{"id":137600,"date":"2026-08-28T16:03:00","date_gmt":"2026-08-28T19:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/marca-propria-deixa-de-ser-exclusividade-das-grandes-redes\/"},"modified":"2026-08-28T16:03:00","modified_gmt":"2026-08-28T19:03:00","slug":"marca-propria-deixa-de-ser-exclusividade-das-grandes-redes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/marca-propria-deixa-de-ser-exclusividade-das-grandes-redes\/","title":{"rendered":"Marca pr\u00f3pria deixa de ser exclusividade das grandes redes"},"content":{"rendered":"<p>O modelo de marca pr\u00f3pria, o chamado private label, que j\u00e1 responde por parcela relevante das vendas no varejo europeu, ganha for\u00e7a no Brasil e deixa de ser estrat\u00e9gia restrita \u00e0s grandes redes varejistas. Empresas de m\u00e9dio porte t\u00eam passado a desenvolver produtos exclusivos diretamente com fabricantes chineses, substituindo a simples revenda de itens de cat\u00e1logo por um processo de cria\u00e7\u00e3o de marca que envolve especifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, embalagem e identidade visual.\u00a0<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a acompanha o acirramento da disputa por pre\u00e7o nos grandes marketplaces, cen\u00e1rio em que a diferencia\u00e7\u00e3o pelo produto se tornou um dos poucos caminhos para quem n\u00e3o deseja competir apenas pelo valor mais baixo.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o tem respaldo em dados recentes do setor. Estudo da NielsenIQ mostra que <a href=\"https:\/\/www.apras.org.br\/noticias\/pesquisa-mostra-que-69-dos-brasileiros-consideram-marcas-proprias-uma-boa-alternativa-diz-nielseniq\/\" target=\"_blank\">quase 70% dos brasileiros<\/a> j\u00e1 consideram os produtos de marca pr\u00f3pria uma boa alternativa \u00e0s marcas comerciais tradicionais, enquanto 72% associam esses itens a um bom custo-benef\u00edcio. A pesquisa tamb\u00e9m indica que a maioria pretende ampliar esse tipo de compra nos pr\u00f3ximos anos, abrindo espa\u00e7o para neg\u00f3cios que hoje dependem de marcas de terceiros migrarem para o desenvolvimento de produtos pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o, a penetra\u00e7\u00e3o brasileira segue distante da europeia: segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Marcas Pr\u00f3prias e Terceiriza\u00e7\u00e3o (Abmapro), as marcas pr\u00f3prias respondem por cerca de <a href=\"https:\/\/samais.com.br\/publicacoes\/alem-do-preco-marcas-proprias-entram-na-era-do-valor-e-buscam-maturidade-no-varejo-alimentar-brasileiro\" target=\"_blank\">1% do faturamento<\/a> do varejo alimentar nacional, ante uma m\u00e9dia superior a 30% na Europa, chegando a 48% na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Rodrigo Lopes, fundador do Import.A\u00e7\u00e3o Club e CEO da Global RPX, empresa especializada em assessoria de importa\u00e7\u00e3o, acompanha de perto a transi\u00e7\u00e3o entre empres\u00e1rios que revendem produtos prontos e os que passam a desenvolver itens exclusivos.<\/p>\n<p>\u201cExiste uma diferen\u00e7a muito grande entre colocar uma etiqueta em um produto e construir uma marca. O produto \u00e9 o ponto de partida. A marca \u00e9 o que faz o consumidor reconhecer valor, criar prefer\u00eancia e, principalmente, deixar de comparar aquela compra apenas pelo menor pre\u00e7o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, a busca por margem, diferencia\u00e7\u00e3o e controle explica o interesse crescente das empresas m\u00e9dias pelo modelo. Quando uma companhia revende o mesmo produto dispon\u00edvel para diversos concorrentes, sobretudo dentro de marketplaces, a compara\u00e7\u00e3o tende a se resumir a pre\u00e7o, prazo e frete, o que costuma gerar uma disputa por quem aceita operar com a menor margem.<\/p>\n<p>\u201cCom a marca pr\u00f3pria, o empres\u00e1rio consegue desenvolver caracter\u00edsticas espec\u00edficas, embalagens diferenciadas e kits personalizados, elementos que dificultam a compara\u00e7\u00e3o direta com concorrentes e ajudam a capturar, dentro da empresa, o valor de mercado que antes ficava com fornecedores e marcas de terceiros\u201d, acentua o executivo.<\/p>\n<p><b>Etapas do desenvolvimento com f\u00e1bricas chinesas<\/b><\/p>\n<p>O processo de cria\u00e7\u00e3o de um produto exclusivo passa por etapas que come\u00e7am antes do primeiro contato comercial com o fornecedor. De acordo com Lopes, \u00e9 preciso definir qual problema o produto resolve, qual posicionamento ter\u00e1 e em que faixa de pre\u00e7o deve chegar ao mercado brasileiro. Segue-se a fase de sourcing e homologa\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica, que avalia capacidade produtiva, hist\u00f3rico e condi\u00e7\u00f5es comerciais, e, depois, o desenvolvimento de amostras, a defini\u00e7\u00e3o de especifica\u00e7\u00f5es e embalagem, a negocia\u00e7\u00e3o e a inspe\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>\u201cQuest\u00f5es como classifica\u00e7\u00e3o fiscal, certifica\u00e7\u00f5es, custos log\u00edsticos e capital necess\u00e1rio para o lote m\u00ednimo tamb\u00e9m precisam ser mapeadas desde o in\u00edcio, j\u00e1 que um produto atrativo na cota\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica pode se tornar invi\u00e1vel quando somado o custo total da opera\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n<p>Nesse processo, a Global RPX atua conectando as diferentes etapas, da sele\u00e7\u00e3o de fornecedores na China \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o, passando pela an\u00e1lise da viabilidade financeira de cada projeto. \u201cN\u00e3o adianta encontrar uma boa f\u00e1brica se o produto n\u00e3o fecha financeiramente, assim como n\u00e3o adianta ter uma boa opera\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o se o empres\u00e1rio est\u00e1 trazendo algo sem diferencia\u00e7\u00e3o e sem uma estrat\u00e9gia clara. \u00c0s vezes, a melhor decis\u00e3o \u00e9 alterar o produto, rever o lote, mudar uma especifica\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 n\u00e3o importar naquele momento\u201d, explica Lopes.<\/p>\n<p><b>Expectativa de expans\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos<\/b><\/p>\n<p>Para o executivo, o movimento de cria\u00e7\u00e3o de marcas pr\u00f3prias ainda est\u00e1 em est\u00e1gio inicial no pa\u00eds. Ele avalia que uma parcela expressiva das empresas brasileiras j\u00e1 tem distribui\u00e7\u00e3o, audi\u00eancia e conhecimento do pr\u00f3prio mercado, mas continua dependente de produtos de terceiros para vender, enquanto o acesso \u00e0 ind\u00fastria chinesa ficou mais pr\u00f3ximo, permitindo que companhias de m\u00e9dio porte desenvolvam diretamente com fabricantes projetos antes reservados a grandes redes.<\/p>\n<p>\u201cVender produto gen\u00e9rico est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil diante da concorr\u00eancia acirrada e da compara\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea de pre\u00e7o nos marketplaces, o que leva empresas a deixar de perguntar apenas o que podem importar da China e passar a avaliar o que podem construir l\u00e1 para a pr\u00f3pria marca\u201d, percebe.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio descrito por Lopes dialoga com o comportamento identificado pela NielsenIQ, que aponta o consumidor brasileiro cada vez mais aberto a experimentar produtos de marca pr\u00f3pria, desde que percebam qualidade e proposta de valor claras.<\/p>\n<p>\u201cA combina\u00e7\u00e3o entre um consumidor mais receptivo e uma cadeia de importa\u00e7\u00e3o mais estruturada explica por que a cria\u00e7\u00e3o de marca pr\u00f3pria deixou de ser alternativa exclusiva das grandes companhias e passou a integrar o planejamento estrat\u00e9gico de neg\u00f3cios de menor porte que buscam crescer de forma mais sustent\u00e1vel no mercado brasileiro\u201d, conclui o empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, basta acessar: <a href=\"https:\/\/www.globalrpx.com\" target=\"_blank\">https:\/\/www.globalrpx.com<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/www.globalrpx.com\" target=\"_blank\">https:\/\/www.globalrpx.com<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem do Magnific<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O modelo de marca pr\u00f3pria, o chamado private label, que j\u00e1 responde por parcela relevante das vendas no varejo europeu, ganha for\u00e7a no Brasil e deixa de ser estrat\u00e9gia restrita \u00e0s grandes redes","protected":false},"author":1,"featured_media":137601,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[11470],"tags":[12400,12399,12391,12407,300],"class_list":["post-137600","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-knewin-dino","tag-atacado-e-varejo","tag-e-commerce","tag-empreendedorismo","tag-industrias","tag-negocios"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137600","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137600"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137600\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}