{"id":143592,"date":"2026-10-23T15:05:00","date_gmt":"2026-10-23T18:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/os-desafios-da-modernizacao-da-infraestrutura-brasileira-sob-a-otica-de-diego-borges\/"},"modified":"2026-10-23T15:05:00","modified_gmt":"2026-10-23T18:05:00","slug":"os-desafios-da-modernizacao-da-infraestrutura-brasileira-sob-a-otica-de-diego-borges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/os-desafios-da-modernizacao-da-infraestrutura-brasileira-sob-a-otica-de-diego-borges\/","title":{"rendered":"Os desafios da moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura brasileira sob a \u00f3tica de Diego Borges"},"content":{"rendered":"<p><b>Investimento pr\u00f3ximo de 2% do PIB, estoque de capital abaixo da m\u00e9dia global e gargalos de execu\u00e7\u00e3o definem a agenda do setor.<\/b><\/p>\n<p>Conforme analisado pelo engenheiro Diego Borges, os desafios de modernizar a infraestrutura do pa\u00eds partem de um dado que chama aten\u00e7\u00e3o: o Brasil investiu R$ 266,8 bilh\u00f5es no setor em 2024, o equivalente a 2,27% do PIB, segundo a Inter.B Consultoria em estudo para a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). Para 2025, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 277,9 bilh\u00f5es, ou 2,21% do PIB. O volume cresce em reais, mas encolhe em propor\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p><b>Um hiato que se mede em d\u00e9cadas<\/b><\/p>\n<p>Dados do Pacto Brasil pela Infraestrutura, lan\u00e7ado pela C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Cbic) e por outras entidades do setor produtivo, mostram que o estoque de infraestrutura brasileiro equivale a 35,5% do PIB. A m\u00e9dia global chega a 60%. O mesmo material informa que o investimento de 2025 fica abaixo do n\u00edvel de deprecia\u00e7\u00e3o dos ativos, que ultrapassa 2,27% do PIB.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, parte relevante dos recursos apenas rep\u00f5e o desgaste de rodovias, redes e instala\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, sem ampliar a capacidade do pa\u00eds. Para Diego Borges, esse dado mostra que modernizar exige mais do que lan\u00e7ar novos projetos. Pede tamb\u00e9m um plano consistente de manuten\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 foi constru\u00eddo.<\/p>\n<p>A refer\u00eancia de longo prazo tamb\u00e9m pesa. O pacto prop\u00f5e elevar os aportes anuais a 4% do PIB, patamar que a pr\u00f3pria CNI aponta como horizonte para reduzir o chamado Custo Brasil. Chegar l\u00e1 em um ritmo gradual depende de planejamento, previsibilidade e capacidade de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>O papel do capital privado<\/b><\/p>\n<p>Segundo a CNI, o setor privado deve responder por 72,2% do investimento em infraestrutura em 2025, participa\u00e7\u00e3o que se mant\u00e9m acima de 70% desde 2019. O avan\u00e7o se apoia em leil\u00f5es, concess\u00f5es e parcerias, e coloca a qualidade da estrutura\u00e7\u00e3o dos projetos no centro da discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>O mesmo estudo lista os obst\u00e1culos que freiam esse movimento: barreiras regulat\u00f3rias, demora no licenciamento ambiental e cr\u00e9dito caro. Do ponto de vista da engenharia, cada um deles se traduz em prazo e custo. Um estudo ambiental mal dimensionado ou uma matriz de riscos incompleta atrasa a licita\u00e7\u00e3o e encarece o contrato antes mesmo de a obra come\u00e7ar.<\/p>\n<p><b>Execu\u00e7\u00e3o, o gargalo menos vis\u00edvel<\/b><\/p>\n<p>Entre o an\u00fancio de uma obra e a entrega ao usu\u00e1rio, existe uma cadeia de decis\u00f5es t\u00e9cnicas. Projeto b\u00e1sico consistente, or\u00e7amento aderente ao mercado, cronograma realista e fiscaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua reduzem a necessidade de aditivos e a dist\u00e2ncia entre o previsto e o realizado.<\/p>\n<p>Quando as defini\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas chegam incompletas ao canteiro, as corre\u00e7\u00f5es acontecem durante a execu\u00e7\u00e3o, com custo maior e prazo estendido. A fase de prepara\u00e7\u00e3o aparece menos no debate p\u00fablico do que a inaugura\u00e7\u00e3o, embora seja nela que se decide boa parte do resultado. Diego Borges trata essa etapa como parte central da moderniza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como burocracia anterior \u00e0 obra.<\/p>\n<p>A governan\u00e7a tamb\u00e9m entra nessa conta. Indicadores de prazo e de custo acompanhados desde o in\u00edcio, responsabilidades bem definidas entre contratante e contratado e dados abertos para fiscaliza\u00e7\u00e3o formam a base de uma carteira de projetos que entrega o que promete.<\/p>\n<p><b>Uma agenda de Estado<\/b><\/p>\n<p>Entre os pilares propostos pela CNI para modernizar o setor est\u00e3o tornar o investimento em infraestrutura uma pol\u00edtica de Estado, direcionar o gasto p\u00fablico para os projetos de maior retorno para a sociedade, fortalecer o BNDES como estruturador de projetos e ampliar gradualmente os aportes at\u00e9 ao menos 4% do PIB.<\/p>\n<p>Essa agenda conversa diretamente com a rotina da engenharia: planejar com horizonte longo, priorizar por retorno e executar com governan\u00e7a. \u00c9 nessa combina\u00e7\u00e3o que Diego Borges enxerga o caminho para que a amplia\u00e7\u00e3o do investimento se converta em servi\u00e7os de melhor qualidade para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Investimento pr\u00f3ximo de 2% do PIB, estoque de capital abaixo da m\u00e9dia global e gargalos de execu\u00e7\u00e3o definem a agenda do setor. 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