{"id":137482,"date":"2026-08-27T15:24:00","date_gmt":"2026-08-27T18:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/novos-procedimentos-tratam-a-dor-no-ombro-sem-cirurgia\/"},"modified":"2026-08-27T15:24:00","modified_gmt":"2026-08-27T18:24:00","slug":"novos-procedimentos-tratam-a-dor-no-ombro-sem-cirurgia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/novos-procedimentos-tratam-a-dor-no-ombro-sem-cirurgia\/","title":{"rendered":"Novos procedimentos tratam a dor no ombro sem cirurgia"},"content":{"rendered":"<p>A dor persistente no ombro est\u00e1 entre as queixas musculoesquel\u00e9ticas mais comuns na rotina ortop\u00e9dica, associada a causas como les\u00f5es do manguito rotador, instabilidade articular, luxa\u00e7\u00f5es recorrentes e sobrecargas relacionadas \u00e0 pr\u00e1tica esportiva. Segundo <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/36476476\/\" target=\"_blank\">revis\u00e3o sistem\u00e1tica internacional<\/a>, a preval\u00eancia de dor no ombro na popula\u00e7\u00e3o geral \u00e9 significativa e tende a aumentar com a idade, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia de reconhecer os sinais que indicam a necessidade de avalia\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n<p>Para o ortopedista Rodrigo Queiroz, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo em Itapema (SC), o diagn\u00f3stico correto \u00e9 o que deve orientar a escolha entre as diferentes op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas hoje dispon\u00edveis. \u201cA caracter\u00edstica da les\u00e3o \u00e9 fundamental para definir qual tratamento faz mais sentido. N\u00e3o existe uma tecnologia que seja melhor para todas as les\u00f5es. Primeiro precisamos entender qual tecido est\u00e1 comprometido, o tipo de les\u00e3o, sua extens\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o e est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Entre as ferramentas conservadoras mais utilizadas atualmente, o m\u00e9dico destaca os procedimentos guiados por ultrassom. \u201cEles permitem levar a medica\u00e7\u00e3o exatamente ao local necess\u00e1rio, com muita precis\u00e3o. Podemos utilizar anest\u00e9sicos, medicamentos, \u00e1cido hialur\u00f4nico e, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, produtos obtidos do pr\u00f3prio paciente, como o plasma rico em plaquetas\u201d, explica. Estudos de revis\u00e3o j\u00e1 apontam a <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/35524038\/\" target=\"_blank\">ultrassonografia<\/a> como recurso capaz de aumentar a precis\u00e3o de infiltra\u00e7\u00f5es no ombro em compara\u00e7\u00e3o a t\u00e9cnicas guiadas apenas por refer\u00eancias anat\u00f4micas.<\/p>\n<p>Sobre o plasma rico em plaquetas (PRP), Dr. Rodrigo Queiroz lembra que a t\u00e9cnica passou por uma mudan\u00e7a regulat\u00f3ria recente no Brasil. \u201cApesar de ser estudado e utilizado na medicina h\u00e1 d\u00e9cadas, no Brasil era considerado experimental. Em julho de 2026, o CFM regulamentou seu uso como tratamento adjuvante para algumas condi\u00e7\u00f5es osteomusculares espec\u00edficas, representando um avan\u00e7o importante\u201d, diz, em refer\u00eancia \u00e0 <a href=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/noticias\/cfm-regulamenta-uso-de-plasma-rico-em-plaquetas-para-tratamento-de-condicoes-osteomusculares-especificas\/\" target=\"_blank\">Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.464\/2026<\/a>, que trata do uso complementar do PRP em condi\u00e7\u00f5es osteomusculares espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Outros recursos citados pelo m\u00e9dico incluem ondas de choque, laser de alta intensidade e acupuntura neurofuncional. \u201cTamb\u00e9m utilizamos as ondas de choque, especialmente em tendinopatias, tendinopatias calc\u00e1rias e algumas dores cr\u00f4nicas; o laser de alta intensidade, que pode contribuir para o controle da dor e para a modula\u00e7\u00e3o dos processos inflamat\u00f3rios e teciduais; e a acupuntura neurofuncional, que utiliza est\u00edmulos perif\u00e9ricos para modular o sistema nervoso e a percep\u00e7\u00e3o da dor\u201d, detalha. Estudo internacional recente refor\u00e7a a efic\u00e1cia das <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/37903597\/\" target=\"_blank\">ondas de choque<\/a> no tratamento de tendinopatias do manguito rotador sem calcifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Quando a cirurgia \u00e9 realmente necess\u00e1ria<\/b><\/p>\n<p>Para Dr. Rodrigo Queiroz, a indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica n\u00e3o deve se basear apenas em achados de exames de imagem, mas no impacto funcional da les\u00e3o sobre a rotina do paciente. \u201cA decis\u00e3o entre tratamento conservador e cirurgia n\u00e3o deve ser baseada apenas no que aparece em uma resson\u00e2ncia. Precisamos avaliar o tipo, a extens\u00e3o e a localiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o, mas principalmente o quanto ela est\u00e1 comprometendo a fun\u00e7\u00e3o e os objetivos daquele paciente\u201d, pontua.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico cita a pr\u00f3pria experi\u00eancia com uma les\u00e3o no b\u00edceps sofrida durante uma partida de t\u00eanis, tratada de forma conservadora por manter a fun\u00e7\u00e3o preservada, mesmo com altera\u00e7\u00e3o est\u00e9tica residual. \u201cUma altera\u00e7\u00e3o estrutural ou at\u00e9 mesmo uma altera\u00e7\u00e3o est\u00e9tica n\u00e3o significa necessariamente que exista uma indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica\u201d, observa.<\/p>\n<p>Segundo o ortopedista, o receio de muitos pacientes em procurar atendimento por medo de uma indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica costuma ser infundado. \u201cA grande maioria das dores e les\u00f5es ortop\u00e9dicas pode ser tratada sem cirurgia. As situa\u00e7\u00f5es em que realmente precisamos operar s\u00e3o uma parcela menor dos casos\u201d, informa. Ele acrescenta que a individualiza\u00e7\u00e3o do tratamento \u00e9 o que permite equilibrar tecnologia e necessidade cl\u00ednica.<\/p>\n<p>\u201cO meu objetivo n\u00e3o \u00e9 oferecer o maior n\u00famero de tratamentos, nem necessariamente o tratamento mais moderno. \u00c9 oferecer o tratamento mais adequado para aquela pessoa naquele momento\u201d, conclui Dr. Rodrigo Queiroz, para quem a combina\u00e7\u00e3o entre avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica cuidadosa e comunica\u00e7\u00e3o clara com o paciente \u00e9 o que sustenta decis\u00f5es terap\u00eauticas mais seguras e funcionais.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a href=\"https:\/\/rodrigoqueiroz.com\/\" target=\"_blank\">https:\/\/rodrigoqueiroz.com\/\ufeff<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/rodrigoqueiroz.com\/\" target=\"_blank\">https:\/\/rodrigoqueiroz.com\/<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem do Magnific\/beststudio<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A dor persistente no ombro est\u00e1 entre as queixas musculoesquel\u00e9ticas mais comuns na rotina ortop\u00e9dica, associada a causas como les\u00f5es do manguito rotador, instabilidade articular, luxa\u00e7\u00f5es","protected":false},"author":1,"featured_media":137483,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[11470],"tags":[12397,300,12398,12395],"class_list":["post-137482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-knewin-dino","tag-ciencia","tag-negocios","tag-saude-e-bem-estar","tag-sociedade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=137482"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/137482\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/137483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=137482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=137482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=137482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}