{"id":136389,"date":"2026-08-19T08:40:00","date_gmt":"2026-08-19T11:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/16-anos-de-pesquisas-e-engajamento-global-segue-em-20-o-que-as-empresas-estao-medindo-errado\/"},"modified":"2026-08-19T08:40:00","modified_gmt":"2026-08-19T11:40:00","slug":"16-anos-de-pesquisas-e-engajamento-global-segue-em-20-o-que-as-empresas-estao-medindo-errado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/16-anos-de-pesquisas-e-engajamento-global-segue-em-20-o-que-as-empresas-estao-medindo-errado\/","title":{"rendered":"16 anos de pesquisas e engajamento global segue em 20%: o que as empresas est\u00e3o medindo errado?"},"content":{"rendered":"<p><i>No CONARH 2026, Louis Burlamaqui questiona o uso de pesquisas de engajamento como diagn\u00f3stico e defende separar alerta de investiga\u00e7\u00e3o das causas<\/i><\/p>\n<p>Desde 2009, milh\u00f5es de profissionais j\u00e1 responderam pesquisas de engajamento ao redor do mundo. Ainda assim, o indicador global ficou em 20% em 2025, abaixo do pico hist\u00f3rico de 23%, registrado em 2022. Para Louis Burlamaqui, criador da metodologia CFR\u00ae e especialista em cultura organizacional da Taig\u00e9ta, a persist\u00eancia desses n\u00fameros levanta uma pergunta inc\u00f4moda: as empresas est\u00e3o utilizando as pesquisas para aquilo que elas realmente conseguem responder?<\/p>\n<p>A provoca\u00e7\u00e3o foi levada ao CONARH 2026 pela Taig\u00e9ta. Na an\u00e1lise apresentada pelo especialista, o principal erro n\u00e3o est\u00e1 necessariamente em medir pouco, mas em esperar que um mesmo question\u00e1rio consiga identificar um problema, explicar sua origem e ainda indicar a interven\u00e7\u00e3o mais adequada.<\/p>\n<p>\u201cSe uma pesquisa mostra que o engajamento caiu, ela j\u00e1 cumpriu um papel importante. O problema come\u00e7a quando esperamos que aquela mesma nota explique por que isso aconteceu. Identificar uma mudan\u00e7a e diagnosticar a causa s\u00e3o tarefas diferentes\u201d, afirma Burlamaqui.<\/p>\n<p>A proposta apresentada separa o processo em dois n\u00edveis. No primeiro, uma pesquisa curta e recorrente atua como um alarme, permitindo acompanhar varia\u00e7\u00f5es de satisfa\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o com lideran\u00e7a, reconhecimento, desenvolvimento, alinhamento e inten\u00e7\u00e3o de permanecer. Quando algum desses indicadores se altera de forma relevante, come\u00e7a a segunda etapa: uma investiga\u00e7\u00e3o mais profunda sobre o que est\u00e1 produzindo aquela mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a pode alterar diretamente a resposta da empresa. Uma queda no indicador de alinhamento, por exemplo, pode estar relacionada a valores e cultura, mas tamb\u00e9m a algo mais simples, como falta de clareza sobre metas. J\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o ruim de desenvolvimento pode n\u00e3o significar aus\u00eancia de treinamento, mas dificuldade de acesso ou falta de apoio da lideran\u00e7a para aplicar o aprendizado.<\/p>\n<p>\u201cSem diagn\u00f3stico, situa\u00e7\u00f5es diferentes acabam recebendo respostas parecidas. A empresa lan\u00e7a treinamento para problema de gest\u00e3o, programa de cultura para falha de comunica\u00e7\u00e3o ou aumento de benef\u00edcio para uma quest\u00e3o de reconhecimento. O dado existe, mas a decis\u00e3o continua sendo tomada no escuro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Outro ponto defendido pelo especialista \u00e9 que os resultados declarados em pesquisas precisam ser confrontados com informa\u00e7\u00f5es comportamentais. A inten\u00e7\u00e3o de permanecer na empresa, por exemplo, ganha mais significado quando comparada posteriormente com a rotatividade real. Da mesma forma, indicadores sobre lideran\u00e7a podem ser cruzados com dados de sa\u00edda de profissionais por gestor.<\/p>\n<p>Para Burlamaqui, a quest\u00e3o central n\u00e3o \u00e9 abandonar as pesquisas de engajamento, mas redefinir o papel que elas ocupam.<\/p>\n<p>\u201cUma pesquisa de engajamento n\u00e3o precisa explicar tudo para ser \u00fatil. Ela precisa mostrar onde alguma coisa mudou. A partir da\u00ed, a empresa investiga. Quando tentamos transformar um instrumento de alerta em diagn\u00f3stico completo, acabamos produzindo muitas m\u00e9dias e poucas decis\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a tamb\u00e9m afeta a forma como o RH apresenta o tema \u00e0 alta lideran\u00e7a. Em vez de concentrar a discuss\u00e3o em uma nota geral de engajamento, o objetivo passa a ser demonstrar qual dimens\u00e3o se alterou, em que grupo isso aconteceu e qual decis\u00e3o aquela informa\u00e7\u00e3o permite tomar.<\/p>\n<p>\u201cO valor da medi\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no n\u00famero que vai para o relat\u00f3rio. Est\u00e1 na decis\u00e3o que aquele n\u00famero consegue destravar. Se a pesquisa termina na nota, ela virou acompanhamento. Quando provoca investiga\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o, passa a ser instrumento de gest\u00e3o\u201d, conclui Burlamaqui.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PressWorks<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No CONARH 2026, Louis Burlamaqui questiona o uso de pesquisas de engajamento como diagn\u00f3stico e defende separar alerta de investiga\u00e7\u00e3o das causas Desde 2009, milh\u00f5es de profissionais j\u00e1","protected":false},"author":1,"featured_media":136390,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6750],"tags":[],"class_list":["post-136389","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pressworks"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=136389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/136389\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/136390"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=136389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=136389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=136389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}