{"id":38224,"date":"2021-08-09T10:00:00","date_gmt":"2021-08-09T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/agenciacomunicacao\/agencia99\/conhea-mulheres-que-assumiram-a-direo-dos-seus-sonhos\/"},"modified":"2021-08-09T10:00:00","modified_gmt":"2021-08-09T10:00:00","slug":"conhea-mulheres-que-assumiram-a-direo-dos-seus-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia99\/conhea-mulheres-que-assumiram-a-direo-dos-seus-sonhos\/","title":{"rendered":"Conhe&ccedil;a mulheres que assumiram a dire&ccedil;&atilde;o dos seus sonhos"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Ag&ecirc;ncia 99<\/b><\/p>\n<p>Aos 54 anos, Eva Terezinha de Oliveira Trindade reconhece a import&acirc;ncia de lutar para realizar os sonhos. Afinal, a moradora de Alvorada, na regi&atilde;o metropolitana de Porto Alegre (RS), j&aacute; trabalhou na agricultura familiar, assim como exerceu as fun&ccedil;&otilde;es de: cuidadora, gar&ccedil;onete, auxiliar de cozinha e microempres&aacute;ria, comercializando lanches em um trailer em frente a canteiros de obras. Parar? Jamais! Atualmente, batalha para construir um sal&atilde;o de beleza, onde pretende atuar ap&oacute;s conquistar a aposentadoria. <br \/>\nJ&aacute; na capital paulista, Juliana dos Santos, de 34 anos, come&ccedil;ou a trabalhar em empresas de telemarketing. Em sua jornada profissional atuou, tamb&eacute;m, como entregadora de mercadorias comercializadas em plataformas online. Estudante de psicologia, ela deseja ser aprovada em um concurso p&uacute;blico para auxiliar as pessoas que vivem na regi&atilde;o conhecida como &#8220;cracol&acirc;ndia&#8221; em S&atilde;o Paulo.<br \/>\nMas o que as hist&oacute;rias dessas duas mulheres t&ecirc;m em comum? M&atilde;es, ambas assumiram a dire&ccedil;&atilde;o de suas vidas atuando como motoristas de aplicativo. Sempre com um sorriso no rosto, elas superam as adversidades e preconceitos, demonstrando a import&acirc;ncia dos &#8220;dias de luta&#8221; para conquistar os &#8220;dias de gl&oacute;ria&#8221;. <\/p>\n<p><b>N&uacute;meros<\/b><\/p>\n<p>Assumir o protagonismo da pr&oacute;pria hist&oacute;ria est&aacute; interligado com a garantia da igualdade de direitos. Entre as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, est&atilde;o as oportunidades no mercado de trabalho. Apesar dos avan&ccedil;os, ainda h&aacute; muito para mudar.  <br \/>\nDados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) divulgados em mar&ccedil;o deste ano demonstram que a taxa de participa&ccedil;&atilde;o da mulher segue em expans&atilde;o. De acordo com o estudo, elas representavam 54,7% da for&ccedil;a de trabalho nacional em 2019. <br \/>\nO mesmo levantamento comprova as dificuldades que elas enfrentam. Para mulheres entre 25 e 49 anos com filhos de at&eacute; 3 anos, o n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; de 54,6%, contra 67,2% das que n&atilde;o s&atilde;o m&atilde;es. Entre os homens com a mesma faixa et&aacute;ria esses &iacute;ndices s&atilde;o de 89,2% e 83,4%, respectivamente. <br \/>\nAl&eacute;m disso, a remunera&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia das mulheres em 2019 era 22,3% menor do que a dos homens, com R$ 1.985,00 contra R$ 2.555,00. Nos cargos de dire&ccedil;&atilde;o e ger&ecirc;ncia a diferen&ccedil;a salarial &eacute; ainda maior. Nestes dois casos as redu&ccedil;&otilde;es apuradas foram de 38,1% e 36,4%, respectivamente.<br \/>\nEm alguns casos, por&eacute;m, a barreira n&atilde;o &eacute; financeira. Apesar da remunera&ccedil;&atilde;o ser igual, &eacute; preciso combater o preconceito imposto em determinados postos de trabalho, antes ocupados quase exclusivamente pelos homens. &Eacute; o caso da profiss&atilde;o de motorista, por exemplo. <br \/>\nS&oacute; para se ter uma ideia, as mulheres representam 5% do total de parceiros cadastrados na plataforma da 99. Entretanto, correspondem a aproximadamente 60% dos passageiros.<\/p>\n<p><b>Do s&iacute;tio para o volante<\/b><\/p>\n<p>&#8220;N&atilde;o entendo quem desiste. &Eacute; preciso ter f&eacute;, foco e for&ccedil;a. Levante a cabe&ccedil;a, tome um banho e siga para a luta. Sempre h&aacute; uma esperan&ccedil;a&#8221;. As palavras de Eva servem como inspira&ccedil;&atilde;o para que as mulheres assumam a dire&ccedil;&atilde;o de suas finan&ccedil;as, de suas vidas e de seus sonhos. Dificuldades ocorrem, mas existe um caminho. Para quem ainda n&atilde;o acredita, basta conhecer a hist&oacute;ria dela. <br \/>\nAt&eacute; os 7 anos, Eva caminhava por aproximadamente 1h at&eacute; chegar &agrave; escola rural. Foi quando ela se mudou para a casa de uma tia em Ca&ccedil;apava do Sul (RS) para estudar na &#8220;cidade&#8221;. Permaneceu por l&aacute; at&eacute; os 10 anos de idade, onde concluiu a 5&ordf; s&eacute;rie. Quando a m&atilde;e ficou doente, por&eacute;m, precisou deixar os estudos de lado, temporariamente, e retornar para ajudar na casa da fam&iacute;lia.<br \/>\nNa &eacute;poca, o pai constantemente precisava acompanhar a m&atilde;e durante as interna&ccedil;&otilde;es. Por isso, Eva contribuiu na cria&ccedil;&atilde;o dos cinco irm&atilde;os, assim como nas tarefas do s&iacute;tio. &#8220;Para lavar a lou&ccedil;a, por exemplo, precis&aacute;vamos primeiro ir buscar a &aacute;gua. N&atilde;o t&iacute;nhamos energia el&eacute;trica, geladeira. Hoje, fico triste ao ver que muitos desistem muito f&aacute;cil&#8221;, afirma.<br \/>\nEva considera o dia da morte da m&atilde;e como um dos mais tristes de sua hist&oacute;ria. &#8220;Eu tinha uns 15 anos&#8221;. At&eacute; os 20 permaneceu na atividade rural. Ao se casar, mudou-se para o povoado de Minas de Camaqu&atilde; (RS), onde o marido trabalhou com minera&ccedil;&atilde;o. &#8220;J&aacute; eu, fazia limpeza&#8221;.<br \/>\nAp&oacute;s seis anos, foi para a regi&atilde;o metropolitana de Porto Alegre, onde trabalhou em restaurantes. Em Canoas (RS), decidiu assumir o comando de um trailer para vender lanches para os trabalhadores da constru&ccedil;&atilde;o civil. Na &eacute;poca da Opera&ccedil;&atilde;o Lava-Jato, por&eacute;m, algumas obras foram interrompidas. <br \/>\nCom as d&iacute;vidas batendo &agrave; porta, ela contou com ousadia e sorte. &#8220;Eu tinha um ve&iacute;culo para transporte de carga financiado. Fui at&eacute; a loja e falei com o vendedor: fechei o trailer e n&atilde;o tenho dinheiro para as presta&ccedil;&otilde;es. Mas, preciso trocar este ve&iacute;culo por um carro para trabalhar como motorista de aplicativo&#8221;, conta. <br \/>\nDetalhe: ela tamb&eacute;m n&atilde;o tinha o valor para a documenta&ccedil;&atilde;o e nem para o combust&iacute;vel. O vendedor conseguiu encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o e, at&eacute; mesmo, emprestou R$ 50 para o combust&iacute;vel. &#8220;Quando a situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a ficar ruim, eu cheguei a mandar curr&iacute;culos, mas ningu&eacute;m me chamou. Foi esse o caminho que encontrei. Logo no final do primeiro dia como motorista de aplicativo, voltei &agrave; loja e devolvi o dinheiro emprestado&#8221;.<br \/>\nDurante toda essa jornada, Eva tamb&eacute;m encontrou tempo para concluir o ensino m&eacute;dio, fazer alguns cursos e, claro, sonhar e planejar. Separada h&aacute; aproximadamente sete anos, ela mora com o filho, a nora e a neta, de 2 anos de idade. <br \/>\nEntre o trabalho como parceira da 99 e os cursos, Eva aprendeu uma nova fun&ccedil;&atilde;o e trabalha na montagem do seu sal&atilde;o de beleza. &#8220;Gosto de ir ao mercado, comprar o que desejo e pagar com o suor do meu trabalho. Por isso, digo que &eacute; preciso levantar a cabe&ccedil;a e sempre lutar&#8221;, frisa.<\/p>\n<p><b>Acreditar no potencial e seguir sem medo<\/b><\/p>\n<p>Diferentemente de Eva, Juliana nasceu em uma grande metr&oacute;pole. Apesar dos cen&aacute;rios distintos, o brilho no olhar pela vida &eacute; semelhante. Ainda nova, ela come&ccedil;ou a trabalhar em empresas de telemarketing. &#8220;Cobrar as pessoas n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil&#8221;, relata. <br \/>\nAp&oacute;s sair de uma empresa, resolveu que era a hora de mudar de &aacute;rea e trabalhar por conta pr&oacute;pria. Come&ccedil;ou a fazer entregas de mercadorias comercializadas em grandes plataformas online. <br \/>\nRetornou ao mercado de cobran&ccedil;as por um tempo at&eacute; optar por ser parceira da 99. &#8220;Resolvi seguir o exemplo dos meus dois irm&atilde;os mais velhos&#8221;, explica. Desde 2017, circula pelas ruas e avenidas de S&atilde;o Paulo, transportando pessoas e conhecendo hist&oacute;rias.<br \/>\nMesmo com experi&ecirc;ncia, ela acredita que ainda encontra certa resist&ecirc;ncia em casa por conta da profiss&atilde;o. &#8220;Costumo trabalhar at&eacute; as 18h. Se eu passar das 22h, minha m&atilde;e me liga. J&aacute; os meus irm&atilde;os rodam a madrugada toda e isso n&atilde;o acontece&#8221;, observa. Ela, por&eacute;m, considera essa situa&ccedil;&atilde;o como um cuidado especial. &#8220;Meu filho tem 12 anos e fala com orgulho na escola que a m&atilde;e trabalha como motorista de aplicativo&#8221;. <br \/>\nAl&eacute;m das atividades profissionais e com a casa, Juliana faz faculdade de psicologia &agrave; noite. &#8220;Estou no segundo ano. Quando me formar, pretendo ajudar as pessoas na regi&atilde;o da `cracol&acirc;ndia'&#8221;, diz.  Ela sabe sobre os riscos da profiss&atilde;o que deseja seguir, mas acredita que o importante &eacute; lutar para realizar os sonhos. &#8220;Se der errado, tem que levantar a cabe&ccedil;a e mudar. N&atilde;o pode ter medo. Mas, se ele aparecer (o medo), vai com medo mesmo. Somos capazes&#8221;.<\/p>\n<p><b>Uni&atilde;o e for&ccedil;a<\/b><\/p>\n<p>Como os exemplos demonstraram, &eacute; preciso empenho para superar as adversidades. Nessa tarefa, contar com a ajuda de outras mulheres pode fazer a diferen&ccedil;a. Por isso, a 99 possui o programa &#8220;Mais Mulheres na Dire&ccedil;&atilde;o&#8221;, que tem um pacote de a&ccedil;&otilde;es focadas no desenvolvimento da mulher, seja ela passageira, motorista parceira ou colaboradora. <br \/>\nEntre as iniciativas est&aacute; o 99Mulher, servi&ccedil;o especializado para as motoristas que preferem atuar apenas com o p&uacute;blico feminino. Ap&oacute;s um per&iacute;odo de testes realizados em 15 cidades brasileiras desde 2019, a solu&ccedil;&atilde;o entrou em vigor em 2021 em todo o Pa&iacute;s exatamente no Dia Internacional da Mulher.<br \/>\nO acesso &agrave; ferramenta &eacute; ativado pela motorista parceira diretamente no aplicativo da 99. O recurso conta com reconhecimento facial e an&aacute;lise de documentos para garantir que a pessoa ao volante realmente &eacute; uma condutora.<\/p>\n<p><b>Apoio<\/b><\/p>\n<p>Em alguns casos, por&eacute;m, outras medidas s&atilde;o necess&aacute;rias para transpor determinadas barreiras encontradas na sociedade. Nesse contexto surgiu o projeto &#8220;Justiceiras&#8221;, que promove um atendimento multidisciplinar para combater a viol&ecirc;ncia contra a mulher.<br \/>\nAdvogada e uma das lideran&ccedil;as da iniciativa, Luciana Terra explica que a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica cresceu no in&iacute;cio da pandemia, mas as den&uacute;ncias diminu&iacute;ram. &#8220;Acreditamos que isso ocorreu por causa do isolamento social e da pr&oacute;pria redu&ccedil;&atilde;o da mobilidade&#8221;, aponta.<br \/>\nAtualmente, o projeto conta com oito mil volunt&aacute;rias nas &aacute;reas jur&iacute;dica, psicol&oacute;gica, socioassistencial, m&eacute;dica e na rede de apoio de acolhimento. Remoto, o suporte ocorre por meio do WhatsApp. &#8220;Isso porque &eacute; uma ferramenta acess&iacute;vel&#8221;, pontua. Em 14 meses de atua&ccedil;&atilde;o, foram 5.391 suportes no Brasil. <br \/>\nEntre os apoiadores, o projeto conta com a parceria da 99 desde fevereiro deste ano. A iniciativa consiste no subs&iacute;dio no valor de R$ 20,00 para corridas para as 180 delegacias da Mulher de todo o Pa&iacute;s. O formul&aacute;rio das &#8220;Justiceiras&#8221; est&aacute; na Central de Seguran&ccedil;a do app, ajudando as mulheres que buscam acolhimento, apoio e orienta&ccedil;&atilde;o. <br \/>\nDe mar&ccedil;o at&eacute; junho, 605 ocorr&ecirc;ncias foram registradas no canal das &#8220;Justiceiras&#8221; em diversos estados por meio da parceria. Do total, 25,95% dos casos foram em S&atilde;o Paulo, com 13,72% no Rio de Janeiro e 9,09% em Minas Gerais.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag&ecirc;ncia 99 Aos 54 anos, Eva Terezinha de Oliveira Trindade reconhece a import&acirc;ncia de lutar para realizar os sonhos. 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