{"id":144621,"date":"2026-11-02T09:41:00","date_gmt":"2026-11-02T12:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/engrenagens-do-crescimento\/credito-imobiliario-deve-crescer-25-em-2026-mesmo-com-juros-altos\/"},"modified":"2026-11-02T09:41:00","modified_gmt":"2026-11-02T12:41:00","slug":"credito-imobiliario-deve-crescer-25-em-2026-mesmo-com-juros-altos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/engrenagens-do-crescimento\/credito-imobiliario-deve-crescer-25-em-2026-mesmo-com-juros-altos\/","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito imobili\u00e1rio deve crescer 25% em 2026, mesmo com juros altos"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li><i>Cr\u00e9dito imobili\u00e1rio deve crescer 25% em 2026, segundo estimativa divulgada em agosto<\/i><\/li>\n<li><i>Opera\u00e7\u00f5es com recursos do FGTS e do Fundo Social devem alcan\u00e7ar R$ 195 bilh\u00f5es, alta de 38%<\/i><\/li>\n<li><i>Queda da Selic n\u00e3o reduz automaticamente os juros dos financiamentos j\u00e1 contratados<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p> \u00c0 primeira vista, a equa\u00e7\u00e3o parece n\u00e3o fechar. Com a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) mantida em patamares elevados para conter a infla\u00e7\u00e3o, a teoria econ\u00f4mica prev\u00ea um desest\u00edmulo ao cr\u00e9dito de longo prazo. Mas contrariando esse caminho, o mercado de financiamento imobili\u00e1rio no Brasil vive um momento de expans\u00e3o, prestes a registrar volumes recordes de concess\u00e3o de recursos.<\/p>\n<p>A<a href=\"https:\/\/www.abecip.org.br\/imprensa\/noticias\/credito-imobiliario-deve-ficar-acima-da-expectativa-e-passar-de-r-400-bi-em-2026-folha-de-sao-paulo?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\"> proje\u00e7\u00e3o revisada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a (Abecip)<\/a> aponta que o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio no pa\u00eds deve atingir R$ 411 bilh\u00f5es em 2026. O volume representa um crescimento de 25% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, avan\u00e7o puxado tanto pelas opera\u00e7\u00f5es com recursos do Sistema Brasileiro de Poupan\u00e7a e Empr\u00e9stimo (SBPE) quanto pela forte atua\u00e7\u00e3o do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS).<\/p>\n<p>Para o investidor e para quem busca adquirir um im\u00f3vel, entender as engrenagens que sustentam esse crescimento em meio ao custo de capital elevado \u00e9 fundamental para avaliar riscos e oportunidades no setor imobili\u00e1rio. A seguir, explicamos como isso funciona.<\/p>\n<p><b>Repassagem amortecida<\/b><\/p>\n<p>O principal fator que explica essa resili\u00eancia do setor \u00e9 o comportamento das taxas de juros na ponta final. Isso porque, historicamente, o financiamento imobili\u00e1rio n\u00e3o repassa a varia\u00e7\u00e3o da taxa Selic de forma totalmente proporcional. Nos financiamentos j\u00e1 contratados, por\u00e9m, o comportamento das presta\u00e7\u00f5es depende das condi\u00e7\u00f5es e do indexador previstos no contrato: uma queda da Selic n\u00e3o reduz automaticamente os juros dessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando a taxa b\u00e1sica oscila perto de dois d\u00edgitos baixos, a taxa m\u00e9dia do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio comercial n\u00e3o sobe na mesma magnitude porque os bancos utilizam como fonte principal de funding os recursos da caderneta de poupan\u00e7a e instrumentos de renda fixa isentos. Al\u00e9m disso, a concorr\u00eancia entre as grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras pela fideliza\u00e7\u00e3o do cliente de longo prazo (por se tratar de empr\u00e9stimos que duram entre 20 e 35 anos) faz com que os bancos segurem as margens para n\u00e3o perder demanda.<\/p>\n<p>Outro pilar essencial para o volume recorde vem dos recursos do FGTS, direcionados \u00e0 habita\u00e7\u00e3o de interesse social e \u00e0 classe m\u00e9dia baixa. Segundo os dados da Abecip, o segmento apoiado pelo FGTS e pelo Fundo Social prev\u00ea alcan\u00e7ar R$ 195 bilh\u00f5es em concess\u00f5es em 2026, uma alta de 38%. As taxas subsidiadas nessas modalidades protegem uma parcela expressiva das fam\u00edlias dos impactos diretos do ciclo monet\u00e1rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 no mercado de m\u00e9dio e alto padr\u00e3o (SBPE), o tomador final tem adotado novas estrat\u00e9gias de planejamento financeiro. Em vez de adiar a compra esperando uma queda brusca ou maior dos juros, o comportamento do comprador tem sido o de garantir o ativo imobili\u00e1rio, a compra do im\u00f3vel, enquanto as construtoras mant\u00eam a oferta de lan\u00e7amentos.<\/p>\n<p>Existe a percep\u00e7\u00e3o consolidada de que, caso a taxa Selic entre em trajet\u00f3ria de queda nos pr\u00f3ximos anos, ser\u00e1 poss\u00edvel realizar a portabilidade do cr\u00e9dito ou o refinanciamento do contrato com condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis no futuro. Tamb\u00e9m \u00e9 observado que parte dos consumidores readequou o tamanho do sonho da compra do im\u00f3vel para caber no bolso: reduziu metragens ou mudou a localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Reflexos para quem investe no setor<\/b><\/p>\n<p>Um detalhe importante revelado pelos boletins do setor \u00e9 que o crescimento do cr\u00e9dito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o (financiamento direcionado \u00e0s construtoras e incorporadoras para erguer novos empreendimentos) tem avan\u00e7ado em ritmo acelerado. Esse dinamismo das obras pode contribuir para a entrega de novas unidades e mant\u00e9m a engrenagem da constru\u00e7\u00e3o civil aquecida.<\/p>\n<p>De acordo com an\u00e1lises do FGV IBRE e indicadores da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), esse cen\u00e1rio reflete impactos diretos para quem atua no mercado de investimentos:<\/p>\n<ul>\n<li><b>Fundos Imobili\u00e1rios (FIIs) de Papel:<\/b> Dados da B3 e da ANBIMA mostram que os FIIs focados em Certificados de Receb\u00edveis Imobili\u00e1rios (CRIs) continuam se beneficiando do ambiente de juros altos, oferecendo dividendos atrativos e fornecendo funding complementar \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><b>A\u00e7\u00f5es de Incorporadoras:<\/b> Estudos do IBRE\/FGV apontam que empresas voltadas ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e ao segmento econ\u00f4mico mant\u00eam margens mais previs\u00edveis, impulsionadas pelo fluxo firme de repasses do FGTS.<\/li>\n<li><b>Valoriza\u00e7\u00e3o Patrimonial:<\/b> Indicadores de pre\u00e7os do setor, como o IGMI-R\/FGV e o FipeZAP, permitem acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos im\u00f3veis, mas n\u00e3o asseguram valoriza\u00e7\u00e3o futura nem prote\u00e7\u00e3o contra a infla\u00e7\u00e3o no longo prazo.<\/li>\n<\/ul>\n<p> O ritmo de crescimento do setor nos pr\u00f3ximos per\u00edodos depender\u00e1 diretamente da evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es fiscais do pa\u00eds e do al\u00edvio gradual nas curvas de juros de longo prazo.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Engrenagens do Crescimento<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cr\u00e9dito imobili\u00e1rio deve crescer 25% em 2026, segundo estimativa divulgada em agosto Opera\u00e7\u00f5es com recursos do FGTS e do Fundo Social devem alcan\u00e7ar R$ 195 bilh\u00f5es, alta de 38% Queda da Selic","protected":false},"author":1,"featured_media":144622,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[10778],"tags":[14898,11602,214,14125],"class_list":["post-144621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-engrenagens-do-crescimento","tag-credito-imobiliario","tag-destaque","tag-investimentos","tag-selic"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144621\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/144622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}