{"id":40096,"date":"2022-08-03T09:21:00","date_gmt":"2022-08-03T09:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=40096"},"modified":"2022-08-03T09:21:00","modified_gmt":"2022-08-03T09:21:00","slug":"nao-ha-mais-volta-ao-modelo-antigo-diz-especialista-sobre-universidade-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/nao-ha-mais-volta-ao-modelo-antigo-diz-especialista-sobre-universidade-do-futuro\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o h\u00e1 mais volta ao modelo antigo\u201d, diz especialista sobre universidade do futuro"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por Ag\u00eancia EY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o digital est\u00e1 preparando o cen\u00e1rio educacional para uma grande inova\u00e7\u00e3o. Em um mundo p\u00f3s-pandemia no qual se pode trabalhar de qualquer lugar,\u202fh\u00e1 tamb\u00e9m o desejo de estudar em todos os lugares.\u202fTecnologias convergentes, mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e novos modelos de neg\u00f3cios podem mudar a estrutura do setor. \u201c\u00c9 hora de come\u00e7ar a fazer perguntas dif\u00edceis, desafiar o <em>status quo<\/em> e olhar para as oportunidades que a pandemia trouxe. \u00c9 hora de repensar como, onde e para quem a educa\u00e7\u00e3o superior \u00e9 entregue\u201d, afirma Catherine Friday, l\u00edder global de Educa\u00e7\u00e3o da EY.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um relat\u00f3rio feito a partir de entrevistas com l\u00edderes universit\u00e1rios de v\u00e1rios pa\u00edses desenvolvidos e emergentes e de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas p\u00fablicas e privadas, a consultoria constata que existe uma tens\u00e3o entre os tradicionalistas, que olham para os seus pre\u00e7os que sempre cresceram e para a demanda atual e dizem que o modelo \u00e9 seguro; e os revolucion\u00e1rios, que olham para o decr\u00e9scimo da taxa de natalidade, as dificuldades de pagamento, os custos e benef\u00edcios da digitaliza\u00e7\u00e3o e o surgimento de novos competidores e dizem que o modelo de neg\u00f3cios atual est\u00e1 amea\u00e7ado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExistiram pouqu\u00edssimas revolu\u00e7\u00f5es no ensino superior. A nossa tese, contudo, \u00e9 que, apesar das duas opini\u00f5es representarem fatias importantes do cen\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o superior, os revolucion\u00e1rios representam uma porcentagem maior do total\u201d, aponta o documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram ainda cinco cen\u00e1rios &#8211; baseados em tend\u00eancias atuais &#8211; que podem ser adotados at\u00e9 2030 em universidades de todo o mundo. S\u00e3o eles: custo de aprendizado cair para zero (acesso a plataformas digitais, reduzindo o custo para entrega de servi\u00e7os), jornadas flex\u00edveis e customizadas, provedores de educa\u00e7\u00e3o cobrados por resultado, receita de pesquisas comercializadas suficiente para pagar seus custos, e tecnologia atante na equidade educacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 mais volta ao modelo antigo e isso \u00e9 dado pelas mudan\u00e7as causadas pela pandemia. Mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas, geopol\u00edticas, demandas de um novo modelo de profissional e, principalmente, o perfil e exig\u00eancias dos estudantes atuais j\u00e1 geraram disrup\u00e7\u00f5es no setor que n\u00e3o permitir\u00e3o mais que as universidades se mantenham no formato das universidades que conhec\u00edamos at\u00e9 2019\u201d, afirma Eduardo Tesche, s\u00f3cio da EY-Parthenon e l\u00edder para o setor de Educa\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia EY, Eduardo Tesche explica como o Brasil est\u00e1 posicionado nessas tend\u00eancias, o que pode atrapalhar a evolu\u00e7\u00e3o educacional, o crescimento das universidades particulares e a customiza\u00e7\u00e3o das jornadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Muitas das previs\u00f5es de mudan\u00e7a nas universidades s\u00e3o para at\u00e9 2030, ou seja, em apenas oito anos. O que, de fato e na sua vis\u00e3o, \u00e9 fact\u00edvel?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em certo grau, esses cinco cen\u00e1rios j\u00e1 acontecem, uma vez que foram todos baseados em tend\u00eancias, sinais e tecnologias de hoje. Provavelmente, nenhum deles acontecer\u00e1 100% como est\u00e1 descrito no relat\u00f3rio, mas \u00e9 fact\u00edvel que aconte\u00e7am em certo grau. Por exemplo, o custo de aprendizagem j\u00e1 \u00e9 baixo, muitas plataformas disponibilizam conhecimento a, basicamente, custo zero. A quest\u00e3o \u00e9 a\u202facur\u00e1cia desse conte\u00fado e a forma como ele \u00e9 entregue. As universidades, hoje, s\u00e3o muito mais do que a simples entrega de um conte\u00fado. Existem discuss\u00f5es e debates que desenvolvem o pensamento cr\u00edtico e habilidades de comunica\u00e7\u00e3o do aluno que hoje, por meio dessas plataformas, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter essa mesma experi\u00eancia.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Brasil, que mudan\u00e7as podem acontecer, levando em conta todos os gargalos que existem no sistema educacional?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, as mudan\u00e7as tamb\u00e9m j\u00e1 acontecem. As mudan\u00e7as ocasionadas pela Covid-19 e descritas acima n\u00e3o s\u00e3o de exclusividade de nenhuma regi\u00e3o do mundo. Em certo grau, todos esses cen\u00e1rios s\u00e3o fact\u00edveis. O custo de aprendizagem j\u00e1 \u00e9 baixo em todos os lugares do mundo. J\u00e1 existem jornadas customizadas e flex\u00edveis &#8211; esse conceito j\u00e1 \u00e9 muito presente para os profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade e que ser\u00e1 demandado por outras profiss\u00f5es. Al\u00e9m disso, temos o movimento de alguns empregadores (assim como a EY) que est\u00e3o criando seus pr\u00f3prios cursos em \u00e1reas de inova\u00e7\u00e3o, porque as universidades t\u00eam sido muito lentas. A cobran\u00e7a por resultado j\u00e1 \u00e9 realidade em algumas profiss\u00f5es, como\u202fnaquelas\u202frelacionadas \u00e0 tecnologia. Talvez, a maior dificuldade esteja relacionada ao tema da comercializa\u00e7\u00e3o das pesquisas, em que precisaria haver um esfor\u00e7o maior por parte dos governos para que as universidades possam ter acesso a diferentes tipos de financiamento, estreitando as rela\u00e7\u00f5es entre ind\u00fastria e institui\u00e7\u00f5es de ensino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que pode prejudicar o avan\u00e7o de mudan\u00e7as nas universidades brasileiras?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um elemento central na transforma\u00e7\u00e3o do ensino superior \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do papel do aluno na sua jornada de aprendizado, passando de uma postura passiva para uma postura ativa na defini\u00e7\u00e3o do rumo de sua carreira e na aprendizagem. Essa autonomia pode ser desafiadora para uma parcela importante dos estudantes que n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para desenvolv\u00ea-la durante o ensino b\u00e1sico. As institui\u00e7\u00f5es de ensino superior ter\u00e3o de conviver ainda com realidades bastante distintas entre seus alunos e com exig\u00eancias e demandas do mercado de trabalho desafiadoras para seus estudantes. Os efeitos da pandemia no aprendizado est\u00e3o s\u00f3 agora come\u00e7ando a ser mapeados e o cen\u00e1rio para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 bastante preocupante, com muitos estudantes saindo do ensino m\u00e9dio com defici\u00eancias importantes de aprendizado e impactos relevantes na sa\u00fade mental. Ser\u00e1 preciso que parte desses desafios seja endere\u00e7ada pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O crescimento das universidades particulares est\u00e1 sob press\u00e3o no Brasil. Por qu\u00ea?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do amplo espa\u00e7o para crescimento do ensino superior no Brasil,\u202fdevido \u00e0s baixas taxas\u202fbrutas\u202fde matr\u00edcula do pa\u00eds, o crescimento para as universidades particulares tamb\u00e9m est\u00e1 sob press\u00e3o (condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas desfavor\u00e1veis, alta evas\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o do Fies etc). O segmento tamb\u00e9m passa por um momento de pivotagem, no qual o perfil da nova gera\u00e7\u00e3o de alunos \u00e9 muito mais aberta ao mundo on-line, provocando uma necessidade constante de diferencia\u00e7\u00e3o. Dessa forma, como o pr\u00f3prio estudo menciona, as universidades deveriam juntar o que existe de melhor em conte\u00fados digitais, ensino, colabora\u00e7\u00f5es e ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e combinar com a experi\u00eancia rica que o campus pode proporcionar. Essas universidades precisam buscar diferencia\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel aplicar a customiza\u00e7\u00e3o e flexibiliza\u00e7\u00e3o das jornadas, onde as universidades passam a atuar no <\/strong><strong><em>life<\/em><\/strong><strong><em> <\/em><\/strong><strong><em>long<\/em><\/strong><strong><em> <\/em><\/strong><strong><em>learning<\/em><\/strong><strong> (aprendizado ao longo da vida) do profissional, no Brasil?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sim. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel como j\u00e1 existe e \u00e9 bastante comum em algumas especialidades como a \u00e1rea da sa\u00fade, por exemplo. Vemos empresas que est\u00e3o totalmente focadas nesse tema, como a Afya, que tem como prop\u00f3sito a tr\u00edade educa\u00e7\u00e3o, tecnologia e sa\u00fade com o objetivo central de ser parceira do m\u00e9dico ou profissional da sa\u00fade ao longo da sua carreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY A transforma\u00e7\u00e3o digital est\u00e1 preparando o cen\u00e1rio educacional para uma grande inova\u00e7\u00e3o. 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