{"id":143084,"date":"2026-10-20T14:28:00","date_gmt":"2026-10-20T17:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/doenca-de-crohn-exame-nao-invasivo-e-incluido-no-sus\/"},"modified":"2026-10-20T14:28:00","modified_gmt":"2026-10-20T17:28:00","slug":"doenca-de-crohn-exame-nao-invasivo-e-incluido-no-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/doenca-de-crohn-exame-nao-invasivo-e-incluido-no-sus\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a de Crohn: exame n\u00e3o invasivo \u00e9 inclu\u00eddo no SUS"},"content":{"rendered":"<p>Para quem vive com Doen\u00e7a de Crohn, acompanhar a inflama\u00e7\u00e3o intestinal pode se tornar mais simples e menos invasivo. Incorporada ao SUS para o monitoramento de pacientes j\u00e1 diagnosticados com a doen\u00e7a que envolve o c\u00f3lon, a calprotectina fecal pode indicar atividade inflamat\u00f3ria mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 sintomas. O exame n\u00e3o substitui a colonoscopia, especialmente no diagn\u00f3stico, mas pode ajudar o m\u00e9dico a avaliar quando \u00e9 necess\u00e1rio repeti-la durante o seguimento cl\u00ednico, contribuindo para evitar procedimentos desnecess\u00e1rios e melhorar a qualidade de vida do paciente.\u00a0<\/p>\n<p>Essa possibilidade \u00e9 especialmente relevante porque se sentir bem nem sempre significa que a doen\u00e7a esteja controlada. Cr\u00f4nica, a Doen\u00e7a de Crohn alterna per\u00edodos de atividade e remiss\u00e3o. Sintomas como dor abdominal e diarreia s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o mostram, isoladamente, o que est\u00e1 acontecendo no intestino.\u00a0<\/p>\n<p>Realizado a partir de uma amostra de fezes, o exame mede a concentra\u00e7\u00e3o de calprotectina, prote\u00edna liberada por c\u00e9lulas de defesa durante processos inflamat\u00f3rios. N\u00edveis elevados podem sinalizar inflama\u00e7\u00e3o intestinal e fornecer ao m\u00e9dico uma informa\u00e7\u00e3o objetiva para complementar a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cMais do que um resultado isolado, a calprotectina fecal deve ser interpretada em conjunto com os sintomas, o hist\u00f3rico do paciente e outros exames. Dessa forma, pode ajudar a acompanhar a resposta ao tratamento e a definir se e quando uma nova colonoscopia ser\u00e1 necess\u00e1ria\u201d, explica a Dra. Danielle Kiatkoski, gastroenterologista e diretora cient\u00edfica do Instituto Brasileiro para Estudo da Doen\u00e7a Cel\u00edaca (IBREDOC).\u00a0<\/p>\n<p><b>Da incorpora\u00e7\u00e3o ao acesso pelo SUS<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>A calprotectina fecal foi incorporada ao SUS em abril de 2024 para o monitoramento de pacientes com Doen\u00e7a de Crohn envolvendo o c\u00f3lon, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Conitec).\u00a0<\/p>\n<p>Em maio de 2026, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aprovou o novo Protocolo Cl\u00ednico e Diretrizes Terap\u00eauticas (PCDT) da doen\u00e7a, incluindo o exame entre os recursos previstos para a avalia\u00e7\u00e3o desses pacientes. Posteriormente, o procedimento passou a constar na Tabela do SUS, etapa necess\u00e1ria para sua realiza\u00e7\u00e3o e registro na rede p\u00fablica.\u00a0<\/p>\n<p>Para Aline Oliveira, gerente de produto em autoimunidade da Thermo Fisher Scientific para a Am\u00e9rica Latina, a incorpora\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel do diagn\u00f3stico laboratorial na constru\u00e7\u00e3o de um cuidado mais individualizado.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAmpliar o acesso a m\u00e9todos n\u00e3o invasivos significa oferecer mais informa\u00e7\u00f5es para apoiar as decis\u00f5es m\u00e9dicas e o acompanhamento cont\u00ednuo. O desafio agora \u00e9 transformar a incorpora\u00e7\u00e3o em acesso efetivo para os pacientes\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n<p><b>Quando os sintomas n\u00e3o contam toda a hist\u00f3ria<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o acompanhamento das doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais passou a considerar n\u00e3o apenas a percep\u00e7\u00e3o do paciente, mas tamb\u00e9m indicadores objetivos capazes de mostrar se a inflama\u00e7\u00e3o est\u00e1 realmente controlada.\u00a0<\/p>\n<p>Essa abordagem, conhecida como <i>treat-to-target<\/i> \u2014 ou tratamento orientado por metas \u2014 combina o controle dos sintomas com exames e outros par\u00e2metros cl\u00ednicos. A calprotectina fecal \u00e9 um dos marcadores utilizados nesse acompanhamento e reconhecidos por consensos m\u00e9dicos internacionais.\u00a0<\/p>\n<p>Embora a incorpora\u00e7\u00e3o atual ao SUS seja espec\u00edfica para a Doen\u00e7a de Crohn envolvendo o c\u00f3lon, a calprotectina fecal tamb\u00e9m possui aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica no acompanhamento da retocolite ulcerativa, outra doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal cr\u00f4nica, que afeta o intestino grosso e o reto. A amplia\u00e7\u00e3o desse debate pode representar um pr\u00f3ximo passo para o cuidado de pessoas com a condi\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cPara o paciente, o exame representa uma alternativa menos invasiva de acompanhamento. Para o sistema de sa\u00fade, pode apoiar decis\u00f5es mais direcionadas sobre procedimentos de maior complexidade, como a colonoscopia, que exigem estrutura, equipes especializadas e mais recursos. Seu uso adequado pode contribuir para um cuidado mais confort\u00e1vel, preciso e eficiente\u201d, destaca Aline.<\/p>\n<p>Foto: Gerado por IA &#8211; ChatGPT<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para quem vive com Doen\u00e7a de Crohn, acompanhar a inflama\u00e7\u00e3o intestinal pode se tornar mais simples e menos invasivo. 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