{"id":39711,"date":"2022-06-22T16:52:30","date_gmt":"2022-06-22T16:52:30","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/?p=39711"},"modified":"2022-06-22T16:52:30","modified_gmt":"2022-06-22T16:52:30","slug":"matopiba-aumento-de-produtividade-ajuda-na-preservacao-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agenciaey\/matopiba-aumento-de-produtividade-ajuda-na-preservacao-ambiental\/","title":{"rendered":"Matopiba: aumento de produtividade ajuda na preserva\u00e7\u00e3o ambiental"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Ag\u00eancia EY<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel conciliar a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. O caminho para isso \u00e9 o aumento da produtividade nas lavouras, por meio de novas tecnologias, com necessidade muito menor de expans\u00e3o em novas \u00e1reas, garantindo a conserva\u00e7\u00e3o dos biomas naturais brasileiros. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 de Viktor Andrade, s\u00f3cio da EY Brasil e l\u00edder do escrit\u00f3rio da consultoria em Salvador (BA).<\/p>\n<p>\u201cO aumento da produtividade em \u00e1reas agr\u00edcolas existentes \u00e9 uma das principais maneiras de diminuir a necessidade de aumento de produ\u00e7\u00e3o por meio da ocupa\u00e7\u00e3o de mais \u00e1reas\u201d, diz Andrade. Segundo ele, um dos bons exemplos vem do norte do Pa\u00eds, na regi\u00e3o conhecida como Matopiba, formada pelo estado de Tocantins e partes do Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Bahia, onde ocorreu forte expans\u00e3o agr\u00edcola a partir da segunda metade dos anos 1980, principalmente no cultivo de gr\u00e3os. O nome \u00e9 formado pelas siglas dos quatro estados: (MA + TO + PI + BA).<\/p>\n<p>\u201cA produtividade por hectare de soja no Matopiba aumentou em 15 vezes, entre 1980 e 2021. Apenas nos \u00faltimos 20 anos, a produtividade por hectare aumentou mais de 150%, em m\u00e9dia\u201d, diz Andrade, que destaca o potencial da nova fronteira agr\u00edcola nacional.<\/p>\n<p>Segundo ele, a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do Matopiba \u00e9 marcada pelas grandes colheitas de gr\u00e3os, especialmente soja, milho e algod\u00e3o. A por\u00e7\u00e3o baiana da regi\u00e3o \u00e9 a segunda maior produtora brasileira de fibra, atr\u00e1s apenas de Mato Grosso. A safra de soja e milho foi de quase 15 milh\u00f5es de toneladas em 2018, equivalente a cerca de 10% da produ\u00e7\u00e3o nacional, segundo dados do IBGE processados pela Embrapa. \u201cOs im\u00f3veis rurais da regi\u00e3o tamb\u00e9m abrem espa\u00e7o para frutas, ra\u00edzes e tub\u00e9rculos, al\u00e9m da pecu\u00e1ria\u201d, afirma Andrade. Em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia EY<\/strong>, ele fala sobre o potencial de Matopiba para os pr\u00f3ximos anos. Confira os principais trechos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a import\u00e2ncia atual de Matopiba para o agroneg\u00f3cio e a economia brasileira?<\/strong><\/p>\n<p>Se Matopiba fosse um pa\u00eds, seria o quinto maior produtor de soja no mundo, atr\u00e1s apenas do Brasil, Estados Unidos, Argentina e China. Foram produzidas na regi\u00e3o 18 milh\u00f5es de toneladas de soja no ano safra 2020\/2021, enquanto o Brasil todo produziu 122 milh\u00f5es de toneladas.\u00a0 Al\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o no Matopiba cresceu com taxas superiores \u00e0 produ\u00e7\u00e3o brasileira. A produ\u00e7\u00e3o de soja na regi\u00e3o, nos \u00faltimos 20 anos, cresceu 623%, enquanto a produ\u00e7\u00e3o brasileira cresceu 239%. Ou seja, cerca de tr\u00eas vezes a mais. A produ\u00e7\u00e3o de milho, nos \u00faltimos 20 anos, aumentou 479% na mesma regi\u00e3o, enquanto a brasileira cresceu 243%, ou seja, cerca de duas vezes superior. Sem o volume produzido no Matopiba, o Brasil n\u00e3o seria o maior produtor de soja do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o potencial do Matopiba para os pr\u00f3ximos anos?<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o ainda tem disponibilidade de terras para expandir ainda mais a sua representatividade. Dos 73 milh\u00f5es de hectares que compreendem o Matopiba, cerca de 35 milh\u00f5es s\u00e3o agricult\u00e1veis. Atualmente, as lavouras ocupam cerca de 8,5 milh\u00f5es de hectares, segundo a Conab. \u00c9 um polo gerador de riqueza aos estados do Nordeste. Uma grande parte do potencial de crescimento futuro do agroneg\u00f3cio brasileiro vem do Matopiba, considerada uma das \u00faltimas grandes fronteiras agr\u00edcolas do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Apesar do potencial econ\u00f4mico, existem desafios locais como a car\u00eancia em infraestrutura para escoamento e armazenagem da produ\u00e7\u00e3o. Como lidar com os gargalos log\u00edsticos e quais projetos deveriam ser viabilizados para melhoria da infraestrutura da regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Muitos investimentos ocorreram nestas regi\u00f5es, mas \u00e9 consenso que foram lentos e insuficientes. A expectativa \u00e9 que estes investimentos aumentem. Um exemplo \u00e9 a ferrovia Oeste-Leste (FIOL). A obra come\u00e7ou em 2011, mas foi interrompida e somente agora, em 2022, \u00e9 que foi reiniciada.<\/p>\n<p><strong>A regi\u00e3o abrange os principais biomas brasileiros, em especial o Cerrado. Um dos desafios atuais \u00e9 compatibilizar a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Como isso \u00e9 poss\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p>O aumento da produtividade em \u00e1reas agr\u00edcolas j\u00e1 existentes \u00e9 uma das principais maneiras de diminuir a necessidade de aumento de produ\u00e7\u00e3o por meio da ocupa\u00e7\u00e3o de mais \u00e1reas. Dos 73 milh\u00f5es de hectares do Matopiba, cerca de 35 milh\u00f5es s\u00e3o agricult\u00e1veis. Isso significa que os outros 38 milh\u00f5es provavelmente ser\u00e3o preservados, sendo que grande parte deles \u00e9 Cerrado natural. Inclusive, o Cerrado j\u00e1 possui algumas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o mantidas pelo governo, as quais podem ser ampliadas para garantir a preserva\u00e7\u00e3o do bioma. Isso pode ser feito sem conflito com as lavouras. A legisla\u00e7\u00e3o em vigor inclui a obrigatoriedade da preserva\u00e7\u00e3o de 20% a 40% da \u00e1rea total de uma fazenda com sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa, mais a preserva\u00e7\u00e3o das matas ciliares. Ao mesmo tempo, o setor continua a desenvolver novas t\u00e9cnicas e muitas delas envolvem solu\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, em vez de qu\u00edmicas, o que torna o uso do solo pelas lavouras mais positivo para o meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia EY \u00c9 poss\u00edvel conciliar a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. 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