{"id":141718,"date":"2026-10-06T14:18:00","date_gmt":"2026-10-06T17:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/nodulos-na-tireoide-exigem-avaliacao-de-forma-e-funcao\/"},"modified":"2026-10-06T14:18:00","modified_gmt":"2026-10-06T17:18:00","slug":"nodulos-na-tireoide-exigem-avaliacao-de-forma-e-funcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/nodulos-na-tireoide-exigem-avaliacao-de-forma-e-funcao\/","title":{"rendered":"N\u00f3dulos na tireoide exigem avalia\u00e7\u00e3o de forma e fun\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Os n\u00f3dulos de tireoide figuram entre os achados mais comuns em consult\u00f3rios e exames de imagem no Brasil. Revis\u00f5es de dados de imagem apontam que a preval\u00eancia de n\u00f3dulos detectados via ultrassom em pessoas assintom\u00e1ticas varia de 19% a 67%. O cl\u00e1ssico estudo epidemiol\u00f3gico compilado pela <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK535422\/\" target=\"_blank\"><i>National Library of Medicine (NIH)<\/i><\/a> aponta que essa taxa pode chegar a at\u00e9 76% em determinados grupos demogr\u00e1ficos. O predom\u00ednio \u00e9 feminino, com concentra\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos em mulheres de meia-idade, muitas vezes a partir de um ultrassom de rotina ou da investiga\u00e7\u00e3o de sintomas como desconforto no pesco\u00e7o e dificuldade para engolir.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00f3dulos de tireoide s\u00e3o muito comuns e aparecem com mais frequ\u00eancia em mulheres. Estudos mostram que cerca de uma em cada tr\u00eas mulheres tem pelo menos um n\u00f3dulo, e essa propor\u00e7\u00e3o aumenta com a idade e com o peso\u201d, afirma a Dra. D\u00e9bora Vianna. Segundo a especialista, a principal explica\u00e7\u00e3o para esse cen\u00e1rio \u00e9 hormonal: o estrog\u00eanio estimula o crescimento das c\u00e9lulas da tireoide, o que torna os n\u00f3dulos mais frequentes entre a puberdade e a menopausa.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica aponta ainda outros fatores associados, como o envelhecimento, j\u00e1 que a frequ\u00eancia sobe de cerca de 38% antes dos 30 anos para cerca de 88% ap\u00f3s os 70, al\u00e9m de sobrepeso, obesidade, press\u00e3o alta, diabetes e defici\u00eancia de iodo em algumas regi\u00f5es. O uso crescente de exames de imagem tamb\u00e9m pesa na estat\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cUltrassons e tomografias feitos por outros motivos acabam encontrando n\u00f3dulos que nunca dariam sintomas, um aumento em grande parte de \u2018detec\u00e7\u00e3o\u2019, n\u00e3o necessariamente de doen\u00e7a nova\u201d, explica. Na maior parte dos casos, o n\u00f3dulo n\u00e3o provoca sinais e \u00e9 descoberto de forma incidental ou pela palpa\u00e7\u00e3o durante o exame f\u00edsico. \u201c\u00c9 importante tranquilizar: 90 a 95% dos n\u00f3dulos s\u00e3o benignos\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><b>Forma e fun\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula<\/b><\/p>\n<p>Diante do diagn\u00f3stico, o percurso passa por dois especialistas com pap\u00e9is complementares. A cirurgi\u00e3 prop\u00f5e enxergar a tireoide em duas dimens\u00f5es. \u201cO cirurgi\u00e3o de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o \u00e9 o especialista da forma, cuida dos n\u00f3dulos, ou seja, das altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas da tireoide. O endocrinologista \u00e9 o especialista da fun\u00e7\u00e3o, cuida dos horm\u00f4nios, ou seja, das altera\u00e7\u00f5es funcionais da tireoide\u201d, resume.<\/p>\n<p>Cabe ao cirurgi\u00e3o avaliar tamanho, composi\u00e7\u00e3o e sinais de suspeita do n\u00f3dulo pela ultrassonografia, decidir sobre a pun\u00e7\u00e3o aspirativa por agulha fina (PAAF), definir entre acompanhamento e cirurgia e conduzir o procedimento quando indicado. O endocrinologista, por sua vez, analisa o funcionamento da gl\u00e2ndula com a dosagem de TSH e horm\u00f4nios, trata quadros como hipotireoidismo e hipertireoidismo e acompanha a reposi\u00e7\u00e3o hormonal. \u201cUm caminho n\u00e3o \u00e9 \u2018melhor\u2019 que o outro. Cada especialista atende a uma parte diferente do problema, e os dois trabalham juntos\u201d, observa a m\u00e9dica.<\/p>\n<p><b>Quando observar e quando operar<\/b><\/p>\n<p>A conduta, segundo a Dra. D\u00e9bora Vianna, se apoia no resultado da pun\u00e7\u00e3o, nas caracter\u00edsticas do n\u00f3dulo no ultrassom e na presen\u00e7a de sintomas, par\u00e2metros que tamb\u00e9m orientam o <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/abem\/a\/j6X4kBXwHw7XcGvXXWyCVYk\/?lang=pt\" target=\"_blank\">consenso brasileiro<\/a> sobre n\u00f3dulos e c\u00e2ncer diferenciado de tireoide. \u201cA boa not\u00edcia: a grande maioria dos n\u00f3dulos pode ser apenas observada. Cerca de 90% s\u00e3o benignos e aproximadamente 85% n\u00e3o crescem ao longo do acompanhamento\u201d, acentua. Nesses casos, o seguimento costuma ser feito com ultrassom a cada um ou dois anos.<\/p>\n<p>A cirurgia passa a ser indicada diante de pun\u00e7\u00e3o com resultado de c\u00e2ncer ou forte suspeita, sintomas compressivos, n\u00f3dulos benignos acima de 4 cm ou com crescimento importante, g\u00e2nglios suspeitos no pesco\u00e7o e hist\u00f3rico de irradia\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o ou de c\u00e2ncer de tireoide na fam\u00edlia. A especialista ressalta que a decis\u00e3o \u00e9 individualizada e compartilhada com a paciente e que n\u00e3o h\u00e1 benef\u00edcio em usar levotiroxina para \u201cencolher\u201d um n\u00f3dulo benigno quando a gl\u00e2ndula funciona normalmente.<\/p>\n<p><b>Tecnologia para preservar a voz<\/b><\/p>\n<p>Quando a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, a monitoriza\u00e7\u00e3o neurofisiol\u00f3gica do nervo lar\u00edngeo recorrente, respons\u00e1vel pelo comando das pregas vocais, acompanha o procedimento em tempo real. Um tubo respirat\u00f3rio com sensores fica em contato com as pregas vocais, e o cirurgi\u00e3o estimula o nervo com uma sonda, enquanto o aparelho converte a resposta muscular em som e imagem. \u201cSe o nervo responde, ele est\u00e1 \u00edntegro e funcionando\u201d, frisa.<\/p>\n<p>A les\u00e3o deste nervo \u00e9 a complica\u00e7\u00e3o mais temida da cirurgia de tireoide. De acordo com a m\u00e9dica, a paralisia tempor\u00e1ria da voz ocorre em cerca de 2% a 11% dos casos e a permanente, em 0,3% a 5%. \u201cQuando o sinal est\u00e1 \u00edntegro ao final da cirurgia, a chance de a voz ficar normal \u00e9 de 97 a 99%, o que d\u00e1 tranquilidade \u00e0 paciente e \u00e0 equipe\u201d, salienta. Em procedimentos que envolvem os dois lados da gl\u00e2ndula, a perda real de sinal em um deles pode levar \u00e0 divis\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o em duas etapas, estrat\u00e9gia que evita a paralisia bilateral das pregas vocais.<\/p>\n<p><b>Recupera\u00e7\u00e3o integrada<\/b><\/p>\n<p>Conte\u00fado publicado pelo <a href=\"https:\/\/accamargo.org.br\/cuidados-pos-cirurgia-de-tireoide\" target=\"_blank\">A.C.Camargo Cancer Center<\/a> aponta que cerca de 30,2% dos pacientes apresentam altera\u00e7\u00f5es vocais e 53,7% relatam dificuldades de degluti\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a cirurgia. Com mais de 4 mil cirurgias de tireoide no curr\u00edculo, a Dra. D\u00e9bora Vianna adota um protocolo individualizado que combina fotobiomodula\u00e7\u00e3o (laser de baixa intensidade), drenagem linf\u00e1tica, fonoaudiologia e suporte nutricional.<\/p>\n<p>Segundo a cirurgi\u00e3, o laser tem efeito anti-inflamat\u00f3rio e analg\u00e9sico e reduz a forma\u00e7\u00e3o de cicatriz hipertr\u00f3fica, enquanto a drenagem linf\u00e1tica aplicada precocemente, associada a exerc\u00edcios de mobilidade, atua sobre o incha\u00e7o e a sensa\u00e7\u00e3o de \u201cpesco\u00e7o tenso\u201d.<\/p>\n<p>A fonoaudiologia trabalha voz e degluti\u00e7\u00e3o, e a nutri\u00e7\u00e3o prioriza a retomada precoce da alimenta\u00e7\u00e3o e o controle do c\u00e1lcio, j\u00e1 que as paratireoides podem ficar temporariamente \u201cadormecidas\u201d ap\u00f3s a retirada total da tireoide. \u201cA soma dessas medidas atua sobre os pontos que mais impactam a paciente ap\u00f3s a cirurgia\u201d, conclui a especialista.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, basta acessar: <a href=\"https:\/\/dradeboravianna.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/dradeboravianna.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/dradeboravianna.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/dradeboravianna.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem do Magnific\/mdsohanart<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os n\u00f3dulos de tireoide figuram entre os achados mais comuns em consult\u00f3rios e exames de imagem no Brasil. 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