{"id":142992,"date":"2026-10-20T10:04:00","date_gmt":"2026-10-20T13:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/economistas-analisam-como-ajuste-fiscal-impacta-os-meis\/"},"modified":"2026-10-20T10:04:00","modified_gmt":"2026-10-20T13:04:00","slug":"economistas-analisam-como-ajuste-fiscal-impacta-os-meis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/economistas-analisam-como-ajuste-fiscal-impacta-os-meis\/","title":{"rendered":"Economistas analisam como ajuste fiscal impacta os MEIs"},"content":{"rendered":"<p>Com 17,56 milh\u00f5es de registros ativos, os Microempreendedores Individuais (MEIs) est\u00e3o em forte expans\u00e3o no Brasil. Em 2025, o pa\u00eds bateu recorde com abertura de 3,8 milh\u00f5es de novos cadastros, uma alta de 22,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, aponta o <a href=\"https:\/\/sebraepr.com.br\/impulsiona\/panorama-economico-de-pequenos-negocios-em-fevereiro-de-2024\/?srsltid=AfmBOoqfdGVStkjSQjoTszl3DPJuH0o0Jo5tYQwAc4sXhXTPKqoosExf\" target=\"_blank\">Panorama Econ\u00f4mico dos Pequenos Neg\u00f3cios do Sebrae<\/a>. Esse contingente injeta mais de R$ 70 bilh\u00f5es na economia por ano.\u00a0<\/p>\n<p>Enquanto a conten\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos \u00e9 uma medida defendida por <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/demandas-industria-eleicoes-cni\/\" target=\"_blank\">analistas do mercado e lideran\u00e7as do setor privado para garantir a sustentabilidade fiscal<\/a>, outra ala de economistas alerta para os riscos de restri\u00e7\u00f5es significativas causarem retra\u00e7\u00e3o na atividade econ\u00f4mica. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que uma desidrata\u00e7\u00e3o no poder de compra da popula\u00e7\u00e3o reduz a demanda no mercado interno, e quem mais vai sentir no bolso s\u00e3o os microempreendedores e pequenos neg\u00f3cios.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Quando se fala em um ajuste fiscal dr\u00e1stico, isso significa puxar o freio de m\u00e3o da economia brasileira. E quem perde renda primeiro s\u00e3o aqueles que dependem de uma economia que cresce e gera oportunidades&#8221;, afirma a economista e professora da USP Laura Carvalho.<\/p>\n<p>De acordo com o Panorama Econ\u00f4mico dos Pequenos Neg\u00f3cios do Sebrae, a maior parte dos MEIs est\u00e1 no setor de servi\u00e7os (7,6 milh\u00f5es). Logo depois, v\u00eam o com\u00e9rcio (3,1 milh\u00f5es) e a ind\u00fastria (1,3 milh\u00e3o). Na divis\u00e3o por regi\u00e3o, o Sudeste \u00e9 o que soma o maior n\u00famero de microempreendedores, com 6,8 milh\u00f5es no total. O estado de S\u00e3o Paulo concentra a maioria dos trabalhadores dessa categoria (3,7 milh\u00f5es), seguido de Minas Gerais (1,5 milh\u00e3o) e Rio de Janeiro (1,3 milh\u00e3o).\u00a0<\/p>\n<p>A economista explica que, num cen\u00e1rio de austeridade fiscal, quando o sal\u00e1rio m\u00ednimo deixa de ter reajuste acima da infla\u00e7\u00e3o, trabalhadores de carteira assinada, aposentados e mesmo benefici\u00e1rios de programas sociais v\u00e3o enfrentar uma perda gradual do poder de compra. &#8220;As primeiras despesas a serem cortadas do or\u00e7amento familiar s\u00e3o as com cabeleireiro, manicure, pedidos de entrega de comida em casa, viagens por aplicativo, entre outros servi\u00e7os&#8221;, enfatiza Carvalho.<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/madeusp.com.br\/2026\/10\/quando-a-economia-desacelera-o-autonomo-e-um-dos-primeiros-a-sentir\/\" target=\"_blank\">estudo dos economistas Clara Brenck e Jo\u00e3o Enrique Perez<\/a>, do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA\/USP), aponta que a renda de MEIs e trabalhadores informais \u00e9 muito mais sens\u00edvel \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es da economia do que a de quem tem carteira assinada. A partir da an\u00e1lise de dados da <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/sociais\/trabalho\/17270-pnad-continua.html?=&amp;t=series-historicas\" target=\"_blank\">Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) <\/a>de 2015 a 2025, os pesquisadores identificaram que, para cada 1% de alta no PIB, em termos reais, a renda real de trabalhadores por conta pr\u00f3pria (com e sem CNPJ) salta mais de 2%. J\u00e1 o rendimento real das demais categorias registra alta bem mais modesta, de aproximadamente 0,9%.\u00a0<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m simulou o impacto, em um per\u00edodo de dois anos, de um corte de benef\u00edcios sociais equivalente a R$ 4,5 bilh\u00f5es j\u00e1 no primeiro m\u00eas. No sexto m\u00eas ap\u00f3s a medida, a renda dos aut\u00f4nomos (com e sem CNPJ) sofre uma queda acumulada de -0,28%, um impacto cerca de 1,7 vezes maior do que a perda registrada pelos assalariados formais (-0,17%) no mesmo per\u00edodo. Ao longo do tempo, a perda de rendimento n\u00e3o se recupera e, ao final dos 24 meses, fica em -0,35% para quem trabalha por conta pr\u00f3pria, contra -0,21% para os contratados com carteira assinada. \u201cIsso significa que a vulnerabilidade dos MEIs e aut\u00f4nomos \u00e9 quase duas vezes superior em rela\u00e7\u00e3o ao trabalhador de carteira assinada\u201d, afirma Brenck.<\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/madeusp.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/madeusp.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com 17,56 milh\u00f5es de registros ativos, os Microempreendedores Individuais (MEIs) est\u00e3o em forte expans\u00e3o no Brasil. 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