{"id":141137,"date":"2026-09-30T14:28:00","date_gmt":"2026-09-30T17:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/procura-por-diagnostico-de-autismo-e-tdah-expoe-lacuna\/"},"modified":"2026-09-30T14:28:00","modified_gmt":"2026-09-30T17:28:00","slug":"procura-por-diagnostico-de-autismo-e-tdah-expoe-lacuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/procura-por-diagnostico-de-autismo-e-tdah-expoe-lacuna\/","title":{"rendered":"Procura por diagn\u00f3stico de autismo e TDAH exp\u00f5e lacuna"},"content":{"rendered":"<p>A procura de fam\u00edlias brasileiras por avalia\u00e7\u00e3o de autismo, Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH) e outros transtornos do neurodesenvolvimento cresce em ritmo acelerado, mas o acesso ao diagn\u00f3stico ainda n\u00e3o garante orienta\u00e7\u00e3o sobre os passos seguintes. Para o neuropediatra <a href=\"https:\/\/drmarcone.com.br\/\" target=\"_blank\">Dr. Marcone de Souza Oliveira<\/a>, diretor cl\u00ednico da Proevoluir Cl\u00ednica Integrada, em Minas Gerais, e professor de Medicina, o laudo deveria marcar o in\u00edcio do cuidado, e n\u00e3o o seu encerramento.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio aparece nas estat\u00edsticas oficiais. O <a href=\"https:\/\/educa.ibge.gov.br\/jovens\/materias-especiais\/22700-censo-2022-contou-2-4-milhoes-de-pessoas-diagnosticadas-com-autismo-no-brasil.html\" target=\"_blank\">Censo 2022<\/a> identificou cerca de 2,4 milh\u00f5es de pessoas com diagn\u00f3stico declarado de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no pa\u00eds, o equivalente a 1,2% da popula\u00e7\u00e3o, \u00edndice que chega a 2,6% entre crian\u00e7as de cinco a nove anos. Na rede de ensino, as matr\u00edculas de estudantes autistas passaram de 294.394 em 2021 para 1.298.637 em 2025, segundo o <a href=\"https:\/\/download.inep.gov.br\/censo_escolar\/resultados\/2025\/apresentacao_coletiva.pdf?utm\" target=\"_blank\">Censo Escolar<\/a> do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep).<\/p>\n<p><b>Fam\u00edlias mais atentas, mas tamb\u00e9m confusas<\/b><\/p>\n<p>Para o Dr. Marcone de Souza Oliveira, o perfil de quem chega ao consult\u00f3rio mudou. \u201cO que mais percebo de mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao in\u00edcio da minha carreira, h\u00e1 aproximadamente 20 anos, \u00e9 que as fam\u00edlias t\u00eam chegado cada vez mais cedo e muito mais informadas do que alguns anos atr\u00e1s\u201d, relata. Segundo ele, antes era comum atender crian\u00e7as de cinco a oito anos, ainda sem diagn\u00f3stico, que j\u00e1 apresentavam dificuldades importantes de comunica\u00e7\u00e3o, aprendizagem ou comportamento.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 positivo porque, quanto mais cedo uma crian\u00e7a com alguma dificuldade \u00e9 identificada, mais cedo podemos orientar e intervir. Mas existe tamb\u00e9m um desafio muito grande: essas fam\u00edlias chegam com muita informa\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, com muita confus\u00e3o\u201d, pondera.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico observa que muitos pais assistem a dezenas de v\u00eddeos e montam listas de sintomas, mas lembra que o diagn\u00f3stico exige avaliar diversos fatores e excluir outras hip\u00f3teses, como defici\u00eancia intelectual, s\u00edndromes, dificuldades emocionais ou depress\u00e3o, que tamb\u00e9m pode ocorrer na inf\u00e2ncia. \u201cO diagn\u00f3stico depende de um conjunto de sintomas, da intensidade, da persist\u00eancia e, principalmente, do preju\u00edzo e do impacto que aquilo causa na vida da crian\u00e7a\u201d, explica.<\/p>\n<p><b>Do laudo ao plano de cuidado<\/b><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, a maior lacuna surge depois da consulta. \u201cA principal lacuna acontece quando o diagn\u00f3stico \u00e9 entregue como um ponto final, quando, na verdade, ele deveria ser o come\u00e7o do cuidado. O diagn\u00f3stico deve ser visto como um mapa para orientar os pr\u00f3ximos passos e ajudar aquela crian\u00e7a\u201d, afirma. De acordo com ele, o plano terap\u00eautico precisa definir as principais dificuldades da crian\u00e7a, quais terapias s\u00e3o indicadas, como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional ou fisioterapia, o que muda em casa, o que deve ser alinhado com a escola e se h\u00e1 necessidade de medicamento.<\/p>\n<p>\u201cOutro problema \u00e9 que, muitas vezes, o cuidado fica fragmentado. O m\u00e9dico fala uma coisa, a escola pensa diferente, os terapeutas trabalham separadamente e os pais acabam tendo que tentar organizar tudo isso em um plano de cuidado\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Para o neuropediatra, o laudo pode dar nome ao problema, mas \u00e9 o plano de cuidado que mostra o caminho. Aos pais, ele deixa um conselho: \u201cN\u00e3o se tornem terapeutas dos seus filhos, mas se tornem ve\u00edculos de desenvolvimento deles\u201d. \u201cEu n\u00e3o trato autismo, eu trato o autista. O pai n\u00e3o precisa ser especialista em autismo. Ele precisa ser especialista no pr\u00f3prio filho\u201d, resume.<\/p>\n<p><b>Quando um comportamento merece investiga\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O Dr. Marcone Oliveira prefere o termo desenvolvimento t\u00edpico, por entender que existe o que \u00e9 esperado ou n\u00e3o para cada fase. Birras, agita\u00e7\u00e3o, seletividade alimentar ou momentos de brincadeira solit\u00e1ria podem fazer parte desse percurso quando aparecem de forma isolada. \u201cO que acende mais o meu sinal de alerta \u00e9 a intensidade, a frequ\u00eancia, a persist\u00eancia do comportamento e, principalmente, o preju\u00edzo que ele provoca\u201d, detalha. A idade tamb\u00e9m pesa, j\u00e1 que algo esperado aos dois anos pode n\u00e3o ser aos sete.<\/p>\n<p>A perda de habilidades exige aten\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, como a crian\u00e7a que deixa de falar palavras que j\u00e1 usava ou de responder ao pr\u00f3prio nome. \u201cNo desenvolvimento, o objetivo \u00e9 sempre ganhar habilidades, e n\u00e3o perd\u00ea-las\u201d, destaca. A pergunta sugerida \u00e0s fam\u00edlias \u00e9 direta: \u201cIsso \u00e9 apenas uma caracter\u00edstica da minha crian\u00e7a ou est\u00e1 impedindo que ela se desenvolva, aprenda, se comunique ou participe da vida cotidiana?\u201d.<\/p>\n<p><b>Escolas e redes sociais<\/b><\/p>\n<p>O m\u00e9dico considera positiva a identifica\u00e7\u00e3o precoce, mas afirma que muitas escolas ainda n\u00e3o conseguem converter o diagn\u00f3stico em estrat\u00e9gias pr\u00e1ticas. \u201cN\u00e3o basta simplesmente matricular a crian\u00e7a. \u00c9 preciso entender como ela aprende, quais s\u00e3o suas dificuldades e qual tipo de suporte realmente precisa\u201d, diz. Ele alerta ainda para o risco do r\u00f3tulo: \u201cPrimeiro vem a Maria. Depois, Maria \u00e9 uma crian\u00e7a autista. S\u00e3o coisas diferentes\u201d.<\/p>\n<p>Diante do volume de conte\u00fados sobre sinais de autismo e TDAH infantil na internet, o especialista recomenda verificar quem fala, em quais evid\u00eancias a informa\u00e7\u00e3o se apoia e desconfiar de promessas de cura milagrosa. \u201cPrecisamos ser especialistas influentes e evitar que pessoas influentes passem a se sentir especialistas em assuntos para os quais n\u00e3o t\u00eam forma\u00e7\u00e3o\u201d, defende. \u201cUma boa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o aumenta o medo da fam\u00edlia. Ela ajuda a pessoa a organizar o pr\u00f3ximo passo\u201d, acentua.<\/p>\n<p>O crescimento dos registros oficiais, portanto, amplia a demanda por avalia\u00e7\u00f5es qualificadas e por um acompanhamento que continue ap\u00f3s o laudo. Para o neuropediatra, a meta n\u00e3o deve ser multiplicar diagn\u00f3sticos, mas responder a uma pergunta mais \u00fatil: \u201cDo que essa crian\u00e7a precisa hoje para se desenvolver melhor?\u201d. \u201cNo fim, o diagn\u00f3stico precisa ser uma ferramenta. O mapa deve abrir caminhos e n\u00e3o limitar as expectativas sobre a crian\u00e7a, independentemente do diagn\u00f3stico\u201d, conclui o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, basta acessar:<\/p>\n<p>Site oficial: <a href=\"https:\/\/drmarcone.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/drmarcone.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Canal do YouTube: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@doutormarcone\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/@doutormarcone<\/a><\/p>\n<p>Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/doutormarcone\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\">https:\/\/www.instagram.com\/doutormarcone\/?hl=pt-br\ufeff<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/drmarcone.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/drmarcone.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Dr. Marcone Oliveira<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A procura de fam\u00edlias brasileiras por avalia\u00e7\u00e3o de autismo, Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH) e outros transtornos do neurodesenvolvimento cresce em ritmo acelerado, mas","protected":false},"author":1,"featured_media":141138,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[11470],"tags":[12397,232,300,12398,12395],"class_list":["post-141137","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-knewin-dino","tag-ciencia","tag-educacao","tag-negocios","tag-saude-e-bem-estar","tag-sociedade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141137"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141137\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}