{"id":141772,"date":"2026-10-07T10:24:01","date_gmt":"2026-10-07T13:24:01","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/?p=141772"},"modified":"2026-10-07T10:24:03","modified_gmt":"2026-10-07T13:24:03","slug":"planejamento-estrategico-sus-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/planejamento-estrategico-sus-dados\/","title":{"rendered":"Deep Tech em Biotecnologia Industrial leva a ci\u00eancia da universidade \u00e0 ind\u00fastria no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Licenciamento de levedura desenvolvida na Unicamp para a BIOINFOOD ilustra como parcerias entre cientistas, empresas e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa transformam descobertas em produtos inovadores escal\u00e1veis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_0893-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-141773\" srcset=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_0893-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_0893-300x200.jpg 300w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_0893-768x512.jpg 768w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_0893-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/IMG_0893-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Planejamento estrat\u00e9gico no SUS baseado em dados. Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma descoberta cient\u00edfica s\u00f3 vira solu\u00e7\u00e3o real quando deixa o laborat\u00f3rio e chega \u00e0 linha de produ\u00e7\u00e3o. No Brasil, o caminho percorrido pela biotecnologia n\u00e3o nasce do acaso. Ele \u00e9 alavancado por uma engrenagem que une universidades, empresas e institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia e tecnologia (ICTs). Com a combina\u00e7\u00e3o desses elementos, \u00e9 poss\u00edvel tirar do papel inova\u00e7\u00f5es capazes de ganhar escala e, com isso, superar os desafios reais das ind\u00fastrias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo recente desse movimento vem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que licenciou para a <a href=\"https:\/\/bioinfood.com\/\">BIOINFOOD<\/a> uma levedura geneticamente modificada com potencial para tornar a produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho mais eficiente. Neste tema, a empresa brasileira de biotecnologia industrial (deep tech) conquistou o financiamento de R$ 3 milh\u00f5es da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) que acelerar\u00e1 o projeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Reconhecer e valorizar o trabalho da universidade acelera a inova\u00e7\u00e3o. Foram anos de pesquisa para identificar enzimas e desenvolver essa levedura. Nosso papel \u00e9 partir desse conhecimento e lev\u00e1-lo \u00e0 escala industrial. Com o licenciamento encurtamos um caminho que, feito isoladamente, levaria muito mais tempo e custaria muito mais&#8221;, explica Gleidson Teixeira, geneticista, cofundador e diretor Cient\u00edfico e Comercial da BIOINFOOD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, a biotecnologia se revela a ponte entre o conhecimento acumulado nas institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e as exig\u00eancias reais da produ\u00e7\u00e3o. Ao converter descobertas acad\u00eamicas em processos mais eficientes, sustent\u00e1veis e rent\u00e1veis, ela coloca o Pa\u00eds em condi\u00e7\u00f5es de igualdade para disputar um lugar entre os protagonistas em mercados estrat\u00e9gicos e que movimentam cifras bilion\u00e1rias, como o setor energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo maior produtor de etanol, o Brasil responde por cerca de <a href=\"https:\/\/ethanolrfa.org\/markets-and-statistics\/annual-ethanol-production\">27% da produ\u00e7\u00e3o global do biocombust\u00edvel<\/a>. Durante d\u00e9cadas, a cana-de-a\u00e7\u00facar foi a mat\u00e9ria-prima utilizada para sustentar esse posto. Agora, o milho ganha espa\u00e7o a cada safra, respondendo atualmente por <a href=\"https:\/\/dashboard.epe.gov.br\/apps\/livro-ben\/livro\/pt\/capitulo_1.html\">quase 25% do biocombust\u00edvel produzido nacionalmente<\/a>, um salto que s\u00f3 se tornou realidade com o avan\u00e7o da biotecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O avan\u00e7o r\u00e1pido do setor, por\u00e9m, esbarrou em um gargalo: a fermenta\u00e7\u00e3o do cereal ainda deixava parte do amido sem aproveitar. Para solucionar essa equa\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.inova.unicamp.br\/premioinventores\/2026\/08\/levedura-desenvolvida-na-unicamp-pode-tornar-a-producao-de-etanol-de-milho-mais-eficiente\/\">pesquisadores do Laborat\u00f3rio de Gen\u00f4mica e bioEnergia<\/a> do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recorreram \u00e0 bioinform\u00e1tica e \u00e0 an\u00e1lise computacional. Ao identificarem enzimas que a ind\u00fastria ainda n\u00e3o havia explorado, eles desenvolveram uma levedura geneticamente modificada capaz de aumentar a efici\u00eancia da fermenta\u00e7\u00e3o do milho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em testes de bancada, a nova linhagem dispensou a adi\u00e7\u00e3o externa de glucoamilase e passou a quebrar parte do amido residual que se perdia no processo tradicional. Em outras palavras, mais etanol produzido com a mesma quantidade de milho e menos custo com insumos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O caminho do laborat\u00f3rio ao mercado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do laborat\u00f3rio \u00e0 ind\u00fastria, o caminho \u00e9 longo e exige mais do que uma boa descoberta. Para ganhar escala, uma tecnologia precisa ser protegida, financiada e entregue a quem tenha estrutura para transform\u00e1-la em produto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para essa nova etapa, a descoberta foi licenciada para a BIOINFOOD. A negocia\u00e7\u00e3o foi conduzida pela Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o da Unicamp (Inova Unicamp), com interveni\u00eancia da Funda\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento da universidade (Funcamp).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa parte de um modelo que o Pa\u00eds levou anos para estruturar. Em conjunto com a Lei de Inova\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.973.htm\">n\u00ba 10.973\/2004<\/a>), o Marco Legal da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/antigo.mctic.gov.br\/mctic\/opencms\/legislacao\/leis\/migracao\/Lei_n_13243_de_11012016__Marco_Legal_da_CTI.html\">Lei n\u00ba 13.243\/2016<\/a>) criou o ambiente ideal para que universidades protejam e licenciem tecnologias, promovam parcerias com quem produz e at\u00e9 gerem empresas-filhas a partir de suas pr\u00f3prias pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes desse arcabou\u00e7o, o caminho entre a ci\u00eancia e a ind\u00fastria dependia quase que exclusivamente de esfor\u00e7os isolados. Ao fixar regras claras, o marco aproximou laborat\u00f3rios e empresas e trouxe mais previsibilidade aos processos. Na pr\u00e1tica, a mudan\u00e7a permitiu que inova\u00e7\u00f5es sa\u00edssem da bancada, ganhassem escala e se traduzissem em resultados reais para o setor produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O licenciamento n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Desde a sua funda\u00e7\u00e3o, a BIOINFOOD construiu um hist\u00f3rico de capta\u00e7\u00e3o que atravessa as principais ag\u00eancias de fomento do Pa\u00eds: foram R$ 16 milh\u00f5es obtidos em editais do CNPq, da Fapesp, da Finep e da Embrapii, al\u00e9m de recursos de fundos ligados \u00e0 Amaz\u00f4nia e do Senai-SP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Bem estruturado, o fomento p\u00fablico permite que uma empresa de base cient\u00edfica atravesse o \u201cvale da morte\u201d, a fase em que a tecnologia j\u00e1 funciona em laborat\u00f3rio, mas ainda n\u00e3o tem escala nem receita para atrair capital privado; risco que o mercado sozinho n\u00e3o assume. Para a BIOINFOOD, isso significou transformar pesquisa em portf\u00f3lio. Hoje temos linhagens e bioprocessos pr\u00f3prios, mais de 20 projetos em 8 pa\u00edses e atua\u00e7\u00e3o em Alimentos &amp; Bebidas, Biocombust\u00edveis e Agro. Cada projeto tamb\u00e9m constr\u00f3i compet\u00eancias e formam pessoas que passam a atuar na ind\u00fastria e gera propriedade intelectual no Brasil. \u00c9 um ciclo virtuoso, pelo qual o investimento p\u00fablico se converte em empresas, empregos qualificados e competitividade para setores estrat\u00e9gicos&#8221;, diz Teixeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trip\u00e9 para levar a inova\u00e7\u00e3o das universidades para as ind\u00fastrias tamb\u00e9m depende de institui\u00e7\u00f5es que ofere\u00e7am estrutura f\u00edsica e cient\u00edfica para as empresas nascerem e crescerem. Desde 2020, a <a href=\"https:\/\/bioinfood.com\/\">BIOINFOOD<\/a> est\u00e1 instalada no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado \u00e0 Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S\u00e3o Paulo, onde desenvolve microrganismos para alimentos e bebidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empresa tamb\u00e9m tem o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) como parceiro, que opera o acelerador de part\u00edculas Sirius. Esta parceria \u00e9 escopo do PACE, programa de acelera\u00e7\u00e3o de deep techs do CNPEM.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que o desfecho de um projeto, o caso retrata o que o Pa\u00eds precisa repetir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando universidade, empresa e institui\u00e7\u00e3o de pesquisa atuam em conjunto, a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ci\u00eancia deixa de ser promessa de laborat\u00f3rio e se transforma em resposta<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">concreta para a ind\u00fastria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entenda como o uso de dados pode melhorar o planejamento estrat\u00e9gico no SUS, otimizar recursos e apoiar decis\u00f5es mais precisas na sa\u00fade p\u00fablica.","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[132,34],"tags":[],"class_list":["post-141772","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141772"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141772\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141774,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141772\/revisions\/141774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}