{"id":144129,"date":"2026-10-29T09:30:00","date_gmt":"2026-10-29T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/cto-jean-pierre-lessa-e-santos-ferreira-analisa-o-que-trava-a-inteligencia-artificial-aplicada\/"},"modified":"2026-10-29T09:30:00","modified_gmt":"2026-10-29T12:30:00","slug":"cto-jean-pierre-lessa-e-santos-ferreira-analisa-o-que-trava-a-inteligencia-artificial-aplicada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/cto-jean-pierre-lessa-e-santos-ferreira-analisa-o-que-trava-a-inteligencia-artificial-aplicada\/","title":{"rendered":"CTO Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira analisa o que trava a intelig\u00eancia artificial aplicada"},"content":{"rendered":"<p><b>Projetos corporativos param menos por limita\u00e7\u00e3o dos algoritmos e mais por processos mal descritos, bases desorganizadas e aus\u00eancia de respons\u00e1veis definidos.<\/b><\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, CTO, delimita o que separa os projetos de intelig\u00eancia artificial aplicada que chegam \u00e0 rotina da empresa daqueles que permanecem na fase de demonstra\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a raramente est\u00e1 no modelo escolhido. Ela aparece na qualidade das bases dispon\u00edveis, na clareza dos fluxos que ser\u00e3o alterados e na capacidade da equipe de sustentar o funcionamento depois da entrega. Companhias brasileiras v\u00eam acumulando pilotos bem avaliados e ganhos operacionais discretos, um descompasso que j\u00e1 aparece nas revis\u00f5es de or\u00e7amento das \u00e1reas t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p><b>Por que tantos pilotos n\u00e3o chegam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p>Boa parte das iniciativas nasce bem dimensionada no papel e perde consist\u00eancia na passagem para o ambiente real. O teste roda em um recorte controlado, com base tratada manualmente e volume reduzido. Quando o mesmo fluxo encontra sistemas legados, integra\u00e7\u00f5es inst\u00e1veis e picos de demanda, o desempenho cai de forma percept\u00edvel. A limita\u00e7\u00e3o deixa de ser estat\u00edstica e passa a ser de infraestrutura, o que exige uma resposta diferente da que havia sido planejada.<\/p>\n<p>Ao categorizar os gargalos mais recorrentes, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira separa falhas de dado, falhas de integra\u00e7\u00e3o e falhas de processo, j\u00e1 que cada uma pede um tipo distinto de corre\u00e7\u00e3o. Tratar todas como quest\u00e3o de modelo leva equipes a trocar de fornecedor sem tocar na origem do problema. A revis\u00e3o tende a come\u00e7ar pelo caminho que a informa\u00e7\u00e3o percorre dentro da companhia, desde a captura at\u00e9 o momento em que algu\u00e9m decide apoiado nela.<\/p>\n<p><b>O dado como pr\u00e9-requisito da intelig\u00eancia artificial aplicada<\/b><\/p>\n<p>Antes de qualquer treinamento, importa saber de onde vem cada registro, com que frequ\u00eancia ele \u00e9 atualizado e quem responde por sua corre\u00e7\u00e3o. Bases duplicadas, campos preenchidos de maneira inconsistente e hist\u00f3ricos incompletos produzem respostas plaus\u00edveis e erradas. O custo desse tipo de falha \u00e9 elevado porque a sa\u00edda do sistema costuma ser aceita sem confer\u00eancia pelas \u00e1reas de neg\u00f3cio, que passam a operar sobre uma informa\u00e7\u00e3o defeituosa sem perceber.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o dessas bases consome tempo e or\u00e7amento, e Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira dimensiona o esfor\u00e7o como parte integrante do projeto, nunca como etapa anterior a ele. Quando o trabalho de dados fica em separado, costuma seguir sem prazo e sem respons\u00e1vel designado. Incorpor\u00e1-lo ao escopo altera a conversa com as \u00e1reas de neg\u00f3cio, que passam a enxergar o custo real da intelig\u00eancia artificial aplicada e a calibrar suas expectativas de retorno.<\/p>\n<p><b>Quem responde pelo sistema depois da entrega?<\/b><\/p>\n<p>A entrega de um modelo n\u00e3o encerra o projeto, apenas muda sua natureza. Padr\u00f5es de uso mudam, o perfil dos dados muda, fornecedores atualizam vers\u00f5es e a qualidade da resposta se degrada aos poucos. Sem monitoramento cont\u00ednuo, a queda s\u00f3 \u00e9 percebida quando uma \u00e1rea reclama do resultado. Nesse ponto, o rastreamento retroativo para entender o que mudou costuma custar mais do que teria custado acompanhar desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de limites operacionais evita boa parte desse desgaste. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira parametriza crit\u00e9rios de aceita\u00e7\u00e3o, faixas de custo por requisi\u00e7\u00e3o e gatilhos de revis\u00e3o antes da virada de chave, de modo que a degrada\u00e7\u00e3o apare\u00e7a como alerta e n\u00e3o como incidente. Ambientes que funcionam bem combinam registro detalhado de uso, amostragem peri\u00f3dica de respostas e um respons\u00e1vel nomeado para cada fluxo automatizado.<\/p>\n<p><b>Agentes aut\u00f4nomos e o redesenho das equipes t\u00e9cnicas<\/b><\/p>\n<p>A etapa seguinte j\u00e1 est\u00e1 em curso em empresas que estabilizaram seus primeiros casos de uso. Em vez de responder a perguntas isoladas, os sistemas passam a executar sequ\u00eancias de a\u00e7\u00f5es, consultar bases internas e acionar outros sistemas sem interven\u00e7\u00e3o humana a cada passo. O ganho de produtividade \u00e9 expressivo, mas a superf\u00edcie de erro cresce na mesma propor\u00e7\u00e3o, porque uma decis\u00e3o equivocada se propaga por v\u00e1rios processos antes de ser notada.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a redesenha a composi\u00e7\u00e3o dos times. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira qualifica o perfil que ganha espa\u00e7o como uma combina\u00e7\u00e3o de engenharia de software, dom\u00ednio de infraestrutura e entendimento do processo de neg\u00f3cio que est\u00e1 sendo automatizado. Perfis estritamente especializados perdem efic\u00e1cia quando o trabalho exige transitar entre essas tr\u00eas camadas. A forma\u00e7\u00e3o interna dessas pessoas tende a ser mais lenta e mais determinante que a escolha de qualquer plataforma.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Projetos corporativos param menos por limita\u00e7\u00e3o dos algoritmos e mais por processos mal descritos, bases desorganizadas e aus\u00eancia de respons\u00e1veis definidos. 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