{"id":134888,"date":"2026-08-05T12:55:00","date_gmt":"2026-08-05T15:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/empreenda-mais\/os-custos-invisiveis-que-atrapalham-a-operacao-das-empresas\/"},"modified":"2026-08-05T12:55:00","modified_gmt":"2026-08-05T15:55:00","slug":"os-custos-invisiveis-que-atrapalham-a-operacao-das-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/empreenda-mais\/os-custos-invisiveis-que-atrapalham-a-operacao-das-empresas\/","title":{"rendered":"Os custos invis\u00edveis que atrapalham a opera\u00e7\u00e3o das empresas"},"content":{"rendered":"<p>* Por Leandro Hiebl, CEO de AgilFix<\/p>\n<p>Existem alguns custos que s\u00e3o, praticamente, culturais. T\u00e3o normalizados que quase sempre aparecem nas planilhas como necessidade e nunca como gastos. No entanto, al\u00e9m do preju\u00edzo financeiro, esses \u201cfantasmas do or\u00e7amento\u201d podem esconder uma amea\u00e7a muito mais perigosa para os empres\u00e1rios: a dificuldade de questionar antigos protocolos e inovar. Afinal, quando um processo deixa de ser revisado apenas porque &#8220;sempre foi assim&#8221;, a empresa perde oportunidades de reduzir custos, ganhar efici\u00eancia e se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as do mercado.<\/p>\n<p>Um exemplo deste fen\u00f4meno que perpassa a maioria das empresas pode ser observado mais nitidamente no setor log\u00edstico. At\u00e9 o in\u00edcio do ano, o pl\u00e1stico de uso \u00fanico utilizado apenas para prender a carga aos pallets de transporte era tratado como um insumo indispens\u00e1vel, raramente questionado sob a \u00f3tica dos custos ou da efici\u00eancia. No entanto, a alta no <a href=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/empreenda-mais\/alta-do-petroleo-esta-acelerando-a-sustentabilidade-nas-empresas\/\" target=\"_blank\"><u>pre\u00e7o dos derivados de petr\u00f3leo<\/u><\/a>, impulsionada pelos conflitos no Oriente M\u00e9dio, alterou esse cen\u00e1rio. O filme stretch registrou aumento superior a 60% no pre\u00e7o, fazendo com que muitos gestores questionassem se este insumo era mesmo a melhor op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E a resposta foi n\u00e3o. O pl\u00e1stico stretch j\u00e1 n\u00e3o representava a melhor escolha sob a perspectiva financeira, operacional e, naturalmente, ambiental. A alta dos pre\u00e7os apenas acelerou um questionamento que deveria ter acontecido antes. Desde ent\u00e3o, muitos centros de distribui\u00e7\u00e3o passaram a adotar uma solu\u00e7\u00e3o que j\u00e1 estava dispon\u00edvel no mercado: as cintas reutiliz\u00e1veis para amarra\u00e7\u00e3o de cargas. Em vez de arcar com uma despesa recorrente na compra de pl\u00e1stico, as empresas fazem um \u00fanico investimento em um produto que ser\u00e1 reutilizado por cerca de 5 anos sem custos adicionais.<\/p>\n<p>Na ponta do l\u00e1pis, a mudan\u00e7a representa um retorno sobre o investimento (ROI) bastante expressivo. Em uma <a href=\"https:\/\/agilfix.com.br\/calculadora\" target=\"_blank\"><u> conta simples<\/u><\/a>, imagine um centro de distribui\u00e7\u00e3o que movimenta 100 pallets por dia e que cada um utilize cerca de 300 gramas de stretch. Em 5 anos, seriam mais R$ 732 mil investidos em pl\u00e1stico descart\u00e1vel e 82.125 Kg de CO2 jogados na atmosfera. Em contraponto, com as cintas, no mesmo per\u00edodo, haveria apenas o investimento inicial, reduzindo despesas operacionais e tornando a opera\u00e7\u00e3o mais previs\u00edvel. \u00c9 um exemplo de como analisar apenas o pre\u00e7o de compra, e n\u00e3o o custo total de utiliza\u00e7\u00e3o, pode levar empresas a manterem processos menos eficientes e mais caros no longo prazo.<\/p>\n<p>Outro ponto que torna essa equa\u00e7\u00e3o ainda mais interessante, \u00e9 o ganho de produtividade. O pl\u00e1stico stretch exige que o colaborador percorra todo o pallet para envolver e fixar as cargas, o que pode demandar v\u00e1rias voltas at\u00e9 garantir a estabiliza\u00e7\u00e3o, mas o processo das cintas reutiliz\u00e1veis dispensa esse trabalho, o que torna o processo at\u00e9 3 vezes mais r\u00e1pido. Sem contar no impacto no meio ambiente, sem as toneladas de pl\u00e1stico descartados diariamente. Ainda assim, essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas sobre a log\u00edstica. \u00c9 urgente que as empresas olhem com aten\u00e7\u00e3o \u00e0s inova\u00e7\u00f5es que est\u00e3o do lado de fora, esperando que algu\u00e9m questione os processos que \u201csempre foram assim\u201d, mas que n\u00e3o precisam mais ser. O custo de n\u00e3o mudar pode parecer invis\u00edvel, mas, no fim do dia, \u00e9 bastante real.<\/p>\n<p>*Leandro Hiebl \u00e9 graduado em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o e possui especializa\u00e7\u00e3o em Design de Produto. O executivo foi o criador do prot\u00f3tipo das cintas de amarra\u00e7\u00e3o de carga reutiliz\u00e1veis e h\u00e1 10 anos est\u00e1 \u00e0 frente da AgilFix, pioneira na fabrica\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o que j\u00e1 impediu o uso de mais de 12 mil toneladas de pl\u00e1stico na log\u00edstica em uma d\u00e9cada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"* Por Leandro Hiebl, CEO de AgilFix Existem alguns custos que s\u00e3o, praticamente, culturais. T\u00e3o normalizados que quase sempre aparecem nas planilhas como necessidade e nunca como gastos. 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