{"id":134582,"date":"2026-07-31T15:35:00","date_gmt":"2026-07-31T18:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/governanca-corporativa-vira-fator-decisivo-de-credito-para-empresas-brasileiras-em-2026-avalia-marcio-pires-de-moraes\/"},"modified":"2026-07-31T15:35:00","modified_gmt":"2026-07-31T18:35:00","slug":"governanca-corporativa-vira-fator-decisivo-de-credito-para-empresas-brasileiras-em-2026-avalia-marcio-pires-de-moraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/governanca-corporativa-vira-fator-decisivo-de-credito-para-empresas-brasileiras-em-2026-avalia-marcio-pires-de-moraes\/","title":{"rendered":"Governan\u00e7a corporativa vira fator decisivo de cr\u00e9dito para empresas brasileiras em 2026, avalia M\u00e1rcio Pires de Moraes"},"content":{"rendered":"<p><b>Bancos e fundos de investimento passam a exigir controles internos mais r\u00edgidos antes de liberar capital, em um ano marcado por transi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e volatilidade macroecon\u00f4mica.<\/b><\/p>\n<p>O acesso ao cr\u00e9dito corporativo no Brasil est\u00e1 cada vez mais atrelado \u00e0 qualidade da governan\u00e7a interna das empresas. Institui\u00e7\u00f5es financeiras t\u00eam concedido condi\u00e7\u00f5es melhores de financiamento para companhias com controles formais estabelecidos, enquanto fundos de venture capital e private equity tratam a aus\u00eancia de governan\u00e7a m\u00ednima como fator eliminat\u00f3rio em praticamente qualquer negocia\u00e7\u00e3o de investimento.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Pires de Moraes, profissional com atua\u00e7\u00e3o em gest\u00e3o estrat\u00e9gica e governan\u00e7a corporativa, diz que esse movimento reflete uma mudan\u00e7a de postura do mercado financeiro brasileiro diante de um cen\u00e1rio de maior volatilidade. Segundo ele, empresas que ainda tratam a governan\u00e7a como formalidade burocr\u00e1tica tendem a perder competitividade justamente no momento em que o custo de capital segue elevado.<\/p>\n<p><b>Transi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria eleva peso da disciplina financeira<\/b><\/p>\n<p>O ano de 2026 combina fatores que pressionam as empresas a refor\u00e7ar seus mecanismos internos de controle: a fase de testes da reforma tribut\u00e1ria, o ciclo eleitoral, que costuma gerar incerteza no ambiente de neg\u00f3cios, e a expectativa de queda gradual da Selic, concentrada principalmente no segundo semestre. Executivos financeiros consultados por ve\u00edculos especializados apontam a integra\u00e7\u00e3o entre governan\u00e7a e resili\u00eancia financeira como uma das principais prioridades corporativas do ano.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rcio Pires de Moraes, essa combina\u00e7\u00e3o de fatores torna a governan\u00e7a corporativa menos opcional do que em ciclos econ\u00f4micos anteriores. Ele avalia que empresas com processos de decis\u00e3o bem documentados e responsabilidade clara entre stakeholders tendem a atravessar a volatilidade com menos ru\u00eddo em rela\u00e7\u00e3o a fornecedores, investidores e credores.<\/p>\n<p><b>Digitaliza\u00e7\u00e3o aumenta volume de dados e exige mais controle<\/b><\/p>\n<p>O avan\u00e7o da digitaliza\u00e7\u00e3o nas empresas brasileiras tamb\u00e9m eleva a complexidade da governan\u00e7a, \u00e0 medida que cresce o volume de dados financeiros gerados internamente. Bancos e ag\u00eancias de rating, ao avaliarem o risco de cr\u00e9dito de institui\u00e7\u00f5es financeiras e empresas n\u00e3o financeiras, monitoram continuamente a qualidade da governan\u00e7a como parte central da an\u00e1lise, junto a indicadores tradicionais de desempenho e endividamento.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Pires de Moraes destaca que rastreabilidade e confiabilidade das informa\u00e7\u00f5es financeiras se tornaram t\u00e3o relevantes quanto os pr\u00f3prios resultados operacionais da empresa. Na vis\u00e3o dele, companhias que n\u00e3o investem em sistemas robustos de governan\u00e7a de dados correm risco de perder terreno em negocia\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, mesmo apresentando bons indicadores de receita.<\/p>\n<p><b>Empresas em crescimento sentem o efeito primeiro<\/b><\/p>\n<p>Neg\u00f3cios em fase de expans\u00e3o costumam ser os primeiros a esbarrar nessa exig\u00eancia. Fundos de investimento raramente aportam capital em empresas sem estrutura m\u00ednima de governan\u00e7a, o que obriga companhias em crescimento a formalizar processos de decis\u00e3o antes mesmo de atingir maturidade operacional plena.<\/p>\n<p>Segundo M\u00e1rcio Pires de Moraes, essa antecipa\u00e7\u00e3o tende a ser vantajosa no m\u00e9dio prazo. Ele pondera que empresas que implementam governan\u00e7a ainda em est\u00e1gio inicial evitam retrabalho e ganham agilidade quando chega o momento de negociar cr\u00e9dito ou atrair investidores institucionais.<\/p>\n<p><b>Um ano que testa a maturidade de governan\u00e7a das empresas brasileiras<\/b><\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre reforma tribut\u00e1ria, ciclo eleitoral e exig\u00eancia crescente de investidores e credores torna 2026 um per\u00edodo decisivo para a governan\u00e7a corporativa no Brasil. M\u00e1rcio Pires de Moraes conclui que companhias capazes de demonstrar controles internos s\u00f3lidos tendem a acessar cr\u00e9dito em condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas, justamente no momento em que o custo de capital segue como um dos principais desafios do ambiente de neg\u00f3cios brasileiro.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Bancos e fundos de investimento passam a exigir controles internos mais r\u00edgidos antes de liberar capital, em um ano marcado por transi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e volatilidade macroecon\u00f4mica. 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