{"id":141720,"date":"2026-10-06T14:17:00","date_gmt":"2026-10-06T17:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/emagrecer-nao-deveria-ser-uma-luta-contra-o-proprio-corpo\/"},"modified":"2026-10-06T14:17:00","modified_gmt":"2026-10-06T17:17:00","slug":"emagrecer-nao-deveria-ser-uma-luta-contra-o-proprio-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/emagrecer-nao-deveria-ser-uma-luta-contra-o-proprio-corpo\/","title":{"rendered":"Emagrecer n\u00e3o deveria ser uma luta contra o pr\u00f3prio corpo"},"content":{"rendered":"<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2026-01\/estudo-mostra-que-maioria-da-populacao-brasileira-tem-excesso-de-peso\" target=\"_blank\">pesquisa Vigitel<\/a> do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 62,6%\u00a0 dos adultos das capitais brasileiras apresentaram excesso de peso. A obesidade atingia 25,7%, mais que o dobro dos 11,8% registrados em 2006. No mundo, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que <a href=\"https:\/\/www.who.int\/news\/item\/01-03-2024-one-in-eight-people-are-now-living-with-obesity?utm_source=chatgpt.com\" target=\"_blank\">uma em cada oito pessoas<\/a> vivia com obesidade em 2022. A ag\u00eancia ainda classifica a obesidade como uma doen\u00e7a cr\u00f4nica e complexa, influenciada por fatores biol\u00f3gicos, comportamentais, ambientais e sociais.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que uma pergunta come\u00e7a a ganhar import\u00e2ncia: e se a dificuldade para emagrecer n\u00e3o estiver apenas no que a pessoa faz, mas tamb\u00e9m na forma como o organismo responde? \u201cO paciente muitas vezes n\u00e3o precisa de mais informa\u00e7\u00e3o. Ele j\u00e1 sabe que precisa comer melhor e se movimentar. O que precisamos descobrir \u00e9 por que, mesmo sabendo disso, o corpo dele continua dificultando o processo\u201d, explica o m\u00e9dico Dr. Caio Cunha.<\/p>\n<p><b>O corpo tamb\u00e9m participa do processo<\/b><\/p>\n<p>Fome, saciedade, energia e armazenamento de gordura s\u00e3o muito mais complexos, detalha o nutr\u00f3logo. \u201cO organismo possui uma complexa rede de sinais que conversa o tempo inteiro com o c\u00e9rebro e ajuda a determinar quando sentimos fome, quando estamos satisfeitos e como o corpo utiliza e armazena energia\u201d, completa.<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que entram os horm\u00f4nios, defende o especialista. \u201cA insulina, por exemplo, ajuda a levar a glicose que circula no sangue para as c\u00e9lulas, onde ela pode ser utilizada como energia. Quando existe resist\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o da insulina, o organismo precisa produzir mais desse horm\u00f4nio para conseguir manter a glicose sob controle. Essa altera\u00e7\u00e3o costuma estar associada a problemas metab\u00f3licos e pode fazer parte do contexto de pessoas com excesso de peso\u201d, contextualiza o Dr. Caio Cunha.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/endocrinologia\/por-que-emagrecer-e-tao-dificil-entenda-a-ciencia-por-tras-da-obesidade\/\" target=\"_blank\">leptina<\/a> funciona como um dos sinais de \u201cestou satisfeito\u201d do organismo. Ela \u00e9 produzida pelo tecido de gordura e informa ao c\u00e9rebro que existem reservas energ\u00e9ticas dispon\u00edveis. E a <a href=\"https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/corpo-humano\/tireoide\/\" target=\"_blank\">tireoide<\/a> tamb\u00e9m entra em pauta. Os horm\u00f4nios produzidos por ela ajudam a regular o ritmo do metabolismo. Quando existe hipotireoidismo, por exemplo, podem aparecer sintomas como cansa\u00e7o, frio, intestino mais lento e algum ganho de peso. Mas, de acordo com o Dr. Caio Cunha, \u201c\u00e9 importante lembrar que nem todo ganho de peso \u00e9 problema de tireoide, e corrigir uma altera\u00e7\u00e3o tireoidiana n\u00e3o significa automaticamente perder todo o excesso de peso\u201d.<\/p>\n<p>E existe ainda o <a href=\"https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/psiquiatria\/conexao-entre-mente-e-corpo-como-as-emocoes-afetam-a-saude\/\" target=\"_blank\">cortisol<\/a>, frequentemente chamado de \u201chorm\u00f4nio do estresse\u201d. Ele \u00e9 necess\u00e1rio para o funcionamento normal do organismo, mas altera\u00e7\u00f5es relacionadas ao estresse cr\u00f4nico e ao sono inadequado podem interferir na fome, no comportamento alimentar e na composi\u00e7\u00e3o corporal.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico, \u201cn\u00e3o \u00e9 que exista um horm\u00f4nio respons\u00e1vel por engordar ou emagrecer. O que existe \u00e9 uma conversa muito mais complexa entre c\u00e9rebro, horm\u00f4nios, tecido adiposo, sono, alimenta\u00e7\u00e3o e comportamento\u201d. \u00c0s vezes, complementa, o primeiro sinal n\u00e3o aparece na balan\u00e7a. A dificuldade para emagrecer pode vir acompanhada de outros sinais: cansa\u00e7o persistente, dificuldade de perceber saciedade, altera\u00e7\u00f5es na disposi\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o corporal podem fazer parte.<\/p>\n<p>Conforme o Dr. Caio Cunha aponta: \u201c\u00c0s vezes, o paciente chega falando do peso, mas, quando come\u00e7amos a conversar, percebemos que h\u00e1 anos ele n\u00e3o dorme bem, vive cansado ou sente fome poucas horas depois das refei\u00e7\u00f5es. O peso \u00e9 apenas uma parte da hist\u00f3ria. Por isso, a investiga\u00e7\u00e3o precisa olhar para o conjunto\u201d.<\/p>\n<p><b>Quando a mulher precisa ser avaliada de outra maneira<\/b><\/p>\n<p>Essa individualiza\u00e7\u00e3o ganha ainda mais import\u00e2ncia em fases como o climat\u00e9rio e a menopausa. \u201cAs mudan\u00e7as hormonais dessa transi\u00e7\u00e3o podem acompanhar altera\u00e7\u00f5es na distribui\u00e7\u00e3o de gordura, massa muscular, sono e metabolismo. Por isso, uma estrat\u00e9gia que funcionou em uma fase da vida pode precisar ser revista em outra\u201d, considera o Dr. Caio Cunha.<\/p>\n<p>O mesmo cuidado vale para o <a href=\"https:\/\/lipedema.org.br\/consenso-brasileiro-de-lipedema-as-recomendacoes-oficiais-2025\/\" target=\"_blank\">lipedema<\/a>, uma condi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deve ser confundida simplesmente com excesso de peso ou celulite. A distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de tecido adiposo, frequentemente acompanhada de dor ou sensibilidade, apresenta caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e exige avalia\u00e7\u00e3o adequada. \u201cS\u00e3o mulheres que muitas vezes chegam ao consult\u00f3rio depois de anos ouvindo que n\u00e3o estavam se esfor\u00e7ando o suficiente. Antes de pensar em mais restri\u00e7\u00f5es, precisamos entender o que realmente est\u00e1 acontecendo\u201d, aponta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p><b>Jejum intermitente como parte da estrat\u00e9gia<\/b><\/p>\n<p>O jejum intermitente pode ser uma ferramenta para alguns pacientes. Para determinadas pessoas, reduzir a janela alimentar pode facilitar a organiza\u00e7\u00e3o das refei\u00e7\u00f5es e contribuir para a redu\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o energ\u00e9tica. \u201cN\u00e3o existe uma regra de que todo mundo precisa comer de tr\u00eas em tr\u00eas horas, assim como n\u00e3o existe uma regra de que todo mundo precisa fazer jejum. A estrat\u00e9gia precisa fazer sentido para aquela pessoa\u201d, orienta.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico enfatiza que o objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas perder peso. \u201cNo fim, a proposta \u00e9 mudar a pergunta. Em vez de perguntar apenas: \u2018Quantos quilos voc\u00ea precisa perder?\u2019, precisamos investigar: \u2018O que est\u00e1 acontecendo com esse organismo e o que podemos fazer para que ele funcione melhor?\u2019. Essa diferen\u00e7a muda toda a estrat\u00e9gia\u201d, pondera o nutr\u00f3logo.<\/p>\n<p>\u201cMeu objetivo n\u00e3o \u00e9 fazer algu\u00e9m passar alguns meses em uma dieta e depois voltar para a vida de antes. \u00c9 construir, junto com o paciente, uma estrat\u00e9gia que ele consiga manter por anos. Porque, no emagrecimento, perder peso pode ser o come\u00e7o. Mas sustentar o resultado \u00e9 o verdadeiro desafio\u201d, finaliza Dr. Caio Cunha.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, basta acessar: <a href=\"https:\/\/drcaiocunha.com\/\" target=\"_blank\">https:\/\/drcaiocunha.com\/<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/drcaiocunha.com\/\" target=\"_blank\">https:\/\/drcaiocunha.com\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem do Magnific\/isaac1112<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Segundo a pesquisa Vigitel do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 62,6%\u00a0 dos adultos das capitais brasileiras apresentaram excesso de peso. 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