{"id":40407,"date":"2022-09-14T08:11:00","date_gmt":"2022-09-14T08:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40407"},"modified":"2022-09-14T08:11:00","modified_gmt":"2022-09-14T08:11:00","slug":"jornalismo-precisa-de-dados-acessiveis-para-beneficiar-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-geocracia\/jornalismo-precisa-de-dados-acessiveis-para-beneficiar-sociedade\/","title":{"rendered":"Jornalismo precisa de dados acess\u00edveis para beneficiar sociedade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Ag\u00eancia Geocracia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova presidente da Abraji, K\u00e1tia Brembatti quer evitar que LGPD seja usada para impedir acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vencedora do Grande Pr\u00eamio Esso, do Tim Lopes de Jornalismo Investigativo\/Embratel, do Pr\u00eamio Ipys de reportagem investigativa da Am\u00e9rica Latina e do Global Shining Light Award, a nova presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), K\u00e1tia Brembatti, enaltece a import\u00e2ncia de que o trabalho da imprensa seja baseado em informa\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia social. Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Geocracia, ela afirma que \u201ccontar com dados para f\u00e1cil consulta auxilia o trabalho jornal\u00edstico e, por consequ\u00eancia, beneficia a popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Comentando sobre o&nbsp;<a href=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/politica\/eleicoes\/geografia-do-voto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Geografia do Voto<\/strong><\/a>, parceria entre o Estad\u00e3o e a Ag\u00eancia Geocracia e que georreferencia mais de 5 bilh\u00f5es de votos da base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), K\u00e1tia diz que esse tipo de iniciativa viabiliza aprofundamentos, possibilitando sair do campo das generaliza\u00e7\u00f5es e fazer an\u00e1lises que levem em conta aspectos locais. \u201cEsses recortes d\u00e3o rumos bem mais consistentes para entender diversas nuances da realidade eleitoral\u201d, afirma a jornalista, que pretende continuar a luta da Abraji para que a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD) n\u00e3o seja usada para impedir o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhe, a seguir, a entrevista na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea acaba de assumir a presid\u00eancia da Abraji. Sendo o jornalismo, principalmente o investigativo, t\u00e3o dependente de dados confi\u00e1veis, o que esperar de sua gest\u00e3o \u00e0 frente da entidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As gest\u00f5es que me antecederam j\u00e1 foram bem atuantes no assunto, na cria\u00e7\u00e3o de ferramentas, como Cruzagrafos e Cruzadados, e na luta pela aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI). Nesse sentido, pretendo continuar esse trabalho e buscar fazer mais. Um exemplo \u00e9 o caso da LGPD, que vem sendo usada de forma equivocada para negar pedidos feitos via LAI. Estamos fazendo v\u00e1rias movimenta\u00e7\u00f5es para que isso deixe de ocorrer. Em breve, deveremos ter novidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como voc\u00ea avalia iniciativas como o Geografia do Voto, que disponibiliza dados p\u00fablicos (no caso, eleitorais) de uma maneira \u00e1gil e amig\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para cidad\u00e3s e cidad\u00e3os, principalmente em momento eleitoral, a informa\u00e7\u00e3o acess\u00edvel e confi\u00e1vel \u00e9 uma forma de tomar decis\u00f5es esclarecidas. Para jornalistas e pesquisadores, com o olhar profissional, iniciativas como o Geografia do Voto permitem aprofundamento, possibilitando sair do campo das generaliza\u00e7\u00f5es e fazer an\u00e1lises que levem em conta aspectos locais. Esses recortes d\u00e3o rumos bem mais consistentes para entender diversas nuances da realidade eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>m um mundo onde as redes sociais elevaram exponencialmente o fen\u00f4meno dos factoides, como o jornalismo investigativo pode ter acesso a fontes confi\u00e1veis de informa\u00e7\u00e3o para oferecer conte\u00fado relevante \u00e0 sociedade<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que nunca, o Jornalismo precisa se preocupar com suas fontes. Quando boatos e mentiras sobre assuntos de interesse p\u00fablico s\u00e3o espalhados aos borbot\u00f5es, a imprensa \u00e9 o recurso em que a popula\u00e7\u00e3o vai buscar guarida. Assim, mais e mais, as fontes usadas por jornalistas precisam ter credibilidade, hist\u00f3rico de acertos e n\u00e3o serem enviesadas. Um dos caminhos que se mostrou ainda mais importante \u2013 embora tenha sido frivolamente contestado durante a pandemia \u2013 \u00e9 recorrer a dados calcados em bases cient\u00edficas, apurados com m\u00e9todo, que podem ser checados e replicados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na sua opini\u00e3o, em que medida o acesso \u00e1gil e f\u00e1cil a dados p\u00fablicos ajudaria a atividade jornal\u00edstica, sobretudo em um ambiente de reda\u00e7\u00f5es cada vez mais reduzidas e um avan\u00e7o do jornalismo declarat\u00f3rio\/personalista? Como fica o dilema entre uma boa aspa que gera cliques e uma r\u00e1pida checagem de dados que derruba as pautas, mas garante credibilidade no longo prazo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o tem dilema algum \u2013 ou pelo menos n\u00e3o deveria ter. Sempre uma informa\u00e7\u00e3o relevante deve receber mais aten\u00e7\u00e3o do que uma declara\u00e7\u00e3o ca\u00e7a-clique. Jornalistas n\u00e3o podem se deixar levar pelo imediatismo. Mesmo diante da pressa, motivada pela celeridade do nosso tempo, e pelas press\u00f5es cotidianas, profissionais n\u00e3o podem optar pela superficialidade. Embora audi\u00eancia seja importante (n\u00e3o tentarei negar o \u00f3bvio), o esperado \u00e9 a busca por um conte\u00fado que seja interessante, com potencial para atrair o p\u00fablico, e seja baseado em informa\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia social. Nesse sentido, contar com dados para f\u00e1cil consulta auxilia o trabalho jornal\u00edstico e, por consequ\u00eancia, beneficia a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Embora esteja na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 (art. 21, inciso 15), a regulamenta\u00e7\u00e3o geografia e cartografia nacionais, t\u00e3o importante em um mundo cada vez mais geolocalizado, nunca foi feita. Levando em conta a contribui\u00e7\u00e3o da imprensa para pautar o debate p\u00fablico, o que falta para os jornalistas se engajarem mais na cobran\u00e7a ao Estado por uma governan\u00e7a da geoinforma\u00e7\u00e3o, um tema estrat\u00e9gico e t\u00e3o pr\u00f3ximo da sua pr\u00f3pria atividade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Falta saberem que isso est\u00e1 ocorrendo e\/ou se atentarem para a import\u00e2ncia dessa situa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, o que n\u00e3o falta no Brasil \u00e9 tema essencial que n\u00e3o recebe o devido cuidado por \u00f3rg\u00e3os governamentais e tamb\u00e9m pela sociedade. Poderia enumerar duas dezenas delas de bate pronto. Ou seja, quem sabe do problema cartogr\u00e1fico tem a miss\u00e3o de alertar profissionais de imprensa e fazer o estardalha\u00e7o poss\u00edvel para que o assunto tamb\u00e9m entre no radar da popula\u00e7\u00e3o e de funcion\u00e1rios p\u00fablicos, gestores e pol\u00edticos capazes de mudar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia Geocracia Nova presidente da Abraji, K\u00e1tia Brembatti quer evitar que LGPD seja usada para impedir acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. 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