{"id":63252,"date":"2023-01-16T09:10:00","date_gmt":"2023-01-16T12:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/2023\/01\/16\/car-espetacular-e-mostra-como-agricultor-preserva-natureza\/"},"modified":"2023-01-16T09:10:00","modified_gmt":"2023-01-16T12:10:00","slug":"car-espetacular-e-mostra-como-agricultor-preserva-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-geocracia\/car-espetacular-e-mostra-como-agricultor-preserva-natureza\/","title":{"rendered":"&#8220;CAR &eacute; espetacular e mostra como agricultor preserva natureza&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><b> AGGEOCRACIA <\/b><\/p>\n<p><b>&Agrave; Ag&ecirc;ncia Geocracia, Bernhard Kiep, da Abramilho, comenta transfer&ecirc;ncia do banco de dados para Meio Ambiente e cobra agilidade nas valida&ccedil;&otilde;es estaduais.<\/b><\/p>\n<p>Como uma das medidas de reestrutura&ccedil;&atilde;o implementadas pelo novo governo do presidente Lula, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) acaba de retornar ao Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, depois de anos subordinado ao Minist&eacute;rio da Agricultura. Para tentar entender o que isso significa para o setor agro, a Ag&ecirc;ncia Geocracia conversou com o agricultor e pecuarista Bernhard L. Kiep, membro da Diretoria da Abramilho (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Produtores de Milho) e VP da Abimaq\/Sindimaq (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria de M&aacute;quinas e Equipamentos \/ Sindicato Nacional da Ind&uacute;stria de M&aacute;quinas)<\/p>\n<p>Para ele, independente da transfer&ecirc;ncia, o desafio do CAR continua sendo finalizar a valida&ccedil;&atilde;o dos cadastros, tarefa a cargo dos estados e que, em alguns casos, est&aacute; muito atrasada: &#8220;Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, em Mato Grosso, por exemplo, apenas 26% dos cadastros foram efetivamente validados. No Par&aacute;, estima-se que levar&aacute; de 6 a 7 anos para finalizar a valida&ccedil;&atilde;o de todos os cadastros&#8221;.<\/p>\n<p>Bernhard, que &eacute; ainda executivo da Bermad e conselheiro da Pessl\/Metos, destaca a import&acirc;ncia do CAR, &#8220;um banco de dados espetacular&#8221; que mostra como o agricultor e o pecuarista brasileiros preservam &aacute;reas naturais em grande escala &#8220;como em nenhum outro pa&iacute;s do mundo&#8221;. Ele se diz otimista com a nova gest&atilde;o do CAR: &#8220;Acho importante nos distanciarmos da polariza&ccedil;&atilde;o atual e procurarmos olhar para o que &eacute; melhor para o futuro do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>Acompanhe, a seguir, a entrevista na &iacute;ntegra.<\/p>\n<p><b>O CAR j&aacute; esteve abrigado no Minist&eacute;rio do meio Ambiente. Portanto, estamos falando de um retorno. Na pr&aacute;tica, o que muda para o agricultor com essa transfer&ecirc;ncia?<\/b><\/p>\n<p>Sinceramente, n&atilde;o sei avaliar isso ainda. As informa&ccedil;&otilde;es do CAR s&atilde;o muito importantes para todo o Governo, desde o lado ambiental, administrativo do Minist&eacute;rio da Agricultura, tribut&aacute;rio, ANA (Ag&ecirc;ncia Nacional das &Aacute;guas) etc. Ou seja, os dados s&atilde;o usados em v&aacute;rios departamentos p&uacute;blicos. Independente da transfer&ecirc;ncia, o desafio continua o mesmo, finalizar a valida&ccedil;&atilde;o dos cadastros. Se por um lado, estados como S&atilde;o Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina t&ecirc;m avan&ccedil;ado, a Regi&atilde;o Norte do Pa&iacute;s ainda precisa acelerar o processo. Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, em Mato Grosso, por exemplo, apenas 26% dos cadastros foram efetivamente validados. No Par&aacute;, estima-se que levar&aacute; de 6 a 7 anos para finalizar a valida&ccedil;&atilde;o de todos os cadastros.<\/p>\n<p><b>Os dados do CAR passaram a integrar a base do Sistema de Gest&atilde;o Fundi&aacute;ria (Sigef), do Incra, que, por sua vez, tamb&eacute;m saiu do MAPA, mas para outro Minist&eacute;rio, o do Desenvolvimento Agr&aacute;rio. Como fica essa integra&ccedil;&atilde;o?<\/b><\/p>\n<p>Tenho confian&ccedil;a que os minist&eacute;rios v&atilde;o se integrar e, assim, evitar uma burocratiza&ccedil;&atilde;o ainda maior. Sabemos que governos novos querem mudar muita coisa, mas, no final, acabam se organizando por um fim comum, e as mudan&ccedil;as iniciais ficam menores do que realmente s&atilde;o. A integra&ccedil;&atilde;o do CAR ao Sigef ir&aacute; unificar as informa&ccedil;&otilde;es cartoriais e ambientais do im&oacute;vel rural, agilizando o processo de compra e venda, desmembramento, remembramento, partilha e sucess&atilde;o das propriedades. Em tese, resultar&aacute; em diminui&ccedil;&atilde;o da burocracia.<\/p>\n<p><b>Falando em integra&ccedil;&atilde;o do CAR com outras bases de dados p&uacute;blicas, podemos esperar uma intensifica&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es contra o desmatamento ilegal fruto de um maior cruzamento de dados com plataformas de monitoramento ambiental?<\/b><\/p>\n<p>Inicialmente, todos os colegas agricultores que conhe&ccedil;o s&atilde;o 100% alinhados com o C&oacute;digo Florestal e o respeitam. Uma minoria acaba desrespeitando. Atacar o desmatamento ilegal &eacute; algo que apoiamos. Para isso &eacute; fundamental se assumir que mais de 60% do desmatamento acontece em &aacute;reas do Governo Federal que precisam ser regulamentadas.<\/p>\n<p><b>Um dos desafios do CAR &eacute; concluir a an&aacute;lise dos dados declarados pelos propriet&aacute;rios, um trabalho realizado pelas secretarias dos estados e cujo sucesso depende muito do relacionamento entre o &oacute;rg&atilde;o federal e os estaduais. Como fica essa intera&ccedil;&atilde;o agora?<\/b><\/p>\n<p>Os dados do CAR s&atilde;o um banco de dados espetacular e mostram como os agropecuaristas brasileiros preservam &aacute;reas naturais em grande escala como em nenhum outro pa&iacute;s do mundo! Ou seja, usar esses dados para certifica&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos de carbono e outras a&ccedil;&otilde;es positivas para o Agro e para o Brasil &eacute;, em grande parte, obriga&ccedil;&atilde;o dos governos federal e estaduais. Em mais de 25 anos, vejo que o agro brasileiro se adapta a tudo e se organiza para produzir mais, sem prejudicar o meio ambiente. Quem conhece nosso ramo sabe que preservar o solo, floresta, abelhas, rios e arroios e muito mais &eacute; vital para nosso futuro. Quem n&atilde;o v&ecirc; isso est&aacute; equivocado. A sustentabilidade em nossas propriedades est&aacute; em viver em equil&iacute;brio com a natureza. N&atilde;o cuidar dos recursos naturais &eacute; destruir sua propriedade!<\/p>\n<p><b>Qual sua expectativa com a pr&oacute;xima gest&atilde;o do CAR?<\/b><\/p>\n<p>Entre ser pessimista ou otimista, prefiro ser otimista! Acho importante nos distanciarmos da polariza&ccedil;&atilde;o atual e procurarmos olhar para o que &eacute; melhor para o futuro do Brasil. Produzir mais com respeito &agrave; natureza e equilibrar o lado econ&ocirc;mico e ambiental &eacute; o grande desafio da humanidade. Radicalismo n&atilde;o vai ajudar em nada, para os dois lados!<\/p>\n<p>Foto: Monika Kiep<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> nao e(sao) responsavel(is) por erros, incorrecoes, atrasos ou quaisquer decisoes tomadas por seus clientes com base nos Conteudos ora disponibilizados, bem como tais Conteudos nao representam a opiniao da <b>OESP<\/b> e sao de inteira responsabilidade da <b>Geodireito &#8211; Solucoes Empresariais em Planejamento e Regulacao<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"AGGEOCRACIA &Agrave; Ag&ecirc;ncia Geocracia, Bernhard Kiep, da Abramilho, comenta transfer&ecirc;ncia do banco de dados para Meio Ambiente e cobra agilidade nas valida&ccedil;&otilde;es estaduais.","protected":false},"author":1,"featured_media":63253,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-63252","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-geocracia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63252"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63252\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}