{"id":40862,"date":"2022-09-28T13:34:59","date_gmt":"2022-09-28T13:34:59","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40862"},"modified":"2022-09-28T13:34:59","modified_gmt":"2022-09-28T13:34:59","slug":"acessibilidade-e-mobilidade-urbana-sao-questoes-fundamentais-para-a-inclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/acessibilidade-e-mobilidade-urbana-sao-questoes-fundamentais-para-a-inclusao\/","title":{"rendered":"\u201cAcessibilidade e mobilidade urbana s\u00e3o quest\u00f5es fundamentais para a inclus\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/ronaldo2809-1.jpg\"><\/a><strong>Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando me vi mais perto da morte, optei pela mobilidade urbana sustent\u00e1vel.&#8221; Desde que descobriu que sofria de Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica, a ELA, doen\u00e7a neurodegenerativa irrevers\u00edvel, Luis Henrique da Cruz Ribeiro, mais conhecido como Ricky Ribeiro, tomou uma decis\u00e3o: contribuir para um bem comum e criar um portal de mobilidade urbana, o Mobilize Brasil. \u201cNa virada de 2010 para 2011, parei para me questionar sobre o que desejava fazer com minha vida. Estava h\u00e1 mais de dois anos me dedicando a diversos tratamentos para tentar deter o avan\u00e7o da doen\u00e7a. Queria fazer algo que me fizesse sentido, queria me sentir \u00fatil, quem sabe deixar um legado\u201d, conta. Passou a pesquisar sobre mobilidade urbana. Ao se deparar com muitas informa\u00e7\u00f5es dispersas, teve a ideia de criar um portal para agregar, produzir e disseminar conte\u00fado relacionado \u00e0 mobilidade urbana sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando come\u00e7ou a desenvolver o portal, Ricky j\u00e1 estava com dificuldade para falar e tinha movimentos em apenas dois dedos, o que lhe permitia usar o computador com limita\u00e7\u00e3o. Mas desde julho daquele ano usa um equipamento chamado Tobii Eye, que lhe permite escrever com os olhos. Por meio desse leitor \u00f3ptico, consegue acessar a internet, abrir e-mails, escrever, fazer planilhas e apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 2011, o portal acaba de divulgar, em parceria com a consultoria EY, o Mobilize 2022, um levantamento realizado nas 27 capitais brasileiras sobre avan\u00e7os e retrocessos na mobilidade urbana sustent\u00e1vel. De acordo com Ricky, em muitas cidades, a crise nos transportes p\u00fablicos, que j\u00e1 vinha acontecendo nos \u00faltimos anos, se agravou com a pandemia da Covid-19. \u201cNesses dez anos, nem mesmo os planos de mobilidade &#8211; obrigat\u00f3rios para cidades com mais de 20 mil habitantes &#8211; foram completados dentro do prazo (2015) fixado inicialmente pela legisla\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas em que se comemora o Dia Nacional da Pessoa com Defici\u00eancias, Ricky concedeu entrevista \u00e0 Ag\u00eancia EY. Al\u00e9m do Mobilize Brasil, \u00e9 membro da equipe de Sustentabilidade Corporativa da EY, possui um boletim semanal sobre mobilidade urbana sustent\u00e1vel na R\u00e1dio Tr\u00e2nsito de S\u00e3o Paulo e \u00e9 coautor do livro \u201cMovido pela Mente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada foi comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Defici\u00eancia. O qu\u00e3o fundamental \u00e9 o conceito de acessibilidade e mobilidade sustent\u00e1vel para a inclus\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia?<\/p>\n\n\n\n<p>A acessibilidade e a mobilidade urbana s\u00e3o quest\u00f5es fundamentais para a inclus\u00e3o, pois garantem o direito de ir e vir das pessoas com defici\u00eancia, possibilitando o acesso a oportunidades de emprego, estudos, lazer e moradia. N\u00e3o s\u00f3 para pessoas com defici\u00eancia, mas tamb\u00e9m para idosos, crian\u00e7as, m\u00e3es com carrinho de beb\u00ea, pessoas com malas e mesmo adultos saud\u00e1veis. Eu conhe\u00e7o muita gente que sofreu queda em cal\u00e7adas esburacadas e se lesionou gravemente, mesmo gozando de um \u00f3timo condicionamento f\u00edsico. O Brasil avan\u00e7ou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, com a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o e a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana, mas, infelizmente, h\u00e1 um abismo entre as leis e a realidade. Tirar do papel e colocar em pr\u00e1tica&nbsp;os recentes avan\u00e7os legais \u00e9 um grande desafio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo imobilizado em decorr\u00eancia de uma doen\u00e7a degenerativa, voc\u00ea criou o primeiro portal inteiramente dedicado ao tema de mobilidade urbana&nbsp;sustent\u00e1vel do Brasil. Como surgiu a ideia e como a colocou em pr\u00e1tica?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na virada do ano de 2010 para 2011 parei para me questionar sobre o que desejava fazer com a minha vida. Estava h\u00e1 mais de dois anos me dedicando a diversos tratamentos para tentar deter o avan\u00e7o da doen\u00e7a. Eu queria fazer algo que me fizesse sentido,&nbsp;me sentir \u00fatil para a sociedade novamente, quem sabe deixar um legado. Passei a pesquisar bastante sobre mobilidade urbana, tema que me fascinava havia alguns anos. Ao me deparar com muitas informa\u00e7\u00f5es dispersas, me veio a ideia de criar um portal para agregar, produzir e disseminar conte\u00fado relacionado \u00e0 mobilidade urbana sustent\u00e1vel. Na hora, tamb\u00e9m tive a ideia do nome. Seria Mobilize, palavra que juntava mobilidade e mobiliza\u00e7\u00e3o, dois conceitos muito importantes na minha proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que a op\u00e7\u00e3o pela mobilidade urbana sustent\u00e1vel?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tenho outros temas de interesse, vinha atuando com projetos de educa\u00e7\u00e3o e gostava bastante de a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, mas, desde que morei em Barcelona, mobilidade urbana e urbanismo se tornaram uma grande paix\u00e3o, e isso tem uma explica\u00e7\u00e3o. Minha vida mudou radicalmente para melhor na Europa, muito por causa da disposi\u00e7\u00e3o urbana da cidade e da grande oferta de mobilidade. No Brasil, eu morava&nbsp;em um bairro afastado&nbsp;de S\u00e3o Paulo, mas fazia faculdade na regi\u00e3o da Paulista. Eu acabava dirigindo, na m\u00e9dia, 70 quil\u00f4metros por dia. Em Barcelona eu tamb\u00e9m estudava em outra cidade, mas l\u00e1 eu ia pedalando at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o, colocava a bicicleta dentro do trem, e continuava pedalando numa regi\u00e3o proibida para carros, com diversos pedestres e uma pra\u00e7a repleta de crian\u00e7as correndo. Para quem antes passava horas dirigindo, fiquei meses sem entrar em um carro nem uma \u00fanica vez. E n\u00e3o sentia nenhuma falta. Ao contr\u00e1rio, estava mais saud\u00e1vel, com muita disposi\u00e7\u00e3o e, principalmente, mais feliz. Eu queria que todos tivessem a oportunidade de vivenciar os mesmos benef\u00edcios e estilo de vida que eu tinha experimentado durante dois anos e meio. Por isso, quando voltei de Barcelona, sempre que andava pelas ruas do Brasil, fosse em S\u00e3o Paulo, Recife, Rio, ou em outra cidade, de bicicleta, \u00f4nibus ou a p\u00e9, eu ia projetando mentalmente ciclovias, estruturas para o transporte coletivo e, \u00e9 claro, elas, as cal\u00e7adas. Ent\u00e3o, ao escolher um tema para me dedicar quando me vi mais perto da morte, n\u00e3o tive d\u00favidas que seria mobilidade urbana sustent\u00e1vel. Al\u00e9m disso, mobilidade urbana \u00e9 um tema transversal, que envolve in\u00fameros outros fatores ambientais, sociais e econ\u00f4micos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quem \u00e9 dedicado e quais s\u00e3o os planos do Mobilize para o futuro?<\/p>\n\n\n\n<p>O Mobilize \u00e9 dedicado a todo cidad\u00e3o brasileiro que vive ou trabalha em qualquer cidade afetada pela imobilidade do sistema vi\u00e1rio, que prioriza o transporte individual em detrimento do transporte p\u00fablico, da falta de cal\u00e7adas, da falta de estruturas ciclovi\u00e1rias, enfim, da falta de vis\u00e3o sist\u00eamica para a problem\u00e1tica da mobilidade urbana sustent\u00e1vel. Para nossa surpresa, gestores p\u00fablicos e governos s\u00e3o grandes usu\u00e1rios e benefici\u00e1rios do conte\u00fado do portal, pelos estudos gerados, pesquisas publicadas e campanhas conduzidas. Contamos tamb\u00e9m com estudantes, professores, entidades sociais e jornalistas que usufruem do conte\u00fado publicado como fonte de informa\u00e7\u00e3o, conhecimento e refer\u00eancia na tem\u00e1tica. Al\u00e9m do p\u00fablico do portal, as a\u00e7\u00f5es do Mobilize Brasil s\u00e3o voltadas para pedestres, cadeirantes, ciclistas e usu\u00e1rios de transporte coletivo, inclusive a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda das cidades grandes e m\u00e9dias, que muitas vezes n\u00e3o tem espa\u00e7o para lutar por melhores condi\u00e7\u00f5es de cal\u00e7adas e transporte p\u00fablico de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os planos para o futuro do Mobilize est\u00e3o focados na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, por meio de cursos e publica\u00e7\u00f5es. Esperamos seguir contribuindo com o debate p\u00fablico sobre o tema no Brasil, e influenciando pol\u00edticas p\u00fablicas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a sociedade civil e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e privados podem se envolver e colaborar em prol desse movimento?<\/p>\n\n\n\n<p>De diversas formas. As organiza\u00e7\u00f5es e os movimentos ativistas t\u00eam um importante papel de prover conhecimento sobre o tema, fomentar o debate p\u00fablico, disseminar uma cultura cidad\u00e3 participativa em prol da melhoria da qualidade de vida nas cidades, pressionar governos para implantarem pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas de mobilidade urbana sustent\u00e1vel, e realizar pequenas interven\u00e7\u00f5es nas cidades. Os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e privados podem realizar a\u00e7\u00f5es para tornar mais sustent\u00e1veis os deslocamentos de seus profissionais. Medidas como implanta\u00e7\u00e3o de programas de carona solid\u00e1ria, disponibiliza\u00e7\u00e3o de fretados, instala\u00e7\u00e3o de biciclet\u00e1rios e vesti\u00e1rios, incentivo financeiro a quem vai trabalhar de bicicleta, divulga\u00e7\u00e3o das melhores rotas para andar a p\u00e9<s>,<\/s>&nbsp;e subs\u00eddio ao transporte p\u00fablico. A empresa tamb\u00e9m pode pressionar a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica local por melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de mobilidade em seu entorno, estimular o trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia para evitar deslocamentos, flexibilizar os hor\u00e1rios de entrada e sa\u00edda, limitar e reservar vagas de estacionamento para quem participa da carona solid\u00e1ria, e utilizar o servi\u00e7o de entregas por bicicleta, no lugar de motoboys, al\u00e9m de garantir acessibilidade em suas depend\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mobilize est\u00e1 fazendo 11 anos. Voc\u00ea diria que as cidades brasileiras melhoraram em mobilidade urbana ao longo deste per\u00edodo?<\/p>\n\n\n\n<p>O Mobilize est\u00e1 completando 11 anos agora em setembro. Algumas \u00e1reas da mobilidade urbana tiveram uma melhora significativa, outras n\u00e3o. No geral, as maiores mudan\u00e7as em pouco mais de uma d\u00e9cada ocorreram fora da esfera p\u00fablica local, que \u00e9 a principal respons\u00e1vel por gerir as formas de deslocamentos da popula\u00e7\u00e3o. Na minha opini\u00e3o, as empresas foram as grandes respons\u00e1veis por altera\u00e7\u00f5es na circula\u00e7\u00e3o de pessoas e de mercadorias, para o bem e para o mal, nos \u00faltimos dez anos. Novas tecnologias e aplicativos ditaram tend\u00eancias e mudaram comportamentos tanto no transporte individual, como no transporte coletivo e nos modos ativos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas prefeituras conseguiram aumentar significativamente a quilometragem de suas estruturas ciclovi\u00e1rias, o que, sem entrar no m\u00e9rito da qualidade, \u00e9 uma boa not\u00edcia. Al\u00e9m disso, houve importantes avan\u00e7os, por exemplo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o federal voltada para o tema. Tr\u00eas bons exemplos s\u00e3o: a Lei 12.587\/2012, que define a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana, a Lei 13.146\/2015, Lei Brasileira de Inclus\u00e3o, e o fato de o transporte ser inclu\u00eddo como direito social na&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o. Apesar do&nbsp;avan\u00e7o legal, na pr\u00e1tica pouco melhorou para os pedestres e usu\u00e1rios de transporte coletivo nas cidades do pa\u00eds. As cal\u00e7adas seguem, via de regra,&nbsp;com&nbsp;p\u00e9ssima qualidade e&nbsp;um obst\u00e1culo para a mobilidade a p\u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo, no geral houve um avan\u00e7o t\u00edmido, abaixo do desejado, mas tamb\u00e9m alguns retrocessos, principalmente na gest\u00e3o do transporte coletivo. Mas para concluir com uma mensagem positiva, eu tenho esperan\u00e7a de que melhore bem mais nos pr\u00f3ximos anos, j\u00e1 que na \u00faltima d\u00e9cada o movimento que luta por cidades mais humanas e sustent\u00e1veis se fortaleceu. \u00c9 vis\u00edvel que aumentou a conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao tema, o espa\u00e7o na m\u00eddia e o n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es que atuam com a causa, como o Mobilize.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quais a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de mobilidade geraram efeitos positivos nas cidades?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou f\u00e3 de a\u00e7\u00f5es voltadas para estimular os deslocamentos ativos, pensando em pedestres, ciclistas e pessoas com defici\u00eancia, at\u00e9 porque muitas vezes s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es simples, pouco custosas, que fazem uma grande diferen\u00e7a. A\u00e7\u00f5es como a cria\u00e7\u00e3o de corredores de cal\u00e7adas acess\u00edveis, padronizadas, para futuramente formar uma ampla rede, a implanta\u00e7\u00e3o de estrutura ciclovi\u00e1ria, a diminui\u00e7\u00e3o da velocidade m\u00e1xima em determinadas vias, a melhora na seguran\u00e7a vi\u00e1ria, entre outras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao transporte p\u00fablico, uma boa op\u00e7\u00e3o s\u00e3o os bondes modernos, conhecidos como VLT, sigla para Ve\u00edculo Leve sobre Trilhos. Ele pode circular pela grama, fazendo com que seja vi\u00e1vel sem suprimir uma faixa de rolagem nem descaracterizar o canteiro central de uma avenida, diferente de corredor de \u00f4nibus ou BRT. Al\u00e9m disso, o VLT \u00e9 mais bonito, silencioso, polui menos, se integra melhor ao ambiente urbano e \u00e9 capaz de atrair mais gente ao transporte coletivo. No Rio de Janeiro, onde est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o desde 2016 na regi\u00e3o central, a avalia\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios \u00e9 bem alta em compara\u00e7\u00e3o com outros transportes coletivos. Eu andei bastante de VLT quando morava em Barcelona, inclusive levando minha bicicleta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mobilize Brasil &#8211; em parceria com a EY &#8211; acaba de concluir um levantamento nas 27 capitais brasileiras trazendo um panorama do que mudou nos dez anos da lei de mobilidade urbana. O que voc\u00ea destaca do levantamento? Qual \u00e9 a conclus\u00e3o dele: houve avan\u00e7os?<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com nosso primeiro trabalho do tipo, o Estudo Mobilize 2011, a dificuldade de se obter dados e informa\u00e7\u00f5es de qualidade sobre mobilidade urbana continua grande em muitas prefeituras. Mas avan\u00e7os em organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que atuam com o tema, e a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de informa\u00e7\u00f5es em mobilidade urbana pelo governo federal, tentam compensar esta car\u00eancia. Mas n\u00f3s tamb\u00e9m fomos mais ambiciosos, analisando um grande n\u00famero de indicadores, realizando avalia\u00e7\u00f5es em campo com parceiros locais e enviamos formul\u00e1rios \u00e0s prefeituras de todas as capitais. A EY teve um papel fundamental no tratamento de dados e na cria\u00e7\u00e3o de um painel interativo com os resultados, desenvolvido pela \u00e1rea de DDA (Digital, Data &amp; Analytics), comandada pelo s\u00f3cio Luiz Covo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Houve avan\u00e7os, mas tamb\u00e9m alguns retrocessos. Em muitas cidades, a crise nos transportes p\u00fablicos, que j\u00e1 vinha acontecendo nos \u00faltimos anos, se agravou com a pandemia da Covid-19. Nesses dez anos, nem mesmo os planos de mobilidade &#8211; obrigat\u00f3rios para cidades com mais de 20 mil habitantes &#8211; foram completados dentro do prazo (2015) fixado inicialmente pela legisla\u00e7\u00e3o. Entre as capitais do pa\u00eds, 14 delas t\u00eam planos em vig\u00eancia (Bel\u00e9m, Belo Horizonte, Bras\u00edlia, Campo Grande, Fortaleza, Jo\u00e3o Pessoa, Manaus, Natal, Rio Branco, Rio de Janeiro, S\u00e3o Lu\u00eds, S\u00e3o Paulo, Salvador e Porto Alegre), sete est\u00e3o trabalhando na elabora\u00e7\u00e3o do documento (Cuiab\u00e1, Goi\u00e2nia, Macap\u00e1, Macei\u00f3, Palmas, Porto Velho e Recife), cinco est\u00e3o revisando seus planos (Aracaju, Curitiba, Florian\u00f3polis, Teresina e Vit\u00f3ria), e uma (Boa Vista) ainda n\u00e3o iniciou a prepara\u00e7\u00e3o do plano de mobilidade. Vale a pena conhecer mais o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.mobilize.org.br\/noticias\/13349\/leia-e-explore-o-estudo-mobilize-2022.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estudo Mobilize 2022<\/a>, ver o relat\u00f3rio e entender um pouco sobre a situa\u00e7\u00e3o da mobilidade urbana no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY &#8220;Quando me vi mais perto da morte, optei pela mobilidade urbana sustent\u00e1vel.&#8221; Desde que descobriu que sofria de Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica, a ELA, doen\u00e7a","protected":false},"author":3,"featured_media":40859,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-40862","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agenciaey"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40862"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40862\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}