{"id":137808,"date":"2026-08-31T15:35:00","date_gmt":"2026-08-31T18:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/provincias-minerais-maduras-ainda-podem-abrir-novas-fronteiras-de-exploracao-afirmam-especialistas\/"},"modified":"2026-08-31T15:35:00","modified_gmt":"2026-08-31T18:35:00","slug":"provincias-minerais-maduras-ainda-podem-abrir-novas-fronteiras-de-exploracao-afirmam-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/provincias-minerais-maduras-ainda-podem-abrir-novas-fronteiras-de-exploracao-afirmam-especialistas\/","title":{"rendered":"Prov\u00edncias minerais maduras ainda podem abrir novas fronteiras de explora\u00e7\u00e3o, afirmam especialistas"},"content":{"rendered":"<p>Painel destacou potencial ainda inexplorado em prov\u00edncias como Caraj\u00e1s e Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, al\u00e9m de desafios tecnol\u00f3gicos, econ\u00f4micos, territoriais e de m\u00e3o de obra<\/p>\n<p><b>Foto: Ibram \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de grandes descobertas minerais coloca a ind\u00fastria diante do desafio de ampliar a explora\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas e aprofundar o conhecimento sobre dep\u00f3sitos j\u00e1 conhecidos. Durante a EXPOSIBRAM 2026, especialistas defenderam que prov\u00edncias minerais brasileiras consideradas maduras, como Caraj\u00e1s e o Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, ainda apresentam potencial para novos investimentos e descobertas. O tema foi discutido no painel \u201cProv\u00edncias minerais do Brasil: como impulsionar novos investimentos e descobertas\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Roberto Xavier, diretor executivo da ADIMB, os investimentos globais em pesquisa mineral chegaram a US$ 12,4 bilh\u00f5es em 2025, com ouro e cobre entre as principais commodities pesquisadas. Apesar do volume, o n\u00famero de descobertas de dep\u00f3sitos de grande porte vem diminuindo. \u201cO n\u00famero de descobertas est\u00e1 diminuindo. O que temos \u00e9 expans\u00e3o de \u00e1reas onde dep\u00f3sitos j\u00e1 est\u00e3o operados\u201d, afirmou. Para Xavier, a tend\u00eancia \u00e9 especialmente relevante para o cobre, cuja oferta projetada at\u00e9 2040 dever\u00e1 depender principalmente da expans\u00e3o de dep\u00f3sitos existentes, e n\u00e3o de novas descobertas de grande escala.<\/p>\n<p>No Brasil, uma das fronteiras est\u00e1 justamente nas \u00e1reas ainda pouco conhecidas ou localizadas sob coberturas e em grandes profundidades. Juliano Ferreira, Exploration &amp; Business Development General Manager da Nexa Resources, afirmou que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para ampliar o conhecimento geol\u00f3gico de Caraj\u00e1s por meio de m\u00e9todos de maior resolu\u00e7\u00e3o. \u201cQuando falamos de conhecimento geol\u00f3gico, ainda h\u00e1 muito a ser feito em Caraj\u00e1s\u201d, disse. Ele apontou, por\u00e9m, que a explora\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos mais profundos exige tecnologias geof\u00edsicas e geoqu\u00edmicas espec\u00edficas e maior volume de investimentos. A disponibilidade de \u00e1reas e a dificuldade de atrair profissionais, especialmente ge\u00f3logos de campo, tamb\u00e9m foram citadas como barreiras.<\/p>\n<p>A necessidade de aprofundar o conhecimento n\u00e3o significa que as prov\u00edncias maduras tenham perdido sua capacidade de gerar projetos. Para Eduardo Luis de Oliveira, Gerente Corporativo de geologia da Ero Copper, Caraj\u00e1s possui uma base hist\u00f3rica de conhecimento que remonta aos primeiros mapas elaborados na d\u00e9cada de 1960 e posteriormente atualizados pelo SGB. \u201cO atual est\u00e1gio de desenvolvimento n\u00e3o \u00e9 uma restri\u00e7\u00e3o para novos projetos, a ind\u00fastria deve investir e pesquisar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, em Minas Gerais, os obst\u00e1culos est\u00e3o relacionados tamb\u00e9m \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. A professora Lydia Maria Lobato, titular do departamento de Geologia da UFMG, citou a urbaniza\u00e7\u00e3o como uma das principais barreiras \u00e0 explora\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. A pesquisadora tamb\u00e9m apontou a presen\u00e7a de garimpeiros em \u00e1reas de empresas consolidadas e alertou para a apropria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prov\u00edncias minerais pelo crime organizado. Para ela, esses fatores precisam ser considerados mesmo quando ocorrem de forma localizada.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento geol\u00f3gico e a combina\u00e7\u00e3o entre novas tecnologias e trabalho de campo foram apontadas como caminhos para aumentar a capacidade de descoberta. Xavier destacou que cerca de 40% da cobertura geol\u00f3gica brasileira est\u00e1 na escala de 1:100 mil e que empresas utilizam dados p\u00fablicos do SGB, como levantamentos geof\u00edsicos e mapeamentos, para orientar a explora\u00e7\u00e3o. O SGB tamb\u00e9m mant\u00e9m campanhas de aerogeof\u00edsica de alta resolu\u00e7\u00e3o. Guilherme Ferreira da Silva, chefe da Divis\u00e3o de Geologia Econ\u00f4mica do \u00f3rg\u00e3o, resumiu o papel dessa base de conhecimento na cadeia de explora\u00e7\u00e3o: \u201cO mapeamento na escala apropriada ajuda a definir os limites. Alvos podem virar dep\u00f3sitos que podem virar minas.\u201d Para Xavier, o avan\u00e7o tamb\u00e9m depender\u00e1 de profissionais capazes de combinar ferramentas digitais e conhecimento de campo. \u201cO profissional h\u00edbrido, que integra tecnologias como IA e trabalho de campo, \u00e9 o que vai liderar novas descobertas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Minera Brasil<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Painel destacou potencial ainda inexplorado em prov\u00edncias como Caraj\u00e1s e Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, al\u00e9m de desafios tecnol\u00f3gicos, econ\u00f4micos, territoriais e de m\u00e3o de obra Foto: Ibram \/","protected":false},"author":1,"featured_media":137809,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[351],"tags":[],"class_list":["post-137808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-minera-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137808"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137808\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}