{"id":139484,"date":"2026-09-16T16:32:00","date_gmt":"2026-09-16T19:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/dados-antecipam-riscos-no-transporte-rodoviario\/"},"modified":"2026-09-16T16:32:00","modified_gmt":"2026-09-16T19:32:00","slug":"dados-antecipam-riscos-no-transporte-rodoviario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/dados-antecipam-riscos-no-transporte-rodoviario\/","title":{"rendered":"Dados antecipam riscos no transporte rodovi\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>As rodovias federais brasileiras registraram 72.483 sinistros de tr\u00e2nsito e 6.044 mortes em 2025, segundo o <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-05\/prf-intensifica-acoes-do-maio-amarelo-para-reduzir-mortes-nas-rodovias\" target=\"_blank\">balan\u00e7o estat\u00edstico<\/a> divulgado pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). O volume equivale a uma m\u00e9dia superior a 190 ocorr\u00eancias por dia e ajuda a explicar por que empresas de transporte t\u00eam revisto a forma de tratar o risco operacional, substituindo a resposta posterior ao evento por uma leitura cont\u00ednua dos sinais que o antecedem.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a altera a rotina de quem gerencia frotas. De acordo com a <a href=\"https:\/\/www.smartrisk.com.br\/\" target=\"_blank\">Smart Risk<\/a>, companhia de gerenciamento de riscos e tecnologia para transporte integrante do Grupo Consultlog, quando a informa\u00e7\u00e3o chega antes do problema, a opera\u00e7\u00e3o deixa de administrar ocorr\u00eancias e passa a administrar probabilidades. Durante muito tempo, o setor concentrou esfor\u00e7os em reagir a fatos consumados: um ve\u00edculo fora da rota, uma parada n\u00e3o programada, um acidente, um roubo. A central recebia o alerta e acionava os protocolos de resposta.<\/p>\n<p>Um problema grave raramente come\u00e7a no instante em que a ocorr\u00eancia se materializa, observa a empresa. Antes disso, costumam aparecer eventos menores, como registros sucessivos de distra\u00e7\u00e3o, fadiga, uso de celular, excesso de velocidade ou condu\u00e7\u00e3o agressiva, al\u00e9m de mudan\u00e7as incomuns de trajeto e paradas em locais n\u00e3o previstos. Isolados, esses epis\u00f3dios parecem irrelevantes. Correlacionados, contam uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><b>Do dado bruto \u00e0 decis\u00e3o preventiva<\/b><\/p>\n<p>A Smart Risk exemplifica o racioc\u00ednio com um condutor que acumula horas ao volante, apresenta dois eventos de fadiga, depois uma sa\u00edda de faixa e passa a oscilar a velocidade. Para um operador que acompanha centenas de ve\u00edculos ao mesmo tempo, essa sequ\u00eancia tende a passar despercebida. Sistemas automatizados observam continuamente milhares desses microeventos, identificam padr\u00f5es e priorizam o que exige aten\u00e7\u00e3o imediata. O ganho, segundo a companhia, n\u00e3o est\u00e1 em gerar mais informa\u00e7\u00e3o, e sim em converter grandes volumes de dados em poucos alertas relevantes.<\/p>\n<p>O percurso descrito pela empresa come\u00e7a na captura. Os registros v\u00eam do rastreador, da telemetria, de c\u00e2meras embarcadas, sensores, dados da viagem, cadastro do motorista e hist\u00f3rico da opera\u00e7\u00e3o, e chegam \u00e0s plataformas de monitoramento praticamente em tempo real. A etapa seguinte \u00e9 a contextualiza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que um evento isolado costuma dizer pouco. Entram na an\u00e1lise o perfil do condutor, o tempo de dire\u00e7\u00e3o, a carga, o risco da regi\u00e3o, a rota prevista e o comportamento habitual do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Na terceira fase atuam regras, algoritmos e intelig\u00eancia artificial, respons\u00e1veis por identificar padr\u00f5es, reincid\u00eancias e combina\u00e7\u00f5es de eventos associadas a maior criticidade. A quarta converte o resultado em uma leitura simples para quem decide: qual ve\u00edculo exige aten\u00e7\u00e3o, por qual motivo, qual o n\u00edvel de gravidade e qual procedimento adotar. Vem ent\u00e3o a a\u00e7\u00e3o preventiva, que pode incluir contato com o motorista, parada segura, mudan\u00e7a de rota, acionamento da transportadora ou pronta resposta.<\/p>\n<p>O tema tamb\u00e9m alcan\u00e7a a seguran\u00e7a patrimonial. <a href=\"https:\/\/www.portalntc.org.br\/o-roubo-de-carga-esta-caindo-e-ficando-mais-perigoso\/\" target=\"_blank\">Levantamento anual<\/a> da Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte de Cargas e Log\u00edstica (NTC&amp;Log\u00edstica) contabilizou 8.570 ocorr\u00eancias de roubo de carga no pa\u00eds em 2025, queda de 16,7% ante 2024, por\u00e9m ainda gerou preju\u00edzo direto pr\u00f3ximo de R$ 900 milh\u00f5es e impacto que pode superar R$ 1 bilh\u00e3o quando somados efeitos indiretos, como seguros e custos operacionais. A entidade associa a retra\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o entre empresas, seguradoras e for\u00e7as de seguran\u00e7a, somada ao uso ampliado de monitoramento e intelig\u00eancia aplicada aos dados.<\/p>\n<p><b>Onde a leitura humana continua decisiva<\/b><\/p>\n<p>A Smart Risk pondera que a capacidade de processamento das m\u00e1quinas n\u00e3o substitui o julgamento das equipes. Nenhuma pessoa acompanha ao mesmo tempo milhares de ve\u00edculos, c\u00e2meras e eventos de telemetria durante 24 horas, tarefa em que a intelig\u00eancia artificial identifica correla\u00e7\u00f5es e comportamentos fora da normalidade em velocidade inalcan\u00e7\u00e1vel para um time humano. A m\u00e1quina, por\u00e9m, sinaliza que algo est\u00e1 diferente, e compreender por que aquilo acontece costuma depender de quem conhece a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Relacionamento com o motorista, condi\u00e7\u00e3o da estrada, caracter\u00edsticas da carga, press\u00e3o operacional e particularidades do cliente nem sempre est\u00e3o representados nos dados. Diante de situa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, a interpreta\u00e7\u00e3o dessas nuances permanece humana. A companhia descreve a intelig\u00eancia artificial como copiloto das centrais de seguran\u00e7a, enquanto a decis\u00e3o cr\u00edtica, quando envolve pessoas e continuidade da opera\u00e7\u00e3o, segue sob supervis\u00e3o de profissionais.<\/p>\n<p><b>Resist\u00eancias e custo da aus\u00eancia de preven\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Entre os obst\u00e1culos \u00e0 ado\u00e7\u00e3o do modelo preventivo, a empresa cita primeiro a cultura. Por muito tempo, a efici\u00eancia foi medida pela rapidez da resposta a algo j\u00e1 ocorrido, enquanto a preven\u00e7\u00e3o exige mensurar tamb\u00e9m aquilo que deixou de acontecer. Soma-se a percep\u00e7\u00e3o de que integra\u00e7\u00e3o de dados e torres de controle seriam recursos restritos a grandes opera\u00e7\u00f5es, leitura que a Smart Risk considera superada. A implanta\u00e7\u00e3o pode ser gradual, a partir de poucos indicadores e dos principais riscos de cada opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o sugerida pela companhia contrap\u00f5e o investimento em tecnologia ao custo da aus\u00eancia de preven\u00e7\u00e3o, que envolve acidentes graves, cargas roubadas, opera\u00e7\u00f5es interrompidas, eleva\u00e7\u00e3o de ap\u00f3lices de seguro e perdas humanas. Nessa leitura, a preven\u00e7\u00e3o passa a ser tratada como decis\u00e3o econ\u00f4mica, e n\u00e3o apenas como despesa tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O escopo do gerenciamento de riscos tamb\u00e9m se ampliou. Ao lado da prote\u00e7\u00e3o de carga e patrim\u00f4nio, entram o motorista, a continuidade do neg\u00f3cio e a reputa\u00e7\u00e3o das empresas. Para a Smart Risk, o avan\u00e7o dos pr\u00f3ximos ciclos passa pela integra\u00e7\u00e3o de rastreamento, telemetria, v\u00eddeo, cadastro e hist\u00f3rico do condutor, recursos que ainda funcionam como ilhas em boa parte do setor. Em seguran\u00e7a log\u00edstica, alguns minutos de antecipa\u00e7\u00e3o separam a gest\u00e3o de um risco da gest\u00e3o de uma ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a href=\"https:\/\/www.smartrisk.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.smartrisk.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/www.smartrisk.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.smartrisk.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem gerada por IA<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As rodovias federais brasileiras registraram 72.483 sinistros de tr\u00e2nsito e 6.044 mortes em 2025, segundo o balan\u00e7o estat\u00edstico divulgado pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). 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