{"id":41995,"date":"2022-10-24T13:54:37","date_gmt":"2022-10-24T13:54:37","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=41995"},"modified":"2022-10-24T13:54:37","modified_gmt":"2022-10-24T13:54:37","slug":"a-inovacao-tecnologica-como-ferramenta-da-nova-revolucao-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/a-inovacao-tecnologica-como-ferramenta-da-nova-revolucao-industrial\/","title":{"rendered":"A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica como ferramenta da nova Revolu\u00e7\u00e3o Industrial"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos marcos da Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, que come\u00e7ou no fim do s\u00e9culo 19, foi o advento da eletricidade nos meios de produ\u00e7\u00e3o, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e1quinas movidas a vapor. Para garantir a sobreviv\u00eancia e competitividade no mercado, as ind\u00fastrias passaram a adotar a eletricidade em substitui\u00e7\u00e3o ao carv\u00e3o.<br><br>Adotada nas ind\u00fastrias como uma forma mais barata, limpa e eficiente de produzir, a eletricidade tornou-se um ativo fundamental em qualquer companhia. A mesma analogia podemos fazer atualmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia: para permanecerem no mercado, todas as empresas dever\u00e3o adotar a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em seus processos e modos de produ\u00e7\u00e3o.<br><br>\u201cDa mesma maneira que todas as empresas se tornaram el\u00e9tricas na Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial para se manterem competitivas, todas as empresas daqui em diante se tornar\u00e3o necessariamente digitais\u201d, disse Denis Balaguer, diretor de inova\u00e7\u00e3o e do EY wavespace para Am\u00e9rica Latina Sul, durante palestra feita na 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Futurecom, maior evento de tecnologia da Am\u00e9rica Latina e realizado em S\u00e3o Paulo, entre os 18 e 20 de outubro.<br><br>Balaguer recorreu \u00e0 Hist\u00f3ria para explicar como os modelos de neg\u00f3cios em todos os setores est\u00e3o em constante transforma\u00e7\u00e3o e a necessidade de adaptarem e criarem oportunidades para um salto nos neg\u00f3cios, em especial com o advento de novas tecnologias, como o 5G. A quinta gera\u00e7\u00e3o da internet m\u00f3vel, que est\u00e1 em processo de instala\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, obriga as empresas a se adaptarem a um novo mercado consumidor, cada vez mais exigente e igualmente tecnol\u00f3gico.<br><br>A palavra-chave para essa conquista \u00e9 a inova\u00e7\u00e3o. \u201cTodo mundo sabe a import\u00e2ncia da inova\u00e7\u00e3o. A dificuldade, \u00e0s vezes, \u00e9 saber por onde come\u00e7ar e entender como elaborar a estrat\u00e9gia do neg\u00f3cio\u201d, diz Balaguer. \u201cO problema n\u00e3o \u00e9 a velocidade da mudan\u00e7a, mas entender o prop\u00f3sito da mudan\u00e7a para o neg\u00f3cio\u201d, completou. E essa mudan\u00e7a n\u00e3o implica apenas na aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia, mas no treinamento dos colaboradores, na an\u00e1lise dos rumos do setor ao qual est\u00e1 inserida a companhia e, principalmente, em entender os anseios do consumidor.<br><br>\u201cQuando falamos em inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o estamos falando apenas de tecnologia, mas ela \u00e9 a for\u00e7a motriz dessas transforma\u00e7\u00f5es. Diante das mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, cabe a n\u00f3s analisar o que deve acontecer no futuro em termos de organiza\u00e7\u00e3o e as decis\u00f5es certas que devem ser tomadas por parte da empresa\u201d, completa. Entre as tend\u00eancias que devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o no ecossistema de neg\u00f3cios, hoje e no futuro, est\u00e3o as novas pr\u00e1ticas de sustentabilidade, as mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e um consumidor cada vez mais inovador e empoderado. Esse consumidor sabe cada vez mais o que ele deseja consumir e n\u00e3o se contenta mais apenas com aquilo que as empresas querem que ele consuma.<br><br>\u201cTudo isso s\u00e3o grandes desafios, mas tamb\u00e9m oportunidades para as empresas em sua jornada rumo ao futuro\u201d, diz Balaguer, lembrando que o desafio \u00e9 ainda maior \u00e0s grandes e tradicionais empresas que est\u00e3o no mercado h\u00e1 muito tempo e devem se adaptar para que n\u00e3o sejam tragadas em um mundo em constante transforma\u00e7\u00e3o, como ocorreu com gigantes do passado, que se tornaram t\u00e3o obsoletas e acabaram por fechar as portas por n\u00e3o adaptarem seus produtos para um mercado sintonizado com as novas tecnologias, como as antigas f\u00e1bricas de m\u00e1quinas de escrever e m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas anal\u00f3gicas. \u201cA disrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 provocada pela tecnologia, e sim o modelo de neg\u00f3cio\u201d, explica Balanguer.<br><br>A opini\u00e3o \u00e9 compartilhada com Jos\u00e9 Ronaldo Rocha, s\u00f3cio da EY e l\u00edder de consultoria para Tecnologia, M\u00eddia &amp; Entretenimento e Telecomunica\u00e7\u00f5es. Ele cita como exemplo a quinta gera\u00e7\u00e3o de internet m\u00f3vel que est\u00e1 chegando ao pa\u00eds. \u201cO 5G \u00e9 muito mais do que uma internet muito r\u00e1pida. \u00c9 um mercado que se abre e todas as empresas naturalmente ter\u00e3o de revisitar seus modelos de neg\u00f3cios\u201d, explica Rocha, que tamb\u00e9m participou da Futurecom.<br><br>Segundo Rocha, muitas empresas devem desaparecer e surgir nos pr\u00f3ximos anos em decorr\u00eancia das exig\u00eancias proporcionadas pelas inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, mas n\u00e3o ser\u00e1 um processo t\u00e3o grave como ocorreu no passado com as gigantes de produtos anal\u00f3gicos, como a Kodak. \u201cSer\u00e1 um processo mais natural do que aquele que ocorreu no passado com essas empresas e as pessoas e, muitas vezes, n\u00e3o v\u00e3o perceber a transi\u00e7\u00e3o de um produto para o outro\u201d, diz, citando produtos como os antigos iPods que reproduziam m\u00fasicas e foram gradativamente substitu\u00eddos por novas tecnologias.<br><br>A 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Futurecom real\u00e7ou o tema da transforma\u00e7\u00e3o em diversas palestras e discuss\u00f5es. Segundo Paulo Rufino, pesquisador e keynote speaker do evento, o ano de 2030 \u00e9 colocado pelos especialistas como um marco para o mundo presenciar a consolida\u00e7\u00e3o da quinta revolu\u00e7\u00e3o industrial, que ser\u00e1 estimulada por todas as possibilidades das aplica\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas em torno das redes m\u00f3veis 5G e 6G.<br><br>Segundo Rufino, PhD Researcher em 6G na universidade de Aarhus, na Dinamarca, a rede 6G apresentar\u00e1 atributos como hiperconectividade (IoB), sendo inteligente, onipresente e focada em energia verde e efici\u00eancia. \u201cSer\u00e1 humanizada, ultrarr\u00e1pida, descentralizada e segura, inteligente e cognitiva, com novas tecnologias, heterog\u00eanea e de orquestra\u00e7\u00e3o m\u00faltipla.\u201d \u201cO 6G parte de um princ\u00edpio diferente das tecnologias anteriores, buscando considerar aspectos humanos prioritariamente. Essa tecnologia se inicia com base em proporcionar ajuda e aux\u00edlio para acelerar os desenvolvimentos sustent\u00e1veis designados pela ONU\u201d, observa Rufino.<br><br>Hermano Pinto, diretor de Tecnologia e Infraestrutura da Informa Markets e respons\u00e1vel pelo Futurecom, comemorou o resultado do evento: \u201cEste ano, ratificamos a determina\u00e7\u00e3o do p\u00fablico brasileiro em retomar os eventos presenciais para networking e desenvolvimento de neg\u00f3cios.\u201d Nos tr\u00eas dias foram contabilizados mais de 30 mil visitantes, 800 palestrantes e cerca de 250 marcas expositoras, entre elas a EY.<br><br>Se a tecnologia traz in\u00fameros benef\u00edcios, por outro lado \u00e9 necess\u00e1rio estar atento aos poss\u00edveis problemas. Crimes cibern\u00e9ticos e vazamento de dados sens\u00edveis foram temas tratados na trilha Future Jud, comandada por Solano de Camargo, presidente da Comiss\u00e3o de Privacidade e Prote\u00e7\u00e3o de Dados da OAB\/SP. Camargo abordou as medidas jur\u00eddicas de prote\u00e7\u00e3o contra-ataques hackers, principalmente sobre a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, que, inclusive, s\u00e3o anteriores \u00e0 Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD).<br><br>\u201cOs casos de m\u00e1-f\u00e9 s\u00e3o em menor n\u00famero do que os casos de ataques. Temos not\u00edcia de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos sendo atacados por hackers j\u00e1 h\u00e1 muito tempo. Os mega vazamentos que o Brasil sofreu foram fruto de hackers\u201d, observou Camargo. Segundo ele, \u201ca pandemia digitalizou o mundo todo, fez com que todos fic\u00e1ssemos cada vez mais dependentes da internet e, por isso, tivemos uma pandemia de ataques cibern\u00e9ticos t\u00e3o intensa quanto a pandemia da Covid\u201d. Ainda de acordo com o especialista, conforme estabelecido pela LGPD, caso os dados sejam vazados por conta de uma falha de uma empresa ou \u00f3rg\u00e3o, as pessoas podem procurar seus direitos at\u00e9 mesmo junto ao Procon.<br><br>Para o representante da OAB\/SP, o preju\u00edzo com ataques hackers no Brasil ainda \u00e9 majoritariamente assumido pelo setor privado, que fica \u00e0 merc\u00ea de se adequar \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es e proteger seus sistemas. \u201cQuem paga essa conta mesmo s\u00e3o as empresas e principalmente as startups, que ali\u00e1s v\u00e3o pagar uma conta ainda maior quando entrar o marco civil da Intelig\u00eancia Artificial.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY Um dos marcos da Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, que come\u00e7ou no fim do s\u00e9culo 19, foi o advento da eletricidade nos meios de produ\u00e7\u00e3o, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e1quinas movidas a","protected":false},"author":3,"featured_media":41996,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-41995","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agenciaey"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}