{"id":139853,"date":"2026-09-21T11:46:00","date_gmt":"2026-09-21T14:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/projeto-arquitetonico-traz-paisagismo-nativo-e-uso-misto\/"},"modified":"2026-09-21T11:46:00","modified_gmt":"2026-09-21T14:46:00","slug":"projeto-arquitetonico-traz-paisagismo-nativo-e-uso-misto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/projeto-arquitetonico-traz-paisagismo-nativo-e-uso-misto\/","title":{"rendered":"Projeto arquitet\u00f4nico traz paisagismo nativo e uso misto"},"content":{"rendered":"<p>Existe um paisagismo que decora e um paisagismo que resolve problema. Para o bot\u00e2nico e paisagista Ricardo Cardim, mestre em Bot\u00e2nica pela Universidade de S\u00e3o Paulo, diretor da Cardim Arquitetura Paisag\u00edstica e um dos nomes mais premiados do setor no pa\u00eds, o paisagismo brasileiro ainda carrega um problema estrutural: cerca de 90% da vegeta\u00e7\u00e3o usada em \u00e1reas urbanas no pa\u00eds \u00e9 de origem estrangeira, uma escolha que ele considera um apagamento cultural e ecol\u00f3gico da flora\u00a0brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 esse diagn\u00f3stico que orienta o projeto paisag\u00edstico do WTC Ribeir\u00e3o Preto, empreendimento desenvolvido pela Copema. \u201cO que me chamou a aten\u00e7\u00e3o em Ribeir\u00e3o Preto \u00e9 que \u00e9 uma cidade muito quente. Minha primeira preocupa\u00e7\u00e3o foi como criar conforto t\u00e9rmico para quem vai viver e trabalhar ali, e para isso, uma sombra de qualidade viva \u00e9 fundamental\u201d, afirma Cardim. O projeto \u00e9 inteiramente concebido com esp\u00e9cies nativas, decis\u00e3o que ele descreve como parte de uma \u201crepara\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e cultural\u201d diante da escassez hist\u00f3rica de \u00e1reas verdes coletivas nas cidades brasileiras.<\/p>\n<p>Cardim resume o conceito por tr\u00e1s do projeto como a constru\u00e7\u00e3o de uma \u201ccidade verde de terceira gera\u00e7\u00e3o\u201d, um modelo em que a vegeta\u00e7\u00e3o nativa ancestral convive em equil\u00edbrio com a infraestrutura e a tecnologia contempor\u00e2neas. \u201cSer\u00e1 o melhor dos dois mundos: os benef\u00edcios da natureza nativa ancestral e todo o conforto, tecnologia e seguran\u00e7a da vida moderna\u201d, diz. Para ele, o paisagismo de conv\u00edvio tem fun\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m da est\u00e9tica: \u201c\u00c1reas verdes funcionais ajudam na sa\u00fade mental das pessoas, e isso \u00e9 algo muito valioso no tempo em que vivemos hiperconectados.\u201d<\/p>\n<p><b>O luxo que se sente, n\u00e3o apenas se v\u00ea<\/b><\/p>\n<p>Se o paisagismo de Cardim ataca a escala urbana, a arquitetura de Fernanda Marques mira a experi\u00eancia de quem ocupa o espa\u00e7o. \u201cHoje, quando se fala em alto padr\u00e3o, a qualidade de um projeto n\u00e3o est\u00e1 apenas no que se v\u00ea, mas principalmente no que se sente\u201d, afirma a arquiteta, que recentemente levou essa tese a uma plateia internacional em Paris. Para ela, o luxo contempor\u00e2neo se manifesta na clareza dos espa\u00e7os e no conforto de uma experi\u00eancia que \u201cacompanha o ritmo de quem vive ali\u201d, tornando o projeto algo vivido, n\u00e3o apenas fotografado.<\/p>\n<p>Essa premissa aparece na escolha de materiais do WTC Ribeir\u00e3o Preto, uma base neutra de porcelanatos e pedras naturais combinada \u00e0 presen\u00e7a da madeira, criando o que Marques chama de atmosfera \u201cequilibrada, acolhedora e atemporal\u201d. Mas o que mais chamou sua aten\u00e7\u00e3o no projeto, diz, foram as \u00e1reas comuns: \u201cExiste uma inten\u00e7\u00e3o clara de criar espa\u00e7os que incentivam o encontro e a perman\u00eancia, trazendo uma dimens\u00e3o mais humana ao projeto.\u201d<\/p>\n<p><b>Uma centralidade que se fortalece<\/b><\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica do edif\u00edcio \u00e9 assinada por Fernando Rivaben, \u00e0 frente da Rivaben Arquitetura h\u00e1 quase 40 anos e respons\u00e1vel por mais de 600 projetos no pa\u00eds. Para ele, o WTC Ribeir\u00e3o Preto marca a chegada \u00e0 cidade de um conceito ainda raro no pa\u00eds: o de branded residence. &#8220;Nosso trabalho neste projeto vai al\u00e9m da est\u00e9tica. \u00c9 uma entrega pensada para integrar forma e fun\u00e7\u00e3o, conectando o ritmo urbano ao design contempor\u00e2neo e \u00e0s necessidades de um p\u00fablico cada vez mais din\u00e2mico&#8221;, afirma Rivaben.<\/p>\n<p>Ao lado do Ribeir\u00e3oShopping, o arquiteto descreve o empreendimento como um fortalecimento de uma centralidade j\u00e1 consolidada da cidade, um eixo que j\u00e1 re\u00fane polo m\u00e9dico, hotelaria, servi\u00e7os e infraestrutura, e que o projeto qualifica e potencializa as conex\u00f5es em vez de disputar espa\u00e7o. &#8220;Estamos diante de um projeto que n\u00e3o apenas ocupa a cidade, mas dialoga com ela e a qualifica. Um edif\u00edcio que une prop\u00f3sito e vis\u00e3o de futuro, ampliando a inser\u00e7\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto entre os centros urbanos de destaque do Brasil&#8221;, diz.<\/p>\n<p><b>Conex\u00e3o como fio condutor<\/b><\/p>\n<p>As falas dos profissionais convergem num ponto: o projeto n\u00e3o \u00e9 tratado como um objeto isolado, mas como parte de um ecossistema urbano. E \u00e9 a conex\u00e3o entre esses elementos, mais do que qualquer um deles isoladamente, que os entrevistados apontam como o diferencial. Marques argumenta que o conceito de mix de usos \u2014 moradia, trabalho, lazer e servi\u00e7os no mesmo endere\u00e7o \u2014 muda a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com a cidade. \u201cQuando esses usos coexistem no mesmo lugar, a cidade deixa de ser fragmentada e passa a ser vivida de forma mais fluida e integrada. Isso reduz deslocamentos e cria uma rela\u00e7\u00e3o mais direta com o entorno\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o refor\u00e7a essa leitura: para a arquiteta, desenvolver um projeto de uso misto em uma regi\u00e3o j\u00e1 consolidada permite que o empreendimento \u201cse conecte de forma mais imediata com o cotidiano das pessoas\u201d, ao mesmo tempo em que qualifica a \u00e1rea ao redor.<\/p>\n<p>Para Cardim, o resultado pr\u00e1tico dessa combina\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, arquitetura sensorial e uso misto, \u00e9 a tentativa de recriar, em escala urbana, uma sensa\u00e7\u00e3o quase dom\u00e9stica. \u201cO que eu quero que as pessoas sintam \u00e9 aquela sensa\u00e7\u00e3o que os nossos av\u00f3s tinham nos seus quintais, no fundo de casa: lugares muito agrad\u00e1veis de estar\u201d, resume.<\/p>\n<p>O WTC Ribeir\u00e3o Preto integra a estrat\u00e9gia de expans\u00e3o da rede World Trade Center, presente em quase 100 pa\u00edses, para polos econ\u00f4micos regionais do interior do Brasil, movimento que tamb\u00e9m j\u00e1 levou a marca a cidades como Goi\u00e2nia e Uberl\u00e2ndia. \u201cO sucesso na ades\u00e3o e na variedade geogr\u00e1fica de clientes que estamos recebendo demonstram a for\u00e7a da marca e tamb\u00e9m de todo o conceito arquitet\u00f4nico e paisag\u00edstico do empreendimento. Ter grandes nomes na assinatura e constru\u00e7\u00e3o desse projeto \u00e9 muito gratificante para n\u00f3s da Copema\u201d, afirma Augusto Colla\u00e7o, diretor comercial da Copema.<\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/www.copema.com.br\" target=\"_blank\">https:\/\/www.copema.com.br<\/a><\/p>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Copema<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Existe um paisagismo que decora e um paisagismo que resolve problema. 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