{"id":38479,"date":"2021-09-20T09:00:00","date_gmt":"2021-09-20T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/agenciacomunicacao\/agencia99\/mobilidade-urbana-e-outros-desafios-da-periferia\/"},"modified":"2021-09-20T09:00:00","modified_gmt":"2021-09-20T09:00:00","slug":"mobilidade-urbana-e-outros-desafios-da-periferia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia99\/mobilidade-urbana-e-outros-desafios-da-periferia\/","title":{"rendered":"Mobilidade urbana e outros desafios da periferia"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Ag&ecirc;ncia 99<\/b><\/p>\n<p>A vida na periferia apresenta diversos desafios. O acesso a direitos b&aacute;sicos &#8211; como educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e habita&ccedil;&atilde;o &#8211; muitas vezes &eacute; negligenciado nas &aacute;reas mais populares das grandes metr&oacute;poles. <br \/>\nEm algumas ocasi&otilde;es, determinadas situa&ccedil;&otilde;es se transformam em problemas constantes nas &aacute;reas menos favorecidas. A liberdade de escolha do transporte, por exemplo. E a pandemia agravou determinados problemas. Segundo pesquisa realizada pela Escola Nacional de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica (Enap), os munic&iacute;pios brasileiros mais vulner&aacute;veis &agrave; doen&ccedil;a tamb&eacute;m s&atilde;o aqueles cuja popula&ccedil;&atilde;o apresenta as maiores diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas. <br \/>\n&#8220;As casas com densidade mais alta certamente facilitam a dissemina&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, assim como a falta de saneamento e de recursos em determinados pontos das cidades brasileiras&#8221;, explica Thomas Carlsen, COO e co-fundador da mywork, startup especializada em controle de ponto online.<br \/>\nDe acordo com ele, regi&otilde;es que concentram trabalhadores que realizam a chamada migra&ccedil;&atilde;o pendular (deslocamento di&aacute;rio entre as cidades) podem apresentar um n&uacute;mero maior de casos da doen&ccedil;a. Isso porque transportam o v&iacute;rus dos aglomerados urbanos.<br \/>\nMunic&iacute;pios populosos como S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro s&atilde;o exemplos. Apesar do rendimento m&eacute;dio ser o maior do pa&iacute;s (em torno de R$ 1.504), os recursos n&atilde;o s&atilde;o distribu&iacute;dos de forma equilibrada entre a popula&ccedil;&atilde;o, o que eleva os indicadores de desigualdade, segundo dados da pesquisa.<br \/>\nPouco mais de 25% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira reside em casas com densidade alta. Ou seja, com mais de duas pessoas por dormit&oacute;rio. Em cidades com popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de aproximadamente 27 mil habitantes, esse n&uacute;mero sobe para 50%&#8221;. O aumento dos casos de contamina&ccedil;&atilde;o em munic&iacute;pios com grande desigualdade social &eacute; um triste reflexo da realidade de muitos centros urbanos no Pa&iacute;s&#8221;, comenta Thomas Carlsen.<\/p>\n<p><b>Consequ&ecirc;ncias<\/b><\/p>\n<p>A arquiteta e urbanista Cl&aacute;udia Villela afirma que as consequ&ecirc;ncias para a qualidade de vida desses indiv&iacute;duos que moram em locais mais afastados s&atilde;o enormes. Vale destacar que, quanto mais integrado, bem servido de transportes e &#8220;bem localizado&#8221;, mais valorizado o espa&ccedil;o tende a ser. <br \/>\nEntretanto, Cl&aacute;udia Villela lembra que, enquanto alguns cidad&atilde;os podem escolher um lugar com infraestrutura adequada para morar, muitos outros habitam onde &eacute; poss&iacute;vel de acordo com sua renda. <br \/>\n&#8220;Essas escolhas geram consequ&ecirc;ncias para a popula&ccedil;&atilde;o como estar mais pr&oacute;xima ou mais afastada do seu trabalho, de servi&ccedil;os essenciais, das alternativas de lazer e de cultura da cidade. Dessa forma, percebemos que o espa&ccedil;o urbano reflete, fortalece e consolida as desigualdades da sociedade&#8221;, diz.<br \/>\nNesse sentido, a mobilidade tem papel fundamental conforme explica a urbanista. Isso porque deixa em evid&ecirc;ncia a diferen&ccedil;a social existente, atrav&eacute;s dos deslocamentos prec&aacute;rios que grande parte da popula&ccedil;&atilde;o sofre.<br \/>\n&#8220;&Eacute; indispens&aacute;vel reconhecer a sociedade em que vivemos como um organismo plural, aberto e com car&ecirc;ncias para se construir cidades que possam corresponder aos diferentes interesses&#8221;, destaca.<br \/>\nPortanto, Cl&aacute;udia Villela acredita que a mudan&ccedil;a precisa ser urgente. &#8220;Torna-se necess&aacute;rio definir os rumos das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas junto com a popula&ccedil;&atilde;o a fim de planejar, produzir e governar o espa&ccedil;o habitado de forma participativa. E, com isso, promovendo espa&ccedil;os democr&aacute;ticos a partir da mobilidade, desde as cal&ccedil;adas com passeios para tr&acirc;nsito de pedestres, ciclovias, vias automotivas, at&eacute; os pontos de embarque e desembarque de passageiros, terminais, sinaliza&ccedil;&atilde;o de tr&acirc;nsito&#8221;, conclui.<\/p>\n<p><b>Motor da economia<\/b><\/p>\n<p>Al&eacute;m de contribuir na identifica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as sociais, a mobilidade urbana auxilia na luta para reduzir as desigualdades. Pesquisa realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas (Fipe) demonstra que a 99 impactou na gera&ccedil;&atilde;o de 331 mil novas posi&ccedil;&otilde;es de trabalho indiretas, em diversos setores da economia. Al&eacute;m disso, contribuiu para movimentar a arrecada&ccedil;&atilde;o de R$ 1,3 bilh&atilde;o em impostos.<br \/>\nA pesquisa mostrou que os efeitos na economia mediados pela atua&ccedil;&atilde;o da 99 s&atilde;o calculados a partir da cadeia de valor gerada pelos ganhos dos motoristas, por meio de um modelo de insumo-produto. Ele caracteriza a estrutura econ&ocirc;mica atrav&eacute;s das receitas dos motoristas que utilizam o aplicativo, e suas estruturas de gastos familiares projetados com base nos dados de pesquisas nacionais oficiais.<br \/>\nComo efeito, foram circulados R$ 6,7 bilh&otilde;es em valores pagos por corridas, al&eacute;m de R$ 1,4 bilh&atilde;o atrav&eacute;s de gastos dos motoristas que circulam na economia, como operacionais, manuten&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos, alimenta&ccedil;&atilde;o, vestu&aacute;rio, internet, entre outros.<\/p>\n<p><b>Poder da comunica&ccedil;&atilde;o<\/b><\/p>\n<p>Para superar as complexas dificuldades que envolvem o dia a dia de quem mora na periferia, existem &#8220;amig&otilde;es&#8221;, que se transformam em verdadeiros anjos para a comunidade. &Eacute; o caso do Embarque no Direito, jornal impresso criado em 2018 para &#8220;traduzir&#8221; o direito aos moradores de regi&otilde;es como Cap&atilde;o Redondo, Campo Limpo, Jardim &Acirc;ngela e S&atilde;o Lu&iacute;s, na periferia da zona sul da capital paulista.<br \/>\nProjeto do jornalista Tony Marlon, atualmente tem Riviane Christine Lucena Leitte no comando. &#8220;O Embarque no Direito &eacute; um jornal impresso para explicar os direitos b&aacute;sicos, como direito ao transporte p&uacute;blico, educa&ccedil;&atilde;o, moradia, em uma linguagem mais simples. Isso porque o `juridiqu&ecirc;s&#8217; &eacute; pensado, talvez, para um n&uacute;mero limitado de pessoas entenderem&#8221;, afirma ela.<br \/>\nEm formato de tabloide, cerca de 15 mil exemplares s&atilde;o distribu&iacute;dos bimestralmente nos pontos de maior circula&ccedil;&atilde;o da zona sul por volta das 5h30, principalmente para pessoas de 35 a 50 anos. Segundo ela, o formato &eacute; direcionado exatamente para as pessoas que t&ecirc;m acesso limitado &agrave; internet. <br \/>\n&#8220;S&atilde;o nossos pais, tios. Essa galera que ainda n&atilde;o aprendeu muito bem a lidar com a internet, acredita em fake news e recebe informa&ccedil;&atilde;o pelo WhatsApp e n&atilde;o consegue filtrar o que &eacute; verdade e o que n&atilde;o &eacute;&#8221;, diz.<br \/>\nA distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada por 10 jovens. &#8220;Dos 20 locais selecionados, 10 s&atilde;o de grande circula&ccedil;&atilde;o de pessoas indo trabalhar, como pontos de &ocirc;nibus, terminais de trem e metr&ocirc;. Pensamos tamb&eacute;m na rotatividade desses jovens para gerar trabalho e renda para o maior n&uacute;mero de pessoas poss&iacute;vel. Al&eacute;m disso, temos 10 organiza&ccedil;&otilde;es parceiras, que s&atilde;o ONGs da regi&atilde;o onde tamb&eacute;m colocamos o jornal&#8221;, conta.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag&ecirc;ncia 99 A vida na periferia apresenta diversos desafios. 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