{"id":138356,"date":"2026-09-04T16:10:00","date_gmt":"2026-09-04T19:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/empreenda-mais\/empresas-ainda-operam-no-retrovisor-so-4-das-areas-de-supply-chain-chegam-a-gestao-preditiva\/"},"modified":"2026-09-04T16:10:00","modified_gmt":"2026-09-04T19:10:00","slug":"empresas-ainda-operam-no-retrovisor-so-4-das-areas-de-supply-chain-chegam-a-gestao-preditiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/empreenda-mais\/empresas-ainda-operam-no-retrovisor-so-4-das-areas-de-supply-chain-chegam-a-gestao-preditiva\/","title":{"rendered":"Empresas ainda operam no retrovisor: s\u00f3 4% das \u00e1reas de Supply Chain chegam \u00e0 gest\u00e3o preditiva"},"content":{"rendered":"<p><i>Estudo com forte presen\u00e7a de empresas bilion\u00e1rias revela o paradoxo da gest\u00e3o orientada por dados: 63% ainda usam planilhas, s\u00f3 6% adotam IA preditiva e a capacidade anal\u00edtica fica 16 pontos atr\u00e1s da performance<\/i><\/p>\n<p>Dados, sistemas integrados e intelig\u00eancia artificial j\u00e1 fazem parte da gest\u00e3o das empresas, mas ainda s\u00e3o pouco utilizados para antecipar problemas. O retrato aparece na primeira edi\u00e7\u00e3o do Supply Chain Performance Index (SCPI), levantamento desenvolvido pela Live University | INBRASC para medir performance, maturidade de gest\u00e3o e capacidade anal\u00edtica, com forte presen\u00e7a de grandes organiza\u00e7\u00f5es na amostra.<\/p>\n<p>Apenas 4% das \u00e1reas pesquisadas chegaram a um est\u00e1gio preditivo de gest\u00e3o, no qual os indicadores permitem identificar desvios antes que eles afetem a opera\u00e7\u00e3o. Outros 43% ainda atuam de forma corretiva, depois que o problema aparece, enquanto 53% n\u00e3o chegaram ao est\u00e1gio de gest\u00e3o efetiva dos indicadores.<\/p>\n<p>Realizado em agosto de 2026, o levantamento ouviu profissionais de empresas entre as quais 62% faturam mais de R$ 300 milh\u00f5es por ano e 52% superam R$ 1 bilh\u00e3o. Diretores, heads, C-levels e gerentes representam 74% dos respondentes.<\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o aparece na dist\u00e2ncia entre ado\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e capacidade de an\u00e1lise: as empresas j\u00e1 incorporaram ferramentas digitais e intelig\u00eancia artificial \u00e0 gest\u00e3o, mas 63% ainda recorrem a planilhas para acompanhar indicadores. Outros 31% n\u00e3o utilizam intelig\u00eancia artificial nessa atividade e apenas 33% comparam suas metas com refer\u00eancias externas de mercado.<\/p>\n<p><b>Empresas entregam mais do que sua estrutura anal\u00edtica sugere<\/b><\/p>\n<p>O resultado mais relevante do estudo aparece na compara\u00e7\u00e3o entre execu\u00e7\u00e3o e capacidade de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Em uma escala de zero a 100, a performance das empresas alcan\u00e7ou 62 pontos. A maturidade na gest\u00e3o dos indicadores ficou em 59. J\u00e1 a capacidade anal\u00edtica marcou apenas 46 pontos.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas j\u00e1 conseguem medir muita coisa. O desafio agora \u00e9 deixar de usar o indicador apenas para explicar o que aconteceu e passar a utiliz\u00e1-lo para decidir o que fazer antes que o problema aconte\u00e7a. \u00c9 justamente nessa passagem da gest\u00e3o corretiva para a preditiva que encontramos o maior espa\u00e7o de evolu\u00e7\u00e3o\u201d, diz Alex Leite, Diretor Corporativo.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia de 16 pontos entre performance e capacidade anal\u00edtica mostra que as empresas ainda conseguem entregar resultados superiores \u00e0 estrutura dispon\u00edvel para analisar informa\u00e7\u00f5es e apoiar decis\u00f5es.<\/p>\n<p>O estudo chegou ainda a uma conclus\u00e3o que contraria uma hip\u00f3tese recorrente no ambiente corporativo: gerir melhor os indicadores n\u00e3o apresentou rela\u00e7\u00e3o direta com melhor performance. Caracter\u00edsticas do setor e do modelo de neg\u00f3cio exerceram influ\u00eancia maior sobre os resultados observados.<\/p>\n<p>O dado coloca uma quest\u00e3o importante para as empresas. Bons resultados operacionais ainda convivem com baixa capacidade de previs\u00e3o, mas esse equil\u00edbrio tende a ficar mais dif\u00edcil diante de opera\u00e7\u00f5es mais complexas, maior press\u00e3o por efici\u00eancia e decis\u00f5es cada vez mais r\u00e1pidas.<\/p>\n<p>Empresas adotam IA, mas ainda administram olhando pelo retrovisor<\/p>\n<p>A periodicidade dos indicadores ajuda a explicar essa diferen\u00e7a. O acompanhamento mensal ainda \u00e9 o mais comum, presente em 44% das respostas. Apenas 6% monitoram seus indicadores em tempo real. Na pr\u00e1tica, parte das empresas j\u00e1 possui dados e tecnologia, mas ainda usa essas informa\u00e7\u00f5es principalmente para entender o que aconteceu, e n\u00e3o para antecipar o que pode acontecer.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio ganha relev\u00e2ncia diante da press\u00e3o por custos. O peso do custo log\u00edstico sobre a receita aparece entre os indicadores mais importantes para 59% das empresas. Entregas completas e dentro do prazo e o tempo entre pedido e entrega aparecem com 47% cada.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 12 meses, o custo log\u00edstico sobre a receita ser\u00e1 o principal indicador na agenda de 55% das empresas pesquisadas. OTIF, que mede entregas completas e no prazo, aparece com 38%, seguido pela acur\u00e1cia da previs\u00e3o de demanda, com 32%.<\/p>\n<p>Mesmo com limita\u00e7\u00f5es anal\u00edticas, os resultados permanecem relevantes. Mais da metade das empresas mant\u00e9m custos log\u00edsticos equivalentes a at\u00e9 5% da receita e 39% entregam mais de 93% dos pedidos completos e dentro do prazo.<\/p>\n<p><b>Pessoas ainda s\u00e3o o principal gargalo<\/b><\/p>\n<p>A dificuldade para avan\u00e7ar n\u00e3o est\u00e1 apenas na tecnologia. Capacita\u00e7\u00e3o da equipe \u00e9 a principal barreira para melhorar o desempenho dos indicadores, citada por 57% das empresas. Sistemas antigos e dificuldades de integra\u00e7\u00e3o aparecem com 49%, enquanto qualidade dos dados e complexidade operacional chegam a 45%.<\/p>\n<p>A mesma quest\u00e3o aparece quando as empresas apontam os fatores necess\u00e1rios para elevar a maturidade da gest\u00e3o. Capacita\u00e7\u00e3o lidera novamente, com 57%, seguida por ferramentas de an\u00e1lise e visualiza\u00e7\u00e3o de dados, com 51%, e cultura de decis\u00f5es baseadas em dados, com 47%.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram uma mudan\u00e7a no desafio da transforma\u00e7\u00e3o digital. A discuss\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o se resume a ter dados, dashboards ou intelig\u00eancia artificial. O ponto central passa a ser a capacidade de transformar informa\u00e7\u00e3o em decis\u00e3o antes que o problema apare\u00e7a.<\/p>\n<p>As empresas ainda conseguem entregar mais do que sua estrutura anal\u00edtica sugeriria. A quest\u00e3o agora \u00e9 por quanto tempo esse modelo ser\u00e1 suficiente.<\/p>\n<p><b>Sobre a Live University | INBRASC <\/b><\/p>\n<p>A Live University | INBRASC \u00e9 um ecossistema de educa\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o e intelig\u00eancia voltado \u00e0s \u00e1reas de Supply Chain, Compras e Log\u00edstica. Atua com forma\u00e7\u00e3o executiva, MBAs, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es, eventos, comunidades profissionais e pesquisas de mercado, aproximando conhecimento acad\u00eamico dos desafios reais enfrentados pelas empresas.<\/p>\n<p>O Supply Chain Performance Index (SCPI) \u00e9 um \u00edndice desenvolvido pela \u00e1rea de Market Insights da Live University | INBRASC para avaliar performance, maturidade na gest\u00e3o de indicadores e capacidade anal\u00edtica. A primeira edi\u00e7\u00e3o foi realizada em 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estudo com forte presen\u00e7a de empresas bilion\u00e1rias revela o paradoxo da gest\u00e3o orientada por dados: 63% ainda usam planilhas, s\u00f3 6% adotam IA preditiva e a capacidade anal\u00edtica fica 16 pontos","protected":false},"author":1,"featured_media":138357,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[552],"tags":[],"class_list":["post-138356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-empreenda-mais"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=138356"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/138356\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/138357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=138356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=138356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=138356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}