{"id":144966,"date":"2026-11-04T15:18:00","date_gmt":"2026-11-04T18:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/taxacao-do-sol-como-funciona-o-marco-da-energia-solar\/"},"modified":"2026-11-04T15:18:00","modified_gmt":"2026-11-04T18:18:00","slug":"taxacao-do-sol-como-funciona-o-marco-da-energia-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/taxacao-do-sol-como-funciona-o-marco-da-energia-solar\/","title":{"rendered":"Taxa\u00e7\u00e3o do sol: como funciona o marco da energia solar?"},"content":{"rendered":"<p>A Lei 14.300 estabelece nova fase na cobran\u00e7a da energia solar no Brasil, ao regulamentar a cobran\u00e7a gradual pelo uso da infraestrutura de distribui\u00e7\u00e3o de energia. O marco legal da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda foi sancionado em janeiro de 2022 para encerrar a isen\u00e7\u00e3o irrestrita da tarifa do uso da rede. A medida aplica descontos sobre os cr\u00e9ditos de energia compensados na conta de luz sem criar um imposto direto sobre a gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica em si.<\/p>\n<p>O cronograma de <a href=\"https:\/\/www.portalsolar.com.br\/taxacao-do-sol\" target=\"_blank\">transi\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria<\/a> estipula a cobran\u00e7a de 60% do componente tarif\u00e1rio em 2026 sobre a energia injetada na rede pelas novas instala\u00e7\u00f5es. A parcela escalonada subir\u00e1 para 75% em 2027 e 90% em 2028, alcan\u00e7ando a regra definitiva do sistema de compensa\u00e7\u00e3o em 2029. Em contrapartida, os consumidores que protocolaram solicita\u00e7\u00f5es de acesso at\u00e9 janeiro de 2023 mant\u00eam a isen\u00e7\u00e3o de taxas at\u00e9 o ano de 2045.<\/p>\n<p><b>Viabilidade econ\u00f4mica e posi\u00e7\u00e3o do setor de integra\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Apesar da cobran\u00e7a gradual do Fio B, empresas integradoras ressaltam que a tecnologia fotovoltaica mant\u00e9m alta rentabilidade e al\u00edvio imediato no or\u00e7amento. O engenheiro eletricista Anderson Oliveira, CEO e cofundador da EcoPower Energia Solar, explica que a economia or\u00e7ament\u00e1ria do cliente come\u00e7a logo no in\u00edcio do contrato de financiamento.<\/p>\n<p>\u201cO cliente j\u00e1 come\u00e7a a economizar no primeiro m\u00eas. Isso porque o valor da parcela do financiamento fica menor do que o valor que ele pagava todo m\u00eas para a concession\u00e1ria. A diferen\u00e7a \u00e9 que a conta da distribuidora \u00e9 para sempre, enquanto as parcelas do projeto s\u00e3o finitas, em prazos como 36 ou 60 meses, por exemplo\u201d, aponta o CEO.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a substitui\u00e7\u00e3o de uma despesa cont\u00ednua por um financiamento com prazo determinado transforma o custo fixo mensal em patrim\u00f4nio pr\u00f3prio. \u201cAssim que o consumidor quita o projeto, esse recurso que antes ia para a concession\u00e1ria vira investimento direto para a <a href=\"https:\/\/noticias.ecopower.com.br\/energia-solar-reduz-custos-e-atrai-familias\/\" target=\"_blank\">fam\u00edlia<\/a>, para a <a href=\"https:\/\/noticias.ecopower.com.br\/setor-solar-com-bess-deve-reduzir-custos-em-40-no-brasil\/\" target=\"_blank\">empresa<\/a>, para a ind\u00fastria ou para o <a href=\"https:\/\/powernews.eco.br\/uso-de-energia-solar-avanca-no-agronegocio-e-na-industria\/\" target=\"_blank\">produtor rural<\/a>\u201d, afirma Oliveira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a facilidade operacional e a autonomia do sistema aceleram a atratividade do investimento frente \u00e0s concession\u00e1rias locais. \u201cPara o produtor rural e para o consumidor urbano, o maior obst\u00e1culo nunca foi o pre\u00e7o da energia, mas a falta de infraestrutura e a depend\u00eancia da rede. Agora n\u00e3o precisa mais esperar obra: gera l\u00e1, consome l\u00e1, armazena l\u00e1 e resolve l\u00e1\u201d, complementa Anderson.<\/p>\n<p><b>Origem regulat\u00f3ria e motiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da transi\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a regra de compensa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com a promulga\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 482 da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/aneel\/pt-br\/assuntos\/geracao-distribuida\" target=\"_blank\">Aneel<\/a>) em abril de 2012. A norma inicial permitiu a conex\u00e3o de sistemas consumidores \u00e0 rede e criou o sistema de cr\u00e9ditos energ\u00e9ticos. Posteriormente, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 687 de 2015 expandiu as modalidades operacionais para incluir o autoconsumo remoto, a gera\u00e7\u00e3o compartilhada e os condom\u00ednios com m\u00faltiplas unidades.<\/p>\n<p>A isen\u00e7\u00e3o concedida nos primeiros anos visava incentivar a ado\u00e7\u00e3o inicial da fonte fotovoltaica no mercado nacional. Todavia, a expans\u00e3o acelerada do segmento reduziu a necessidade de subs\u00eddios p\u00fablicos cont\u00ednuos. O modelo anterior transferia a totalidade dos custos de manuten\u00e7\u00e3o da fia\u00e7\u00e3o para os consumidores atendidos exclusivamente pelas distribuidoras locais, gerando distor\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias sobre parcelas de menor renda da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p><b>Diretrizes t\u00e9cnicas, garantias operacionais e regulamenta\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Nesse contexto, a legisla\u00e7\u00e3o aprovada pelo Congresso Nacional definiu a incid\u00eancia do Custo do Fio B no c\u00e1lculo de compensa\u00e7\u00e3o. A cobran\u00e7a incide apenas sobre o excedente energ\u00e9tico cedido \u00e0 distribuidora e retornado em forma de cr\u00e9ditos ao im\u00f3vel gerador. A lei fixou ainda garantias de fiel cumprimento para grandes projetos, estabelecendo o percentual de 2,5% do valor total para usinas entre 500 kW e 1.000 kW, e de 5% para instala\u00e7\u00f5es acima de 1.000 kW de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o de garantias financeiras visa coibir a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a negocia\u00e7\u00e3o indevida de pareceres de acesso junto \u00e0s concession\u00e1rias estaduais. Paralelamente, o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE) e a Aneel mant\u00eam a atribui\u00e7\u00e3o legal de calcular os custos e benef\u00edcios operacionais do sistema descentralizado.<\/p>\n<p>O acompanhamento das regras operacionais e do retorno do investimento orienta consumidores e integradores no momento em que a Lei 14.300 estabelece nova fase na cobran\u00e7a da energia solar.<\/p>\n<p>Website: <a href=\"http:\/\/powernews.eco.br\" target=\"_blank\">http:\/\/powernews.eco.br<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem: Freepik<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Lei 14.300 estabelece nova fase na cobran\u00e7a da energia solar no Brasil, ao regulamentar a cobran\u00e7a gradual pelo uso da infraestrutura de distribui\u00e7\u00e3o de energia. 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