{"id":38475,"date":"2021-09-17T10:15:00","date_gmt":"2021-09-17T10:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/agenciacomunicacao\/agencia99\/como-a-tecnologia-pode-ajudar-a-democratizao-do-acesso-s-cidades\/"},"modified":"2021-09-17T10:15:00","modified_gmt":"2021-09-17T10:15:00","slug":"como-a-tecnologia-pode-ajudar-a-democratizao-do-acesso-s-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia99\/como-a-tecnologia-pode-ajudar-a-democratizao-do-acesso-s-cidades\/","title":{"rendered":"Como a tecnologia pode ajudar a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave;s cidades?"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Ag\u00eancia 99<\/b><\/p>\n<p>A tecnologia se faz cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros. No transporte, n\u00e3o \u00e9 diferente. Carros por aplicativo, mapas digitais com os melhores percursos, itiner\u00e1rio dos \u00f4nibus online s\u00e3o apenas algumas ferramentas \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nApesar das vantagens, alguns cuidados s\u00e3o necess\u00e1rios para promover a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s cidades, evitando assim que as inova\u00e7\u00f5es segreguem ainda mais a sociedade.<br \/>\nPor isso, a igualdade de locomo\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas no transporte p\u00fablico de qualidade e com pre\u00e7o acess\u00edvel, mas na liberdade de escolha. Superar determinadas barreiras, portanto, esbarra na necessidade de pol\u00edticas de mobilidade urbana efetivas.<br \/>\n&#8220;A tecnologia vem adentrando todas as esferas da vida das pessoas em sociedade. Assim como outros fen\u00f4menos, apresenta pontos negativos e positivos&#8221;, afirma Glaucia Pereira, fundadora da Multiplicidade Mobilidade Urbana (MMU).<br \/>\nO instituto \u00e9 dedicado em aprofundar os conhecimentos sobre o tema. Para isso, as pesquisas s\u00e3o feitas a partir de discuss\u00f5es metodol\u00f3gicas, c\u00e1lculos de amostra, an\u00e1lise de dados quantitativos e documentos t\u00e9cnicos de refer\u00eancia.<\/p>\n<p><b>N\u00fameros<\/b><\/p>\n<p>O acesso \u00e0s inova\u00e7\u00f5es \u00e9 um dos pontos primordiais para que ocorra a democratiza\u00e7\u00e3o. Dados, ao menos, comprovam que a tecnologia est\u00e1 cada vez mais presente no dia a dia. Segundo a pesquisa TIC Domic\u00edlios 2020, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br), 83% das casas brasileiras possuem acesso \u00e0 internet.<br \/>\nO resultado significa 12 pontos percentuais a mais que em 2019. S\u00f3 para ter uma ideia, em 2014 esse n\u00famero era de apenas 50%.<br \/>\nAs diferen\u00e7as come\u00e7am a surgir com as compara\u00e7\u00f5es regionais. De acordo com o levantamento, o Sudeste possui o maior n\u00famero de domic\u00edlios com internet: 86%. Na sequ\u00eancia est\u00e3o as regi\u00f5es Sul, com 84%, Centro-Oeste e Norte, ambas com 81%. Por sua vez, o Nordeste aparece com 79%. \u00c9 l\u00e1, por\u00e9m, onde ocorreu o maior aumento de pontos percentuais no per\u00edodo do estudo: 14.<br \/>\nAinda de acordo com o levantamento, a banda larga fixa \u00e9 a maior provedora do servi\u00e7o, com 69% de presen\u00e7a nos lares, oito pontos percentuais a mais que em 2019. No entanto, o n\u00famero de computadores nos lares ainda \u00e9 baixo: 45%, um aumento de seis pontos em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p><b>Desafios<\/b><\/p>\n<p>Mas se a internet chegou em boa parte dos lares dos brasileiros e tamb\u00e9m em seus smartphones, qual barreira ainda falta transpor? Certamente, a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s cidades n\u00e3o depende somente da exist\u00eancia da tecnologia. Por isso, algumas diretrizes precisam ser seguidas.<\/p>\n<p>&#8220;Assim como todas as a\u00e7\u00f5es em mobilidade urbana, \u00e9 importante que essa tecnologia seja calcada no objetivo da pol\u00edtica nacional de mobilidade urbana de redu\u00e7\u00e3o das desigualdades&#8221;, ressalta Glaucia.<\/p>\n<p>Criada em 2012, a lei n\u00ba 12.587 estabelece a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana. De acordo com o texto legislativo, ela foi fundamentada em princ\u00edpios como: acessibilidade universal; equidade no acesso dos cidad\u00e3os ao transporte p\u00fablico coletivo; efici\u00eancia, efic\u00e1cia e efetividade na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os; seguran\u00e7a nos deslocamentos das pessoas; equidade no uso do espa\u00e7o p\u00fablico de circula\u00e7\u00e3o, vias e logradouros, entre outros.<\/p>\n<p><b>Barreiras<\/b><\/p>\n<p>Assim como a necessidade da implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas, outras barreiras precisam ser superadas para promover a igualdade na locomo\u00e7\u00e3o e sua consequente democratiza\u00e7\u00e3o. &#8220;Sabemos que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds extremamente desigual entre homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres. E isso se reflete na mobilidade&#8221;, afirma Glaucia Pereira.<\/p>\n<p>Segundo estudo da Multiplicidade, 70% dos domic\u00edlios formados por somente pessoas negras n\u00e3o possuem autom\u00f3veis, ao passo que 38% dos domic\u00edlios formados por pessoas somente brancas est\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Quando a pessoa n\u00e3o possui um autom\u00f3vel ela pode andar a p\u00e9, de bicicleta, transporte coletivo ou ainda pode usar transporte por aplicativo, bicicletas compartilhadas, entre outros&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Nesse sentido, entra em pr\u00e1tica o conceito de conex\u00e3o entre os diferentes meios de transporte. &#8220;A interliga\u00e7\u00e3o modal acontece quando a pessoa pode combinar dois ou mais modos para se deslocar&#8221;. Isso acontece, por exemplo, quando bicicleta ou carro podem ser ligados ao metr\u00f4.<\/p>\n<p><b>Depend\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>Outro fator importante para a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s cidades \u00e9 a necessidade de garantir que as pessoas possam usufruir de diferentes meios de transporte. S\u00f3 para se ter uma ideia, dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Log\u00edstica (CNTTL) demonstram que o segmento de \u00f4nibus atende 90% da demanda de transporte p\u00fablico coletivo.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que o segmento responde por mais de 1,0% do PIB brasileiro, movimentando cerca de R$ 17 bilh\u00f5es por ano. Isso considerando os sistemas de \u00f4nibus urbanos e metro-ferrovi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ainda somos muito dependentes das rodovias. Segundo a pesquisa Custos Log\u00edsticos no Brasil, da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, a malha rodovi\u00e1ria \u00e9 utilizada em 75% dos escoamentos de produ\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar est\u00e1 o transporte mar\u00edtimo, com apenas 9,2%.<\/p>\n<p><b>Papel importante<\/b><\/p>\n<p>Na busca por ferramentas para superar as barreiras, as solu\u00e7\u00f5es inovadoras surgem como aliadas para a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s cidades. Durante a pandemia, por exemplo, a tecnologia garantiu o suporte necess\u00e1rio principalmente para as pessoas que moram em regi\u00f5es perif\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Estudo divulgado no Summit Mobilidade Urbana em 2020 mostrou que 20% dos cidad\u00e3os continuaram na ativa. Por sua vez, pesquisa Datafolha encomendada pela 99 no mesmo ano registrou aumento de 25% no n\u00famero de corridas entre os mais pobres, que buscavam uma alternativa segura para evitar aglomera\u00e7\u00f5es ao seguir ou voltar do trabalho.<\/p>\n<p>Glaucia Pereira explica que existem muitos atores envolvidos para facilitar o transporte. Para ela, al\u00e9m de facilitar o acesso aos \u00f4nibus por parte dos moradores da periferia, \u00e9 preciso ainda garantir a liberdade de escolha.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 fun\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas em mobilidade urbana oferecerem transporte p\u00fablico de qualidade em todos os lugares, todos os dias e em todos os hor\u00e1rios, com a tarifa barateada ao m\u00e1ximo, se poss\u00edvel zero. Al\u00e9m disso, o que pode contribuir na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades na mobilidade \u00e9 todas as pessoas terem acesso efetivo e puderem pagar por sua locomo\u00e7\u00e3o nas cidades&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Por fim, Glaucia Pereira acredita que quanto maior a disponibilidade, mais garantias as pessoas t\u00eam para decidir. &#8220;Logicamente, podem e devem existir o m\u00e1ximo de possibilidades para que a popula\u00e7\u00e3o se desloque. No entanto, isso n\u00e3o exime o poder p\u00fablico do \u00f4nus de criar e colocar em pr\u00e1tica pol\u00edticas p\u00fablicas que ofere\u00e7am um transporte de qualidade \u00e0s pessoas&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia 99 A tecnologia se faz cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros. No transporte, n\u00e3o \u00e9 diferente. 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