{"id":139388,"date":"2026-09-16T11:00:00","date_gmt":"2026-09-16T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/carta-aos-presidenciaveis-propoe-transformar-vantagem-ambiental-do-brasil-em-riqueza\/"},"modified":"2026-09-16T11:00:00","modified_gmt":"2026-09-16T14:00:00","slug":"carta-aos-presidenciaveis-propoe-transformar-vantagem-ambiental-do-brasil-em-riqueza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/carta-aos-presidenciaveis-propoe-transformar-vantagem-ambiental-do-brasil-em-riqueza\/","title":{"rendered":"Carta aos presidenci\u00e1veis prop\u00f5e transformar vantagem ambiental do Brasil em riqueza"},"content":{"rendered":"<p>Carta do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel cobra dos candidatos menos promessa e mais execu\u00e7\u00e3o, com metas, instrumentos e recursos para financiar a transi\u00e7\u00e3o verde.<\/p>\n<p>Prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da natureza, reindustrializa\u00e7\u00e3o a partir de uma economia verde e um plano exequ\u00edvel de financiamento. Esse trip\u00e9 est\u00e1 na base de um plano de na\u00e7\u00e3o constru\u00eddo pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (CEBDS) e apresentado na j\u00e1 tradicional carta aos presidenci\u00e1veis de 2026.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 saber dos futuros governantes como tudo ser\u00e1 executado. Quais resultados ser\u00e3o atingidos at\u00e9 2030, por meio de quais instrumentos e com que recursos. \u00c9 passar das boas inten\u00e7\u00f5es \u00e0 pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O Brasil, segundo o CEBDS, precisa desenvolver a\u00e7\u00f5es, no eixo relacionado \u00e0 natureza, que valorize do ponto de vista econ\u00f4mico os biomas. Um dos principais ativos no pa\u00eds neste campo, s\u00e3o os milh\u00f5es de hectares a espera da restaura\u00e7\u00e3o. A remunera\u00e7\u00e3o do produtor que conserva e desenvolve projetos voltados para a seguran\u00e7a h\u00eddrica e a agricultura regenerativa tem que estar na base de pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas para o aumento da competitividade.<\/p>\n<p>&#8220;A Carta prop\u00f5e, antes de tudo, um projeto de pa\u00eds. O Brasil precisa transformar suas vantagens ambientais e energ\u00e9ticas em competitividade, desenvolvimento e prosperidade. Isso significa deixar de ser apenas fornecedor de commodities e avan\u00e7ar na gera\u00e7\u00e3o de valor a partir das solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que o pa\u00eds j\u00e1 tem condi\u00e7\u00f5es de oferecer ao mundo. Essa n\u00e3o pode ser uma agenda de governo, mas de Estado. O debate que precisamos fazer \u00e9 sobre como acelerar sua implementa\u00e7\u00e3o e faz\u00ea-la ganhar escala.&#8221;, diz Marina Grossi, presidente do CEBDS.<\/p>\n<p>Quando a b\u00fassola se volta para a import\u00e2ncia da reindustrializa\u00e7\u00e3o, o caminho est\u00e1 bem tra\u00e7ado, conforme aponta o mapeamento realizado pelo CEBDS para a constru\u00e7\u00e3o do documento encaminhando aos candidatos. A partir dos preceitos da economia verde, energia limpa, biocombust\u00edveis, biodiversidade e minerais existem todo um parque industrial para ser consolidado. O que resultar\u00e1 em maior produtividade e gera\u00e7\u00e3o de empregos.<\/p>\n<p>A ideia, explica Marina Grossi, presidente do CEBDS , \u00e9 tratar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica como pol\u00edtica de Estado. Isso inclui definir como os recursos gerados pela economia atual podem ajudar a financiar a que vem pela frente. O petr\u00f3leo \u00e9 o exemplo mais evidente. Em vez de uma escolha bin\u00e1ria entre abandonar imediatamente os combust\u00edveis f\u00f3sseis ou ignorar a transi\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o \u00e9 saber como a riqueza da &#8220;velha economia&#8221; pode ajudar a financiar a nova.<\/p>\n<p>&#8220;Acelerar a economia verde significa tamb\u00e9m criar a base de uma nova ind\u00fastria, investir em qualifica\u00e7\u00e3o, usar pesquisa e desenvolvimento &#8211; inclusive recursos destinados \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica &#8211; e financiar essa transforma\u00e7\u00e3o.&#8221;, diz Marina Grossi, presidente do CEBDS.<\/p>\n<p>A ideia, explica Marina Grossi, presidente do CEBDS, \u00e9 tratar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica como pol\u00edtica de Estado. Isso inclui definir como os recursos gerados pela economia atual podem ajudar a financiar a que vem pela frente. O petr\u00f3leo \u00e9 o exemplo mais evidente, segundo a executiva. Em vez de uma escolha bin\u00e1ria entre abandonar imediatamente os combust\u00edveis f\u00f3sseis ou ignorar a transi\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o \u00e9 saber como a riqueza da &#8220;velha economia&#8221; pode ajudar a financiar a nova.<\/p>\n<p>&#8220;A formula\u00e7\u00e3o da Carta traz embutido um projeto de pa\u00eds. A grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 transformar as solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em valor agregado da nossa economia. Essa \u00e9 uma agenda que tem que ser de Estado. A grande briga tem que ser sobre como vamos implementar isso melhor. Se pudesse resumir a nossa Carta, \u00e9 isso: deixar de ser um pa\u00eds de commodities e fazer com que as solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tragam valor agregado e prosperidade para o pa\u00eds&#8221;, afirma Marina.<\/p>\n<p>Com metas pragm\u00e1ticas e fontes de recursos bem definidas, o Brasil poder\u00e1 aproveitar melhor suas vantagens, avalia Solange Ribeiro, vice-presidente de Regula\u00e7\u00e3o, Institucional e Sustentabilidade da Neoenergia. &#8220;Essa \u00e9 uma agenda n\u00e3o s\u00f3 de governo, como tamb\u00e9m das empresas e da sociedade civil. A situa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do Brasil e do mundo \u00e9 extremamente dram\u00e1tica. Mas o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es excepcionais do ponto de vista geopol\u00edtico. Todos temos que trabalhar para melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A situa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica que vemos hoje \u00e9 extremamente dram\u00e1tica, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas no mundo. Ao mesmo tempo, o Brasil tem uma condi\u00e7\u00e3o muito especial do ponto de vista geopol\u00edtico. Quando olhamos para guerras e conflitos, estamos fora deles.&#8221;, diz Solange Ribeiro, vice-presidente de Regula\u00e7\u00e3o, Institucional e Sustentabilidade da Neoenergia, empresa associada ao CEBDS.<\/p>\n<p>O que passa, necessariamente, como sustenta o CEBDS, pela redu\u00e7\u00e3o da intensidade de carbono da economia. Fazer o PIB crescer enquanto as emiss\u00f5es por unidade de PIB caem \u00e9 um caminho seguro para o Brasil ratificar sua posi\u00e7\u00e3o de l\u00edder da agenda clim\u00e1tica global, como afirma Miguel Setas, CEO da Motiva.<\/p>\n<p>&#8220;Pela riqueza da sua biodiversidade e vastos recursos h\u00eddricos, o Brasil det\u00e9m um ativo ambiental \u00fanico, o que o coloca na posi\u00e7\u00e3o de superpot\u00eancia ecol\u00f3gica no cen\u00e1rio internacional&#8221;, diz Miguel Setas, CEO da Motiva, institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m associada ao CEBDS<\/p>\n<p>Para Setas, a articula\u00e7\u00e3o entre poder p\u00fablico e setor privado pode superar barreiras regulat\u00f3rias, tecnol\u00f3gicas e de financiamento, atraindo investimentos, desenvolvendo novas cadeias produtivas e gerando emprego e renda.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o de longo prazo \u00e9 apontada como essencial para garantir seguran\u00e7a jur\u00eddica e regulat\u00f3ria e permitir que a economia verde avance em escala. &#8220;O Brasil re\u00fane todos os atributos para liderar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e impulsionar uma nova agenda de desenvolvimento sustent\u00e1vel&#8221;, afirma Karin Luchesi, CEO da Elera Renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;Converter esse potencial em crescimento exige um ambiente de neg\u00f3cios favor\u00e1vel \u00e0 atra\u00e7\u00e3o de capital e \u00e0 expans\u00e3o de projetos de energia limpa.&#8221;, diz Karin Luchesi, CEO da Elera Renov\u00e1veis, outra associada ao CEBDS.<\/p>\n<p>Para Marina, uma das principais cobran\u00e7as ao pr\u00f3ximo presidente dever\u00e1 aparecer j\u00e1 nos primeiros 100 dias de governo. Mais do que anunciar novas pol\u00edticas, ser\u00e1 preciso mostrar como pretende executar as que j\u00e1 existem, integrar diferentes \u00e1reas e direcionar recursos para a transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que faz o CEBDS?<\/p>\n<p>Desde 1997, a institui\u00e7\u00e3o atua na constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para os principais desafios socioambientais do Brasil, com destaque para a crise clim\u00e1tica, a conserva\u00e7\u00e3o da natureza e o desenvolvimento social. A entidade articula empresas, governos e sociedade civil, produz conhecimento e desenvolve ferramentas para estimular pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e apoiar decis\u00f5es de lideran\u00e7as de diferentes setores.<\/p>\n<p>Na Carta aos Presidenci\u00e1veis de 2026, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel prop\u00f5e aos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia uma estrat\u00e9gia para transformar os recursos naturais e a matriz energ\u00e9tica limpa do Brasil em motores de desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A entidade estrutura suas propostas em tr\u00eas frentes: conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da natureza, reindustrializa\u00e7\u00e3o baseada na economia verde e cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de financiamento para viabilizar essa transforma\u00e7\u00e3o. Entre as medidas est\u00e3o o combate ao desmatamento ilegal, a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, a valoriza\u00e7\u00e3o de quem preserva e o fortalecimento da agricultura regenerativa e da seguran\u00e7a h\u00eddrica.<\/p>\n<p>Na agenda econ\u00f4mica, o CEBDS defende uma nova etapa de industrializa\u00e7\u00e3o a partir de ativos brasileiros como energia renov\u00e1vel, biocombust\u00edveis, biodiversidade e minerais cr\u00edticos.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 ampliar o valor gerado por esses recursos, formando cadeias produtivas capazes de atrair investimentos, aumentar a produtividade e gerar empregos e renda. Tamb\u00e9m sugere tratar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica como pol\u00edtica de Estado e avaliar como recursos da economia atual, incluindo o petr\u00f3leo, podem contribuir para financiar atividades de baixo carbono.<\/p>\n<p>A Carta refor\u00e7a ainda a necessidade de seguran\u00e7a jur\u00eddica, previsibilidade regulat\u00f3ria e planejamento de longo prazo para dar escala \u00e0 economia verde.<\/p>\n<p>A principal cobran\u00e7a aos futuros governantes, por\u00e9m, \u00e9 pela execu\u00e7\u00e3o: o setor empresarial defende que o pr\u00f3ximo governo apresente, desde os primeiros 100 dias, metas concretas, fontes de recursos e mecanismos de implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas, al\u00e9m de integrar diferentes \u00e1reas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para transformar o potencial ambiental e energ\u00e9tico do pa\u00eds em crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico das Cartas<\/p>\n<p>A Carta aos presidenci\u00e1veis chega \u00e0 quarta edi\u00e7\u00e3o em 2026. Ao longo desse per\u00edodo, a iniciativa buscou levar ao debate eleitoral propostas do setor empresarial para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em 2014, o CEBDS lan\u00e7ou sua primeira Agenda por um Pa\u00eds Sustent\u00e1vel, com 22 propostas nas \u00e1reas econ\u00f4mica, social e ambiental. A iniciativa foi retomada em 2018, com dez propostas sobre temas como efici\u00eancia energ\u00e9tica, redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, saneamento e uso da \u00e1gua. Em 2022, o Conselho apresentou uma nova agenda, com 12 linhas de a\u00e7\u00e3o, incluindo combate ao desmatamento, mercado de carbono, transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o, 54% das recomenda\u00e7\u00f5es apresentadas na Carta de 2022 foram implementadas total ou parcialmente pelo poder p\u00fablico. A entidade re\u00fane atualmente mais de 110 empresas associadas, respons\u00e1veis por cerca de um ter\u00e7o do PIB brasileiro.<\/p>\n<p>Entre as pautas que avan\u00e7aram desde ent\u00e3o est\u00e1 o mercado regulado de carbono. A cria\u00e7\u00e3o de um sistema nacional de com\u00e9rcio de emiss\u00f5es j\u00e1 era defendida pelo CEBDS antes de 2022 e integrou suas recomenda\u00e7\u00f5es aos governos. Em 2024, o Congresso aprovou a lei que criou o Sistema Brasileiro de Com\u00e9rcio de Emiss\u00f5es (SBCE), estabelecendo as bases para um mercado regulado de carbono no pa\u00eds. O caso \u00e9 um exemplo de como uma das propostas presentes nas agendas do Conselho passou a fazer parte da legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Para 2026, a nova Carta est\u00e1 estruturada em tr\u00eas eixos e 11 propostas, com foco em prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da natureza, acelera\u00e7\u00e3o da economia verde e financiamento da transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carta do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel cobra dos candidatos menos promessa e mais execu\u00e7\u00e3o, com metas, instrumentos e recursos para financiar a","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-139388","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-economia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139388\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}