{"id":134924,"date":"2026-08-05T18:25:00","date_gmt":"2026-08-05T21:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/a-nova-corrida-da-ia-nas-empresas-nao-e-pelos-chatbots-e-pela-produtividade-do-conhecimento\/"},"modified":"2026-08-05T18:25:00","modified_gmt":"2026-08-05T21:25:00","slug":"a-nova-corrida-da-ia-nas-empresas-nao-e-pelos-chatbots-e-pela-produtividade-do-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/a-nova-corrida-da-ia-nas-empresas-nao-e-pelos-chatbots-e-pela-produtividade-do-conhecimento\/","title":{"rendered":"A nova corrida da IA nas empresas n\u00e3o \u00e9 pelos chatbots. \u00c9 pela produtividade do conhecimento"},"content":{"rendered":"<p>Nos primeiros anos da intelig\u00eancia artificial generativa, boa parte das empresas concentrou seus esfor\u00e7os na implanta\u00e7\u00e3o de assistentes virtuais, chatbots e ferramentas capazes de responder perguntas ou gerar textos. Era uma fase de experimenta\u00e7\u00e3o leg\u00edtima, e necess\u00e1ria: antes de decidir o que fazer com uma tecnologia, \u00e9 preciso descobrir do que ela \u00e9 capaz.<\/p>\n<p>Uma nova etapa come\u00e7a a ganhar espa\u00e7o. A discuss\u00e3o deixa de se limitar \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da tecnologia e passa a envolver uma quest\u00e3o mais concreta: como utilizar IA para transformar conhecimento em produtividade?<\/p>\n<p>O desafio inclui produzir conte\u00fados, atualizar treinamentos, organizar informa\u00e7\u00f5es internas, preparar profissionais e preservar conhecimentos que muitas vezes permanecem concentrados em poucas pessoas.<\/p>\n<p>Da ado\u00e7\u00e3o ao redesenho<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o econ\u00f4mica dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 significativa. A McKinsey estima que os casos de uso corporativo da IA generativa podem criar entre US$ 2,6 trilh\u00f5es e US$ 4,4 trilh\u00f5es em valor por ano. A consultoria ressalta, por\u00e9m, que esse potencial depende da capacidade das organiza\u00e7\u00f5es de redesenhar a forma como o trabalho \u00e9 realizado, e n\u00e3o apenas de contratar novas ferramentas.<\/p>\n<p>A ressalva \u00e9 o ponto central. Ferramentas entram nas empresas por decis\u00e3o de compra. Redesenho de trabalho depende de decis\u00e3o de gest\u00e3o, e essa \u00e9 bem mais lenta.<\/p>\n<p>A Microsoft tamb\u00e9m identifica uma transi\u00e7\u00e3o para modelos de trabalho nos quais pessoas passam a colaborar com sistemas e agentes de IA. Em seu Work Trend Index de 2025, 28% dos gestores consultados afirmaram considerar a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais para gerenciar equipes h\u00edbridas formadas por pessoas e agentes de IA. Outros 32% planejavam contratar especialistas dedicados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o desses agentes.<\/p>\n<p>S\u00e3o n\u00fameros que descrevem menos uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e mais uma reorganiza\u00e7\u00e3o silenciosa de fun\u00e7\u00f5es. Algu\u00e9m precisa treinar, orientar e supervisionar aquilo que a m\u00e1quina produz. E esse algu\u00e9m precisa saber o que est\u00e1 sendo produzido.<\/p>\n<p>O conhecimento como gargalo<\/p>\n<p>Para muitas empresas, o principal obst\u00e1culo n\u00e3o \u00e9 a falta de informa\u00e7\u00f5es, mas a dificuldade de transformar essas informa\u00e7\u00f5es em conte\u00fados \u00fateis, atualizados e acess\u00edveis.<\/p>\n<p>Manuais permanecem desatualizados. Treinamentos demoram para ser produzidos. Conhecimentos importantes ficam restritos a especialistas. Equipes de marketing e Recursos Humanos lidam com demandas maiores do que sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o se repete com uma const\u00e2ncia que chama aten\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o existe, est\u00e1 documentada em algum lugar, e ainda assim n\u00e3o chega em formato utiliz\u00e1vel a quem precisa dela para trabalhar. Entre o que a organiza\u00e7\u00e3o sabe e o que ela consegue ensinar existe uma dist\u00e2ncia que raramente aparece em indicador de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa dist\u00e2ncia tende a aumentar. O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial calcula que quase dois quintos das compet\u00eancias atuais ser\u00e3o transformados ou ficar\u00e3o desatualizados at\u00e9 2030, exigindo um esfor\u00e7o cont\u00ednuo de qualifica\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o. Em pesquisa do LinkedIn divulgada em 2025, 91% dos profissionais de aprendizagem e desenvolvimento consultados afirmaram que aprender continuamente se tornou mais importante do que nunca para o sucesso profissional.<\/p>\n<p>O reconhecimento do problema, portanto, j\u00e1 existe. O que falta \u00e9 capacidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De plataforma de cursos a f\u00e1brica de conte\u00fado<\/p>\n<p>Vale lembrar como o setor chegou at\u00e9 aqui. Por tr\u00eas d\u00e9cadas, a <a href=\"https:\/\/inspand.com.br\/educacaocorporativa.html\" target=\"_blank\"><u>tecnologia aplicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o corporativa<\/u><\/a> avan\u00e7ou sobretudo na dire\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o: sistemas para hospedar cursos, controlar matr\u00edculas, registrar horas, emitir certificados e gerar relat\u00f3rios de conclus\u00e3o. Era um ganho real de organiza\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o tocava na parte mais cara do processo, que \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do conte\u00fado em si.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o continuou dependendo de consultores, designers instrucionais, roteiristas, revisores e especialistas de conte\u00fado. Um treinamento demorava semanas ou meses para ficar pronto, e a l\u00f3gica econ\u00f4mica desse modelo empurrava as empresas para o caminho oposto ao que o mercado agora exige: quanto mais caro produzir, mais tempo o material precisa durar. A intelig\u00eancia artificial muda esse cen\u00e1rio: n\u00e3o elimina esses profissionais, mas reduz o tempo operacional do processo e amplia a capacidade de produ\u00e7\u00e3o das equipes.<\/p>\n<p>Foi nesse cen\u00e1rio que a <a href=\"https:\/\/inspand.com.br\/educacaocorporativa.html\" target=\"_blank\"><u>Inspand Educa\u00e7\u00e3o Corporativa<\/u><\/a> criou o INLab, n\u00facleo pr\u00f3prio dedicado ao desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es com intelig\u00eancia artificial. A empresa, que informa ter mais de 31 anos de atua\u00e7\u00e3o, mais de 300 organiza\u00e7\u00f5es atendidas e mais de 7 milh\u00f5es de usu\u00e1rios em sua plataforma, decidiu transformar parte de seu conhecimento educacional em produtos digitais.<\/p>\n<p>Em quatro meses, o INLab desenvolveu solu\u00e7\u00f5es como o Sales Roleplay e o crIAr. O Sales Roleplay usa IA para simular situa\u00e7\u00f5es comerciais e apoiar o treinamento de vendedores, permitindo que cada profissional pratique abordagens, argumenta\u00e7\u00e3o e tratamento de obje\u00e7\u00f5es antes de conduzir conversas reais.<\/p>\n<p>O crIAr re\u00fane cria\u00e7\u00e3o, curadoria e edi\u00e7\u00e3o de conte\u00fado em um \u00fanico ambiente, com uma intelig\u00eancia preparada para aplicar metodologias relacionadas \u00e0 aprendizagem, storytelling, microlearning e engajamento. A plataforma pode ser utilizada por \u00e1reas de Recursos Humanos, marketing, treinamento, universidades corporativas e comunica\u00e7\u00e3o interna, e foi concebida para empresas que precisam produzir conte\u00fados com equipes, or\u00e7amento ou tempo limitados. Segundo a Inspand, o diferencial n\u00e3o est\u00e1 apenas no modelo de intelig\u00eancia artificial utilizado, mas no conhecimento aplicado para orientar a cria\u00e7\u00e3o dos materiais.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre gerar e ensinar<\/p>\n<p>Ferramentas generalistas s\u00e3o capazes de criar textos, imagens e roteiros em poucos segundos. Para a Inspand, entretanto, produzir conte\u00fado n\u00e3o significa necessariamente produzir aprendizagem.<\/p>\n<p>Um conte\u00fado pode ser tecnicamente correto e, ainda assim, ser longo, pouco atraente ou inadequado ao p\u00fablico. A distin\u00e7\u00e3o parece sutil, mas define o resultado. Quem j\u00e1 assistiu a um treinamento corporativo impec\u00e1vel em conte\u00fado e ineficaz em pr\u00e1tica reconhece o problema sem precisar de defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A capacidade de gerar conte\u00fado j\u00e1 est\u00e1 amplamente dispon\u00edvel. O pr\u00f3ximo diferencial ser\u00e1 gerar o conte\u00fado certo, no formato certo e com uma estrutura que ajude as pessoas a compreender e aplicar aquele conhecimento&#8221;, afirma Cristiano Franco, CEO da Inspand.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em disputa, nesse desenho, n\u00e3o \u00e9 o modelo de linguagem. \u00c9 o conjunto de decis\u00f5es que orienta o modelo: o que entra, em que ordem, em qual formato, para qual p\u00fablico e com qual objetivo. S\u00e3o escolhas de natureza pedag\u00f3gica, n\u00e3o computacional.<\/p>\n<p>O que muda para as equipes<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia pr\u00e1tica recai sobre as \u00e1reas de Recursos Humanos, comunica\u00e7\u00e3o interna, marketing e universidades corporativas. Se o custo marginal de produzir um material cai, muda tamb\u00e9m o crit\u00e9rio de decis\u00e3o dessas equipes.<\/p>\n<p>Deixa de fazer sentido concentrar esfor\u00e7o em poucos conte\u00fados que precisam durar anos. Passa a fazer sentido produzir mais, revisar com frequ\u00eancia e descartar o que envelheceu. \u00c9 uma mudan\u00e7a de postura editorial antes de ser uma mudan\u00e7a de ferramenta, e exige que essas \u00e1reas assumam algo que historicamente n\u00e3o lhes foi cobrado: crit\u00e9rio de curadoria.<\/p>\n<p>Um problema recorrente nesse cen\u00e1rio \u00e9 a depend\u00eancia da imagem de um colaborador ou artista para produzir o conte\u00fado. Ao permitir que a intelig\u00eancia artificial gere as imagens necess\u00e1rias, o crIAr reduz essa depend\u00eancia e evita entraves relacionados a direitos de imagem.<\/p>\n<p>Para a <a href=\"https:\/\/inspand.com.br\/educacaocorporativa.html\" target=\"_blank\"><u>Inspand<\/u><\/a>, a IA n\u00e3o substitui especialistas, educadores ou profissionais de conte\u00fado. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzir o trabalho operacional, apoiar a curadoria e ampliar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o das equipes.<\/p>\n<p>&#8220;As empresas que vencer\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o apenas as que utilizarem IA. Ser\u00e3o aquelas que conseguirem transformar o conhecimento existente dentro da organiza\u00e7\u00e3o em decis\u00f5es, comportamentos e resultados&#8221;, diz Cristiano Franco.<\/p>\n<p>A leitura da companhia \u00e9 que a nova corrida da intelig\u00eancia artificial n\u00e3o ser\u00e1 vencida pela empresa que tiver o maior n\u00famero de ferramentas, mas por aquela que conseguir usar a tecnologia para aumentar a capacidade humana de aprender, decidir e executar.<\/p>\n<p>\u00c9 uma disputa menos vis\u00edvel do que a dos chatbots. Tamb\u00e9m \u00e9 a que aparece no resultado.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nos primeiros anos da intelig\u00eancia artificial generativa, boa parte das empresas concentrou seus esfor\u00e7os na implanta\u00e7\u00e3o de assistentes virtuais, chatbots e ferramentas capazes de responder","protected":false},"author":1,"featured_media":134925,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[7691],"tags":[],"class_list":["post-134924","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pulsebrand"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134924\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}