{"id":40399,"date":"2022-09-19T12:15:49","date_gmt":"2022-09-19T12:15:49","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40399"},"modified":"2022-09-19T12:15:49","modified_gmt":"2022-09-19T12:15:49","slug":"desenvolvimento-economico-e-sustentabilidade-ambiental-andam-de-maos-dadas-afirma-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/desenvolvimento-economico-e-sustentabilidade-ambiental-andam-de-maos-dadas-afirma-especialista\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento econ\u00f4mico e sustentabilidade ambiental andam de m\u00e3os dadas\u201d, afirma especialista"},"content":{"rendered":"\n<p><strong> Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante entendermos que o desenvolvimento econ\u00f4mico e a sustentabilidade ambiental andam de m\u00e3os dadas.\u201d A frase de Ricardo Assump\u00e7\u00e3o, s\u00f3cio da EY, l\u00edder de ESG para a Am\u00e9rica Latina Sul e Chief Sustainability Officer do Brasil, define como deve ser o desenvolvimento da economia mundial nos pr\u00f3ximos anos. E o Brasil deve ter papel de destaque no cen\u00e1rio da economia verde, no qual o crescimento econ\u00f4mico \u00e9 lastreado em uma agenda de sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assump\u00e7\u00e3o participa da Semana do Clima de Nova York, tradicional evento que antecede a 27\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 2022 (COP-27), que ser\u00e1 realizada em novembro, no Egito. Na semana passada, ele fez palestra, tamb\u00e9m em Nova York, no Brazil Climate Summit, evento que discutiu preserva\u00e7\u00e3o, economia circular e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, temas fundamentais e que o Brasil tem uma posi\u00e7\u00e3o diferenciada em rela\u00e7\u00e3o ao mundo. A seguir, a entrevista exclusiva concedida \u00e0 <strong>Ag\u00eancia EY<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma das quest\u00f5es mais discutidas hoje em dia \u00e9 a compatibilidade entre desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds e a sustentabilidade ambiental, nos mais diversos setores econ\u00f4micos. Um dos caminhos seria o desenvolvimento da chamada economia verde. Como podemos definir essa economia verde e como seria poss\u00edvel essa compatibilidade?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A economia verde \u00e9 aquela com baixa emiss\u00e3o de carbono. Trata-se de uma economia na qual as empresas, em suas produ\u00e7\u00f5es, contribuem para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global. E isso \u00e9 vital para o planeta, n\u00e3o apenas para a vida das pessoas, mas tamb\u00e9m para a economia. Se n\u00e3o conseguirmos cumprir as metas do Acordo de Paris, enfrentaremos dificuldades econ\u00f4micas e o custo para adaptar o mundo \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ser\u00e1 muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o caminho a uma economia verde ou de baixo carbono exige bastante dinheiro, algo em torno de 150 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, at\u00e9 2050. Mas, por tr\u00e1s desse desafio, h\u00e1 uma grande oportunidade. As empresas, ao perseguirem essa economia de baixa emiss\u00e3o, criam mais inova\u00e7\u00e3o interna e, ao mesmo tempo, maior valor para elas, o planeta e a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante entendermos que o desenvolvimento econ\u00f4mico e a sustentabilidade ambiental andam de m\u00e3os dadas. E o Brasil, nesse aspecto, tem uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada. N\u00f3s temos a maior floresta tropical do mundo, o maior estoque de carbono para o mercado volunt\u00e1rio \u2013 em torno de 15 bilh\u00f5es de d\u00f3lares at\u00e9 2030 &#8211; &nbsp;e nossa matriz energ\u00e9tica j\u00e1 \u00e9 muito mais limpa do que a de outros pa\u00edses. Cerca de 87% da produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Brasil vem de fontes renov\u00e1veis. Em resumo, hoje temos uma oportunidade incr\u00edvel de, ao perseguir a sustentabilidade ambiental, conseguiremos atingir o desenvolvimento econ\u00f4mico duradouro e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais as vantagens da economia verde e qual o potencial para o seu crescimento no Brasil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil possui diversos diferenciais comparativos que, juntos, nos tornam uma pot\u00eancia ambiental nessa nova economia. Apenas a Amaz\u00f4nia e a nossa matriz energ\u00e9tica mais limpa j\u00e1 nos d\u00e3o uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada. Para termos uma ideia, quando falamos em produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o, o mundo, em m\u00e9dia, emite 2,7 toneladas de carbono equivalente na produ\u00e7\u00e3o de uma tonelada de a\u00e7o. No Brasil, emitimos 1,7 tonelada de carbono equivalente por tonelada de a\u00e7o produzido, ou 40% a menos. Isso significa que produzir no Brasil \u00e9 mais verde. Hoje, conseguimos usar pouco esses diferenciais a nosso favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa important\u00edssima \u00e9 que as energias renov\u00e1veis no Brasil t\u00eam uma abund\u00e2ncia gigantesca. O sol mais pobre para capta\u00e7\u00e3o de placas solares \u00e9 o de Santa Catarina. E, mesmo assim, ele \u00e9 melhor do que qualquer sol na Europa. Ent\u00e3o, temos de pensar que essas oportunidades podem nos ajudar n\u00e3o s\u00f3 a crescer, mas tamb\u00e9m a resolver problemas estruturais hist\u00f3ricos, como vulnerabilidade social, falta de acesso ao saneamento b\u00e1sico e sa\u00fade. Temos muito potencial para fazer as coisas acontecerem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o os setores com maior potencial para o crescimento da economia verde no pa\u00eds?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds das oportunidades. O mundo, atualmente, tem as suas emiss\u00f5es, na maioria dos pa\u00edses, oriunda da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Aqui no Brasil, por conta da matriz mais limpa, nossas emiss\u00f5es v\u00eam do uso da terra, principalmente por causa do desmatamento. Hoje, cerca de 50% das emiss\u00f5es no Brasil v\u00eam do desmatamento. E cada vez que combatemos o desmatamento, reduzimos as emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O agroneg\u00f3cio tem um papel importante, pois vem se modernizando e se inovando para, cada vez mais, desmatar menos e melhorar o manejo da terra, o que reduz a emiss\u00e3o de gases. A pecu\u00e1ria, idem. Ent\u00e3o, se tiv\u00e9ssemos de elencar algumas \u00e1reas da economia brasileira com grande diferencial, podemos elencar o agroneg\u00f3cio e o setor de energia, cujo potencial e\u00f3lico, solar e de hidrog\u00eanio verde \u00e9 muito grande. Temos tamb\u00e9m de pensar na minera\u00e7\u00e3o, que oferece grandes oportunidades e, claro, nos setores de varejo e industrial como um todo.&nbsp; Claro que, hoje, precisamos organizar um pouco mais as maneiras de perseguimos essas oportunidades, para que a gente consiga aproveitar a liquidez de capital para financiar essa economia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando falamos em preserva\u00e7\u00e3o de grandes biomas, como a Amaz\u00f4nia, um dos pontos mais discutidos \u00e9 o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o sem preju\u00edzos ao meio ambiente. Como a economia verde poderia ajudar no desenvolvimento econ\u00f4mico e bem-estar da popula\u00e7\u00e3o que vive na regi\u00e3o?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o que vive na Amaz\u00f4nia est\u00e1 na linha de pobreza. E trata-se de um bioma que oferece potencial econ\u00f4mico gigantesco. Para termos uma ideia, se a Amaz\u00f4nia fosse uma empresa, teria um valor dez vezes superior ao PIB mundial. H\u00e1 oportunidades incr\u00edveis para o desenvolvimento econ\u00f4mico da Amaz\u00f4nia a partir da biodiversidade, ou seja, a partir da bioeconomia de floresta em p\u00e9, onde temos uma s\u00e9rie de produtos do bioma amaz\u00f4nico que podem se tornar rent\u00e1veis e ganhar escala, ao mesmo tempo em que preservam a floresta. Quando pensamos no desmatamento da Amaz\u00f4nia, s\u00e3o \u00e1reas de muito baixa produtividade. Mas atualmente n\u00e3o existem instrumentos financeiros vi\u00e1veis que incentivem o produtor a manter a floresta em p\u00e9. Porque se houvesse esses instrumentos financeiros, valeria a pena manter a floresta em p\u00e9 em vez de derrubar. Ent\u00e3o, hoje eu vejo que a Amaz\u00f4nia tem condi\u00e7\u00f5es reais de ser explorada de forma sustent\u00e1vel, com uma bioeconomia de floresta em p\u00e9 e, ao fazer isso, tamb\u00e9m ajudaremos a gerar renda para a popula\u00e7\u00e3o que vive no bioma e hoje \u00e9 muito pobre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao agroneg\u00f3cio, como a economia verde se encaixa de modo a garantir o desenvolvimento do setor e evitar preju\u00edzos de imagem que, inclusive, comprometem a venda de produtos brasileiros no exterior?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, nossa imagem est\u00e1 muito comprometida por conta do desmatamento. Inclusive, nos coloca em uma posi\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil do ponto de vista comercial. O agroneg\u00f3cio \u00e9 um dos motores da economia nacional e as regras e regulamenta\u00e7\u00f5es o tornam bastante sustent\u00e1vel. Exportamos muito e, por isso, sofremos muita press\u00e3o dos outros pa\u00edses para que, primeiro, n\u00f3s evitemos o desmatamento. Em segundo lugar, que n\u00f3s tenhamos efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o, com uso cada vez maior de processos de rastreabilidade, para entender como est\u00e1 a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro vem se movimentando muito r\u00e1pido e est\u00e1 conseguindo se reinventar. O problema \u00e9 que hoje n\u00e3o temos uma marca forte. O mundo depende do agro brasileiro. N\u00e3o v\u00e3o deixar de comprar, mas a maneira como a gente possa melhorar a sustentabilidade dos nossos produtos v\u00e3o garantir um espa\u00e7o e uma posi\u00e7\u00e3o melhores no cen\u00e1rio mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ajuda no desenvolvimento de uma economia compat\u00edvel com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inova\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de boas pol\u00edticas de sustentabilidade. Ao perseguir a sustentabilidade, as empresas s\u00e3o obrigadas a melhorar os seus processos, a ser mais eficientes, a usar menos energia, a promover mais a economia circular e partir de pol\u00edticas de extra\u00e7\u00e3o para pol\u00edticas de regenera\u00e7\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem apenas da tecnologia. Ela vem por meio das pessoas tamb\u00e9m. Equipes mais diversas, com pessoas de diferentes ra\u00e7as, de diferentes etnias e que tenham mais equidade normalmente s\u00e3o equipes muito mais criativas e que, num ambiente tolerante \u00e0 falha e \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o, produzem muito mais inova\u00e7\u00e3o. Ao perseguir a preserva\u00e7\u00e3o, muitas vezes atingimos a inova\u00e7\u00e3o. De novo, a inova\u00e7\u00e3o pode vir por meio da tecnologia e de processos, mas, principalmente, por meio de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De modo geral, quais s\u00e3o os desafios para o crescimento da economia verde no Brasil nos pr\u00f3ximos anos?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios para a economia verde nos pr\u00f3ximos anos s\u00e3o bastante intensos. Por um lado, o mundo como um todo n\u00e3o tem conseguido reduzir as emiss\u00f5es de forma que a gente consiga conter o aquecimento global e isso \u00e9 um problema. Afeta a economia e a vida das pessoas. No caso do Brasil, nosso grande desafio \u00e9 combater o desmatamento. O segundo desafio \u00e9 conseguir produzir inova\u00e7\u00e3o local. Inova\u00e7\u00e3o brasileira a partir do nosso potencial ambiental, de sustentabilidade. O terceiro \u00e9 ter um mercado consistente, alinhado, colaborativo e, com isso, que consiga dar escala em boas iniciativas que est\u00e3o sendo desenvolvidas. E que essas iniciativas consigam ter espa\u00e7o n\u00e3o apenas no exterior, mas que ajudem a organiza\u00e7\u00e3o do mercado interno. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso ven\u00e7a esses desafios e adote uma agenda s\u00f3lida de preserva\u00e7\u00e3o ambiental e crescimento econ\u00f4mico, qual deve ser o papel desempenhado pelo Brasil entre as grandes na\u00e7\u00f5es no futuro?<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mais relevante no momento e que est\u00e1 na mesa de todos os executivos, CEOs e conselhos de empresas \u00e9 a sustentabilidade e de que forma o mundo vai conseguir fazer a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Se pensarmos que cada pa\u00eds tem o seu potencial, quem \u00e9 o grande pa\u00eds da sustentabilidade? \u00c9 o Brasil. O Brasil precisa se apropriar dessa marca. O pa\u00eds precisa entender a como colocar os pre\u00e7os corretos nos ativos que temos. Se conseguirmos fazer isso, o Brasil ter\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o de destaque nos pr\u00f3ximos anos entre todas as na\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY \u201c\u00c9 importante entendermos que o desenvolvimento econ\u00f4mico e a sustentabilidade ambiental andam de m\u00e3os dadas.\u201d A frase de Ricardo Assump\u00e7\u00e3o, s\u00f3cio da EY, l\u00edder de ESG para a","protected":false},"author":3,"featured_media":40400,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-40399","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agenciaey"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40399\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}