{"id":135479,"date":"2026-08-13T09:15:00","date_gmt":"2026-08-13T12:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/fundos-de-infraestrutura-enfrentam-cenario-mais-seletivo-em-2026-avalia-id-ctvm\/"},"modified":"2026-08-13T09:15:00","modified_gmt":"2026-08-13T12:15:00","slug":"fundos-de-infraestrutura-enfrentam-cenario-mais-seletivo-em-2026-avalia-id-ctvm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/fundos-de-infraestrutura-enfrentam-cenario-mais-seletivo-em-2026-avalia-id-ctvm\/","title":{"rendered":"Fundos de infraestrutura enfrentam cen\u00e1rio mais seletivo em 2026, avalia ID CTVM"},"content":{"rendered":"<p><b>Ap\u00f3s ciclo de capta\u00e7\u00f5es elevadas, mercado de deb\u00eantures incentivadas passa por reprecifica\u00e7\u00e3o de risco, refor\u00e7ando o papel da governan\u00e7a na administra\u00e7\u00e3o dos fundos FI-Infra<\/b><\/p>\n<p>Os Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura, os FI-Infra, atravessam em 2026 um momento de maior seletividade depois de um ciclo de capta\u00e7\u00f5es elevadas nos \u00faltimos anos. O mercado prim\u00e1rio de deb\u00eantures incentivadas registrou meses de volume mais fraco de emiss\u00f5es, na casa de R$ 6 bilh\u00f5es, enquanto o movimento de abertura dos spreads de cr\u00e9dito ao longo do primeiro semestre elevou o carrego das estrat\u00e9gias e ampliou a perspectiva de retorno futuro para quem j\u00e1 est\u00e1 posicionado. O cen\u00e1rio contrasta com o papel ainda relevante da infraestrutura no mercado de capitais como um todo: dos recursos captados via deb\u00eantures no primeiro semestre de 2026, 43,1% foram destinados a projetos do setor, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).<\/p>\n<p><b>Isen\u00e7\u00e3o fiscal segue como atrativo estrutural<\/b><\/p>\n<p>Criados para direcionar poupan\u00e7a privada a projetos de longo prazo, os FI-Infra aplicam recursos em deb\u00eantures incentivadas emitidas por empresas dos setores de saneamento b\u00e1sico, transporte, energia e telecomunica\u00e7\u00f5es, entre outros. A isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda sobre os rendimentos, tanto para o fundo quanto para o investidor pessoa f\u00edsica, segue como um dos principais atrativos estruturais da modalidade, ao lado da exposi\u00e7\u00e3o a projetos de infraestrutura historicamente associados a fluxos de caixa previs\u00edveis e prazos longos de matura\u00e7\u00e3o. Negociados em bolsa, esses fundos tamb\u00e9m oferecem liquidez di\u00e1ria ao investidor final, um diferencial em rela\u00e7\u00e3o ao investimento direto em projetos de infraestrutura, que costuma exigir horizontes de aloca\u00e7\u00e3o muito mais longos.<\/p>\n<p>A diversidade setorial das deb\u00eantures incentivadas tamb\u00e9m contribui para a resili\u00eancia das carteiras. Projetos de saneamento tendem a apresentar fluxo de caixa mais previs\u00edvel e menos sens\u00edvel ao ciclo econ\u00f4mico, enquanto ativos ligados a rodovias e energia costumam refletir mais diretamente o n\u00edvel de atividade da economia real. Gestores especializados combinam essas diferentes exposi\u00e7\u00f5es para equilibrar previsibilidade de retorno e potencial de valoriza\u00e7\u00e3o das carteiras ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Segundo Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, a desacelera\u00e7\u00e3o das novas emiss\u00f5es n\u00e3o deve ser interpretada como perda de relev\u00e2ncia do instrumento, mas como um ajuste natural de ciclo.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado de infraestrutura brasileiro segue com uma agenda robusta de projetos que precisam de financiamento de longo prazo. O que estamos vendo agora \u00e9 uma repactua\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do risco, n\u00e3o um esgotamento da demanda por esse tipo de ativo&#8221;, pondera o executivo.<\/p>\n<p><b>Reprecifica\u00e7\u00e3o de risco exige mais rigor na sele\u00e7\u00e3o de ativos<\/b><\/p>\n<p>Com spreads de cr\u00e9dito mais elevados e um n\u00famero menor de novas emiss\u00f5es dispon\u00edveis, gestores de fundos FI-Infra passam a depender ainda mais de crit\u00e9rios rigorosos de sele\u00e7\u00e3o e monitoramento dos ativos j\u00e1 incorporados \u00e0s carteiras. Isso inclui acompanhamento de covenants contratuais, an\u00e1lise peri\u00f3dica da capacidade de pagamento dos emissores e verifica\u00e7\u00e3o constante das garantias vinculadas aos projetos, fun\u00e7\u00f5es que cabem diretamente aos administradores fiduci\u00e1rios respons\u00e1veis pelos fundos. Nesse ambiente, a diferen\u00e7a entre uma carteira bem constru\u00edda e uma carteira exposta a riscos de concentra\u00e7\u00e3o passa, cada vez mais, pela qualidade da dilig\u00eancia aplicada antes da aloca\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas pelo retorno nominal oferecido pelos pap\u00e9is dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n<p><b>Infraestrutura de mercado sustenta expans\u00e3o do setor<\/b><\/p>\n<p>A ID CTVM \u00e9 habilitada pela CVM e pela ANBIMA para exercer administra\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, cust\u00f3dia qualificada e controladoria de fundos estruturados, incluindo ve\u00edculos voltados a ativos de infraestrutura. A companhia atende mais de 9 mil contas operacionais ativas e opera com ecossistema de portais integrados por APIs, capaz de acompanhar em tempo real a movimenta\u00e7\u00e3o financeira de projetos com m\u00faltiplos vencimentos e amortiza\u00e7\u00f5es programadas ao longo de d\u00e9cadas. <\/p>\n<p>Cerca de 74% da carteira sob administra\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o foi constitu\u00edda organicamente, o que, segundo a companhia, favorece o acompanhamento pr\u00f3ximo de cada ativo desde sua estrutura\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n<p>&#8220;Um projeto de infraestrutura pode levar vinte, trinta anos at\u00e9 o vencimento final dos pap\u00e9is que o financiam. A institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela cust\u00f3dia e pela controladoria precisa ter capacidade de acompanhar esse ativo com o mesmo rigor no primeiro e no \u00faltimo ano da opera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o diretor da ID CTVM.<\/p>\n<p><b>Pr\u00f3ximo ciclo depende da qualidade dos projetos financiados<\/b><\/p>\n<p>Concess\u00f5es de rodovias, terminais portu\u00e1rios e sistemas de saneamento em fase de estrutura\u00e7\u00e3o devem manter o pipeline de novas emiss\u00f5es aquecido nos pr\u00f3ximos anos, ainda que em ritmo mais gradual do que o observado no ciclo anterior. Para gestores e administradores fiduci\u00e1rios, o desafio passa a ser menos sobre volume dispon\u00edvel de pap\u00e9is e mais sobre a capacidade de selecionar, monitorar e reportar com precis\u00e3o o desempenho de cada projeto financiado.<\/p>\n<p>A expectativa entre especialistas \u00e9 que o mercado de FI-Infra volte a ganhar tra\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que o cen\u00e1rio de spreads se estabilize e novos projetos de concess\u00e3o avancem para a fase de capta\u00e7\u00e3o. At\u00e9 l\u00e1, a diferencia\u00e7\u00e3o entre fundos deve passar cada vez mais pela qualidade da governan\u00e7a, pela solidez da due diligence aplicada aos projetos financiados e pela robustez da infraestrutura de cust\u00f3dia e controladoria que sustenta cada opera\u00e7\u00e3o ao longo de seu ciclo de vida.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s ciclo de capta\u00e7\u00f5es elevadas, mercado de deb\u00eantures incentivadas passa por reprecifica\u00e7\u00e3o de risco, refor\u00e7ando o papel da governan\u00e7a na administra\u00e7\u00e3o dos fundos FI-Infra Os Fundos","protected":false},"author":1,"featured_media":135480,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[525],"tags":[],"class_list":["post-135479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saftec-digital"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135479\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135480"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}