{"id":135004,"date":"2026-08-06T15:20:02","date_gmt":"2026-08-06T18:20:02","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/?p=135004"},"modified":"2026-08-06T17:53:52","modified_gmt":"2026-08-06T20:53:52","slug":"francisco-canhos-inventor-chuveiro-eletrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-memoria-da-eletricidade\/francisco-canhos-inventor-chuveiro-eletrico\/","title":{"rendered":"Do cuidado com o pai \u00e0 inven\u00e7\u00e3o do chuveiro el\u00e9trico: a hist\u00f3ria de Francisco Canhos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Muito antes de se tornar presente em milh\u00f5es de lares, o equipamento surgiu da tentativa de um filho de proporcionar mais conforto ao pai.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O chuveiro el\u00e9trico faz parte da rotina de milh\u00f5es de brasileiros. Segundo a Pesquisa de Posse e H\u00e1bitos de Uso de Equipamentos El\u00e9tricos na Classe Residencial (PPH), realizada pelo Procel em 2019, mais de 90% dos domic\u00edlios da Regi\u00e3o Sul utilizam esse equipamento. No Sudeste, o \u00edndice \u00e9 de aproximadamente 74%, enquanto no Centro-Oeste chega a quase 68%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, para tomar banho quente, muitas pessoas ferviam a \u00e1gua no fog\u00e3o, com panelas, chaleiras ou caldeiras, e transportavam at\u00e9 o banheiro. N\u00e3o havia, no Brasil, um chuveiro que fornecesse \u00e1gua quente. No entanto, na d\u00e9cada de 1930, o cen\u00e1rio come\u00e7ou a se transformar. Foi quando o brasileiro Francisco Canhos, morador do munic\u00edpio de Ja\u00fa, no interior de S\u00e3o Paulo, inventou o chuveiro el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo aconteceu porque o pai de Francisco sofria de reumatismo, o que o impedia de tomar banho gelado. Jovem, Francisco era respons\u00e1vel por esquentar a \u00e1gua para o pai. Em um desses dias, observou a m\u00e3e passando roupas com um ferro el\u00e9trico e percebeu que o aparelho produzia calor por meio de uma resist\u00eancia. A observa\u00e7\u00e3o despertou uma ideia: desmontou o equipamento, retirou a resist\u00eancia e passou a experimentar formas de aquecer a \u00e1gua que chegava ao chuveiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista \u00e0 Mem\u00f3ria da Eletricidade, Heraldo Leonoelli, genro de Francisco Canhos, relembra a trajet\u00f3ria do inventor brasileiro que criou o chuveiro el\u00e9trico e comandou uma f\u00e1brica em Ja\u00fa (SP).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201c<em>Depois de abrir o ferro, ele ligou a resist\u00eancia, observou que ficava incandescente e come\u00e7ou a fazer experi\u00eancias. Colocou a resist\u00eancia na \u00e1gua e percebeu que ela aquecia rapidamente, como acontece com um ebulidor. Da\u00ed, come\u00e7ou a desenvolver a ideia. Colocou dentro de um tubo por onde passava a \u00e1gua e foi aperfei\u00e7oando o sistema<\/em>\u201d<\/strong>, relembra Heraldo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este primeiro modelo, que passou a ser comercializado informalmente no munic\u00edpio, no entanto, n\u00e3o era autom\u00e1tico. O funcionamento ainda exigia uma opera\u00e7\u00e3o manual. Primeiro, abria-se o registro para a passagem da \u00e1gua. Em seguida, acionava-se um seletor instalado na parede, semelhante a uma chave el\u00e9trica, respons\u00e1vel por ligar a resist\u00eancia. S\u00f3 ent\u00e3o a \u00e1gua era aquecida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A cria\u00e7\u00e3o da Eletrometal\u00fargica Jauense<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco aprimorou o equipamento criando uma vers\u00e3o automatizada e, em 1943, passou a vend\u00ea-lo em larga escala. Surge a\u00ed a opera\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica Eletrometal\u00fargica Jauense. O primeiro equipamento era fabricado em alum\u00ednio fundido e as vers\u00f5es seguintes passaram a ser confeccionadas com outros materiais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"643\" src=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade.jpg\" alt=\"Outros modelos de chuveiros produzidos pela Eletrometal\u00fargica Jauense. \" class=\"wp-image-135008\" srcset=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade.jpg 678w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-300x285.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Outros modelos de chuveiros produzidos pela Eletrometal\u00fargica Jauense. Foto: Arquivo pessoal<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201c<em>Quando lan\u00e7ou o modelo autom\u00e1tico, ele batizou o equipamento de \u2018Rob\u00f4\u2019, porque dizia que o chuveiro fazia tudo sozinho. Esse nome permaneceu at\u00e9 o fechamento da f\u00e1brica, que ficou 54 anos na cidade de Ja\u00fa e entre 1997 a 2019 operou em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP)<\/em>\u201d<\/strong>, explica Heraldo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Heraldo, quando o chuveiro j\u00e1 tinha muito tempo de uso, os moradores de Ja\u00fa levavam at\u00e9 a f\u00e1brica para manuten\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Trocava-se a resist\u00eancia, alguma outra pe\u00e7a quando necess\u00e1rio, e o chuveiro voltava a funcionar por mais vinte ou trinta anos. Um dos \u2018defeitos\u2019 do produto era justamente demorar muito para estragar<\/em>\u201d, brinca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conviv\u00eancia de Heraldo e Francisco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Heraldo passou a trabalhar com o sogro na d\u00e9cada de 1980, logo depois de se casar com a filha de Francisco. Na \u00e9poca, administrava um dep\u00f3sito de areia que abastecia as obras da construtora do pai, at\u00e9 que Francisco o viu descarregando um caminh\u00e3o e fez o convite: \u201c<em>Venha trabalhar comigo. Isso n\u00e3o \u00e9 vida para voc\u00ea\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"888\" height=\"592\" src=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-1-1.jpg\" alt=\"Francisco Canhos e Heraldo Leonoelli, ainda jovem. \" class=\"wp-image-135010\" srcset=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-1-1.jpg 888w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-1-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 888px) 100vw, 888px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Francisco Canhos e Heraldo Leonoelli, ainda jovem. Foto: Arquivo pessoal<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<em>Foi assim que comecei a trabalhar com ele. Viaj\u00e1vamos muito para S\u00e3o Paulo e eu frequentemente o acompanhava em reuni\u00f5es. Nessas viagens, aproveitava para perguntar como ele tinha feito cada inven\u00e7\u00e3o, como tinha desenvolvido cada ideia. Foi um homem muito bem-sucedido e inventou muita coisa. Tamb\u00e9m tinha muita influ\u00eancia em Ja\u00fa, foi vereador e tinha at\u00e9 amizade com o ex-presidente J\u00e2nio Quadros<\/em>\u201d, conta Heraldo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Francisco n\u00e3o tinha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, era autodidata. Para aperfei\u00e7oar suas inven\u00e7\u00f5es, lia revistas t\u00e9cnicas, almanaques e livros. O inventor registrou patentes de outros diversos produtos el\u00e9tricos como torradeiras, ventiladores, cafeteiras, fornos, fog\u00f5es, entre outros. <em>\u201cJ\u00e1 que as vendas do chuveiro ca\u00edam no ver\u00e3o, ele buscava fabricar esses outros produtos para manter o funcionamento da f\u00e1brica durante o ano inteiro<\/em>\u201d, relata Heraldo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"731\" src=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-2-1024x731.jpg\" alt=\"Churrasqueira el\u00e9trica produzida pela Eletrometal\u00fargica Jauense. \" class=\"wp-image-135009\" srcset=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-2-1024x731.jpg 1024w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-2-300x214.jpg 300w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-2-768x548.jpg 768w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/memoria-eletricidade-2.jpg 1173w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Churrasqueira el\u00e9trica produzida pela Eletrometal\u00fargica Jauense. Foto: Arquivo pessoal<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A patente do chuveiro el\u00e9trico permaneceu registrada em nome de Francisco at\u00e9 a d\u00e9cada de 1950. Ap\u00f3s sua expira\u00e7\u00e3o, outras empresas passaram a produzir chuveiros el\u00e9tricos, entre elas a Lorenzetti, que se consolidou como uma das principais fabricantes do pa\u00eds. <em>\u201cEle registrou tudo e havia documenta\u00e7\u00e3o, mas parte desse material acabou se perdendo com o passar dos anos, principalmente depois de uma crise financeira que ele enfrentou<\/em>\u201d, explica Heraldo.<br><br>Para al\u00e9m da f\u00e1brica e das inven\u00e7\u00f5es, o inventor gostava de Carnaval. Criava atra\u00e7\u00f5es para os bailes de feriados nos clubes de Ja\u00fa, chegando a construir um boneco eletrificado com sistema de motores e fios, que realizava movimento articulado, algo bastante avan\u00e7ado para a d\u00e9cada de 1940, al\u00e9m de tamb\u00e9m desenvolver carros aleg\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo projeto que Francisco acompanhou foi o de um motor rotativo para autom\u00f3veis, para o qual se reunia frequentemente com Jo\u00e3o Augusto Gurgel (1926 \u2013 2009), engenheiro paulista <a href=\"https:\/\/memoriadaeletricidade.com.br\/blog\/148939\/centenario-joao-gurgel-pioneirismo-brasileiro-nos-veiculos-eletricos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fundador da Gurgel Motores,<\/a> montadora nacional que desenvolveu o primeiro carro el\u00e9trico da Am\u00e9rica Latina. Francisco Canhos faleceu em 1988 aos 73 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nove d\u00e9cadas depois, chuveiro el\u00e9trico segue na rotina dos brasileiros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais de nove d\u00e9cadas depois das primeiras experi\u00eancias realizadas em Ja\u00fa, a inven\u00e7\u00e3o de Francisco Canhos continua presente&nbsp;no cotidiano do nosso pa\u00eds, sendo uma alternativa acess\u00edvel e adaptada \u00e0 realidade&nbsp;brasileira&nbsp;e&nbsp;popularizando&nbsp;o banho quente&nbsp;para&nbsp;diferentes camadas da popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa hist\u00f3ria ajuda a compreender&nbsp;que a mem\u00f3ria da eletricidade tamb\u00e9m \u00e9 feita de pessoas, de gestos de cuidado e de solu\u00e7\u00f5es criadas para responder \u00e0s necessidades&nbsp;di\u00e1rias. Ao preservar relatos como este, a <a href=\"https:\/\/memoriadaeletricidade.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/a>&nbsp;valoriza n\u00e3o apenas a trajet\u00f3ria de inventores e de suas tecnologias, mas tamb\u00e9m as hist\u00f3rias humanas que deram origem a transforma\u00e7\u00f5es capazes de atravessar gera\u00e7\u00f5es e permanecer presentes, at\u00e9 hoje, na vida de milh\u00f5es de brasileiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<strong>OESP<\/strong>&nbsp;n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da&nbsp;<strong>OESP<\/strong>&nbsp;e s\u00e3o de inteira responsabilidade da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Francisco Canhos, inventor do chuveiro el\u00e9trico, e como sua cria\u00e7\u00e3o transformou o banho de milh\u00f5es de brasileiros.","protected":false},"author":17,"featured_media":135011,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1680],"tags":[],"class_list":["post-135004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-memoria-da-eletricidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135004"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":135028,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/135004\/revisions\/135028"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/135011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=135004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=135004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}