{"id":15351,"date":"2020-11-19T08:00:00","date_gmt":"2020-11-19T08:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/patrocinados.estadao.com.br\/medialab\/agenciacomunicacao\/agencia99\/agencia-99-pandemia-muda-a-rotina-de-passageiros-do-transporte-coletivo-em-bh\/"},"modified":"2020-11-19T08:00:00","modified_gmt":"2020-11-19T08:00:00","slug":"agencia-99-pandemia-muda-a-rotina-de-passageiros-do-transporte-coletivo-em-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia99\/agencia-99-pandemia-muda-a-rotina-de-passageiros-do-transporte-coletivo-em-bh\/","title":{"rendered":"Pandemia muda a rotina de passageiros do transporte coletivo em BH"},"content":{"rendered":"<div><strong>Por Ag\u00eancia 99<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nos \u00faltimos anos, muito se discutiu sobre a import\u00e2ncia de promover a\u00e7\u00f5es coordenadas para incentivar o transporte coletivo e compartilhado. A pandemia do coronav\u00edrus, por\u00e9m, exigiu mudan\u00e7as na forma de locomo\u00e7\u00e3o. Receosos com a contamina\u00e7\u00e3o pela Covid-19, 40% dos brasileiros passaram a preferir meios alternativos para evitar o transporte p\u00fablico, como a bicicleta e o carro pr\u00f3prio e corridas por aplicativo, segundo pesquisa do C6 Bank.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A cria\u00e7\u00e3o do \u201cnovo normal\u201d exigiu ainda investimentos e a ado\u00e7\u00e3o de medidas de seguran\u00e7a para proteger a popula\u00e7\u00e3o, como a obrigatoriedade do uso de m\u00e1scara, \u00e1lcool em gel, maior higieniza\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, distanciamento, entre outras. No transporte por aplicativo, por exemplo, os passageiros agora seguem viagem apenas no banco de tr\u00e1s, entre outras a\u00e7\u00f5es implementadas em protocolos criados por especialistas no assunto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m dos meios alternativos, muitos apostaram tamb\u00e9m no \u201cisolamento veicular\u201d. Prova disso \u00e9 a venda de carros usados, que segue em plena expans\u00e3o, com crescimento de 5% na compara\u00e7\u00e3o com setembro, de acordo com dados da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es dos Revendedores de Ve\u00edculos Automotores (Fenauto). A alta, ali\u00e1s, vem sendo registrada m\u00eas ap\u00f3s m\u00eas durante essa fase.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Se por um lado muitos preferem comprar um ve\u00edculo para tentar se proteger, por outro, essa atitude gera d\u00favidas. \u00c9 o que comprova pesquisa do DataFolha. De acordo com o levantamento, 62% dos entrevistados em seis grandes capitais brasileiras se mostraram preocupados com os congestionamentos durante a pandemia. Al\u00e9m disso, 47% afirmaram que est\u00e3o insatisfeitos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Necessidade de locomo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A necessidade de sair de casa para chegar at\u00e9 o servi\u00e7o mesmo durante a pandemia mudou tamb\u00e9m o perfil dos passageiros. Na periferia, a procura aumentou. Levantamento divulgado pela 99 apontou um crescimento de 25% entre os mais pobres. Por sua vez, a redu\u00e7\u00e3o foi de 25% na fatia dos mais ricos. Entre os entrevistados, 19% n\u00e3o cumpriram a quarentena exatamente porque precisaram trabalhar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Belo Horizonte, por exemplo, apresenta um cen\u00e1rio semelhante ao restante do Pa\u00eds. A rotina no transporte p\u00fablico da cidade mudou. N\u00fameros da Empresa de Transportes e Tr\u00e2nsito de Belo Horizonte (BHTrans) comprovam isso. Antes da pandemia, o sistema transportava cerca de 1.250 milh\u00e3o de usu\u00e1rios em 24.500 viagens a cada dia \u00fatil. Em abril, a quantidade de usu\u00e1rios caiu para 375.704, redu\u00e7\u00e3o de 30%. Por sua vez, a m\u00e9dia de viagens passou para 12.215, baixa de 51%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o da procura, os \u00f4nibus e terminais tiveram aglomera\u00e7\u00f5es em um primeiro momento. Especialista em Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito, Roberta Torres, acredita que essa situa\u00e7\u00e3o causou preocupa\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a busca por outras op\u00e7\u00f5es. \u201cIsso acabou criando um inc\u00f4modo grande\u201d. Dessa forma, a solu\u00e7\u00e3o foi seguir para caminhadas, bicicletas e o transporte por app.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Roberta lembra que as empresas de transporte por aplicativo adotaram protocolos de seguran\u00e7a r\u00edgidos, buscando ferramentas para proteger tanto para os usu\u00e1rios quanto para os motoristas. \u201cA possibilidade de viajar sozinho traz uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a aos passageiros, que ficam no banco de tr\u00e1s\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Empres\u00e1ria em Belo Horizonte, J\u00e9ssica Sabrina de Carvalho, 21 anos, foi uma das pessoas que intensificou a utiliza\u00e7\u00e3o do transporte por aplicativo. Acostumada tamb\u00e9m a se deslocar de \u00f4nibus e motocicleta, optou por fazer mais viagens com o app por causa das medidas protetivas adotadas. \u201cCertamente traz mais seguran\u00e7a\u201d. Ela tamb\u00e9m adotou esse h\u00e1bito para os colaboradores, que precisam sair da empresa para a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho. \u201cN\u00e3o foi poss\u00edvel parar durante a pandemia\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Investimentos<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>As caracter\u00edsticas do servi\u00e7o e as a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a adotadas pelas empresas refletiram no comportamento do passageiro. Em pesquisa, o uso de carros por aplicativo foi apontado como o mais desejado pelos entrevistados (52%), tornando-se o meio de locomo\u00e7\u00e3o com maior aumento nessa fase. Do total, 95% alegaram que come\u00e7aram a fazer o uso recorrente do app. Mais da metade (55%) aumentou a utiliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o durante a pandemia. O pre\u00e7o, por\u00e9m, segue como fator decisivo para o deslocamento di\u00e1rio. J\u00e1 para trajetos dentro do pr\u00f3prio bairro, a maioria segue a p\u00e9 (65%), com carro por app (46%) e com \u00f4nibus (19%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As quantias investidas pelas empresas para promover as medidas de seguran\u00e7a necess\u00e1rias foram expressivas. A 99, por exemplo, desprendeu at\u00e9 agora R$ 32 milh\u00f5es nas iniciativas de combate \u00e0 Covid-19. \u201cBuscamos criar novas a\u00e7\u00f5es e aumentar a efetividade das j\u00e1 existentes\u201d, afirma Thiago Hip\u00f3lito, diretor de Seguran\u00e7a da empresa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre as solu\u00e7\u00f5es, uma parceria com a Consultoria do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, de S\u00e3o Paulo. A iniciativa permitiu o desenvolvimento de uma s\u00e9rie de medidas, como a cria\u00e7\u00e3o do mapa de risco contra o cont\u00e1gio em ve\u00edculos e o manual de boas pr\u00e1ticas com dicas para diminuir a chance de contamina\u00e7\u00e3o no app. \u201cAo colocar essas medidas em pr\u00e1tica e comunicar de forma efetiva aos usu\u00e1rios, as chances de replicar esse comportamento para outros ambientes \u00e9 muito grande e ajudar\u00e1 a multiplicar ainda mais esse efeito\u201d, destaca Rafael Saad, gerente da consultoria do S\u00edrio-Liban\u00eas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A empresa desenvolveu ainda tecnologias como o reconhecimento facial para verificar se o condutor est\u00e1 com a m\u00e1scara e uma segunda checagem com o passageiro para constatar se o profissional manteve o equipamento vestido durante a corrida. Qualquer usu\u00e1rio, passageiro ou motorista tamb\u00e9m pode reportar o n\u00e3o-uso da m\u00e1scara durante as corridas da plataforma. Em bases espalhadas pelo Brasil s\u00e3o realizadas as sanitiza\u00e7\u00f5es veiculares para reduzir o risco de contamina\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool em gel e de m\u00e1scaras.<\/div>\n<p>Ag\u00eancia 99\/Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Ag\u00eancia 99 Nos \u00faltimos anos, muito se discutiu sobre a import\u00e2ncia de promover a\u00e7\u00f5es coordenadas para incentivar o transporte coletivo e compartilhado. 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