{"id":140304,"date":"2026-09-23T15:45:00","date_gmt":"2026-09-23T18:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/da-natureza-a-neurociencia-como-o-ambiente-influencia-cerebro-e-saude\/"},"modified":"2026-09-23T15:45:00","modified_gmt":"2026-09-23T18:45:00","slug":"da-natureza-a-neurociencia-como-o-ambiente-influencia-cerebro-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/da-natureza-a-neurociencia-como-o-ambiente-influencia-cerebro-e-saude\/","title":{"rendered":"Da natureza \u00e0 neuroci\u00eancia: como o ambiente influencia c\u00e9rebro e sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Marco Orsini, coordenador do Centro de Estudos do Niter\u00f3i D&#8217;Or, conduz uma reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre natureza, c\u00e9rebro e comportamento humano, em uma discuss\u00e3o que tamb\u00e9m re\u00fane o neurologista Dr. Acary Souza Bulle Oliveira, respons\u00e1vel pelo Setor de Doen\u00e7as Neuromusculares da UNIFESP-EPM, e a m\u00e9dica endocrinologista Luiza Travalloni, mestre em Endocrinologia pela UFRJ. A partir de diferentes perspectivas da medicina e da neuroci\u00eancia, os especialistas analisam como o ambiente, os est\u00edmulos naturais, o estresse, os horm\u00f4nios, o sono e os h\u00e1bitos cotidianos podem participar do funcionamento do organismo.<\/p>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o para essa reflex\u00e3o vem de uma das imagens mais marcantes da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Em &#8220;2001: Uma Odisseia no Espa\u00e7o&#8221;, de Stanley Kubrick, o personagem Bowman se aproxima de um mon\u00f3lito negro e, em uma sequ\u00eancia carregada de simbolismo, surge uma representa\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o humana diante da Terra. A cena tornou-se uma met\u00e1fora para quest\u00f5es que atravessam a exist\u00eancia, como natureza, evolu\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia, tecnologia, universo e os mist\u00e9rios da mente.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir dessa imagem que Acary Souza Bulle Oliveira prop\u00f5e uma verdadeira viagem entre o universo exterior e aquele que existe dentro de cada ser humano. Para o especialista, a contempla\u00e7\u00e3o da Terra permite estabelecer uma conex\u00e3o entre o tecido macrosc\u00f3pico do cosmos e o universo microsc\u00f3pico e complexo existente no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>&#8220;A contempla\u00e7\u00e3o da Natureza da Terra evoca a explora\u00e7\u00e3o tanto do tecido macrosc\u00f3pico do cosmos quanto do universo microsc\u00f3pico e complexo que existe dentro de nossas pr\u00f3prias cabe\u00e7as, proporcionando-nos um sentimento que viaja do sublime ao numinoso&#8221;, afirma Acary.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o apresentada pelo m\u00e9dico aproxima natureza, vida, evolu\u00e7\u00e3o humana, intelig\u00eancia artificial, mist\u00e9rios do universo e neuroci\u00eancia. A trajet\u00f3ria humana, nesse sentido, pode ser compreendida como uma longa jornada de intera\u00e7\u00e3o com o ambiente. O c\u00e9rebro evoluiu em constante di\u00e1logo com a natureza, recebendo est\u00edmulos que participam da organiza\u00e7\u00e3o de respostas fisiol\u00f3gicas, emocionais e comportamentais.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o entre dia e noite \u00e9 um dos exemplos mais claros dessa rela\u00e7\u00e3o. A luz captada pelos fotorreceptores presentes na retina participa da regula\u00e7\u00e3o do rel\u00f3gio biol\u00f3gico por meio de sinais enviados ao hipot\u00e1lamo. O ciclo circadiano influencia processos fundamentais para o organismo, incluindo sono, vig\u00edlia, metabolismo e funcionamento hormonal.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente nesse ponto que a endocrinologia amplia a discuss\u00e3o. Para Luiza Travalloni, m\u00e9dica endocrinologista e mestre em Endocrinologia pela UFRJ, c\u00e9rebro, horm\u00f4nios, metabolismo, sono e comportamento n\u00e3o devem ser observados de maneira isolada.<\/p>\n<p>&#8220;Quando pensamos em sa\u00fade, precisamos compreender o organismo como um sistema integrado. Sono, estresse, alimenta\u00e7\u00e3o, atividade f\u00edsica, metabolismo e equil\u00edbrio hormonal est\u00e3o relacionados. A rotina e o ambiente em que uma pessoa vive tamb\u00e9m podem influenciar esses processos&#8221;, explica Luiza.<\/p>\n<p>A neuroci\u00eancia tem encontrado evid\u00eancias de uma rela\u00e7\u00e3o entre o contato com a natureza, o funcionamento cerebral e a sa\u00fade mental. N\u00e3o se trata apenas da sensa\u00e7\u00e3o subjetiva de relaxamento. Existem mecanismos neurobiol\u00f3gicos plaus\u00edveis e estudos experimentais que investigam como ambientes naturais podem influenciar estresse, aten\u00e7\u00e3o, humor e comportamento.<\/p>\n<p>Um dos pontos estudados \u00e9 a resposta do organismo ao estresse. O contato com ambientes naturais est\u00e1 associado, em diferentes pesquisas, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da ativa\u00e7\u00e3o de sistemas relacionados ao estresse, especialmente o eixo hipot\u00e1lamo-hip\u00f3fise-adrenal, conhecido como eixo HPA, al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es na atividade do sistema nervoso aut\u00f4nomo. Alguns estudos experimentais observaram redu\u00e7\u00e3o de cortisol e frequ\u00eancia card\u00edaca ap\u00f3s determinadas exposi\u00e7\u00f5es \u00e0 natureza.<\/p>\n<p>Outro aspecto \u00e9 a rumina\u00e7\u00e3o mental, caracterizada por pensamentos repetitivos e negativos. Caminhar ou permanecer em ambientes naturais pode estar associado a uma diminui\u00e7\u00e3o da atividade relacionada a esses processos em circuitos cerebrais espec\u00edficos. O tema \u00e9 especialmente relevante diante do crescimento das discuss\u00f5es sobre estresse, ansiedade e sobrecarga mental.<\/p>\n<p>Acary destaca que a rela\u00e7\u00e3o entre organismo e ambiente precisa ser observada dentro de uma perspectiva ampla. A natureza, nesse contexto, n\u00e3o \u00e9 apenas um cen\u00e1rio, mas um conjunto de est\u00edmulos capaz de provocar respostas no corpo e na mente.<\/p>\n<p>&#8220;A neuroci\u00eancia tem encontrado uma rela\u00e7\u00e3o interessante entre contato com a natureza, funcionamento cerebral e sa\u00fade mental. N\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de relaxar. Existem mecanismos neurobiol\u00f3gicos plaus\u00edveis e evid\u00eancias experimentais de que ambientes naturais podem influenciar estresse, aten\u00e7\u00e3o, humor e comportamento&#8221;, observa o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparece entre os mecanismos estudados. Depois de longos per\u00edodos utilizando aten\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria em atividades como trabalho, estudo, tr\u00e2nsito e exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas, ambientes naturais oferecem est\u00edmulos que podem capturar a aten\u00e7\u00e3o de maneira menos exigente. Essa perspectiva est\u00e1 relacionada \u00e0 chamada Attention Restoration Theory, ou Teoria da Restaura\u00e7\u00e3o da Aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ambiente natural tamb\u00e9m pode favorecer mudan\u00e7as no sistema nervoso aut\u00f4nomo. O sistema simp\u00e1tico est\u00e1 relacionado a estados de alerta e mobiliza\u00e7\u00e3o, enquanto o parassimp\u00e1tico participa de processos associados ao repouso e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o. Pesquisas observacionais e experimentais investigam como a exposi\u00e7\u00e3o a ambientes naturais pode favorecer respostas fisiol\u00f3gicas relacionadas \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Luiza Travalloni, esses efeitos tamb\u00e9m precisam ser compreendidos dentro do contexto do estilo de vida. &#8220;Quando uma pessoa passa um per\u00edodo ao ar livre, muitas vezes ela n\u00e3o est\u00e1 apenas em contato com a natureza. Ela pode estar caminhando, recebendo luz natural, afastando-se temporariamente das telas e convivendo com outras pessoas. S\u00e3o v\u00e1rios comportamentos positivos acontecendo ao mesmo tempo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, portanto, estar em uma floresta para experimentar est\u00edmulos naturais. Praia, parque, montanha, jardim ou uma \u00e1rea arborizada podem proporcionar contato com luz natural, movimento, sons ambientais e espa\u00e7os de menor sobrecarga sensorial.<\/p>\n<p>Marco Orsini destaca que, diante do excesso de est\u00edmulos, da velocidade das informa\u00e7\u00f5es e da conectividade permanente, a reconex\u00e3o com ambientes naturais pode representar uma oportunidade para o c\u00e9rebro sair de um estado cont\u00ednuo de alerta.<\/p>\n<p>&#8220;Regi\u00f5es cerebrais como am\u00edgdala, c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal e hipocampo, al\u00e9m de mecanismos relacionados ao eixo HPA, serotonina, dopamina, BDNF e atividade vagal e parassimp\u00e1tica, participam de respostas que podem estar relacionadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza&#8221;, afirma Orsini.<\/p>\n<p>O pesquisador resume sua vis\u00e3o em uma frase que sintetiza a discuss\u00e3o: &#8220;\u00c0s vezes, para cuidar da mente, precisamos apenas devolver o c\u00e9rebro ao lugar onde ele sempre pertenceu: \u00e0 natureza.&#8221;<\/p>\n<p>A ideia tamb\u00e9m dialoga com a perspectiva apresentada por Acary, para quem a contempla\u00e7\u00e3o da natureza pode despertar uma experi\u00eancia que ultrapassa a observa\u00e7\u00e3o objetiva do ambiente. Ao olhar para a Terra, o ser humano \u00e9 levado a refletir simultaneamente sobre a dimens\u00e3o gigantesca do universo e sobre a complexidade de seu pr\u00f3prio c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o entre o macro e o microsc\u00f3pico permanece entre os grandes desafios da ci\u00eancia. O c\u00e9rebro humano \u00e9 formado por uma complexa rede de estruturas e conex\u00f5es, capaz de interpretar est\u00edmulos, armazenar mem\u00f3rias, produzir respostas emocionais e coordenar fun\u00e7\u00f5es essenciais \u00e0 vida.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica acrescentou uma nova camada a essa rela\u00e7\u00e3o. A intelig\u00eancia artificial, a conectividade permanente e a velocidade das informa\u00e7\u00f5es modificaram profundamente a maneira como as pessoas trabalham, se comunicam e consomem conte\u00fado. Ao mesmo tempo, aumentou a exposi\u00e7\u00e3o a telas, notifica\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos cont\u00ednuos.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o contato com a natureza pode ser compreendido como uma das possibilidades de diversifica\u00e7\u00e3o dos est\u00edmulos cotidianos. Caminhar, observar uma paisagem, receber luz natural e permanecer por algum tempo distante das telas s\u00e3o comportamentos simples que podem fazer parte de uma rotina de cuidado.<\/p>\n<p>Luiza ressalta, por\u00e9m, que h\u00e1bitos saud\u00e1veis n\u00e3o devem ser tratados como substitutos de acompanhamento m\u00e9dico. &#8220;Cada pessoa possui uma realidade, uma condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e necessidades diferentes. Alimenta\u00e7\u00e3o adequada, sono, atividade f\u00edsica, manejo do estresse e acompanhamento profissional, quando necess\u00e1rio, fazem parte de uma abordagem de sa\u00fade que precisa ser individualizada&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o proposta pelos especialistas mostra que a rela\u00e7\u00e3o entre natureza e sa\u00fade n\u00e3o pertence exclusivamente a uma \u00e1rea do conhecimento. Ela atravessa a neurologia, a endocrinologia, a fisiologia, a psicologia e diferentes campos da ci\u00eancia que procuram compreender como o ambiente interfere no organismo.<\/p>\n<p>Ao reunir a perspectiva de Acary Souza Bulle Oliveira, Marco Orsini e Luiza Travalloni, a reflex\u00e3o ganha diferentes dimens\u00f5es. De um lado, a neuroci\u00eancia investiga como o c\u00e9rebro responde aos est\u00edmulos ambientais. De outro, a endocrinologia observa como metabolismo, horm\u00f4nios, sono e estresse participam do equil\u00edbrio do organismo. E, entre essas \u00e1reas, permanece a compreens\u00e3o de que o ser humano n\u00e3o existe separado do ambiente.<\/p>\n<p>Da natureza \u00e0 neuroci\u00eancia, a jornada continua aberta. Assim como &#8220;Uma Odisseia no Espa\u00e7o&#8221; utiliza a imagem da Terra diante da imensid\u00e3o do universo para provocar perguntas sobre a humanidade, a ci\u00eancia tamb\u00e9m continua buscando respostas para compreender o universo que existe dentro de cada pessoa.<\/p>\n<p>Entre \u00e1rvores, luz natural, movimento, sil\u00eancio e contato com o mundo exterior, o c\u00e9rebro encontra est\u00edmulos diferentes daqueles impostos pela velocidade da vida contempor\u00e2nea. Mais do que uma volta ao passado, essa reconex\u00e3o pode representar uma oportunidade de compreender melhor o presente e os caminhos pelos quais o organismo humano responde ao ambiente.<\/p>\n<p>A natureza, nesse sentido, deixa de ser apenas cen\u00e1rio e passa a integrar uma discuss\u00e3o cient\u00edfica sobre c\u00e9rebro, corpo, comportamento e qualidade de vida. Uma jornada que come\u00e7a no espa\u00e7o infinito, atravessa a evolu\u00e7\u00e3o humana e chega ao universo particular de cada c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Marco Orsini, coordenador do Centro de Estudos do Niter\u00f3i D&#8217;Or, conduz uma reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre natureza, c\u00e9rebro e comportamento humano, em uma discuss\u00e3o que tamb\u00e9m re\u00fane o","protected":false},"author":1,"featured_media":140305,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[7691],"tags":[],"class_list":["post-140304","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pulsebrand"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140304\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}