{"id":40179,"date":"2022-08-24T14:27:00","date_gmt":"2022-08-24T14:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40179"},"modified":"2022-08-24T14:27:00","modified_gmt":"2022-08-24T14:27:00","slug":"susep-formaliza-o-ingresso-da-agenda-esg-na-regulacao-de-seguros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/susep-formaliza-o-ingresso-da-agenda-esg-na-regulacao-de-seguros\/","title":{"rendered":"Susep formaliza o ingresso da agenda ESG na regula\u00e7\u00e3o de seguros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o agravamento da emerg\u00eancia clim\u00e1tica nos \u00faltimos anos, as perdas f\u00edsicas e financeiras aumentaram significativamente no Brasil e no mundo para quase todos os setores. Para o setor de seguro, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais preocupante. Somente em 2021, as perdas com cat\u00e1strofes naturais cobertas por seguradoras atingiram US$ 105 bilh\u00f5es, confirmando um padr\u00e3o anual de aumento na casa dos 6% nas \u00faltimas d\u00e9cadas, de acordo com estudo publicado pela Swiss Re Institute.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, no setor agr\u00edcola, por exemplo, as empresas resseguradoras tiveram rombo de R$ 4,6 bilh\u00f5es nas contas entre janeiro e junho de 2022 ante R$ 263 milh\u00f5es nos primeiros seis meses do ano passado, de acordo com dados de agosto da Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep). Com a evolu\u00e7\u00e3o da agenda ESG (ambiental, social e governan\u00e7a), \u00f3rg\u00e3os reguladores t\u00eam tomado iniciativas para evitar que riscos sociais, ambientais e clim\u00e1ticos prejudiquem a estabilidade e efici\u00eancia dos mercados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s novas normas do Banco Central para bancos, da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) para companhias listadas, agora \u00e9 a vez da Susep avan\u00e7ar nessa agenda. A superintend\u00eancia publicou a Circular 666\/2022, em vigor a partir deste m\u00eas, na qual estabelece obrigatoriedade da ado\u00e7\u00e3o de instrumentos para gest\u00e3o dos riscos clim\u00e1ticos, sociais e ambientais. As obriga\u00e7\u00f5es abrangem as sociedades seguradoras, entidades abertas de previd\u00eancia complementar (EPACS), sociedades de capitaliza\u00e7\u00e3o e resseguradores locais. Entre as principais obriga\u00e7\u00f5es est\u00e3o a realiza\u00e7\u00e3o de estudo de materialidade e ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para precifica\u00e7\u00e3o dos riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ESG n\u00e3o \u00e9 apenas um exerc\u00edcio de conformidade, mas sim um imperativo para mitigar riscos graves, criar valor a longo prazo e garantir o futuro da organiza\u00e7\u00e3o. E, para muitas seguradoras, ele ser\u00e1 um facilitador do crescimento dos neg\u00f3cios\u201d, explica Marcelo Lustosa, s\u00f3cio da consultoria EY Brasil em Riscos e Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Seguros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia EY, Lustosa explica como vai funcionar a nova norma da Susep e a import\u00e2ncia da ado\u00e7\u00e3o de instrumentos para gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos, sociais e ambientais pelas seguradoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que tornar obrigat\u00f3ria a ado\u00e7\u00e3o de instrumentos para gest\u00e3o dos riscos clim\u00e1ticos, sociais e ambientais por parte das seguradoras?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante da preocupa\u00e7\u00e3o com o agravamento dos riscos clim\u00e1ticos, que podem materializar em perdas financeiras significativas para as empresas e causar impactos econ\u00f4micos e sociais severos, as quest\u00f5es ESG t\u00eam, cada vez mais, despertado o interesse de reguladores e dos demais participantes dos mercados financeiros globalmente, incluindo o setor de seguros.&nbsp;Para o Brasil, a Susep se pronunciou a respeito do tema e lan\u00e7ou recentemente a Circular Susep 666\/2022, que tem como um de seus principais objetivos a integra\u00e7\u00e3o dos riscos de sustentabilidade (clim\u00e1ticos, sociais e ambientais) nos seus processos de gest\u00e3o.&nbsp;Al\u00e9m de fomentar a resili\u00eancia dos neg\u00f3cios face a esses riscos, o movimento incentiva que aspectos relativos \u00e0 sustentabilidade e gest\u00e3o sejam considerados na tomada de decis\u00e3o das supervisionadas pela Susep.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de requisitos pretende inserir o tema de riscos de sustentabilidade nas agendas da administra\u00e7\u00e3o e dos gestores de riscos dessas companhias, e devem garantir a sua integra\u00e7\u00e3o na Estrutura de Gest\u00e3o de Riscos e no Sistema de Controle Interno, em linha com a Resolu\u00e7\u00e3o CNSP 416\/2021, que refor\u00e7ou as exig\u00eancias dessas fun\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Susep, o conjunto de riscos de sustentabilidade n\u00e3o necessariamente cria categorias novas de riscos, mas, sim, deve ser considerado, sempre que poss\u00edvel, nas categorias obrigat\u00f3rias existentes, a exemplo do risco de subscri\u00e7\u00e3o, principal risco do setor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais s\u00e3o as principais obriga\u00e7\u00f5es das seguradoras com a nova resolu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As novas exig\u00eancias estabelecem uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios, procedimentos e reportes, e, consequentemente, s\u00e3o um desafio \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o pelas seguradoras, ainda que com prazos dilatados pelo regulador face aqueles contidos na consulta ao mercado, disponibilizada previamente \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo de materialidade tem como objetivo a identifica\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o por n\u00edveis de materialidade, dos riscos de sustentabilidade que as seguradoras est\u00e3o expostas. Ele dever\u00e1 ter um car\u00e1ter amplo e deve abranger diversos aspectos, como por exemplo, suas atividades, opera\u00e7\u00f5es, produtos e servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica de sustentabilidade possui foco nas quest\u00f5es de estrat\u00e9gia e de relacionamento, al\u00e9m da resili\u00eancia do mercado no longo prazo. As seguradoras dever\u00e3o implementar a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 oferta de produtos ou servi\u00e7os ou ao desempenho de suas opera\u00e7\u00f5es. E essas a\u00e7\u00f5es devem ser continuamente monitoradas e avaliadas pela Administra\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m promover a sua dissemina\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No lado dos investimentos, foram estabelecidos crit\u00e9rios a serem considerados pelas seguradoras na sele\u00e7\u00e3o de seus investimentos, como as exposi\u00e7\u00f5es dos ativos a riscos de sustentabilidade e \u00e0s pr\u00e1ticas de governan\u00e7a corporativa de seus emissores. Esses crit\u00e9rios dever\u00e3o ser integrados \u00e0 gest\u00e3o dos riscos de mercado, de cr\u00e9dito e de liquidez, e constar expressamente da pol\u00edtica de investimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 precifica\u00e7\u00e3o dos riscos, espera-se que os processos de gest\u00e3o de riscos de subscri\u00e7\u00e3o e suas pol\u00edticas e normativos considerem o hist\u00f3rico e o comprometimento do cliente na gest\u00e3o dos riscos de sustentabilidade, sua capacidade e disposi\u00e7\u00e3o para mitig\u00e1-los, al\u00e9m de eventuais limites e restri\u00e7\u00f5es, quando aplic\u00e1veis.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O setor de seguros tem demonstrado um papel estrat\u00e9gico no gerenciamento dos riscos clim\u00e1ticos, havendo um n\u00famero crescente de seguradoras e resseguradoras que est\u00e3o descarbonizando suas carteiras e incorporando em suas decis\u00f5es de neg\u00f3cio os eventos clim\u00e1ticos e transi\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias. Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As quest\u00f5es ambientais, sociais e de governan\u00e7a corporativa (ESG) se tornaram um dos t\u00f3picos mais falados no setor de seguros nos \u00faltimos anos, como riscos associados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus significativos impactos em quase todas as partes do mundo. Certamente, as companhias sentir\u00e3o profundamente os efeitos.&nbsp;\u00c9 fundamental a integra\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia ESG na estrat\u00e9gia geral de neg\u00f3cios, para al\u00e9m de atender aos requisitos de reguladores, mercados de capitais e ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao \u201cE\u201d em ESG.&nbsp;O ESG n\u00e3o \u00e9 apenas um exerc\u00edcio de conformidade, mas sim um imperativo para mitigar riscos graves, criar valor em longo prazo e garantir o futuro da organiza\u00e7\u00e3o. E, para muitas seguradoras, ele ser\u00e1 um facilitador do crescimento dos neg\u00f3cios. A ind\u00fastria est\u00e1 posicionada de forma \u00fanica para ajudar indiv\u00edduos, empresas e comunidades em todo o mundo a fazer a transi\u00e7\u00e3o para uma economia mais verde. Isso requer uma compreens\u00e3o meticulosa dos riscos ESG e seus motivadores.&nbsp;De fato, acreditamos que o sucesso futuro das seguradoras \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 sua gest\u00e3o dos riscos ESG, sua execu\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias ESG e sua lideran\u00e7a na transi\u00e7\u00e3o din\u00e2mica para uma economia verde.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual ser\u00e1 o impacto para o mercado de seguros (seguradoras e segurados)?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o do tema sustentabilidade no mercado de seguros visa fomentar que as seguradoras tenham uma abordagem estrat\u00e9gica acerca das quest\u00f5es ESG e fortalecer as estruturas atuais para realizar o gerenciamento de seus riscos de sustentabilidade.&nbsp;Entretanto, as seguradoras podem pensar al\u00e9m da conformidade regulat\u00f3ria e observar os benef\u00edcios no longo prazo de uma atua\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, que podem compreender desde a cria\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia para lidar com os riscos de sustentabilidade emergentes ou atender expectativas crescentes de clientes e stakeholders no tema.&nbsp;Pelo lado dos segurados, a crescente discuss\u00e3o sobre quest\u00f5es de sustentabilidade na sociedade tende a aumentar as expectativas dos clientes e ser um fator importante a ser gerenciado, desdobrando em oportunidades ou riscos reputacionais para o neg\u00f3cio.&nbsp;Um estudo realizado pela EY em 2021, junto dos consumidores de seguro no Brasil, refor\u00e7a essa quest\u00e3o \u2013 mais de 79% dos entrevistados acreditam que o compromisso da seguradora com as iniciativas de ESG \u00e9 um par\u00e2metro importante para sua contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY Com o agravamento da emerg\u00eancia clim\u00e1tica nos \u00faltimos anos, as perdas f\u00edsicas e financeiras aumentaram significativamente no Brasil e no mundo para quase todos os setores. 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