{"id":40170,"date":"2022-08-22T14:16:11","date_gmt":"2022-08-22T14:16:11","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40170"},"modified":"2022-08-22T14:16:11","modified_gmt":"2022-08-22T14:16:11","slug":"empresas-devem-valorizar-profissionais-mais-velhos-e-lidar-com-o-etarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/empresas-devem-valorizar-profissionais-mais-velhos-e-lidar-com-o-etarismo\/","title":{"rendered":"Empresas devem valorizar profissionais mais velhos e lidar com o etarismo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A popula\u00e7\u00e3o em diversos pa\u00edses ao redor do mundo enfrenta um processo acelerado de envelhecimento, e no Brasil n\u00e3o \u00e9 diferente. Se at\u00e9 alguns anos atr\u00e1s a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de jovens em compara\u00e7\u00e3o aos mais velhos era um fen\u00f4meno exclusivo de pa\u00edses desenvolvidos, em especial na Europa, agora come\u00e7a a atingir na\u00e7\u00f5es ricas e pobres em todos os continentes. Al\u00e9m do impacto social em sistemas como sa\u00fade p\u00fablica e previd\u00eancia social, o aumento de pessoas maduras provoca impactos na economia e no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, 26% da popula\u00e7\u00e3o brasileira tem mais de 50 anos. At\u00e9 2040, 57% da for\u00e7a de trabalho nacional ter\u00e1 mais de 45 anos. Isso provocar\u00e1 reflexos em toda a cadeia de trabalho e produ\u00e7\u00e3o, conforme explica o estudo \u201cPor que pessoas 50+ n\u00e3o s\u00e3o consideradas como for\u00e7a de trabalho em um pa\u00eds que envelhece?\u201d. Coproduzido pela consultoria EY Brasil e a Maturi, &nbsp;plataforma de engajamento intergeracional, o estudo revela os desafios para a supera\u00e7\u00e3o do etarismo: estere\u00f3tipos, discrimina\u00e7\u00f5es e preconceitos produzidos com base na idade das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se de um tema global. O fato de o profissional estar mais velho n\u00e3o significa que ele n\u00e3o pode estar no contexto de organiza\u00e7\u00e3o da empresa\u201d, explica Daniela Brites, s\u00f3cia de People Advisory Services na EY e que participou da elabora\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Raquel Thomazi, gerente de People Advisory Services na EY, trata-se de uma oportunidade para levar o tema geracional para dentro das empresas, que devem se adaptar aos novos tempos. \u201cA \u00fanica certeza que temos sobre o futuro \u00e9 o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque mais de 70% dos entrevistados afirmaram que as empresas s\u00e3o etaristas, inclusive elas pr\u00f3prias\u201d, diz Raquel, que tamb\u00e9m \u00e9 geront\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, embora a popula\u00e7\u00e3o brasileira esteja envelhecendo, o etarismo na sociedade continua forte. E n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade nossa: dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) estimam que uma em cada duas pessoas sofre preconceito por idade ao redor do planeta. \u201c\u00c9 um desafio global, que requer aten\u00e7\u00e3o em todos os \u00e2mbitos da sociedade\u201d, diz trecho do estudo, lan\u00e7ado na semana passada em evento em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio mostra que as pessoas que atingem a maturidade se aposentam e passam a viver uma vida exclusivamente dom\u00e9stica \u00e9 irreal. Com o avan\u00e7o da expectativa de vida nas \u00faltimas d\u00e9cadas, uma pessoa com 50 anos hoje est\u00e1 cheia de vitalidade e com muito potencial de trabalho para oferecer \u00e0 sociedade. E com um ativo muito precioso e que deve ser valorizado pelas empresas: a experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo EY\/Maturi ouviu 191 empresas de 13 setores, como servi\u00e7os, financeiro, varejo, automotivo, agroneg\u00f3cio, sa\u00fade e tecnologia, al\u00e9m do setor p\u00fablico. Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de colaboradores, 35% das empresas possuem at\u00e9 mil pessoas em suas equipes, enquanto 18% contam com mais de 10 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as conclus\u00f5es, uma das mais preocupantes \u00e9 que 80% das empresas ouvidas n\u00e3o contam com pol\u00edticas espec\u00edficas de combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o et\u00e1ria em seus processos seletivos. &nbsp;Ou seja, o discurso do mercado sobre a import\u00e2ncia do tema n\u00e3o condiz com as a\u00e7\u00f5es, uma vez que faltam a\u00e7\u00f5es concretas das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pr\u00e1tica n\u00e3o se reflete no discurso, apesar do avan\u00e7o de pol\u00edticas ESG nas empresas\u201d, afirma Raquel. Ela destaca o papel dos setores de Recursos Humanos nos processos: \u201cO RH precisa olhar o envelhecimento como parte estrat\u00e9gica da empresa e o tema deve entrar nas pautas e a\u00e7\u00f5es de recursos humanos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Daniela Brites destaca a op\u00e7\u00e3o pelos profissionais mais jovens por causa do aspecto econ\u00f4mico. \u201cO profissional jovem \u00e9 mais barato e os recrutadores acabam optando por eles. Mas, muitas vezes, trata-se de uma economia sem sentido, pois \u00e9 necess\u00e1rio levar as melhores experi\u00eancias para o neg\u00f3cio\u201d, explica Daniela.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, de acordo com o estudo, n\u00e3o h\u00e1 uma vis\u00e3o clara sobre como deixar de ser etarista, uma vez que a inten\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es a serem implementadas s\u00e3o mais generalistas e j\u00e1 conhecidas, como mentoria e gest\u00e3o do conhecimento, e n\u00e3o intencionais como revis\u00e3o de pol\u00edticas e inclus\u00e3o de 50+ em processos seletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado preocupante \u00e9 que, para 42% das organiza\u00e7\u00f5es pesquisadas, o tema Diversidade, Equidade e Inclus\u00e3o (DEI) n\u00e3o \u00e9 priorit\u00e1rio na estrat\u00e9gia do neg\u00f3cio. Al\u00e9m disso, entre aquelas que j\u00e1 contam com pr\u00e1ticas estruturadas de DEI, os t\u00f3picos principais s\u00e3o g\u00eanero, \u00e9tnico e racial (ambos com 75% de cita\u00e7\u00f5es). Apenas 45% delas trabalham o pilar et\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm um pa\u00eds que envelhece rapidamente, esse pilar j\u00e1 deveria estar sendo considerado como uma das prioridades\u201d, afirma o estudo. Por outro lado, 88% dos entrevistados concordam que as empresas que se prepararem para o envelhecimento estar\u00e3o em vantagem. Portanto, essa n\u00e3o \u00e9 mais uma quest\u00e3o a ser considerada apenas em cen\u00e1rios futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do cen\u00e1rio desafiador, algumas empresas contam com cases de sucesso citados pelo levantamento. A Credicard, citada no estudo, criou o programa Estagi\u00e1rio S\u00e9nior, para a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais 50+. \u201cVimos que t\u00ednhamos muitos clientes 50+ e poucas lideran\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria. Al\u00e9m disso, no processo de moderniza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, nossa comunica\u00e7\u00e3o (feita por um time bastante jovem) ficou descolada desse p\u00fablico e n\u00e3o entregava o que precisava\u201d, conta Cibele Pasini, gerente de neg\u00f3cios digitais da Credicard. \u201cPercebemos que n\u00e3o est\u00e1vamos gerando conex\u00e3o e trouxemos dois estagi\u00e1rios seniores, que nos ajudaram a equilibrar a comunica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Cibele em trecho do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as seis vagas abertas pela Credicard, houve mais de 2.380 candidaturas, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. As vagas contemplavam \u00e1reas como atendimento, benef\u00edcios e uso dos cart\u00f5es. O Ita\u00fa (principal acionista da Credicard), ao saber dos bons resultados do projeto, prop\u00f4s a realiza\u00e7\u00e3o de um programa espec\u00edfico para consultores.<\/p>\n\n\n\n<p>A Johnson&amp;Johnson mant\u00e9m um programa de est\u00e1gio destinado a pessoas mais velhas. \u201cA sinergia promovida entre os funcion\u00e1rios e a experi\u00eancia que eles trazem refor\u00e7am a import\u00e2ncia da diversidade\u201d, explica Ivanilda Nogueira, advogada s\u00eanior e l\u00edder do Grupo de Afinidade de Gera\u00e7\u00f5es na Johnson &amp; Johnson.<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas que desenvolveram o estudo da EY\/Maturi concluem que a agenda 50+ deve fazer parte da estrat\u00e9gia de recursos humanos (RH) das empresas. Cabe \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es, dizem os consultores, entregar formas de valor e qualificar suas equipes para o futuro. \u201c\u00c9 um tema que vai al\u00e9m de quest\u00f5es de diversidade, equidade e inclus\u00e3o (DEI), pois negligenci\u00e1-lo impacta a perenidade dos neg\u00f3cios em um pa\u00eds que envelhece\u201d, conclui o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma grande contradi\u00e7\u00e3o: o mercado de trabalho olha muito para os jovens, mas o pa\u00eds caminha para ser um pa\u00eds de pessoas de mais idade\u201d, afirmou o jornalista Carlos Tramontina, de 66 anos, no Maturi Fest, evento sobre maturidade realizado na semana passada em S\u00e3o Paulo. \u201cAs marcas e empresas come\u00e7am a perceber que v\u00e3o fazer um grande neg\u00f3cio abrindo suas portas para as pessoas de mais idade\u201d, completou Tramontina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY A popula\u00e7\u00e3o em diversos pa\u00edses ao redor do mundo enfrenta um processo acelerado de envelhecimento, e no Brasil n\u00e3o \u00e9 diferente. 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