qualificados forem os cadastros territoriais realizados pelo Incra e munic&iacute;pios, dos quais ele se alimenta.<br \/>\nO Sinter &eacute; uma importante base agregadora de informa&ccedil;&otilde;es cadastrais, para que se possa enxergar o pa&iacute;s de forma unificada em uma base de dados. Assim, entendemos que para o sucesso do Sinter n&atilde;o se pode perder de vista ser primordial o investimento na evolu&ccedil;&atilde;o e constitui&ccedil;&atilde;o de cadastros territoriais qualificados pelo Incra e pelos munic&iacute;pios, que s&atilde;o os geradores dos dados cadastrais.<\/p>\n<p><b> Em que sentido iniciativas como as da Receita e do MDR podem ser coordenadas entre diversos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos para se criar uma base de dados georreferenciada unificada no pa&iacute;s?<\/b><\/p>\n<p>A iniciativa da Receita em instituir o Sinter para agregar informa&ccedil;&otilde;es cadastrais passa pela necessidade de coordena&ccedil;&atilde;o entre os diversos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o dos cadastros. Neste aspecto, as diretrizes do MDR s&atilde;o fundamentais para que os munic&iacute;pios produzam seus cadastros territoriais com base nos mesmos conceitos, permitindo a agrega&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es pelo Sinter.<br \/>\nO Incra j&aacute; atua de forma coordenada com a Receita Federal, desenvolvendo e administrando conjuntamente o Cadastro Nacional de Im&oacute;veis Rurais (CNIR), para o qual os dados cadastrais dos im&oacute;veis rurais s&atilde;o produzidos e fornecidos pelo Incra. Mas, para o avan&ccedil;o do CNIR e estrutura&ccedil;&atilde;o do Sinter, &eacute; fundamental que o Incra modernize o seu cadastro de im&oacute;veis rurais, atualmente representado pelo SNCR e Sigef, transformando-os em um plataforma unificada, robusta, constitu&iacute;da por uma matriz fundi&aacute;ria geoespacializada de todos os im&oacute;veis e baseada em padr&otilde;es internacionais da ISO Cadastral 19152\/2012- LADM.<br \/>\nSomente por meio do uso de diretrizes, conceitos e padr&otilde;es comuns pelos diversos geradores de cadastros, que devem trabalhar de forma coordenada e respeitando as atribui&ccedil;&otilde;es legais de cada institui&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; poss&iacute;vel criar uma base de dados georreferenciada unificada no pa&iacute;s.<\/p>\n<p><b> Qual &eacute; o planejamento do SindPFA daqui para a frente no sentido de preparar melhor os peritos agr&aacute;rios para lidar com o cadastro rural e dar mais seguran&ccedil;a aos propriet&aacute;rios no campo?<\/b><\/p>\n<p>H&aacute; pelo menos uma d&eacute;cada, quando realizamos nosso primeiro congresso nacional da categoria, vimos trabalhando esse tema internamente e sensibilizando nossos colegas a trabalharem na &aacute;rea cadastral para identificar melhorias e aperfei&ccedil;oamentos. Tivemos alguns avan&ccedil;os, mas enfrentamos uma vis&atilde;o limitada de gest&atilde;o, ref&eacute;m de uma demanda voltada quase exclusivamente para assentamentos de reforma agr&aacute;ria  &#8211;  o que, por muito tempo, preteriu a &aacute;rea cadastral, atrasando os investimentos necess&aacute;rios nela.<br \/>\nEm 2016, nosso segundo congresso teve como tema &#8220;Governan&ccedil;a agr&aacute;ria como pol&iacute;tica de estado&#8221;, e trouxemos atores internacionais da Espanha, Col&ocirc;mbia e Holanda que nos mostraram modelos conceituais de cadastro pelo mundo, o que nos permitiu explorar melhor os problemas do nosso modelo e o quanto atrasados estamos nessa &aacute;rea.<br \/>\nNos anos seguintes, nos aproximamos da Academia e firmamos conv&ecirc;nio com a Universidade de Ja&eacute;n, na Espanha, para oferecer cursos de especializa&ccedil;&atilde;o e mestrado em Cadastro Multiprop&oacute;sito aos nossos filiados. Ou seja, diante da in&eacute;rcia do Incra, n&oacute;s subsidiamos, com recursos pr&oacute;prios do sindicato, parte dessas forma&ccedil;&otilde;es a peritos federais agr&aacute;rios de todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s.<br \/>\nCom isso, chegamos em 2022 muito mais maduros em rela&ccedil;&atilde;o a essa necessidade e conscientes de onde queremos chegar. Buscamos demonstrar &agrave;s autoridades a relev&acirc;ncia e a preced&ecirc;ncia do cadastro para que o Estado conhe&ccedil;a o territ&oacute;rio e tenha maior assertividade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, e para que os propriet&aacute;rios e produtores tenham maior seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e previsibilidade para investimentos. Desde a campanha presidencial, buscamos as candidaturas para apresentar nossas propostas e, recentemente, realizamos nosso terceiro congresso, quando pudemos lev&aacute;-las &agrave; equipe de transi&ccedil;&atilde;o governamental do setor agr&aacute;rio. Nesse trato, evidenciamos a necessidade de aten&ccedil;&atilde;o adequada &agrave; &aacute;rea.<br \/>\nDefendemos a estrutura&ccedil;&atilde;o e fortalecimento do Incra, incrementando as &aacute;reas de governan&ccedil;a das terras, ordenamento territorial e regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, aplicando-lhe os recursos adequados. Diante dos rumores de recria&ccedil;&atilde;o de um minist&eacute;rio dedicado &agrave; &aacute;rea agr&aacute;ria, exortamos que sejam evitados erros do passado, conferindo a devida import&acirc;ncia ao tema cadastral e fundi&aacute;rio, seja no pr&oacute;prio Incra ou num novo instituto derivado dele, voltado especificamente para esse fim, at&eacute; para que esta nova pasta se torne mais relevante e perene, menos suscet&iacute;vel &agrave;s intemp&eacute;ries da pol&iacute;tica.<br \/>\nTamb&eacute;m reivindicamos a reestrutura&ccedil;&atilde;o da nossa carreira, com o aperfei&ccedil;oamento legal de atribui&ccedil;&otilde;es (especialmente na &aacute;rea fundi&aacute;ria), o estabelecimento de uma atua&ccedil;&atilde;o transversal para podermos atuar na integra&ccedil;&atilde;o entre os &oacute;rg&atilde;os com interface agr&aacute;ria e territorial e a integra&ccedil;&atilde;o de outras forma&ccedil;&otilde;es profissionais, em especial agregando os engenheiros agrimensores, cart&oacute;grafos e ge&oacute;grafos do Incra.<br \/>\nEnfim, temos propostas consistentes e estamos na expectativa de encontrar ouvidos atentos no novo governo e poder construir espa&ccedil;os de discuss&atilde;o. Temos um amplo lastro de fundamenta&ccedil;&atilde;o, inclusive com fontes de recursos e at&eacute; minutas de normativos. Podemos e queremos colaborar. Podemos afirmar, sem titubear, que os peritos federais agr&aacute;rios t&ecirc;m potencial, est&atilde;o preparados e prontos para atuar nos grandes projetos nacionais por meio de uma efetiva gest&atilde;o territorial.<\/p>\n<p>Foto: Ana Cristina Ferreira de Carvalho<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> nao e(sao) responsavel(is) por erros, incorrecoes, atrasos ou quaisquer decisoes tomadas por seus clientes com base nos Conteudos ora disponibilizados, bem como tais Conteudos nao representam a opiniao da <b>OESP<\/b> e sao de inteira responsabilidade da <b>Geodireito &#8211; Solucoes Empresariais em Planejamento e Regulacao<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"AGGEOCRACIA Jo&atilde;o Daldegan, presidente do SindPFA, revela carta que peritos agr&aacute;rios entregaram &agrave; equipe do governo de transi&ccedil;&atilde;o. 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