{"id":40414,"date":"2022-09-21T13:13:00","date_gmt":"2022-09-21T13:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40414"},"modified":"2022-09-21T13:13:00","modified_gmt":"2022-09-21T13:13:00","slug":"o-dia-em-que-o-longo-prazo-chegou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/o-dia-em-que-o-longo-prazo-chegou\/","title":{"rendered":"O dia em que o longo prazo chegou"},"content":{"rendered":"\n<p><strong> Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ser humano tende a minimizar os problemas que v\u00e3o acontecer no futuro distante. \u00c9 compreens\u00edvel: por menor que seja sua taxa de desconto, quando aplicada por 30 anos o valor presente tende a ser muito baixo. O problema \u00e9 que, inevitavelmente, um dia o longo prazo chega \u2013 e \u00e9 hora de descontar a boleta.<\/p>\n\n\n\n<p>Contratos de infraestrutura s\u00e3o assim: longos, com d\u00e9cadas de dura\u00e7\u00e3o. Em 2015, come\u00e7aram a vencer os primeiros, de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, firmados em 1995. Outros, da mesma \u00e9poca, mas com vig\u00eancia de 30 anos, vencer\u00e3o a partir de 2025. Muitos, de outros setores, tamb\u00e9m j\u00e1 venceram ou est\u00e3o pr\u00f3ximos de vencer: rodovias, malhas ferrovi\u00e1rias, distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por que isso \u00e9 relevante? Porque \u00e9 o momento de refletirmos sobre o longo prazo \u2013 que, como estamos testemunhando agora, acaba chegando em algum momento, e todos n\u00f3s (pasmem!) permanecemos vivos para enfrentar todos os problemas que n\u00e3o foram devidamente endere\u00e7ados l\u00e1 atr\u00e1s. Por isso, fica a pergunta: Quais poderiam ser os novos termos e condi\u00e7\u00f5es desses contratos para ajudar nosso \u201ceu\u201d do futuro?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o sistema Telebras foi privatizado, imaginou-se que fazia todo sentido exigir que as operadoras instalassem e operassem um sistema de orelh\u00f5es de Norte a Sul. Naquela \u00e9poca, fazia mesmo: era a tecnologia existente. O erro, entretanto, foi fixar o meio, e n\u00e3o o fim: o fim era a comunica\u00e7\u00e3o universal; o meio&#8230; ora, o meio n\u00e3o deveria importar.<\/p>\n\n\n\n<p>Infraestrutura, afinal de contas, n\u00e3o deveria ser sobre a constru\u00e7\u00e3o de um ativo, e sim sobre a entrega de um servi\u00e7o. A necessidade n\u00e3o \u00e9 uma estrada: \u00e9 a locomo\u00e7\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 uma usina t\u00e9rmica: \u00e9 a energia. Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, pois d\u00e1 o incentivo correto para a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ve\u00edculos voadores e aut\u00f4nomos n\u00e3o s\u00e3o mais pe\u00e7as de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Qual ser\u00e1 seu efeito sobre a mobilidade urbana \u2013 e sua demanda por passageiros \u2013 daqui a 20 anos? Sistemas fechados de \u00e1gua e esgoto reduzem muito a necessidade de investimentos em capta\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, bem como de coleta e tratamento centralizado de esgoto. Como isso pode se refletir em alguns contratos, que se preocupam mais com o volume investido do que com o servi\u00e7o prestado? Muitos s\u00e3o os exemplos, e por isso \u00e9 t\u00e3o importante pensar na \u201creciclagem\u201d desses contratos antigos de concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, uma provoca\u00e7\u00e3o ainda maior pode ser feita: Ser\u00e1 que ainda precisamos de contratos de concess\u00e3o para todos os setores de infraestrutura? Telecom, por exemplo, pela lei 13.879\/2019, tem agora a oportunidade de \u201cindenizar\u201d o poder concedente pelos ativos originalmente revers\u00edveis, conquistando a liberdade total de administra\u00e7\u00e3o de sua opera\u00e7\u00e3o, com uma carga regulat\u00f3ria muito menor. Considerando a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de hoje e a dificuldade de se desenhar contratos de longu\u00edssimo prazo, ser\u00e1 que esse modelo poderia ser replicado? Os minist\u00e9rios de Minas e Energia e da Infraestrutura, por exemplo, tem patrocinado importantes avan\u00e7os em setores como ferrovias e energia el\u00e9trica, demonstrando um interessante caminho por autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem um forte hist\u00f3rico de investimentos privados em infraestrutura. Essa posi\u00e7\u00e3o foi alcan\u00e7ada quebrando v\u00e1rios paradigmas ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. Precisamos continuar esse movimento, cada vez mais com foco em inova\u00e7\u00e3o, que se traduz em novos servi\u00e7os aos usu\u00e1rios e novos neg\u00f3cios ao investidor. Como sabemos que inova\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorre com liberdade e incentivos alinhados, o vencimento dos contratos chega na hora certa para construirmos nosso \u201cnovo longo prazo\u201d, mas do jeito que o mundo de hoje exige: sem amarras e sem fronteiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY O ser humano tende a minimizar os problemas que v\u00e3o acontecer no futuro distante. \u00c9 compreens\u00edvel: por menor que seja sua taxa de desconto, quando aplicada por 30 anos o valor","protected":false},"author":3,"featured_media":40415,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-40414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agenciaey"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40414"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40414\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}