{"id":40772,"date":"2022-09-26T10:02:00","date_gmt":"2022-09-26T10:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40772"},"modified":"2022-09-26T10:02:00","modified_gmt":"2022-09-26T10:02:00","slug":"especialistas-apontam-caminhos-para-o-futuro-do-ecossistema-de-saude-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/especialistas-apontam-caminhos-para-o-futuro-do-ecossistema-de-saude-no-brasil\/","title":{"rendered":"Especialistas apontam caminhos para o futuro do ecossistema de sa\u00fade no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><strong> Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de sa\u00fade avan\u00e7ou&nbsp;dez&nbsp;anos em dois durante a pandemia de Covid-19. Com novas tecnologias, telessa\u00fade e o desafio de se implementar o open health (um sistema de sa\u00fade aberta), passou por \u201cum grande aprendizado, demonstrou resili\u00eancia e implementou novas agendas para o setor\u201d. A an\u00e1lise \u00e9 de Luciane Infanti, s\u00f3cia e l\u00edder da consultoria estrat\u00e9gica EY-Parthenon para a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, Luciane recebeu Leonardo Vedolin&nbsp;(CMO da Dasa), Guilherme Weigert (CEO do Grupo Conexa) e Ricardo Santoro (CIO da Oncocl\u00ednicas) para uma discuss\u00e3o sobre ecossistema de sa\u00fade, na 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Healthcare Innovation Show, em S\u00e3o Paulo. Segundo Luciano, a partir de 2020, houve o primeiro movimento de integra\u00e7\u00e3o consistente de dados p\u00fablicos e privados com olhar \u00fanico no paciente com o projeto de lei sobre o open health. &nbsp;\u201cTamb\u00e9m houve um movimento importante na discuss\u00e3o da telessa\u00fade e a formaliza\u00e7\u00e3o da telemedicina como um modelo formal de atendimento, como uma porta de entrada indo al\u00e9m do consult\u00f3rio ou do&nbsp;pronto-socorro. Al\u00e9m disso, fez-se uma discuss\u00e3o sobre como gerar valor no momento em que a sa\u00fade p\u00f3s-pandemia virou o segundo item mais importante na vida dos brasileiros\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com \u00cdndice de Desenvolvimento do Setor de Varejo, que captura trimestralmente o que \u00e9 relevante para as fam\u00edlias brasileiras, principalmente aquelas que recebem entre 2 e 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, a sa\u00fade deixou de ser a quarta prioridade na vida do cidad\u00e3o e passou a ser a segunda, ficando atr\u00e1s de alimenta\u00e7\u00e3o e superando moradia e educa\u00e7\u00e3o. \u201cTemos nessa faixa uma concentra\u00e7\u00e3o bem importante de uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem acesso \u00e0 sa\u00fade suplementar\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Porta de entrada\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Weigert (Grupo Conexa) concorda sobre a telemedicina ser uma \u201cporta de entrada\u201d ao novo movimento de atendimento na \u00e1rea da sa\u00fade. \u201cDe fato, \u00e9 um check-in. Voc\u00ea faz o seu check-in, entende seus dados e a\u00ed come\u00e7a a ser \u2018navegado\u2019 pelo sistema de sa\u00fade.\u201d Segundo ele, antes da pandemia, o Grupo Conexa fazia 2 mil atendimentos por m\u00eas. Atualmente s\u00e3o mais de 600 mil por m\u00eas. \u201cA pandemia de Covid-19 acabou motivando a experimenta\u00e7\u00e3o. Vemos um ponto muito importante de conex\u00e3o entre o digital e o f\u00edsico neste momento\u201d, diz. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o da telemedicina, durante a pandemia, ajudou a derrubar uma barreira para a sa\u00fade digital. Um levantamento feito pela EY mostra que, em algumas carteiras do setor de sa\u00fade privada, 78% dos pacientes fizeram ao menos uma teleconsulta ao longo da pandemia. Dentro desse grupo, 80% dos casos foram resolvidos na pr\u00f3pria consulta por v\u00eddeo, 15% demandaram exames laboratoriais e somente 5% foram encaminhados a um pronto socorro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Open Health<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das jornadas do ecossistema de sa\u00fade \u00e9 tirar a doen\u00e7a do centro de atua\u00e7\u00e3o e colocar o cuidado. Para Leonardo Vedolin (Dasa), houve um avan\u00e7o nesse sentido. \u201cA discuss\u00e3o do ecossistema come\u00e7a a convergir mais para este caminho, que come\u00e7a por confian\u00e7a, passa pelo open health e termina em rela\u00e7\u00e3o a financiamento\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Weigert, o Conexa j\u00e1 est\u00e1 preparando sua estrutura e sua arquitetura no \u00e2mbito do open health, como a forma de capturar o dado, se preocupar com a tomada de decis\u00e3o e a gest\u00e3o de indicadores. \u201cOutro desafio s\u00e3o os modelos de remunera\u00e7\u00e3o e de neg\u00f3cio que ainda est\u00e3o muito focados nos eventos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Santoro, a parte tecnol\u00f3gica est\u00e1 madura. \u201cA tecnologia de banco de dados amadureceu muito. Do ponto de vista da pr\u00e1tica, ainda n\u00e3o vi as empresas usarem toda essa informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. Mas o modelo econ\u00f4mico est\u00e1 for\u00e7ando para a pr\u00e1tica.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Luciana comenta que o pa\u00eds est\u00e1 no terceiro projeto de lei aprovado que define os par\u00e2metros principais de cada indiv\u00edduo brasileiro que ser\u00e1 registrado. \u201cO que percebemos como discuss\u00e3o do open health \u00e9 um movimento por al\u00e9m de qualquer janela pol\u00edtica, porque deixou de lado a necessidade de integra\u00e7\u00e3o de prontu\u00e1rio para falar de integra\u00e7\u00e3o de dados da sa\u00fade, dados transacionais que j\u00e1 s\u00e3o padronizados e compartilhados. O open health vem com uma for\u00e7a de que j\u00e1 h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es que podem ser integradas mesmo n\u00e3o havendo um prontu\u00e1rio \u00fanico.&nbsp;Isso traz uma agenda de transpar\u00eancia\u201d, afirma Luciane.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ricardo, \u00e9 natural que o governo tenha essa discuss\u00e3o. \u201cN\u00e3o vejo dificuldades do ponto de vista tecnol\u00f3gico, mas para dar o passo que realmente atinja o paciente&nbsp;ser\u00e1 necess\u00e1rio a&nbsp;for\u00e7a do governo. As organiza\u00e7\u00f5es, de maneira independente, n\u00e3o far\u00e3o esse movimento por quest\u00f5es de competi\u00e7\u00e3o ou financeiras.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vedolin aponta duas outras quest\u00f5es que precisam ser debatidas: Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados&nbsp;(LGPD)&nbsp;e seguran\u00e7a de informa\u00e7\u00e3o relevantes. \u201cO cen\u00e1rio de cybersecurity n\u00e3o \u00e9 o mesmo de dez anos atr\u00e1s. Temos visto v\u00e1rios eventos pesados. Ent\u00e3o precisa-se pensar em como isso ser\u00e1 endere\u00e7ado dada a fragilidade de infraestrutura, arquitetura nuvem, sistema e servidores\u201d, afirma. \u201cMas o que eu acho mais dif\u00edcil para identificar nesse cen\u00e1rio \u00e9 que: uma coisa \u00e9 o dado, outra \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o que o dado gera. Outra&nbsp;\u00e9 a a\u00e7\u00e3o que essa informa\u00e7\u00e3o&nbsp;qualificada vai gerar e outra ainda \u00e9 o desfecho. \u00c9 um pouco simplista imaginar que tudo isso est\u00e1 definido e que, a partir de agora, a quest\u00e3o de interoperabilidade est\u00e1 resolvida.\u201d&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY O sistema de sa\u00fade avan\u00e7ou&nbsp;dez&nbsp;anos em dois durante a pandemia de Covid-19. 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