{"id":141680,"date":"2026-10-06T10:45:00","date_gmt":"2026-10-06T13:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/obesidade-e-falta-de-vitamina-d-aumentam-risco-de-morte\/"},"modified":"2026-10-06T10:45:00","modified_gmt":"2026-10-06T13:45:00","slug":"obesidade-e-falta-de-vitamina-d-aumentam-risco-de-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/obesidade-e-falta-de-vitamina-d-aumentam-risco-de-morte\/","title":{"rendered":"Obesidade e falta de vitamina D aumentam risco de morte"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de adultos com obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados do Vigitel 2025, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Hoje, 25,7% dos adultos brasileiros vivem com a doen\u00e7a, o equivalente a 1 em cada 4 pessoas, e o excesso de peso atinge 62,6% da popula\u00e7\u00e3o. Os \u00edndices superam a m\u00e9dia mundial, de cerca de 16% de adultos com obesidade, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).\u00a0<\/p>\n<p>Um novo estudo liderado por pesquisadores brasileiros mostra por que esse cen\u00e1rio preocupa ainda mais quando combinado a outro problema comum: a falta de vitamina D. A pesquisa, publicada na revista <span class=\"w6asjq_TextBase _85PZeG_Text\" data-d-component=\"text\" data-d-font-style=\"italic\" data-d-inline=\"\">Diabetes, Obesity and Metabolism<\/span>, concluiu que adultos com mais de 50 anos que apresentavam obesidade abdominal e defici\u00eancia de vitamina D simultaneamente tiveram risco de morte 123% maior ao longo de seis anos, em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que n\u00e3o apresentavam nenhuma das duas condi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>Para a <a href=\"https:\/\/www.soldiersnutrition.com.br\/\" target=\"_blank\">Soldiers Nutrition<\/a>, marca de suplementos que inclui a vitamina D em c\u00e1psulas no portf\u00f3lio, os dados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de ampliar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel sobre o nutriente.\u00a0<\/p>\n<p>O trabalho foi coordenado pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), em parceria com a University College London (Reino Unido), e financiado pela FAPESP. Os cientistas acompanharam 5.520 pessoas com 50 anos ou mais, participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), um dos maiores estudos sobre envelhecimento do mundo.\u00a0<\/p>\n<p><b>Os n\u00fameros do estudo<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>Separadas, as duas condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 elevavam o risco. Quem tinha apenas obesidade abdominal apresentou risco de morte 47% maior. J\u00e1 a defici\u00eancia isolada de vitamina D, definida no estudo como n\u00edveis abaixo de 30 nmol\/L, foi associada a um aumento de at\u00e9 91%. Quando as duas apareceram juntas, o risco mais que dobrou.\u00a0<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, o resultado indica uma rela\u00e7\u00e3o de refor\u00e7o m\u00fatuo. &#8220;Quando essas duas condi\u00e7\u00f5es ocorrem juntas, uma potencializa os efeitos da outra, aumentando ainda mais o risco de morte&#8221;, explica Tiago Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e coordenador do estudo, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.\u00a0<\/p>\n<p><b>Gordura abdominal &#8220;sequestra&#8221; a vitamina D<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, a gordura localizada na regi\u00e3o abdominal pode &#8220;sequestrar&#8221; a vitamina D, armazenando-a nas c\u00e9lulas de gordura (adip\u00f3citos) em vez de deix\u00e1-la dispon\u00edvel na corrente sangu\u00ednea. &#8220;Isso significa que, embora o organismo possa ter a vitamina armazenada na gordura, ela n\u00e3o est\u00e1 livremente dispon\u00edvel no sangue para exercer fun\u00e7\u00f5es vitais em outros \u00f3rg\u00e3os e sistemas&#8221;, afirma.\u00a0<\/p>\n<p>A obesidade tamb\u00e9m pode interferir na forma como o corpo processa o nutriente, j\u00e1 que pessoas com a doen\u00e7a t\u00eam menor express\u00e3o de enzimas envolvidas no metabolismo da vitamina D. O cen\u00e1rio \u00e9 mais delicado com o avan\u00e7o da idade: a vitamina D atua como reguladora do sistema imunol\u00f3gico e ajuda a evitar que a inflama\u00e7\u00e3o saia do controle. Com n\u00edveis baixos e excesso de gordura abdominal, forma-se um ambiente que, segundo Alexandre, acelera doen\u00e7as cardiovasculares e metab\u00f3licas, al\u00e9m da perda de massa muscular.\u00a0<\/p>\n<p>O grupo j\u00e1 havia identificado, em estudos anteriores, um &#8220;efeito cascata&#8221;: a defici\u00eancia de vitamina D leva \u00e0 perda de for\u00e7a, que reduz a velocidade de caminhada e, por consequ\u00eancia, a independ\u00eancia nas atividades di\u00e1rias. Outro trabalho do grupo associou a defici\u00eancia ao maior risco de decl\u00ednio cognitivo.\u00a0<\/p>\n<p><b>O que diz a medicina<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>Para Lucas Stein, nutricionista da Soldiers Nutrition, o estudo refor\u00e7a a necessidade de acompanhamento. &#8220;A vitamina D age como um horm\u00f4nio e participa de fun\u00e7\u00f5es como a imunidade, a sa\u00fade dos ossos e dos m\u00fasculos. Por isso, vale manter os n\u00edveis dentro do ideal. A dosagem no sangue \u00e9 um exame simples e r\u00e1pido, e, quando h\u00e1 defici\u00eancia, a reposi\u00e7\u00e3o por meio da suplementa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia acess\u00edvel e eficaz para corrigir esse quadro. Cada pessoa tem uma necessidade, ent\u00e3o o ideal \u00e9 conversar com o m\u00e9dico ou nutricionista para definir a dose&#8221;, afirma.\u00a0<\/p>\n<p><b>Por que a vitamina D entra no portf\u00f3lio<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Quando olhamos para o que a ci\u00eancia mostra sobre a vitamina D e para a realidade do consumidor brasileiro, ficou claro que ela precisava estar no nosso portf\u00f3lio. Nossa escolha foi por uma formula\u00e7\u00e3o com alto teor do nutriente em dose di\u00e1ria \u00fanica, simples de incluir na rotina e que atende a diferentes p\u00fablicos. E refor\u00e7amos sempre a import\u00e2ncia de checar os n\u00edveis no exame de sangue e de manter a vitamina D em dia, com a orienta\u00e7\u00e3o de um profissional de sa\u00fade&#8221;, afirma Yuri Abreu, CEO da Soldiers Nutrition.\u00a0<\/p>\n<p>A marca formulou o suplemento em c\u00e1psula em gel (softgel), com a vitamina D3 dissolvida em \u00f3leo de girassol. Por ser lipossol\u00favel, ou seja, absorvida junto com gordura, o nutriente tende a ser mais bem aproveitado nesse formato. O produto tamb\u00e9m conta com laudos de controle de pureza, o que refor\u00e7a a proposta da empresa de que o consumidor saiba exatamente o que est\u00e1 levando para casa.\u00a0<\/p>\n<p><b>Informa\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o profissional<\/b>\u00a0<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 observacional, ou seja, mostra associa\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es e o risco de morte, mas n\u00e3o prova que a suplementa\u00e7\u00e3o, sozinha, reduza esse risco. Por isso, os pesquisadores destacam que o caminho passa pelo monitoramento dos n\u00edveis de vitamina D e pelo controle do excesso de gordura abdominal, especialmente ap\u00f3s os 50 anos. A suplementa\u00e7\u00e3o deve ser indicada por m\u00e9dico ou nutricionista.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;A suplementa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica, mas pode ser uma estrat\u00e9gia importante quando orientada por profissionais e combinada a h\u00e1bitos equilibrados&#8221;, completa Abreu.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/www.soldiersnutrition.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.soldiersnutrition.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Banco de imagem<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O n\u00famero de adultos com obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados do Vigitel 2025, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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