{"id":141131,"date":"2026-09-30T14:10:00","date_gmt":"2026-09-30T17:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/brasil-precisa-escolher-onde-competir-na-cadeia-global-de-minerais-criticos-diz-especialista\/"},"modified":"2026-09-30T14:10:00","modified_gmt":"2026-09-30T17:10:00","slug":"brasil-precisa-escolher-onde-competir-na-cadeia-global-de-minerais-criticos-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/brasil-precisa-escolher-onde-competir-na-cadeia-global-de-minerais-criticos-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Brasil precisa escolher onde competir na cadeia global de minerais cr\u00edticos, diz especialista"},"content":{"rendered":"<p><b>Otavio Carvalheira defende industrializa\u00e7\u00e3o apoiada em seguran\u00e7a jur\u00eddica, tecnologia e capital e afirma que pa\u00eds deve definir prioridades sem buscar autossufici\u00eancia em todas as etapas da cadeia<\/b><\/p>\n<p><b>Brasil precisa aprender com experi\u00eancias internacionais, avalia  Otavio Carvalheira Foto  Minera  Brasil<\/b><\/p>\n<p><b>Warley Pereira <\/b><\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o precisa tentar dominar todas as etapas das cadeias de minerais cr\u00edticos para transformar sua riqueza geol\u00f3gica em ind\u00fastria, mas ter\u00e1 de escolher onde possui condi\u00e7\u00f5es de competir, atrair capital e desenvolver tecnologia. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de <b>Otavio Carvalheira, conselheiro e s\u00eanior advisor em Minera\u00e7\u00e3o, Metais e Minerais Cr\u00edticos<\/b>, que defendeu uma estrat\u00e9gia de industrializa\u00e7\u00e3o baseada em escolhas de longo prazo e na integra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e0s cadeias globais.<\/p>\n<p>Durante a palestra <b>\u201cO Brasil e a Nova Economia &#8211; o papel estrat\u00e9gico dos minerais cr\u00edticos\u201d<\/b>, no evento <b>Minerais Cr\u00edticos \u2013 Agenda 2030<\/b>, promovido pela Associa\u00e7\u00e3o de Minerais Cr\u00edticos (AMC), realizado nesta quarta-feira (30), em S\u00e3o Paulo, Carvalheira afirmou que a corrida internacional por esses recursos abre uma janela de oportunidade para o Brasil, mas advertiu que outros pa\u00edses tamb\u00e9m est\u00e3o se movimentando e o capital possui alternativas.<\/p>\n<p>\u201c O Brasil precisa e faz parte de cadeias internacionais. E a gente precisa dessa conex\u00e3o global. Precisamos fazer escolhas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para Carvalheira, o pa\u00eds pode aprender com experi\u00eancias internacionais sem necessariamente reproduzir modelos adotados por outras economias. Ao citar a China, destacou principalmente a capacidade de execu\u00e7\u00e3o, o investimento em inova\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de longo prazo.<\/p>\n<p>O desafio, segundo ele, \u00e9 aproveitar a atual janela de oportunidade antes que outros pa\u00edses ocupem os espa\u00e7os dispon\u00edveis nas novas cadeias.<\/p>\n<p>\u201c Os pa\u00edses est\u00e3o se mexendo\u201d, afirmou, ressaltando que o Brasil possui vantagens competitivas, mas disputa investimentos com outras jurisdi\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00f3s precisamos trazer esses recursos e fazer com que esse desenvolvimento traga prosperidade para o nosso povo.\u201d<\/p>\n<p><b>Alum\u00ednio mostra que ter recursos n\u00e3o \u00e9 suficiente<\/b><\/p>\n<p>Carvalheira recorreu \u00e0 trajet\u00f3ria da ind\u00fastria brasileira do alum\u00ednio para mostrar que disponibilidade mineral, isoladamente, n\u00e3o assegura competitividade industrial.<\/p>\n<p>Segundo ele, a constru\u00e7\u00e3o dessa ind\u00fastria resultou de uma vis\u00e3o de longo prazo que permitiu ao pa\u00eds desenvolver uma cadeia integrada, reunindo diferentes etapas da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c De fato, n\u00e3o constru\u00edmos s\u00f3 uma mina\u201d, afirmou, ao lembrar que a estrutura\u00e7\u00e3o da cadeia envolveu minera\u00e7\u00e3o, infraestrutura, transforma\u00e7\u00e3o e reciclagem.<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o impediu que o pa\u00eds posteriormente perdesse competitividade. Carvalheira lembrou que a produ\u00e7\u00e3o brasileira de alum\u00ednio prim\u00e1rio chegou a cerca de <b>1,6 milh\u00e3o a 1,7 milh\u00e3o de toneladas em 2008<\/b>, mas depois caiu para menos da metade daquele patamar. Entre os fatores apontados pelo executivo est\u00e1 a energia, elemento decisivo para uma ind\u00fastria eletrointensiva.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o chegou ao ponto, segundo ele, de obrigar o Brasil a importar alum\u00ednio prim\u00e1rio para abastecer a pr\u00f3pria cadeia de produtos semimanufaturados. Posteriormente, parte da capacidade industrial foi retomada.<\/p>\n<p>Para Carvalheira, a experi\u00eancia deixa uma li\u00e7\u00e3o diretamente aplic\u00e1vel \u00e0 atual corrida pelos minerais cr\u00edticos.<\/p>\n<p>\u201c N\u00f3s estamos falando n\u00e3o de um desenvolvimento para essa gera\u00e7\u00e3o, [mas] para v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es que v\u00eam \u00e0 frente. Nossos recursos minerais s\u00e3o centen\u00e1rios\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><b>Celeridade n\u00e3o significa reduzir exig\u00eancias ambientais<\/b><\/p>\n<p>Entre as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para transformar recursos minerais em investimentos, Carvalheira destacou a necessidade de maior previsibilidade nos processos de aprova\u00e7\u00e3o dos projetos.<\/p>\n<p>Ele fez, por\u00e9m, uma distin\u00e7\u00e3o entre acelerar procedimentos e reduzir exig\u00eancias socioambientais.<\/p>\n<p>\u201c Quando eu falo de celeridade, eu quero deixar muito claro: <b>celeridade n\u00e3o significa queimar etapas [nem] baixar o n\u00edvel de exig\u00eancia socioambiental<\/b> \u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Carvalheira, celeridade significa estabelecer processos claros, com tempos e prazos definidos, permitindo que empresas e investidores consigam planejar seus investimentos.<\/p>\n<p>\u201c \u00c9 imposs\u00edvel \u2014 e eu tenho experi\u00eancias em que j\u00e1 vi dez anos para obten\u00e7\u00e3o de uma licen\u00e7a pr\u00e9via. Isso \u00e9 absolutamente impratic\u00e1vel em qualquer ambiente\u201d, disse.<\/p>\n<figure>\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadaoconteudo.com.br\/RSS\/images\/AMN20260930141008555800-agaa-1.jpg\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o 1\"><figcaption>Divulga\u00e7\u00e3o 1<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Carvalheira avaliou positivamente a possibilidade de projetos considerados estrat\u00e9gicos receberem prioridade, mas ponderou que a quest\u00e3o central ser\u00e1 como esses mecanismos ser\u00e3o implementados na pr\u00e1tica.  Foto  Minera  Brasil<\/b><\/p>\n<p><b>Cinco pilares para transformar potencial mineral em ind\u00fastria<\/b><\/p>\n<p>Ao estruturar sua vis\u00e3o para a nova economia dos minerais cr\u00edticos, Carvalheira apontou <b>cinco pilares<\/b> necess\u00e1rios para o avan\u00e7o do Brasil: <b>papel do Estado e seguran\u00e7a jur\u00eddica; tecnologia e ind\u00fastria; capital; sustentabilidade; e conex\u00e3o global<\/b>.<\/p>\n<p>No primeiro deles, defendeu que o Estado ofere\u00e7a seguran\u00e7a jur\u00eddica e condi\u00e7\u00f5es que conciliem a prote\u00e7\u00e3o dos interesses estrat\u00e9gicos brasileiros com um ambiente capaz de atrair investimentos.<\/p>\n<p>\u201c O Estado precisa tamb\u00e9m oferecer essa condi\u00e7\u00e3o de celeridade e seguran\u00e7a jur\u00eddica para que os investidores acreditem e continuem acreditando no nosso pa\u00eds\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>No campo tecnol\u00f3gico, Carvalheira defendeu maior aproxima\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria e universidades e a recupera\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias que o Brasil j\u00e1 desenvolveu em diferentes segmentos minerais.<\/p>\n<p>\u201c \u00c9 hora de recuperar, \u00e9 hora de investir nas universidades, em parcerias\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de tornar a minera\u00e7\u00e3o novamente atraente para as novas gera\u00e7\u00f5es e ampliar a forma\u00e7\u00e3o de profissionais para a ind\u00fastria.<\/p>\n<p><b>Capital das <\/b> <b>juniors<\/b> <b> ainda vem de fora do Brasil<\/b><\/p>\n<p>O financiamento apareceu como outro gargalo.<\/p>\n<p>Carvalheira observou que grande parte das empresas juniors que atuam no pa\u00eds captaram recursos no exterior. Para ele, isso demonstra, de um lado, que os projetos brasileiros conseguem despertar interesse internacional e, de outro, evidencia a necessidade de desenvolver mecanismos para aproximar o mercado de capitais brasileiro da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 atrair tamb\u00e9m recursos de investidores brasileiros para financiar o desenvolvimento dos projetos minerais e ampliar a participa\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica na constru\u00e7\u00e3o dessas novas cadeias.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o ganha import\u00e2ncia sobretudo nas etapas iniciais de pesquisa e desenvolvimento, quando empresas juniors ainda enfrentam o chamado <b>\u201cvale do risco\u201d<\/b>, per\u00edodo em que os projetos demandam capital antes de alcan\u00e7ar a fase operacional. Carvalheira defendeu mecanismos de investimento e garantia capazes de ajudar essas companhias a atravessar essa etapa.<\/p>\n<p><b>Sustentabilidade precisa acompanhar desenvolvimento regional<\/b><\/p>\n<p>A sustentabilidade foi apresentada como outro elemento indispens\u00e1vel da estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Com base em sua experi\u00eancia profissional na Amaz\u00f4nia, Carvalheira afirmou ter acompanhado os efeitos econ\u00f4micos e sociais da minera\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es distantes dos grandes centros e defendeu um modelo no qual os projetos sejam desenvolvidos com participa\u00e7\u00e3o das comunidades e compartilhamento de resultados.<\/p>\n<p>\u201c Poder presenciar e ver o progresso, a evolu\u00e7\u00e3o das pessoas e das fam\u00edlias nas regi\u00f5es onde uma minera\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel \u00e9 feita, com participa\u00e7\u00e3o das pessoas e compartilhando resultados, sendo um bom vizinho, \u00e9 transformador\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><b>\u201c<\/b> <b>O Brasil precisa e faz parte de cadeias internacionais\u201d<\/b><\/p>\n<p>No \u00faltimo pilar, Carvalheira contestou a ideia de que o Brasil deva buscar autossufici\u00eancia integral em todas as etapas dos minerais cr\u00edticos.<\/p>\n<p>\u201c Esse mundo n\u00e3o existe e acho que nunca existiu no passado. Pa\u00edses que fizeram isso foram claramente deixados para tr\u00e1s. <b>O Brasil precisa e faz parte de cadeias internacionais<\/b> \u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para ele, o pa\u00eds possui uma vantagem ao manter rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e comerciais com diferentes parceiros e deveria preservar essa capacidade.<\/p>\n<p>\u201c Precisamos fazer escolhas. Eu acho que n\u00f3s temos o privil\u00e9gio e o hist\u00f3rico de poder negociar e tratar com v\u00e1rios pa\u00edses do mundo e isso precisa ser mantido\u201d, disse.<\/p>\n<p>Carvalheira tamb\u00e9m defendeu parcerias nacionais e internacionais para reduzir a concentra\u00e7\u00e3o das cadeias de minerais cr\u00edticos e diminuir a depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China. Para ele, por\u00e9m, a resposta n\u00e3o est\u00e1 na busca de independ\u00eancia absoluta, mas na diversifica\u00e7\u00e3o das cadeias e na constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201c Isso exige persist\u00eancia, exige disciplina e acompanhamento sistem\u00e1tico. Espero que a gente possa, em alguns anos, estar aqui celebrando a realiza\u00e7\u00e3o desse potencial, desde o min\u00e9rio at\u00e9 o produto\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><b>Sobre <\/b> <b>a<\/b> <b> Agenda 2030<\/b><\/p>\n<p>Promovido pela <b>Associa\u00e7\u00e3o de Minerais Cr\u00edticos (AMC)<\/b>, o <b>Minerais Cr\u00edticos \u2013 Agenda 2030<\/b> re\u00fane em S\u00e3o Paulo representantes do setor mineral, governo, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e desenvolvimento, entidades setoriais, empresas e mercado para discutir os pr\u00f3ximos passos da agenda brasileira de minerais cr\u00edticos e estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>O encontro tem como pano de fundo a implementa\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica brasileira para minerais cr\u00edticos e o desafio de transformar o potencial geol\u00f3gico do pa\u00eds em investimento, produ\u00e7\u00e3o mineral, processamento e novas etapas industriais. Entre os temas que atravessam os debates est\u00e3o financiamento, seguran\u00e7a jur\u00eddica, conhecimento geol\u00f3gico, tecnologia, forma\u00e7\u00e3o profissional, sustentabilidade e inser\u00e7\u00e3o do Brasil nas cadeias internacionais.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Minera Brasil<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Otavio Carvalheira defende industrializa\u00e7\u00e3o apoiada em seguran\u00e7a jur\u00eddica, tecnologia e capital e afirma que pa\u00eds deve definir prioridades sem buscar autossufici\u00eancia em todas as etapas da","protected":false},"author":1,"featured_media":141132,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[351],"tags":[],"class_list":["post-141131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-minera-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141131\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}