{"id":143628,"date":"2026-10-23T17:50:00","date_gmt":"2026-10-23T20:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/o-custo-invisivel-da-folha-de-pagamento-onde-as-empresas-perdem-dinheiro\/"},"modified":"2026-10-23T17:50:00","modified_gmt":"2026-10-23T20:50:00","slug":"o-custo-invisivel-da-folha-de-pagamento-onde-as-empresas-perdem-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/o-custo-invisivel-da-folha-de-pagamento-onde-as-empresas-perdem-dinheiro\/","title":{"rendered":"O custo invis\u00edvel da folha de pagamento: onde as empresas perdem dinheiro"},"content":{"rendered":"<p>Reduzir custos sem comprometer a produtividade \u00e9 um dos grandes desafios dos empres\u00e1rios brasileiros. Mas, enquanto muitas empresas revisam contratos, fornecedores e despesas operacionais, uma oportunidade de economia pode estar passando despercebida: a forma como remuneram e premiam seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Comiss\u00f5es, b\u00f4nus e gratifica\u00e7\u00f5es fazem parte da realidade de muitos neg\u00f3cios. O problema surge quando esses pagamentos s\u00e3o realizados sem planejamento, crit\u00e9rios bem definidos ou conhecimento das regras trabalhistas. Dependendo da modalidade adotada, o que deveria ser um incentivo pode acabar aumentando os encargos da folha e gerando passivos jur\u00eddicos.<\/p>\n<p>E o desafio vai al\u00e9m das despesas. Segundo um levantamento da FGV IBRE, divulgado em janeiro de 2026, 62,3% das empresas brasileiras consultadas enfrentavam dificuldades para contratar ou reter profissionais no fim de 2025.<\/p>\n<p>Entre as estrat\u00e9gias adotadas pelas organiza\u00e7\u00f5es com esse problema, estavam o investimento em capacita\u00e7\u00e3o interna (43,4%) e a oferta de mais benef\u00edcios ou incentivos (36,2%).<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio coloca os empres\u00e1rios diante de uma quest\u00e3o: como manter profissionais motivados, melhorar os resultados e controlar os custos ao mesmo tempo?<\/p>\n<p>O risco de pagar mais e gastar ainda mais<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica comum nas empresas \u00e9 oferecer bonifica\u00e7\u00f5es financeiras para incentivar metas e recompensar resultados. Entretanto, nem todo pagamento adicional possui o mesmo tratamento na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Comiss\u00f5es, por exemplo, integram o sal\u00e1rio e est\u00e3o sujeitas aos respectivos encargos. J\u00e1 os pr\u00eamios, quando atendem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es estabelecidas no artigo 457 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), podem ser concedidos sem integrar a remunera\u00e7\u00e3o do empregado ou a base de c\u00e1lculo dos encargos trabalhistas e previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<p>A possibilidade foi expressamente prevista pela Reforma Trabalhista de 2017, por meio da Lei n\u00ba 13.467. O texto considera como pr\u00eamios as liberalidades concedidas pelo empregador, em bens, servi\u00e7os ou dinheiro, em raz\u00e3o de desempenho superior ao ordinariamente esperado.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a legisla\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para reconhecer resultados excepcionais sem necessariamente aumentar os custos da folha. Por\u00e9m, o enquadramento depende da natureza do pagamento e do cumprimento das exig\u00eancias legais.<\/p>\n<p>Para Viviane Guimar\u00e3es, diretora da Incentive, empresa com mais de 40 anos de experi\u00eancia em solu\u00e7\u00f5es de premia\u00e7\u00e3o corporativa, a falta de conhecimento sobre essas diferen\u00e7as pode comprometer o planejamento financeiro dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos empres\u00e1rios j\u00e1 entendem a import\u00e2ncia de incentivar suas equipes, mas ainda fazem isso de maneira informal. Quando a premia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 estruturada corretamente, a empresa pode acabar gastando mais do que deveria e assumindo riscos que poderiam ser evitados.&#8221;<\/p>\n<p>Como evitar que a premia\u00e7\u00e3o se transforme em uma a\u00e7\u00e3o trabalhista?<\/p>\n<p>O principal atrativo da premia\u00e7\u00e3o est\u00e1 na possibilidade de reconhecer desempenhos superiores sem acrescentar encargos trabalhistas e previdenci\u00e1rios \u00e0 folha, desde que a verba esteja corretamente caracterizada.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 cuidados importantes. A empresa precisa definir e documentar o desempenho normalmente esperado, demonstrar quais resultados justificaram a premia\u00e7\u00e3o e preservar as condi\u00e7\u00f5es legais que diferenciam o pr\u00eamio de uma parcela salarial.<\/p>\n<p>&#8220;A aus\u00eancia de crit\u00e9rios claros e objetivos, associada \u00e0 aus\u00eancia de publicidade e a forma de se realizar o pagamento, incide em um risco emergencial \u00e0 empresa, podendo ser descaracterizada a verba destinada \u00e0 premia\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios para verbas de natureza salarial, trazendo riscos jur\u00eddicos e consequ\u00eancias financeiras para a empresa&#8221;, afirma Carla Azevedo Ortiz, advogada da Incentive.<\/p>\n<p>A especialista destaca que a legisla\u00e7\u00e3o admite pr\u00eamios habituais, mas exige que estejam vinculados a desempenho superior ao esperado. Al\u00e9m disso, as empresas devem manter registros capazes de demonstrar a origem, a justificativa e as condi\u00e7\u00f5es de cada pagamento.<\/p>\n<p>&#8220;A ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas bem estruturadas e a escolha na empresa de marketing de incentivo s\u00e3o essenciais para evitar problemas e refor\u00e7a o papel estrat\u00e9gico do pagamento de pr\u00eamios ou benef\u00edcios como um instrumento de valoriza\u00e7\u00e3o dos colaboradores&#8221;, complementa Carla.<\/p>\n<p>Reconhecer funcion\u00e1rios tamb\u00e9m pode melhorar a produtividade<\/p>\n<p>Al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com os encargos, existe outro custo que nem sempre aparece de forma clara nos relat\u00f3rios financeiros: o impacto de equipes desmotivadas e da perda de bons profissionais.<\/p>\n<p>Um estudo da Gallup em parceria com a Workhuman, que acompanhou mais de 3,4 mil trabalhadores entre 2022 e 2024, identificou que funcion\u00e1rios que recebiam reconhecimento de alta qualidade apresentaram probabilidade 45% menor de deixar a organiza\u00e7\u00e3o ao longo de dois anos, em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que n\u00e3o recebiam o mesmo n\u00edvel de reconhecimento.<\/p>\n<p>O dado refor\u00e7a a import\u00e2ncia de tratar a valoriza\u00e7\u00e3o profissional como parte da estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios, e n\u00e3o apenas como uma despesa adicional. Mas reconhecer n\u00e3o significa necessariamente aumentar o sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Campanhas de incentivo, a\u00e7\u00f5es de valoriza\u00e7\u00e3o e programas de recompensas podem complementar a remunera\u00e7\u00e3o tradicional e contribuir para o engajamento das equipes.<\/p>\n<p>Ana Piacente, coordenadora de marketing da Incentive, afirma que campanhas de endomarketing que oferecem flexibilidade, como cart\u00f5es pr\u00e9-pagos e plataformas de pontos, s\u00e3o excelentes para engajar colaboradores. &#8220;Quanto mais flex\u00edveis s\u00e3o os pr\u00eamios, mais satisfeitos ficam os colaboradores. Enquanto alguns preferem usar o valor para complementar a renda mensal, outros preferem destin\u00e1-lo a compras, viagens, jantares e experi\u00eancias pessoais&#8221;, afirma a coordenadora.<\/p>\n<p>Menos encargos, mais economia: quanto custa realmente premiar um funcion\u00e1rio?<\/p>\n<p>Um b\u00f4nus de R$ 1.000 pago na folha salarial pode custar consideravelmente mais para a empresa. Isso porque, al\u00e9m do valor destinado ao colaborador, podem incidir contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, FGTS e outros encargos trabalhistas. Em uma empresa sujeita \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal de 20% e ao recolhimento de 8% de FGTS, um b\u00f4nus salarial de R$ 1.000 pode representar, inicialmente, um desembolso de R$ 1.280, sem considerar outras contribui\u00e7\u00f5es e reflexos trabalhistas.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando o pagamento se caracteriza legalmente como pr\u00eamio por desempenho superior ao esperado, o artigo 457 da CLT prev\u00ea que o valor n\u00e3o integra a remunera\u00e7\u00e3o nem constitui base de incid\u00eancia de encargos trabalhistas e previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nesse exemplo, a diferen\u00e7a inicial pode chegar a R$ 280 a cada R$ 1.000 concedidos. Em uma campanha de R$ 100 mil, s\u00e3o R$ 28 mil em encargos que deixam de incidir, considerando as mesmas al\u00edquotas da simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a efici\u00eancia financeira pode ir al\u00e9m da folha de pagamento.<\/p>\n<p>Empresas que contratam servi\u00e7os especializados de marketing de incentivo, como os oferecidos pela Incentive, contam com a emiss\u00e3o de nota fiscal referente \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. Para neg\u00f3cios tributados pelo Lucro Real, essas despesas podem ser dedut\u00edveis na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n<p>A dedu\u00e7\u00e3o pode reduzir a base de c\u00e1lculo dos tributos, gerando uma economia adicional sobre os gastos eleg\u00edveis.<\/p>\n<p>Para Viviane Guimar\u00e3es, diretora da Incentive, compreender essas diferen\u00e7as \u00e9 fundamental para o planejamento financeiro das empresas.<\/p>\n<p>Mais do que incentivar resultados, estruturar corretamente as campanhas e seus pagamentos permite ao empres\u00e1rio melhorar o controle das despesas, avaliar oportunidades de efici\u00eancia tribut\u00e1ria e evitar custos desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Afinal, economizar n\u00e3o significa necessariamente premiar menos, mas reconhecer resultados com planejamento, documenta\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O desafio n\u00e3o \u00e9 apenas gastar menos, mas investir melhor<\/p>\n<p>Com a necessidade constante de controlar despesas e manter equipes produtivas, empres\u00e1rios precisam olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para a forma como distribuem incentivos e reconhecem resultados.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre um pagamento informal e uma premia\u00e7\u00e3o estruturada pode estar n\u00e3o apenas nos custos, mas tamb\u00e9m na seguran\u00e7a jur\u00eddica, no engajamento e na capacidade de acompanhar o retorno das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, oportunidades de economia n\u00e3o est\u00e3o necessariamente em reduzir investimentos nas pessoas, mas em encontrar formas mais eficientes e seguras de valoriz\u00e1-las.<\/p>\n<p>Afinal, para uma empresa crescer de maneira sustent\u00e1vel, t\u00e3o importante quanto aumentar o faturamento \u00e9 saber onde est\u00e1 gastando, quais riscos est\u00e1 assumindo e como transformar cada investimento em resultado.<\/p>\n<p>(11) 97859-1378<\/p>\n<p><a href=\"mailto:contato@incentive.com.br\" target=\"_blank\"><u>contato@incentive.com.br<\/u><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.incentive.com.br\" target=\"_blank\"><u>www.incentive.com.br<\/u><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/incentive.premiacao\/\" target=\"_blank\"><u>https:\/\/www.instagram.com\/incentive.premiacao\/<\/u><\/a><\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Reduzir custos sem comprometer a produtividade \u00e9 um dos grandes desafios dos empres\u00e1rios brasileiros. 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