{"id":137158,"date":"2026-08-25T13:56:00","date_gmt":"2026-08-25T16:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/especialista-explica-causas-do-corrimento-vaginal\/"},"modified":"2026-08-25T13:56:00","modified_gmt":"2026-08-25T16:56:00","slug":"especialista-explica-causas-do-corrimento-vaginal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/knewin-dino\/especialista-explica-causas-do-corrimento-vaginal\/","title":{"rendered":"Especialista explica causas do corrimento vaginal"},"content":{"rendered":"<p>O corrimento vaginal est\u00e1 entre as queixas mais frequentes nos consult\u00f3rios de ginecologia, mas nem sempre recebe a investiga\u00e7\u00e3o que o caso exige. Estudos internacionais estimam que cerca de <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC6003188\/\" target=\"_blank\">tr\u00eas em cada quatro mulheres<\/a> ter\u00e3o ao menos um epis\u00f3dio de candid\u00edase vulvovaginal ao longo da vida, e que a forma recorrente do quadro atinge por volta de <a href=\"https:\/\/aps-repo.bvs.br\/aps\/quais-os-tratamentos-disponiveis-para-candidiase-vulvovaginal-recorrente\/\" target=\"_blank\">138 milh\u00f5es de mulheres<\/a> por ano no mundo. Ainda assim, a origem exata dos sintomas costuma ficar em segundo plano diante da urg\u00eancia de aliviar o desconforto.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica ginecologista e obstetra, Dra. Jessica Borges Pires, idealizadora da BioYntima, observa que a pr\u00f3pria forma de encarar o problema precisa mudar. Segundo ela, o corrimento \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica associada a diferentes condi\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o uma doen\u00e7a em si. Muitas mulheres associam qualquer altera\u00e7\u00e3o \u00e0 candid\u00edase, quando essa \u00e9 apenas uma das possibilidades dentro de um conjunto mais amplo de causas.<\/p>\n<p>\u201cEntre os quadros que produzem queixas parecidas est\u00e3o a vaginose bacteriana, a vaginite aer\u00f3bia, a vaginose citol\u00edtica, a vaginite al\u00e9rgica e infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis, al\u00e9m da pr\u00f3pria candid\u00edase. Fatores hormonais, uso de medicamentos, altera\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas e h\u00e1bitos de higiene tamb\u00e9m modificam as caracter\u00edsticas da secre\u00e7\u00e3o\u201d, explica a especialista. \u201cComo boa parte dessas condi\u00e7\u00f5es compartilha sinais como aumento do corrimento, coceira, ardor e odor alterado, a avalia\u00e7\u00e3o apoiada apenas na descri\u00e7\u00e3o dos sintomas fica sujeita a imprecis\u00f5es\u201d, complementa.<\/p>\n<p><b>Os limites da avalia\u00e7\u00e3o baseada s\u00f3 nos sintomas<\/b><\/p>\n<p>Essa dificuldade aparece tamb\u00e9m na literatura cient\u00edfica. Um <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbgo\/a\/TWnWndnhRNJHZ5fLVhfzcGR\/abstract\/?format=html&amp;lang=pt\" target=\"_blank\">estudo publicado<\/a> na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (RBGO) avaliou a concord\u00e2ncia entre o diagn\u00f3stico cl\u00ednico e o laboratorial em 125 mulheres com corrimento vaginal anormal em Temuco, no Chile, e encontrou baixa correspond\u00eancia entre as duas abordagens. O achado indica que a experi\u00eancia do profissional, embora fundamental, tem alcance limitado quando n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o laboratorial para sustentar a conduta.<\/p>\n<p>Para a Dra. Jessica, os exames complementares permitem identificar com mais seguran\u00e7a qual microrganismo ou qual altera\u00e7\u00e3o da microbiota est\u00e1 por tr\u00e1s das queixas. \u201cNa ginecologia, cada vez mais caminhamos para uma medicina de precis\u00e3o, em que a escolha do tratamento \u00e9 baseada na identifica\u00e7\u00e3o da causa do problema, e n\u00e3o apenas na presen\u00e7a dos sintomas\u201d, afirma a ginecologista. Esse direcionamento, segundo ela, ajuda a reduzir recidivas ligadas a diagn\u00f3sticos incompletos.<\/p>\n<p>O caminho oposto tende a alimentar um ciclo conhecido. Ao tratar repetidamente epis\u00f3dios como se fossem candid\u00edase, sem confirmar a causa, a paciente pode estar diante de vaginose bacteriana, de uma infec\u00e7\u00e3o mista ou de outra condi\u00e7\u00e3o, e o al\u00edvio obtido costuma ser parcial ou nulo. O uso repetitivo e desnecess\u00e1rio de medicamentos ainda pode desequilibrar mais a microbiota vaginal e favorecer novos epis\u00f3dios, al\u00e9m de contribuir, em alguns casos, para a resist\u00eancia de microrganismos aos tratamentos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p><b>Coleta no momento da crise e acompanhamento ao longo do tempo<\/b><\/p>\n<p>Outro obst\u00e1culo \u00e9 o descompasso entre a crise e a consulta. Ao longo da atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, a Dra. Jessica identificou um padr\u00e3o recorrente: pacientes que relatavam anos de epis\u00f3dios repetidos e que, quando finalmente conseguiam agendar o atendimento, j\u00e1 n\u00e3o apresentavam os sintomas, o que dificultava a identifica\u00e7\u00e3o da causa naquele momento. Essa lacuna, frisa a m\u00e9dica, faz com que muitas mulheres convivam por anos com o problema sem entender por que ele acontece.<\/p>\n<p>Foi para reduzir essa dist\u00e2ncia entre o surgimento dos sintomas e a investiga\u00e7\u00e3o que a BioYntima foi estruturada. A proposta permite que a mulher realize uma auto-coleta vaginal no momento em que as queixas aparecem, preservando uma amostra que pode contribuir para a an\u00e1lise laboratorial e para a avalia\u00e7\u00e3o da flora vaginal, com acompanhamento realizado por meio de aplicativo. Em situa\u00e7\u00f5es pontuais, podem ser solicitados exames presenciais, com orienta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em consulta. O modelo n\u00e3o dispensa a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica: funciona como complemento, ampliando as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para a decis\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>O acompanhamento cont\u00ednuo, e n\u00e3o restrito aos momentos de crise, \u00e9 parte central dessa l\u00f3gica, por permitir reconhecer padr\u00f5es individuais de recorr\u00eancia e sustentar um cuidado mais personalizado.<\/p>\n<p>Para a especialista, altera\u00e7\u00f5es da microbiota vaginal t\u00eam impacto na qualidade de vida e tamb\u00e9m na sa\u00fade ginecol\u00f3gica e reprodutiva, o que torna a identifica\u00e7\u00e3o precisa da causa um passo decisivo. \u201cMais do que tratar epis\u00f3dios isolados, \u00e9 preciso enxergar o corrimento vaginal como um sinal que merece investiga\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como um diagn\u00f3stico pronto\u201d, assinala a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a href=\"https:\/\/bioyntima.com.br\" target=\"_blank\">https:\/\/bioyntima.com.br\ufeff<\/a><\/p>\n<p>Website: <a href=\"https:\/\/bioyntima.com.br\" target=\"_blank\">https:\/\/bioyntima.com.br<\/a><\/p>\n<p>Foto: Imagem do Magnific\/jcomp<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Knewin Dino<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O corrimento vaginal est\u00e1 entre as queixas mais frequentes nos consult\u00f3rios de ginecologia, mas nem sempre recebe a investiga\u00e7\u00e3o que o caso exige. 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