{"id":139298,"date":"2026-09-15T16:52:00","date_gmt":"2026-09-15T19:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/piso-elevado-avanca-com-a-construcao-sustentavel\/"},"modified":"2026-09-15T16:52:00","modified_gmt":"2026-09-15T19:52:00","slug":"piso-elevado-avanca-com-a-construcao-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/piso-elevado-avanca-com-a-construcao-sustentavel\/","title":{"rendered":"Piso elevado avan\u00e7a com a constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>A obra a seco tem ganhado espa\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o civil brasileira como resposta a dois desafios: reduzir o consumo de \u00e1gua e enxugar cronogramas. Entre as solu\u00e7\u00f5es que se encaixam nessa l\u00f3gica est\u00e1 o piso elevado, sistema de placas modulares apoiadas sobre pedestais que dispensa completamente o uso de \u00e1gua na montagem, ao contr\u00e1rio do contrapiso convencional.<\/p>\n<p>Paralelamente, o setor da constru\u00e7\u00e3o civil responde por cerca de <a href=\"https:\/\/cbic.org.br\/sustentabilidade-gigante\/\" target=\"_blank\">21% de todo o consumo<\/a> de \u00e1gua tratada no planeta, segundo dados do Green Building Council citados pela C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC). Parte desse volume se concentra em etapas como preparo de argamassa, contrapiso e revestimento, que ainda demandam cura de sete a 14 dias, vari\u00e1vel conforme temperatura e umidade.<\/p>\n<p>Bruno Nakamura, s\u00f3cio-fundador da <a href=\"http:\/\/www.pisoselevadosbrasil.com.br\" target=\"_blank\">Pisos Elevados Brasil<\/a>, enfatiza que o piso elevado dispensa completamente essa espera: n\u00e3o h\u00e1 cura, n\u00e3o h\u00e1 secagem, e a sequ\u00eancia da obra n\u00e3o fica travada aguardando um processo qu\u00edmico. \u201cO servi\u00e7o \u00e9 entregue em uma fra\u00e7\u00e3o do tempo, o que reduz o consumo de recursos ao longo de toda a obra\u201d, complementa.<\/p>\n<p><b>Montagem sem argamassa e sem res\u00edduo \u00famido<\/b><\/p>\n<p>A montagem varia conforme o pedestal utilizado. Em modelos de polipropileno, a fixa\u00e7\u00e3o ocorre por simples apoio sobre o piso existente, com as placas igualmente apoiadas sobre a estrutura. Nos sistemas com pedestais met\u00e1licos, a base \u00e9 colada ao piso, e as placas podem ser encaixadas, aparafusadas diretamente aos pedestais ou fixadas em longarinas parafusadas \u00e0 estrutura. \u201cEm todas essas configura\u00e7\u00f5es, o princ\u00edpio \u00e9 o mesmo: montagem mec\u00e2nica, sem argamassa, sem cura e sem res\u00edduo \u00famido\u201d, descreve Bruno Nakamura.<\/p>\n<p>Como a fixa\u00e7\u00e3o \u00e9 mec\u00e2nica, o piso pode ser desmontado, remanejado e reaproveitado em outra obra, diferentemente do contrapiso convencional, que vira entulho ao final da vida \u00fatil. O tema \u00e9 relevante para o setor: o Brasil gerou cerca de 48 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos de constru\u00e7\u00e3o e demoli\u00e7\u00e3o em 2021, conforme a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (<a href=\"https:\/\/pt.slideshare.net\/slideshow\/panoramaabrelpe2022pdf\/263072699\" target=\"_blank\">Abrelpe<\/a>).<\/p>\n<p><b>Impacto varia conforme o p\u00fablico envolvido<\/b><\/p>\n<p>Segundo o s\u00f3cio-fundador da Pisos Elevados Brasil, o alcance da obra a seco no segmento ainda enfrenta um obst\u00e1culo entre projetistas. \u201c\u00c9 onde ainda existe a maior dificuldade. O piso elevado \u00e9 um sistema pouco difundido no mercado brasileiro e h\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dispon\u00edvel, ent\u00e3o muitos arquitetos e engenheiros ficam inseguros no momento de especificar e detalhar o sistema em projeto\u201d, afirma. Para ele, superar esse gargalo depende de suporte t\u00e9cnico constante e de dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o junto a esse p\u00fablico.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre construtoras, o efeito \u00e9 direto. \u201cH\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de cronograma, redu\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e redu\u00e7\u00e3o de consumo de \u00e1gua e de energia, e esses ganhos s\u00e3o encadeados: quando o cronograma encurta, todo o custo indireto da obra encurta com ele\u201d, diz o executivo.<\/p>\n<p>Como exemplo, ele cita uma \u00e1rea externa de 1.000 metros quadrados: pelo m\u00e9todo tradicional, ap\u00f3s laje e impermeabiliza\u00e7\u00e3o, ainda \u00e9 preciso executar contrapiso, aguardar cura e s\u00f3 ent\u00e3o assentar o revestimento, processo que soma cerca de 45 dias. Com piso elevado, mantidas impermeabiliza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, a instala\u00e7\u00e3o ocorre direto sobre essa camada, e o prazo cai para uma faixa entre 10 e 15 dias.<\/p>\n<p>Para o meio ambiente, Bruno Nakamura aponta ganhos al\u00e9m da economia de \u00e1gua. \u201cH\u00e1 uma queda significativa na gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos: o preparo de argamassa e cimento em obra envolve desperd\u00edcio consider\u00e1vel, tanto de \u00e1gua quanto de material, e a obra a seco simplesmente elimina esse processo\u201d, ressalta. Ele acrescenta que, em reforma ou mudan\u00e7a de uso do espa\u00e7o, o piso elevado \u00e9 desmontado e reaproveitado, enquanto contrapiso ou laje precisam ser demolidos, virando entulho.<\/p>\n<p><b>Manuten\u00e7\u00e3o facilitada ao longo da vida \u00fatil<\/b><\/p>\n<p>O s\u00f3cio-fundador destaca ainda um benef\u00edcio que aparece anos ap\u00f3s a entrega: a manuten\u00e7\u00e3o em \u00e1reas externas, como varandas, coberturas e rooftops. Em solu\u00e7\u00f5es tradicionais, identificar a origem de uma infiltra\u00e7\u00e3o exige demolir revestimento e contrapiso at\u00e9 a manta impermeabilizante, o que deixa a laje exposta por dias e pode causar alagamento no pavimento inferior em caso de chuva.<\/p>\n<p>Com piso elevado, o procedimento muda de escala. \u201cBasta levantar as placas na regi\u00e3o afetada, identificar o ponto, executar o reparo e recolocar as mesmas placas. Sem demoli\u00e7\u00e3o, sem material novo, sem exposi\u00e7\u00e3o prolongada da laje\u201d, relata o especialista, que considera essa diferen\u00e7a relevante para o custo de manuten\u00e7\u00e3o do empreendimento.<\/p>\n<p><b>Expans\u00e3o puxada por data centers e novos materiais<\/b><\/p>\n<p>O crescimento da intelig\u00eancia artificial impulsiona investimentos em data centers no Brasil, movimento que inclui o <a href=\"https:\/\/investnews.com.br\/negocios\/tiktok-projeto-200-bi-brasil\/\" target=\"_blank\">projeto do TikTok no Cear\u00e1<\/a>, superior a R$ 200 bilh\u00f5es. Como o piso elevado \u00e9 item essencial nesse tipo de instala\u00e7\u00e3o, o sistema ganha visibilidade nesse ciclo, de acordo com Nakamura.<\/p>\n<p>O executivo chama aten\u00e7\u00e3o para uma percep\u00e7\u00e3o equivocada. \u201cComo o piso elevado met\u00e1lico foi o precursor e se consolidou nas aplica\u00e7\u00f5es de tecnologia, muita gente ainda acredita que ele \u00e9 o \u00fanico modelo existente\u201d, acentua. Segundo ele, o mercado conta com sistemas em ard\u00f3sia, granito, quartzito, porcelanato, ciment\u00edcio e vidro, cada um com aplica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, voltados a ambientes corporativos, comerciais, externos e residenciais.<\/p>\n<p>Para Bruno Nakamura, ampliar essa percep\u00e7\u00e3o faz parte do trabalho da Pisos Elevados Brasil no mercado nacional. \u201cO piso elevado n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o de nicho para data center, \u00e9 um m\u00e9todo construtivo de alcance muito maior\u201d, conclui. A empresa se apresenta como a \u00fanica do pa\u00eds a atuar em todos os tipos de piso elevado, da comercializa\u00e7\u00e3o \u00e0 instala\u00e7\u00e3o, em escala nacional.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, basta acessar: <a href=\"https:\/\/pisoselevadosbrasil.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/pisoselevadosbrasil.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/pisoselevadosbrasil.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/pisoselevadosbrasil.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Pisos Elevados Brasil<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A obra a seco tem ganhado espa\u00e7o na constru\u00e7\u00e3o civil brasileira como resposta a dois desafios: reduzir o consumo de \u00e1gua e enxugar cronogramas. Entre as solu\u00e7\u00f5es que se encaixam nessa l\u00f3gica","protected":false},"author":1,"featured_media":139299,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[11470],"tags":[12410,12418,101,12408,300,47],"class_list":["post-139298","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-knewin-dino","tag-arquitetura","tag-construcao-civil","tag-economia","tag-engenharia","tag-negocios","tag-tecnologia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139298"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139298\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/139299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}